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	<title>Paulo Rebêlo &#187; tecnologia</title>
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	<description>rebelox .:. jornalismo de precisão e crônicas imprecisas</description>
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		<title>Romantismo Retroiluminado</title>
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		<pubDate>Tue, 09 Nov 2010 11:29:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>rebêlo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Crônicas]]></category>
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		<description><![CDATA[Paulo Rebêlo // Terra Magazine Meu ícone máximo de romantismo sempre foi o casal que divide livros na cabeceira da cama. De pijamão, luminárias de cada lado, folheando as páginas até o sono chegar. Intermitentes, elas coçam nosso bucho peludo e nós a cutucamos com o pé ao escutar o primeiro ronco delas. Claro que já [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: left;"><strong>Paulo Rebêlo</strong> // <a href="http://terramagazine.terra.com.br/interna/0,,OI4781244-EI14598,00-Romantismo+retroiluminado.html">Terra Magazine</a></p>
<p style="text-align: center;"><a rel="http://www.flickr.com/rebelo/" href="http://www.flickr.com/rebelo/"><img class="aligncenter" src="http://img.terra.com.br/i/2010/11/08/1698166-1959-cp2.jpg" alt="Dentro de nossas limitações técnicas e com um pouco de ajuda, também podemos ser românticos em algumas situações específicas" width="514" height="290" /></a></p>
<p>Meu ícone máximo de romantismo sempre foi o casal que divide livros na cabeceira da cama. De pijamão, luminárias de cada lado, folheando as páginas até o sono chegar.</p>
<p>Intermitentes, elas coçam nosso bucho peludo e nós a cutucamos com o pé ao escutar o <a href="http://www.rebelo.org/hipopocaranga/2008/mulheres-que-roncam/">primeiro ronco</a> delas.</p>
<p>Claro que já tentamos imitar a bucólica cena. E claro que nunca funcionou.</p>
<p>Bons livros devem ser tratados como <a href="http://www.cinematish.com/">bons filmes</a>. Você até pode interromper, desde que seja algo importante. E nada é tão importante a ponto de interromper mais de uma vez. Ou duas, se for o apocalipse.</p>
<p>Veja bem, quando estamos lendo, não queremos saber o que você está lendo. Conte depois. Na hora do almoço, no bar, amanhã quando acordar. Em qualquer outro horário.</p>
<p>Não pergunte se estamos com fome ou sede. Agradecemos o <a href="http://www.rebelo.org/hipopocaranga/2007/mulher-para-casar-e-ambulancia/">carinho e a ternura</a>, mas é uma questão cartesiana: se a gente tem sede, a gente bebe. Se temos fome, vamos até a cozinha e voltamos com uma bolacha ou um pedaço de bife entre os dentes. Às vezes, rosnando.</p>
<p>Por tabela, é justo presumir que, se estamos deitados tentando ler, não estamos com fome e nem com sede.</p>
<p>Temos muito interesse no seu corpinho, nas suas ideias e opiniões sobre o mundo, a sociedade, o big brother brasil, a física quântica e a conspiração do governo americano sobre a existência de vida alienígena. Só não exatamente agora.</p>
<p>Veja bem, nenhuma conclusão cientificamente comprovada sobre a vizinha sirigaita é tão importante que não possa esperar até o café da manhã. De amanhã.</p>
<p>A gente até gosta de falar como foi nosso dia de trabalho e os planos etílicos para o fim de semana, mas nos perdoe, pois infelizmente somos seres muito limitados. Não conseguimos falar e ler ao mesmo tempo. Peço desculpas em nome da espécie. É um dos nossos inúmeros <a href="http://www.rebelo.org/hipopocaranga/2006/o-homem-primitivo/">defeitos de fábrica</a>.</p>
<p>Evidente, temos nossa parcela de culpa. Livros não trazem fotos ou imagens coloridas por um propósito muito claro: concentração. Logo, é uma disputa inglória se você está aqui ao lado com uma das centenas de suas revistas femininas com fotos de modelos de biquini, decotes e vestidinhos floridos em poses pouco literárias. Assim, nossa últi-ma gota de romantismo é página virada.</p>
<p>Uma outra opção (crianças, não tentem fazer isso em casa) é o que costumo chamar de leitura 69.</p>
<p>É isso mesmo que você pensou. Mas sempre há o risco de não funcionar, porque ela pode não alcançar o seu bucho peludo e ficar coçando outra coisa. Era uma vez uma noite de leitura.</p>
<p>Se a gente insinuar que você pode ter DDA (distúrbio de déficit de atenção) por não conseguir ler meia hora com a matraca fechada, bem capaz de irmos dormir no sofá ou você jogar o livro pela janela. Quando isso acontece, impera a Lei de Murphy: sempre é um livro que você não leu ainda.</p>
<p>Sabe o que é, a exemplo de tantas pessoas que passaram pelo Laserdisc e viram o videocassete (VCR) nascer, também sofremos lavagem cerebral dos filmes americanos de uma época onde não havia internet, dois empregos, expedientes prolongados, con-tratos de pessoa jurídica, participação nos lucros e&#8230; DDA generalizado. Fora a preocupação constante com a sua <a href="http://www.rebelo.org/hipopocaranga/2009/um-doce-para-maria/">programação neuro-linguística</a>.</p>
<p>A gente conseguia ler em paz e achava bacana os casais gringos do cinema lendo com óculos fundo de garrafa e dividindo um abajur retrô. Também sempre achei bacana quando os gringos puxavam do congelador um pacote e jogavam dentro do microondas com embalagem e tudo. Por aqui, não havia a cultura de comida congelada, aliás, sequer existia microondas.</p>
<p>Do jeito que as coisas estão hoje, talvez o maior romântico da atualidade seja o Steve Jobs. Ou seja lá quem tiver inventado o notebook com aquele teclado retroiluminado. Sem ele, nossa vida de leitura (e convivência) noturna seria bem mais difícil.</p>
<p>Com esse pequeno milagre chamado teclado retroiluminado, a gente não precisa mais de abajur enquanto elas dormem e balbuciam <a href="http://www.rebelo.org/hipopocaranga/2007/eremita-insone-sa/">sonâmbulas</a> sobre a luz acesa.</p>
<p>Podemos ficar inertes no escuro, digitando estes parcos rabiscos no <a href="http://www.rebelo.org/hipopocaranga/2008/prazeres-solitarios/">silêncio da madrugada</a>, sem atrapalhar ninguém, sem precisar de energia elétrica, apenas lendo uma coleção inteira de livros em PDF e escrevendo anotações de vendaval.</p>
<p>Não é a mesma sensação do livro, você me diz. De fato. Mas é o mais próximo que vamos conseguir chegar daquele romantismo de cabeceira. De vale-brinde, agora vocês não precisam mais reclamar que, ao primeiro ronco, a gente aproveita para fugir da cama e ir trabalhar na sala&#8230;</p>
<p>Até porque os meios mudam, mas as <a href="http://www.rebelo.org/hipopocaranga/2007/viagra-da-folha-em-branco/">contas a pagar</a> permanecem.</p>
<p> </p>
<p>_________<br /><em>receba as crônicas todo mês por e-mail, <a href="http://eepurl.com/79Qo">clique aqui</a></em>.</p>
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		<title>O que eu aprendi com o twitter</title>
