Archive for the ‘Cinema’ Category

Nem a beleza salva “A Mulher do Meu Amigo”

Friday, December 12th, 2008

CINEMA // Atores globais e roteiro adaptado da peça de Domingos de Oliveira se perdem de forma desconexa no filme de Cláudio Torres, que estréia nesta sexta-feira

Paulo Rebêlo
Diario de Pernambuco

12.dezembro.2008

Marcos Palmeira e Maria Luisa Mendonça. Vinhos, queijos e uma casa de campo. Até parece que o advogado criminalista Mandrake e a companheira Berta resolveram entrar de férias. Não se iluda. Junte o casal (da premiada série Mandrake da HBO), adicione a “eterna-ninfeta” Mariana Ximenes e um engraçadinho Otávio Müller. Agora, tente descobrir onde se encaixa A mulher do meu amigo (2008), o novo filme de Cláudio Torres. Quem adivinhar ganha um doce e perde os R$ 15 do ingresso a partir desta sexta-feira, quando estréia nas salas de cinema do Recife.
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Documentários sobre ‘O Código da Vinci’

Tuesday, May 30th, 2006

Sucesso não se aproveita sozinho. Com as polêmicas sobre o livro, uma verdadeira franquia de documentários seguiu-se nos últimos dois anos, seja para desmistificar os assuntos abordados por Dan Brown em O Código da Vinci como, também, para debochar do autor e tentar classificar tudo como falácia e mentira.
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A polêmica sobre O Código da Vinci - parte 2

Wednesday, May 17th, 2006

Falem mal, mas falem de mim. Poucas máximas do marketing se aplicariam tão bem a O Código da Vinci. Proibido moralmente pela Igreja Católica e criticado ferozmente por religiosos praticantes, somente o anúncio sobre o início das filmagens criou uma expectativa vista poucas vezes na história do cinema. Não é por menos. Os números oficiais do livro impressionam: desde o lançamento em 2003, o Código da Vinci vendeu mundialmente 40 milhões de cópias e já foi traduzido para 44 idiomas. No final do ano passado, Dan Brown foi nomeado na Time uma das 100 pessoas mais influentes do mundo, na famosa e histórica lista anual publicada pela revista americana.
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A polêmica sobre O Código da Vinci - parte 1

Wednesday, May 10th, 2006

Não se fala em outra coisa: a estréia deste filme. Quase todos os dias, há alguma pseudo-novidade. Vamos tentar entender, em partes, o motivo de tanta polêmica. Adaptação no cinema do best-seller homônimo de Dan Brown, a trama de O Código da Vinci gira em torno da clássica pintura de Leonardo da Vinci, A Última Ceia, em que Jesus Cristo está sentado com os apóstolos para uma refeição. A tese defendida pelo livro/filme é que a pessoa sentada à direita de Jesus não é apóstolo João, é Maria Madalena. E ela não seria a famosa prostituta que há séculos os cristãos acreditam que seja. Seria a esposa de Jesus, esperando um filho dele, segredo que a Igreja Católica teria acobertado por 2 mil anos.
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2046 retalha passado, presente e futuro

Friday, December 23rd, 2005

Paulo Rebêlo
Revista Pipoca Moderna / dezembro.2005

A edição de 2004 do Festival de Cannes atrasou sua programação só para exibir a estréia de “2046″, ainda em versão não-finalizada. O filme de Wong Kar Wai também abriu salas de cinema nos Estados Unidos com pompas elogiosas dos críticos de arte e, no Brasil, passou em festivais com excelentes resenhas na imprensa. “2046″ tem muitos méritos, é lindo, poético e majestosamente interpretado por seus protagonistas, mas é para poucos. Talvez por isso chegue só agora ao cinema no país. Complicado e retalhado, às vezes peca pelo excesso de mistura entre a realidade e o imaginário, desnorteando o espectador.

Tony Leung Chiu Wan (de “Herói” e “Conflitos Internos”) é um jornalista/escritor que retorna a Hong Kong para finalizar um romance, achando que está escrevendo uma obra futurista quando, na verdade, trata-se do passado. Em suas lembranças e frustrações, segue uma jornada de relações com quatro mulheres em períodos diferentes no quarto 2046, que também é o título do livro. A trama retoma o tema e o personagem do clássico “Amor à Flor da Pele”, vivido por Leung em 2000, e também marca o retorno de Gong Li às superproduções e aos olhos do Ocidente, após um longo período fazendo filmes menores na Ásia.

Gong Li é aquela atriz de “Lanternas Vermelhas” (1991), “A História de Qiu Ju” (1992) e “Adeus, Minha Concubina” (1993), que durante uma década foi musa do cinema chinês. Ela compartilha a trama com a nova sensação feminina, a bela Zhang Ziyi (de “O Clã das Adagas Voadoras” e “Herói”) que, inclusive, é justamente considerada a “nova” Gong Li na China, diante do carismo e do sucesso de seus filmes em todos os continentes.As duas ainda poderão ser vistas no mês que vem em “Memórias de uma Gueixa”.

O ponto forte de “2046″ é, sem dúvida, a direção de Wong Kar Wai, diretor cultuado não apenas na Ásia, mas queridinho de várias atrizes de Hollywood, como Nicole Kidman, que se oferecem abertamente para um dia filmar com ele. Não à toa, Kar Wai é o diretor com a maior quantidade de filmes (seis, no total) selecionados entre os “100 Melhores Filmes Chineses em 100 anos” da Hong Kong Film Awards. Todos filmados entre 1989 e 2000. Kar Wai também foi o primeiro chinês a faturar o prêmio de melhor diretor no Festival de Cannes, em 1997.

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