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		<pubDate>Tue, 01 Sep 2009 22:07:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>rebêlo</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Paulo Rebêlo Webinsider &#124; 01.set.2009 Todo dia, tento resistir à tentação de abrir minha página inicial do Twitter. É que, assim como a febre dos blogs entre 2001 e 2005, ler a tuitada alheia passou a despertar um sentimento aparentemente muito feio e mesquinho em mim: a inveja. Se na época dos blogs eu achava que todo mundo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h2><span style="font-weight: normal; font-size: 13px; background-color: #ffffff;"><strong>Paulo Rebêlo<br />
<span style="font-weight: normal; background-color: #ffffff;"><a href="http://webinsider.uol.com.br/index.php/2009/09/01/o-que-eu-aprendi-com-o-twitter-nao-tem-preco/">Webinsider</a> | 01.set.2009</span></strong></span></h2>
<p>Todo dia, tento resistir à tentação de abrir <a href="http://www.twitter.com/rebelo_p" target="_blank">minha</a> página inicial do <a href="http://www.twitter.com/" target="_blank">Twitter</a>. É que, assim como a febre dos blogs entre 2001 e 2005, ler a tuitada alheia passou a despertar um sentimento aparentemente muito feio e mesquinho em mim: a inveja.</p>
<p>Se na época dos blogs eu achava que todo mundo tinha parado de trabalhar para viver blogando o que faz da vida, hoje em dia, com o twitter, eu quero é o emprego de todo mundo.</p>
<p><em>Eu vi um pombo cor-de-rosa na janela. Tuíte. Meu chefe chegou, hora de trabalhar. Tuíte. Cinco minutos depois, o chefe foi embora. Tuíte. Bom dia a todos. Tuíte. Vou ali almoçar. Tuíte. Tô cansado, hoje trabalhei demais. Tuíte. Até amanhã, twitters.</em> Tuíte. Tuíte. Tuíte. Tuíte.</p>
<p>Se a ferramenta diz que cada pio deve ter 140 caracteres, não entendo por que metade das pessoas não se contenta e escreve três, quatro, cinco tuítes de uma vez só como se fosse um post de blog? Daqui a meia hora, vão escrever mais três ou quatro seguidos.</p>
<p>Não sou inteligente o suficiente para dizer que são burras e que é para tuitar uma vez só. Não sou médico para dizer que é um problema de <a href="http://www.virtual.epm.br/tratamento/sostoc/toc.htm" target="_blank">TOC</a>. Nem sou psicólogo para afirmar que deve ser uma grande carência dizer ao mundo que o sobrinho meteu o dedo no nariz e tirou uma catota linda. Sem esquecer de colocar uma foto do celular nesse tal de <a href="http://www.twitpic.com/" target="_blank">Twitpic</a>.</p>
<p>Vejo coisas bacanas no Twitter. Quem vive de escrever ou escreve por prazer, consegue atrair um contingente de leitores que antes não conseguia. No meu humilde site de <a href="http://hipopocaranga.rebelo.org/" target="_blank">crônicas</a>, quando jogo um link no Twitter a audiência sobe coisa de 50%, mas apenas por 24h, raramente por dois dias. Os especialistas em novas mídias têm toda uma tese para explicar esse ronaldo, digo, fenômeno.</p>
<p>(Sim, porque todo mundo que usa internet para trabalhar agora é um especialista em novas mídias, novas tecnologias, noves fora a casa de chapéu.)</p>
<p>O problema é encontrar os links e comentários interessantes perdidos no meio de 489 tuítadas de uma dúzia de pessoas. E aqui vem o problema maior: <strong>os brios alheios</strong>.</p>
<p>Por mais que eu goste daquele meu amiguinho virtual, não dá para abrir minha página do Twitter e ver que ele tomou conta de metade da minha tela num intervalo de quatro horas. Esse tipo de comportamento você não consegue reverter nem usando um leitor de RSS.</p>
<p>Se juntar com mais outra meia dúzia de pessoas que tuítam como quem bebe água, eu vou precisar apertar 87 vezes na tecla Page Down até começar a ler outras pessoas. Isto é, se você olhar o seu Twitter todos os dias. Se passar um dia sem olhar, multiplique a conta por oito.</p>
<p>E foi aqui que o Twitter me ensinou o que, hoje, tem sido o maior aprendizado internético libertador de toda minha extensa vida online: <strong>abrir mão de saber das catotas alheias</strong>.</p>
<p>Falar é fácil, mas quando você depende de internet para pagar aluguel, a conta da padaria e o fiado do bar, é muito difícil abrir mão de clicar em links que os outros dizem ser interessantes. Ou simplesmente ficar sabendo o que fulano e beltrano acham das (me perdoem) “novas mídias”.</p>
<p>Não é fácil, mas também não é impossível. Difícil mesmo é explicar aos amiguinhos virtuais (aquele povo que você nunca viu na vida, talvez nunca veja e até desconfia se existem de verdade) o motivo de você ter clicado em REMOVE (em caps lock mesmo, com força) no nome deles.</p>
<p>Como o Twitter também é cultura e aprendizado, levei toda essa ampla bagagem de conhecimento avançado em novas mídias para outras ferramentas digitais e redes sociais que uso, mesmo sem saber exatamente se uso ou não. Porque, de acordo com os gurus diplomados dos cursinhos cheio de grifes, só usa rede social quem interage. Quem apenas olha, não está fazendo nada.</p>
<p>Quando estou online, geralmente entro no MSN Messenger e/ou no Gtalk. Não por necessidade, apenas por hábito. Acontece que há muitos anos eu não abro a janela para saber quem está online, de modo que ontem eu não fazia a menor idéia quem eram as pessoas que contavam por 80% da minha lista de contatos.</p>
<p>Exportei a lista e tinha 472 criaturas, onze ou doze anos depois de eu fazer uma conta no Hotmail. Devo realmente trocar umas idéias com meia dúzia. Tem gente que lembro, é verdade, de quem trabalhou comigo há dez anos, de quem trabalhou no mesmo lugar por apenas três meses, de quem apareceu do nada e nunca mais reapareceu. Enfim, tem de todo tipo, mas em comum, 99% dos contatos não troca uma palavra comigo (olha a carência da catota do sobrinho) há meses, quiçá anos.</p>
<p>No Twitter, mesmo que ninguém conheça ninguém, você pode dormir feliz da vida se achando um verdadeiro sucesso social por ter 300 mil seguidores. Mas e no MSN, que apenas você tem acesso? DELETE (em caps lock de novo) neles, de com força e com os dois pés, que nem tirador de coco na praia.</p>
<p>Devo ter apagado 90% da minha lista no MSN e 50% no Gtalk, que por natureza (e por ser mais novo) já tinha. Isso também evita, ou vai evitar, aquele inútil hábito de digitar bêbado na janela de alguém achando que é outra pessoa. Hoje eu voltei a abrir a janela do MSN para ver quem está online. E é um alívio indescritível ver que tem apenas meia dúzia de pessoas online e, diante do júri, poder dizer exatamente quem são elas e como elas chegaram ali.</p>
<p>Minha próxima hercúlea missão é organizar minhas três contas de e-mail. Com quase seis meses sem conseguir olhar direito a caixa postal onde recebo releases, propagandas e boletins, hoje meu Outlook tem exatos 6200 pretinhos. Os pretinhos são aquelas mensagens negritadas que significam “não lidas”. Fora outros milhares da caixa de spam automático, mas estas prefiro nem olhar. Os falsos negativos que me perdoem. E eu adoro ler boletins, não sei como o Outlook foi chegar a esta conta incrivelmente absurda.</p>
<p>Todo dia, abro o Outlook, respiro fundo e fico a apenas um clique do botão LIMPAR TUDO. Mas tenho esperado. Talvez eu precise entrar mais vezes no Twitter, aprender mais. Até porque, se nem o Belchior encontrou uma solução para fugir das dívidas tão fácil, não sou eu que irei conseguir transformar 6200 emails em um tuíte de 140 caracteres.</p>
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		<title>Especial 64 bits // Comprou 4 GB de memória RAM e o PC só enxerga 3 GB?</title>
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		<pubDate>Wed, 19 Nov 2008 21:54:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>rebêlo</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Paulo Rebêlo &#124; email UOL Tecnologia &#124; link 19.novembro.2008 Você resolve comprar computador novo, talvez atualizar o atual, tudo para poder rodar os jogos mais recentes e finalmente usar o Windows Vista sem reclamar tanto da lentidão. Super-máquina, 4 GB de memória RAM e processador de dois ou quatro núcleos. Hora de ligar o PC [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Paulo Rebêlo </strong>| <a href="mailto:imprensa@rebelo.org">email</a><strong><br />
UOL Tecnologia</strong> | <a href="http://tecnologia.uol.com.br/dicas/software/windows/2008/11/19/ult6046u9.jhtm">link</a><br />
19.novembro.2008</p>
<p><a href="http://tecnologia.uol.com.br/dicas/software/windows/2008/11/19/ult6046u9.jhtm"><img class="size-full wp-image-916 alignleft" style="margin: 5px;" title="uol-ram" src="http://www.rebelox.com/wp-content/uploads/2008/11/uol-ram.jpg" alt="" width="167" height="211" /></a>Você resolve comprar computador novo, talvez atualizar o atual, tudo para poder rodar os jogos mais recentes e finalmente usar o Windows Vista sem reclamar tanto da lentidão. Super-máquina, 4 GB de memória RAM e processador de dois ou quatro núcleos. Hora de ligar o PC e&#8230; frustração. Os 4 GB de RAM se transformaram em 3 GB.</p>
<p><span id="more-905"></span></p>
<p>Todos os dias, usuários desavisados acham que fizeram um péssimo negócio ao adicionar mais memória RAM. Quando perguntam ao vendedor ou ligam para a assistência técnica, a resposta mais comum é: “não se preocupe, é normal, trata-se de uma limitação do sistema operacional, os 4 GB estão instalados corretamente”.</p>
<p><strong>Verdade ou mentira?</strong></p>
<p>Verdade, em partes. A limitação existe e os 4 GB estão instalados corretamente. Só que o problema não é do sistema operacional e pode ser facilmente revertido. Para isso, será preciso trabalhar com Windows (ou Linux, ou qualquer outro sistema) de 64 bits, onde os 4 GB de memória são reconhecidos e &#8220;mapeados&#8221; corretamente.</p>
<p><strong>Por que isso ocorre?</strong></p>
<p>Praticamente todos os computadores domésticos ainda rodam em plataforma 32 bits. Por uma limitação técnica da arquitetura de hardware, o limite máximo é de 4 GB de RAM, mas o Windows não consegue &#8220;enxergar&#8221; tudo. A depender do modelo da sua placa-mãe e outros periféricos instalados, você consegue ver entre 2,75 GB a 3,5 GB.</p>
<p>Para onde foi o restante da memória? Continua lá e, em certas situações, poderá ser utilizada quando necessário em softwares específicos. Mesmo assim, o gerenciamento do Windows acima de 3 GB continuará sendo um remendo, quase um improviso.<br />
<!--more--></p>
<p>Na prática, a partir de 4 GB, você perde performance (e dinheiro) ao usar um sistema operacional 32 bits. Mesmo que a BIOS mostre 4 GB instalados fisicamente, via software sempre haverá uma porção subutilizada. A partir do <a href="http://tecnologia.uol.com.br/ultnot/2008/02/18/ult4213u339.jhtm">ServicePack 1</a> (SP1) do Vista, o Windows consegue mostrar (nas Propriedades do Computador) que você tem 4 GB, mas no gerenciador de tarefas (taskmgr.exe) você pode notar que apenas 3.x GB estão reservados para o sistema.</p>
<p>Resta saber se vale a pena, ou não, instalar uma versão 64-bit do Windows e recuperar a memória perdida para as limitações de hardware.</p>
<h2><span style="color: #ff0000;">Vantagens e desvantagens do Windows 64-bit</span></h2>
<p>Embora a plataforma de 64-bit do Windows gerencie melhor a memória RAM do que as versões 32-bit, a falta de softwares disponíveis para a versão superior pode ser uma barreira para a instalação ou upgrade do sistema. Além disso, usuários que não pretendem utilizar o computador para jogos ou pesadas aplicações de vídeo se beneficiarão muito pouco com a mudança de versão.</p>
<p>Confira alguns prós e contras em adotar o Windows 64-bit.</p>
<p><strong>Consumo de memória</strong><br />
Ao comparar as edições 32-bit e 64-bit, você verá um dado bem curioso: o Windows64 consome mais memória. Se você procura por performance e estabilidade, não caia na tentação de voltar a 32-bit por causa deste fato. O Windows64 consome mais memória para cada processo isolado, mas a gerencia bem melhor e de modo otimizado quando há RAM suficiente, ou seja, com 4 GB em diante. Para jogos e aplicações pesadas de vídeo e imagem, o bom gerenciamento de memória é fundamental para performance.</p>
<p><strong>Softwares disponíveis</strong><br />
Com raras exceções que pouca gente usa, os jogos e softwares são 32-bit. Hoje, não há perda de performance quando o Windows64 roda aplicativos 32-bit, mas você irá perceber que os aplicativos vão precisar de mais RAM quando abertos. Sobretudo no caso de navegadores (browsers) e antivírus, para citar dois casos comuns. Logo, se você não pretende jogar ou rodar aplicativos pesados, mas apenas navegar na internet e usar ferramentas de escritório, a migração para 64-bit pode significar trocar seis por meia dúzia.</p>
<p><strong>Compatibilidade e hardware</strong><br />
Embora seja considerado um dos melhores sistemas operacionais já lançados pela Microsoft, o XP64 tem um grave problema de carência de drivers para hardware. O Vista64 já possui praticamente todos, inclusive para notebooks. A situação hoje melhorou muito para o XP64, mas para uso portátil ainda é uma grande dor de cabeça.</p>
<p><strong>Internet</strong><br />
A única diferença significativa é a inclusão do Internet Explorer 64-bit nas edições do Windows64. A maioria dos plugins disponíveis não funciona, mas você terá um IE mais seguro e consumindo menos memória (gerenciando melhor) quando dezenas de abas estiverem abertas. Por outro lado, se você prefere rodar o IE padrão (32-bit), verá que com muitas abas abertas ele irá consumir bem mais memória do que antes. Os Windows 64-bit oferecem as duas versões do IE ao mesmo tempo.</p>
<h2><span style="color: #ff0000;">Computadores com Vista já suportam 64-bit, mas XP também é opção</span></h2>
<p>Para usuários Windows que optam por instalar uma versão 64-bit do sistema operacional, há apenas duas opções: usar o Windows XP-64 ou o Vista-64. Ambos podem ser adotados com menos de 4 GB, desde que o seu processador tenha suporte à tecnologia. O XP64, por exemplo, roda muito bem com 2 GB. Já o Vista64, não pense nele antes de ter, pelo menos, 4 GB.</p>
<p>O Vista64 é mais fácil de encontrar e comprar, até porque somente a partir do Vista &#8211; e de sua insaciável fome por memória &#8211; é que a Microsoft passou a investir no usuário doméstico da plataforma 64-bit.</p>
<p>O XP64 não é o mesmo XP tradicional. Ele é feito a partir do código do Windows Server 2003 e vários drivers de hardware não são compatíveis.</p>
<p>Já o Vista 64 é praticamente igual ao Vista tradicional, com a melhora de estabilidade e performance esperadas para quem tem 4 GB ou mais. Os requisitos de hardware são os mesmos. Atenção apenas ao processador: é preciso ter uma CPU compatível com 64-bit.</p>
<p>Se você comprou um PC novo com 4 GB e Windows Vista, certamente o processador suporta a plataforma 64-bit. E caso você queira instalar mais de 4 GB, o Windows 64-bit é a única solução, visto que 4 GB é o máximo utilizável em hardware 32-bit.</p>
<p><strong>Algumas recomendações de uso otimizado</strong></p>
<p>A plataforma 64-bit é essencial para os gamers. Se o objetivo é jogar, principalmente se você tiver uma boa placa de vídeo, esqueça o Windows tradicional e migre logo.</p>
<p>O gerenciamento de memória é melhor nas duas frentes: na RAM e na placa de vídeo. Com o Windows 32-bit tradicional, placas de vídeo com muita memória vão terminar &#8220;engolindo&#8221; ainda mais sua RAM sem necessidade. O Vista64 é considerado uma boa escolha para os gamers com 4 GB ou mais.</p>
<p>Por outro lado, se você comprou 4 GB apenas para poder usar o Windows Vista sem reclamar, mas não gosta de games, coloque na balança as vantagens. Para uso apenas de internet e escritório, você terá um gerenciamento melhor de memória com 64-bit, sim, mas a compensação nem sempre vale a pena por causa da ausência de aplicativos 64-bit nativos.</p>
<p>Hoje em dia, espaço no disco rígido (HD) não é mais problema. Mas também vale realçar que os Windows 64-bit ocupam pelo menos 1 GB a mais de espaço em disco, por conta dos arquivos e bibliotecas maiores.</p>
<h2><span style="color: #ff0000;">Como aproveitar todo o desempenho de um processador de 64 bits</span></h2>
<p>Os sistemas operacionais são projetados para funcionar da melhor forma possível com o hardware disponível.</p>
<p>Assim, para aproveitar completamente o desempenho que um processador de 64 bits (como o AMD Athlon 64 ou os da família Intel Core) oferece, é necessário ter também um sistema operacional preparado para trabalhar com 64-bit, como é o caso do Windows 64, do Mac OS X Leopard e da versão do Linux para 64 bits.</p>
<p>Caso contrário, o processador funcionará como se tivesse 32 bits, tanto em capacidade de processamento quanto em velocidade.</p>
<p>Segundo Alfredo Goldman Vel Lejbman, do Instituto de Matemática e Estatística (IME-USP) da Universidade de São Paulo, o sistema operacional de 64 bits faz contas com números maiores de forma mais rápida.</p>
<p>Na prática, isso significa que um usuário do AutoCad, por exemplo, conseguirá fazer cálculos mais precisos. No entanto, o usuário médio não verá grandes diferenças.</p>
<p>Isso porque os aplicativos precisam ter sido projetados para a computação de 64 bits; caso contrário, não rodarão no sistema. Goldman alerta que mesmo entre os jogos, é muito mais comum encontrar softwares para 32 bits do que para 64. &#8220;Só alguns jogos mais recentes são feitos para 64 bits. Por exemplo, aqueles portados de consoles como o Xbox 360, que funciona com essa tecnologia&#8221;, diz o professor.</p>
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		<title>Daniel Dantas, Opportunity e os investimentos em internet</title>
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		<pubDate>Mon, 21 Jul 2008 10:02:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>rebêlo</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Foram milhões de reais, boa parte a fundo perdido, em empresas novatas, incubadas ou estreantes no setor de tecnologia pelos últimos dez anos. ______________ UOL / Webinsider &#124; 21.julho.2008 link original Agora que jogaram o sorvete no ventilador, tem gente suando em bicas ao ler o nome de Daniel Dantas e o Opportunity nos jornais. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://webinsider.uol.com.br/index.php/2008/07/21/daniel-dantas-opportunity-e-os-investimentos-em-internet/"><img src="http://www.rebelox.com/wp-content/uploads/2008/07/wi-depois.jpg" title="" width="313" height="54" border="0" hspace="4" vspace="2"/></a><i>Foram milhões de reais, boa parte a fundo perdido, em empresas novatas, incubadas ou estreantes no setor de tecnologia pelos últimos dez anos.</i><br />
______________<br />
UOL / Webinsider | 21.julho.2008<br />
<a href="http://webinsider.uol.com.br/index.php/2008/07/21/daniel-dantas-opportunity-e-os-investimentos-em-internet/">link original</a></p>
<p>Agora que jogaram o sorvete no ventilador, tem gente suando em bicas ao ler o nome de Daniel Dantas e o Opportunity nos jornais. Executivos, acionistas e conselheiros, de empresas das mais diversas, porém sempre bem conhecidas entre profissionais de tecnologia e informática, talvez até se posicionem a favor da moralidade e da continuidade nas investigações.<br />
<span id="more-726"></span>Não foi sempre assim. E a história recente da internet brasileira esta aí para mostrar, no Google e nos arquivos guardados em PDF. São milhões de reais em investimentos – boa parte a fundo perdido, é bom frisar – em empresas novatas, incubadas ou estreantes no setor de tecnologia pelos últimos dez anos.</p>
<p>Aqui, um parênteses. São em horas assim que a gente vê como as boas reportagens de tecnologia são exceções e fazem falta. A mídia dita especializada prefere a reportagem McDonald’s: limpa, rápida, barata e fácil de digerir. E não mata a fome. Fecha o parênteses.</p>
<p>Parte das agraciadas (em tecnologia) com os milhões do Opportunity naufragou. Outra parte se deu muito bem na mídia, mesmo com a conta fechando no vermelho todo ano e até os dias de hoje. Uma pequena parcela, transformou-se em referência, ícone, status. </p>
<p>Quem haverá de discordar delas? Em comum, há apenas um fato inegável: quem entra em uma operação cujo envolvimento é na ordem de milhões, não é amador e nem ingênuo.</p>
<p>O Opportunity está na berlinda nebulosa desde sempre e nunca foi segredo. Para ser mais preciso, desde o início, com a privatização da Telebrás em 1998.</p>
<p>Aquela velha história: se você está com fome e lhe oferecem um pedaço de pão, haverá você de negar diante de suspeitas claras de que a refeição será paga com dinheiro sujo? A resposta é discutível, social e filosoficamente, a depender de uma série de variáveis. </p>
<p>O que não se discute, contudo, é comer o pão e depois proliferar a idéia de que o bom samaritano (visionário, vanguardista, empreendedor, brilhante) possui “uma conduta ilibada, norteada pela ética” e que “até agora a Justiça sempre o inocentou”. São apenas duas expressões bastante empregadas na política brasileira.</p>
<p>Vai ter dono de empresa, conselheiro, acionista, até mesmo estagiário, a dizer que nunca imaginou como os tentáculos do Opportunity fossem tão extensos. Os registros factuais, contudo, mostram outra imaginação. As fotos de abraços calorosos, de apertos de mão entusiasmados, estão lá. Os discursos, idem. Já o livro-caixa…</p>
<p>De bolso vazio, qualquer pãozinho é um croissant. E de bolso cheio, todos somos inocentes até prova em contrário. Certo está o Alberto Cacciola, que ao aterrisar no Brasil, sorridente, disse confiar na Justiça brasileira.</p>
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		<title>Perdidos no tempo e espaço da internet</title>
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		<pubDate>Tue, 17 Jun 2008 04:06:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>rebêlo</dc:creator>
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		<description><![CDATA[ELEIÇÕES // Sem regulamentação sobre novas tecnologias, uso da rede nas campanhas perde o rumo e Justiça decide avaliar caso a caso Paulo Rebêlo Diario de Pernambuco &#8211; 15.junho.2008 Após cumprir um mandato-tampão como governador do Estado da Califórnia (EUA) de 2003 a 2006, com 48.6% dos votos válidos, ele foi reeleito convencionalmente naquele mesmo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><i>ELEIÇÕES // Sem regulamentação sobre novas tecnologias, uso da rede nas campanhas perde o rumo e Justiça decide avaliar caso a caso</i></p>
<p>Paulo Rebêlo<br />
Diario de Pernambuco &#8211; 15.junho.2008</p>
<p>Após cumprir um mandato-tampão como governador do Estado da Califórnia (EUA) de 2003 a 2006, com 48.6% dos votos válidos, ele foi reeleito convencionalmente naquele mesmo ano com a vontade de 56.0% dos eleitores. Foi quando este republicano que atende pelo nome de Arnold Schwarzenegger &#8211; sim, ele mesmo &#8211; sugeriu que um dia gostaria de ser Presidente da República. </p>
<p>Quase de imediato, os democratas, ala de Barack Obama e Hillary Clinton, decretaram que o sonho do exterminador do futuro era infundado e ilegal. Pela constituição americana, somente cidadãos nascidos em solo norte-americano podem ser candidatos à presidência. Apesar de possuir a cidadania desde 1983, Schwarzenegger nasceu na Áustria em 1947.</p>
<p><span id="more-2253"></span><br />
<img src="http://www.rebelox.com/wp-content/uploads/2008/06/flip26.jpg" title="" width="298" height="506" border="0" hspace="4" vspace="2"/>Graças ao intensivo uso da internet em sua campanha política à presidência, cuja eleição geral será em novembro deste ano, por bem pouco Barack Obama não provou do mesmo veneno adotado pelo seu partido contra os republicanos. Durante a última semana, o democrata foi alvo de suspeitas de que não teria nascido nos Estados Unidos e, por conseguinte, não poderia concorrer. </p>
<p>Natural de Honolulu, capital do Havaí, Obama viu o boato se espalhar pelos quatro cantos do globo. Diferentemente do que muita gente imagina, o Havaí é uma unidade federativa dos EUA, não um país. Pela internet, a equipe de Obama disponibilizou a cópia da certidão de nascimento na página www.fightthesmears.com. Os assessores de Obama tentam desmentir os crescentes boatos contra o candidato negro e de origem árabe. </p>
<p>Se Barack Obama fosse brasileiro, certamente seria enquadrado pela Justiça Eleitoral e poderia ter a candidatura impugnada. Afinal, bem diferente do que ocorre com a política norte-americana, o uso de novas tecnologias nas campanhas nacionais, como redes de relacionamento social, mensagens por celular, blogs e sites, ainda passam ao largo da maioria dos candidatos. Não somente pela falta de interesse dos políticos e do pouco acesso à rede dos eleitores, mas, sobretudo, à falta de regulamentação para a área.</p>
<p><b>Dificuldade -</b> A mais recente resolução do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sobre a regulamentação do uso da internet, em vez de esclarecer os pontos de dúvida, dificultou ainda mais a compreensão dos assessores de campanhas e dos pré-candidatos. </p>
<p>Para não perderem o prazo estipulado pela lei, os ministros do TSE não entraram em acordo sobre a estipulação de regras para o uso de blogs, Orkut e Youtube pelos candidatos. Decidiram que cada questão será analisada caso a caso, pelos juízes.</p>
<p>Em outras palavras, cabe à interpretação de cada juiz o que pode se configurar como campanha ilegal na internet ou que irá configurar uso desvirtuado das novas. Além de não regularem o uso da rede, o TSE não alterou o artigo 18 da resolução 22.718, publicada em março deste ano. O artigo é explícito: restringe a campanha online exclusivamente pelo site oficial do candidato. </p>
<p><font color="#FF0000" size="3"><b>Insegurança jurídica</b></font></p>
<p>Em mais de uma oportunidade, o ministro Ari Pargendler, relator da consulta no TSE, mostrou preocupação de que a internet não sirva para escândalos, fofocas e boatos. Ocorre que a falta de regulamentação pode levar a problemas bem maiores, como a insegurança jurídica e a possibilidade de múltiplas interpretações por juízes e tribunais regionais pelo Brasil.</p>
<p>Em Pernambuco, o presidente do TRE, Jovaldo Nunes, garante que não haverá regras divergentes às esclarecidas pela instância superior. Recentemente, o TRE se posicionou contra uma resolução do TSE sobre a candidatura de políticos com ficha suja. A Justiça Eleitoral do estado irá recomendar que as candidaturas não sejam aceitas pelos partidos de quem responde por processos judiciais, diferentemente do que entende o TSE.</p>
<p>Sobre as campanhas na internet, contudo, não haverá divergência. &#8220;Trata-se de uma matéria administrativa, não judicial. Podemos divergir em questões judiciais, porque o TSE não pode nos dizer como julgar, visto que nesta função os tribunaislocais são independentes. Mas internet é matéria administrativa e não vamos deixar de seguir a instância superior&#8221;, disse Jovaldo. </p>
<p><font color="#FF0000" size="3"><b>Mais perguntas que respostas</b></font></p>
<p>Sites ou portais de notícias podem ter propaganda política? Os candidatos podem fazer vídeos e mandar para o Youtube? Blogs podem ser criados pelos assessores? E as comunidades no Orkut, continuam abertas? São dúvidas que seguirão sem respostas, diante do desfecho pouco esclarecedor do TSE. Resta saber se os membros do Judiciário estão preparados e bem assessorados tecnicamente para julgar as denúncias que podem e irão surgir daqui para frente.</p>
<p>Nem os próprios ministros do TSE se entendem sobre o caso. Após o julgamento da questão, o presidente Carlos Ayres Britto disse que o &#8220;Direito não tem como dar conta desse espaço, não nos cabe ocupar, deixemos os internatos em paz&#8221;. Apenas dois ministros contestaram. Marcelo Ribeiro acredita que a rede se transformará em uma &#8220;terra de ninguém&#8221;. Ari Pargendler ponderou que &#8220;uma pessoa não pode ficar sujeita a mexericos e ofensas pela internet e não obter resposta&#8221;, acrescentando que propaganda no Orkut, Second Life e Youtube deveria ser proibida nas eleições do Brasil.</p>
<p>A resolução do TSE, sobre o uso da internet nas campanhas, nasceu de uma consulta do deputado federal José Fernando Aparecido de Oliveira (PV-MG), que também é presidente do partido em Minas Gerais. No entanto, de acordo com a presidente da Comissão de Direito e Tecnologia do Instituto dos Advogados Brasileiros, Ana Amélia Ferreira, várias consultas sobre regras eleitorais para internet foram feitas ao tribunal em 2006 e nunca foram apreciadas.</p>
<p>De acordo com a advogada, as consultas anteriores chegaram fora do prazo regimental para apreciação dos ministros. &#8220;Mas agora é diferente, nossa consulta foi protocolada em outubro de 2007. Em março saiu a resolução 22718, cujo artigo 18 fala em propaganda exclusiva na página do candidato. Então esse mundo inteiro de novas tecnologias se resume a um único site?&#8221;, questiona Amélia, que também é assessora parlamentar do deputado José Fernando.</p>
<p>Ao fazer um contraponto com as campanhas eleitorais nos EUA, a advogada lembra que o uso é regulamentado, como é o caso do teto de US$ 2.300 para doações dos contribuintes. Para o professor de relações internacionais da Faculdade Rio Branco em São Paulo, Gunther Rudzit, não há dúvidas sobre o desconhecimento dos candidatos em relação ao uso de novas mídias. &#8220;Por outro lado, quem está conectado no Brasil? Nos EUA, mais de 50% das residências acessam a internet, bem diferente daqui&#8221;, indaga.</p>
<p>Rudzit, que é doutor em ciência política e especialista em segurança internacional, vê uma ponta de acomodação no Brasil sobre o tema. &#8220;Nos EUA, todo mundo cobra diretamente do político pelas suas promessas de campanha, usam o e-mail, os blogs, tudo. Funciona como um termômetro&#8221;, acredita. </p>
<p><font color="#FF0000" size="3"><b>Entrevista [ José Fernando Aparecido ]</b></font></p>
<p>Qual sua avaliação do julgamento da consulta eleitoral ao TSE? </p>
<p>O TSE decidiu não conhecer a consulta sobre propaganda eleitoral na internet por entender que se trata de um espaço de regulação interditada ao campo eleitoral. Considero importante a decisão, pois desconsiderou o parecer técnico da assessoria especial do Tribunal que havia se manifestado pela proibição de todos os recursos de propaganda eleitoral indagados na consulta.</p>
<p>Como serão decididas eventuais dúvidas sobre a regularidade de propagandas realizadas na internet? </p>
<p>As questões demonstravam diversas possibilidades de se realizar propaganda e foi em decorrência disso que o TSE foi obrigado a reconhecer a impossibilidade de regular. Os ministros acordaram que a Justiça Eleitoral passará a se posicionar sobre casos concretos.</p>
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		<title>Tendência Web 2.0: microblogging permite posts em poucas linhas</title>
		<link>http://www.rebelox.com/2008/05/tendencia-web-20-microblogging-permite-posts-em-poucas-linhas/</link>
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		<pubDate>Wed, 28 May 2008 12:33:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>rebêlo</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Paulo Rebêlo Universo Online &#124; Tecnologia link original &#124; 21.maio.2008 Cansado de trabalhar tanto e não ter mais tempo para atualizar o seu blog? De não ter mais assunto para longos posts, a partir dos quais você discutia com outros blogueiros sobre os mais variados temas? Então seja bem-vindo ao mundo do microblogging e faça [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://www.rebelox.com/wp-content/uploads/2008/05/208x146-twitter2.jpg" title="" width="208" height="146" border="0" hspace="4" vspace="2"/>Paulo Rebêlo<br />
Universo Online | Tecnologia<br />
<a href="http://tecnologia.uol.com.br/ultnot/2008/05/21/microblogging.jhtm">link original</a> |  21.maio.2008</p>
<p>Cansado de trabalhar tanto e não ter mais tempo para atualizar o seu blog? De não ter mais assunto para longos posts, a partir dos quais você discutia com outros blogueiros sobre os mais variados temas? Então seja bem-vindo ao mundo do microblogging e faça parte de um novo recurso genuinamente Web 2.0 que está agregando milhares de pessoas a cada dia.</p>
<p><span id="more-2243"></span><br />
Como o nome já insinua, o microblogging é a arte de blogar em versão &#8220;micro&#8221;, ou seja, em pequenas dosagens. Não são pequenos posts, mas minúsculas entradas de texto que não ultrapassam três linhas, a uma média de 120 a 180 caracteres por cada atualização. Outro termo bastante utilizado para o recurso é de moblogging &#8211; de &#8216;mobile blogging&#8217;, diante da possibilidade de atualizar/enviar as notas pelo celular.</p>
<p>E qual o sentido de usar tão pouco espaço? Vários. Para muita gente que cansou do excesso de popularização dos blogs, o microblogging pode se tornar uma espécie de retorno ao mundo digital dos diários virtuais, agora em doses homeopáticas. </p>
<p><b>Posts fáceis</b> &#8211; A facilidade de uso também é outro ponto forte, sobretudo para quem não dispõe de tanto tempo para procurar firulas e incrementar o blog. Em tempos de internet móvel no telefone celular, smartphones e planos de transferência de dados para acessórios diversos, o microblogging também é um divertimento e tanto enquanto o microblogueiro está no metrô, na fila do banco ou esperando a comida em um restaurante. Afinal, com as facilidades da digitação T9 qualquer um consegue escrever duas ou três linhas rapidinho, mesmo com aquele teclado pequeno do telefone.</p>
<p><b>Microblogs de cunho pessoal &#8211; </b> Apesar de contar com os mais variados usos, a maior parcela de utilização do microblogging continua a ser no segmento de blogs pessoais. Basicamente, contar para o mundo &#8211; ou para um grupo restrito de pessoas &#8211; o que você está fazendo atualmente, qual sua opinião imediata sobre um assunto em pauta e assim por diante.</p>
<p>A estrutura das páginas de microblogging é similar à de um blog, com menos detalhes. A cada atualização, o texto novo fica como o primeiro da fila e os anteriores podem ser acessados, além de divididos em grupos ou por temas. Os templates e desenhos da página, porém, têm bem menos flexibilidade do que um blog. Mas a idéia é justamente esta: menos texto, mais interação.</p>
<p><font color="#FF0000" size="3">Fácil, mas ainda não teve &#8220;boom&#8221; no país</font></p>
<p>O Twitter e o Jaiku são as duas ferramentas mais conhecidas de microblogging. A primeira, inclusive, já se tornou tão popular a ponto de virar sinônimo de microblogging. Contudo, o poder de fogo do Twitter está ameaçado. O Jaiku está se juntando oficialmente ao quadro de ferramentas do Google, que o adquiriu em outubro do ano passado.</p>
<p>No quesito mobilidade e acessibilidade, o Jaiku é mais amigável — principalmente para os donos de aparelhos Nokia. Por este link você pode facilmente baixar a versão móvel e utilizá-la até mesmo em aparelhos da segunda geração, mais antigos. Nesse caso, trata-se de uma ferramenta específica para os modelos da Nokia, mas outros aparelhos não ficam de fora, podendo usar um &#8220;widget&#8221; específico ou até mesmo SMS (mensagens curtas de texto) para atualizar o seu Jaiku. </p>
<p>O mesmo vale para o Twitter, que pode ser atualizado via SMS e por programas de mensagens instantâneas. Contudo, para postar via SMS no Brasil o usuário tem de pagar taxa internacional para cada mensagem curta enviada.</p>
<p><b>Twitter e Jaiku: ascensão &#8211; </b>Ambas as opções foram lançadas em 2006 e foram, gradativamente, ganhando fãs mundo afora. Desde o ano passado, o Twitter tem sido usado das mais variadas formas em empresas de tecnologia, universidades, agências de notícias e até mesmo em campanhas políticas nos Estados Unidos. No Brasil, o fenômeno vem crescendo, mas ainda a passos curtos. Afinal, os blogs continuam com bastante popularidade por aqui. É só uma questão de tempo.</p>
<p>A geografia é outro fator crucial para os microblogueiros. Cada usuário precisa cadastrar a cidade e o país de origem. Como os textos são curtos, fica fácil pessoas de uma mesma cidade começaram e ter uma rápida &#8220;conversa&#8221; e até mesmo marcarem encontros para um café ou uma pizza. Há ferramentas na internet com essa finalidade específica, ou seja, agregar usuários de um mesmo raio geográfico.</p>
<p>Um site bem interessante para entender a noção de proximidade pelo microblogging é o Twittearth. Mesmo sem se cadastrar, é uma tentação ficar olhando o &#8220;planeta&#8221; girar e o pessoal conversando entre si ou, simplesmente, microblogando idéias.</p>
<p><font color="#FF0000" size="3">Microblogueiros no Brasil vão de iniciantes a dinossauros da blogosfera</font></p>
<p>Para traçar um perfil (ainda que tímido) do microblogging no país, vale a pena visitar o ranking da &#8220;twittosfera&#8221; brasileira criada pelo blogueiro Cristiano Dias. É interessante notar, porém, que a maioria dos 20 participantes no ranking são profissionais bastante antenados no mundo da tecnologia e que vêm de longe, desde as primeiras novidades na internet.</p>
<p>Um deles é o publicitário Guilherme Loureiro. Dinossauro da internet desde 1995, ele nunca viu muito sentido no Twitter, ferramenta que conheceu quando sua esposa criou uma conta para falar do dia-a-dia dela. Achou a proposta ruim e desistiu de microblogging, mantendo outro blog, mais antigo, sobre games. </p>
<p>&#8220;Mas o meu sonho era falar no blog sobre tudo que eu curto, como quadrinhos, games, cinema e jogos de RPG&#8221;, explica. &#8220;Criar um blog para cada uma dessas coisas seria muito trabalhoso, tanto para escrever, quanto para criar de fato e aí eu vi no Twitter uma solução para isso&#8221;. Segundo Loureiro, o fato de poder lançar notícias ou coisas interessantes foi o que o fez adotar o serviço.</p>
<p>Uma das exceções no ranking é o carioca Kleverson Neves, que além de marinheiro de primeira viagem nas maravilhas da internet, não tem computador em casa e precisa atualizar seu twitter de lan houses. </p>
<p><b>Marinheiro de primeira viagem &#8211; </b>Grande entusiasta do Twitter, Neves é cético sobre o futuro do microblogging no Brasil. &#8220;Apesar de o Brasil continuar sendo campeão em acesso residencial de internet, muitos jovens se limitam à tríade Orkut, MSN e sala de bate-papo, razão pela qual não vejo muito futuro para os sites de microblog no Brasil&#8221;, pontua.</p>
<p>Segundo ele, que há quatro anos teve seu primeiro contato com internet, seu primeiro post no Twitter aconteceu em 2007, quando descobriu o serviço por acaso. Hoje, com um dos twitters mais acessados do Brasil e sempre ávido por novidades, Neves percebe uma curiosidade: a ferramenta é popular entre os orientais. &#8220;A maioria dos microblogs é de asiáticos&#8221;, diz. &#8220;Deve ser porque eles conseguem ser bem sucintos&#8221;, opina.</p>
<p>Neves lista os serviços brasileiros Gozub e Telog como &#8220;tradicionais&#8221; e dá dicas de outras plataformas para microblogging. &#8220;O Meetango é em inglês, mas criado pela equipe do Gozub, já o Qfilme é direcionado para comentários de cinema, DVD e filmes em geral&#8221; explica. &#8220;O Twitter e os clones que existem hoje mudaram a cara da blogosfera&#8221;. </p>
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		<title>Windows 7 promete preencher lacuna do Vista; conheça novidades</title>
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		<pubDate>Fri, 14 Mar 2008 04:31:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>rebêlo</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Paulo Rebêlo &#124; UOL Tecnologia &#124; 13.mar.2008 &#124; link original Tudo o que foi prometido pela Microsoft, e não cumprido, para o Windows Vista, deve enfim aparecer no Windows 7 (Seven), próxima versão do sistema operacional da empresa de Bill Gates. Sem nome definido oficialmente, a sétima versão do Windows também atende pelos codinomes de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Paulo Rebêlo | UOL Tecnologia | 13.mar.2008 | <a href="http://tecnologia.uol.com.br/ultnot/2008/03/13/ult4213u365.jhtm">link original</a></p>
<p>Tudo o que foi prometido pela Microsoft, e não cumprido, para o Windows Vista, deve enfim aparecer no Windows 7 (Seven), próxima versão do sistema operacional da empresa de Bill Gates. Sem nome definido oficialmente, a sétima versão do Windows também atende pelos codinomes de Vienna ou Blackcomb —adotados anteriormente pela equipe de desenvolvedores e ainda usados eventualmente para referências —e sua estrutura já está nas mãos de autoridades do governo americano para análise.</p>
<p><span id="more-2231"></span><br />
<b>Versões na Web &#8211; </b></p>
<p>Para quem é curioso e, principalmente, corajoso, é possível até encontrar uma primeira versão &#8220;milestone&#8221; espalhada em sites na Internet.Trata-se de uma edição muito instável, e até perigosa, sem respaldo oficial da empresa. Ou seja, sem garantia alguma. A referência é &#8220;Windows 7 Milestone 1 (M1) Ultimate Edition Build 6.1.6519.1&#8243; e, até agora, não é tão diferente do atual Windows Vista.</p>
<p>Quem quiser procurar o milestone do Windows 7 na Internet, fica uma dica: você só pode instalar por cima do Vista, ou seja, não dá para formatar o HD e instalar do zero. Ao menos não ainda. </p>
<p><b>Novidades &#8211; </b></p>
<p>A edição milestone mostra o visual Aero com leves retoques, sobretudo no quesito transparência das janelas, mas nada significativo. A Microsoft promete lançar um novo visual, adicional ao Aero, para as próximas versões oficiais de teste. O Windows 7 só deve ficar pronto no final de 2009. Isto é, se não atrasar tanto quanto o Vista atrasou.</p>
<p>Já o Menu Iniciar será modificado pela terceira vez. A primeira mudança radical foi no Windows XP e a segunda, menos invasiva, no Windows. Na prática, as mudanças são tão singelas que, pelo código-interno do sistema, ainda se trata do Windows 6.1 —mesma versão do Vista SP1 e do Windows Server 2008— mas com uma &#8220;build&#8221; pouco mais avançada.</p>
<p>Além das versões finais do Internet Explorer 8, Windows Media Player 12 e DirectX 11, um dos maiores trunfos do Vienna será a provável estréia do WinFS (Windows File System), um recurso prometido desde os primórdios do desenvolvimento do Vista. O WinFS é um novo sistema de arquivos, superior ao NTFS atual (que é superior ao FAT32 e ao antigo FAT), presumivelmente mais rápido, seguro e com menos problemas de fragmentação.</p>
<p>Durante quase um ano, um beta do WinFS ainda podia ser testado nas edições beta do Vista —em todos eles, o computador ficava quase 40% mais lento. Não deu certo e não houve conclusão. O WinFS saiu da linha de produção casada com o Vista e o sistema operacional foi lançado sem o recurso.</p>
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		<item>
		<title>Internet Explorer 8: novidades e os deslizes da versão beta</title>
		<link>http://www.rebelox.com/2008/03/internet-explorer-8-novidades-e-os-deslizes-da-versao-beta/</link>
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		<pubDate>Wed, 12 Mar 2008 18:25:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>rebêlo</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Paulo Rebêlo &#124; UOL Tecnologia &#124; 13.fev.2008 &#124; link original Divulgada amplamente na última semana, a primeira versão de testes do Internet Explorer 8, novo browser da Microsoft, já está disponível para download. Gratuito e pequeno -apenas 10 MB na versão 32-bit e 20 MB na 64-bit- o embrião do novo navegador é voltado exclusivamente [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Paulo Rebêlo | UOL Tecnologia | 13.fev.2008  | <a href="http://tecnologia.uol.com.br/downloads/ultnot/2008/03/13/ult2878u300.jhtm">link original</a></p>
<p>Divulgada amplamente na última semana, a primeira versão de testes do Internet Explorer 8, novo browser da Microsoft, já está disponível para download. Gratuito e pequeno -apenas 10 MB na versão 32-bit e 20 MB na 64-bit- o embrião do novo navegador é voltado exclusivamente para desenvolvedores. Mas usuários domésticos (e curiosos) podem se aventurar a fazer os testes uma vez que o download é irrestrito.</p>
<p><span id="more-2230"></span></p>
<p>O objetivo desta primeira versão é possibilitar uma pré-visualização das ferramentas de desenvolvimento integradas ao novo IE, além de oferecer um pedacinho das novidades ainda por vir na versão final do browser, que deve sair no segundo semestre deste ano ou em 2009.</p>
<p>Se estiver curioso para conhecê-lo é bom ficar atento antes mesmo da instalação. Em alguns cenários o download pode não funcionar. Geralmente, a falha ocorre quando o serviço de Windows Update está desativado pelo administrador do sistema. Para conferir, vá em Iniciar (Start) > Executar (Run) e digite o comando &#8220;services.msc&#8221;. No final da lista, verifique se o serviço do Windows Update está ativo.</p>
<p><b>Cartas na manga da Microsoft &#8211; </b></p>
<p>Ainda tímida na fase atual, mas com promessas para as próximas edições, o maior trunfo da nova versão do Internet Explorer será a compatibilidade com padrões adotados internacionalmente na Web. Ou seja, sites e aplicações serão mais &#8220;amigáveis&#8221; ao browser e as diferenças nos endereços eletrônicos entre os navegadores (Firefox e IE7, por exemplo), serão bem menores e facilitarão a vida dos desenvolvedores. </p>
<p>A busca pela compatibilidade está intimamente ligada ao esforço da Microsoft para não continuar perdendo mercado para o Firefox e também para se adaptar a regras internacionais de padronização e fugir, assim, de possíveis novas multas. </p>
<p>Se a decisão será o suficiente para recuperar o mercado perdido para o Firefox só o tempo (e o cumprimento das promessas) dirá. Para se ter uma idéia, a participação do IE no mercado de browsers caiu 8% entre 2006 e 2008. Enquanto isso, o Firefox apresentou um crescimento de 5% no mesmo período, segundo as métricas da empresa NetApllication. </p>
<p><b>Novidades e melhorias da versão &#8211; </b></p>
<p>A principal novidade do IE8 atende pelo nome de Activities (Atividades). São pequenos plug-ins com o objetivo de otimizar a experiência de quem navega na Web. Ao clicar com o botão direito do mouse sobre um determinado link ou selecionar texto, novas opções aparecem no menu, como ferramentas para tradução, blog (com o Windows Live) e enciclopédia. </p>
<p>A nova versão também mantém a maioria dos plug-ins utilizados no IE7. Entre os exclusivos do Internet Explorer, está o ícone do Adobe Acrobat Professional, que converter sites para PDF automaticamente. O Firefox, apesar de possuir adicionais para imprimir em PDF, não possui o plug-in oficial da Adobe para converter as páginas.</p>
<p>Recursos similares aos add-nos do Firefox também ganham espaço na nova versão. Já disponíveis no IE7, essas extensões permitem adicionar pequenos códigos ao navegador para trazer novas funções a ele, como consultar dicionários e baixar torrents.</p>
<p>Para quem gosta de fazer downloads, uma novidade pode agradar: o IE8 se encarrega de checar a segurança do arquivo antes de baixá-lo. Não substitui um bom antivírus atualizado, mas já ajuda bastante. Para desenvolvedores e webdesigners, a opção de Developer Tools, que fica no menu Ferramentas (Tools), é interessante por oferecer detalhes do site visualizado -como o CSS utilizado, scripts e diagramas- em um clique. </p>
<p><b>O que ainda falta no novo browser &#8211; </b></p>
<p>Muitos sites (muitos mesmo) vão apresentar alguns problemas de visualização na nova versão. Entre os portais brasileiros, é comum ver pequenas falhas em fontes e diagramação. O UOL é o que traz menos problemas desse tipo em sua página principal, mas o carregamento da página é mais lento quando comparado ao IE7.</p>
<p>Até mesmo o Hotmail, da própria Microsoft, não escapa das falhas. Os ícones que representam os envelopes aparecem misturados com as linhas que sinalizam o assunto do e-mail. Já no Gmail, o espaçamento no menu à esquerda (com o Inbox, Sent Mail etc.) fica enorme.</p>
<p>Uma das saídas para driblar o problema é clicar no ícone para emular (imitar) o IE7 dentro da nova versão -tanto nesses casos específicos quanto em qualquer outro site que apresentar problemas de configuração. O botão fica na barra de ferramentas do navegador.</p>
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		<title>Windows Vista SP1 é quase um novo sistema operacional; saiba mais</title>
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		<pubDate>Tue, 19 Feb 2008 09:00:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>rebêlo</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Paulo Rebêlo &#124; UOL Tecnologia &#124; link &#8211; 18.fev.2008 Um ano após o lançamento e ainda imerso em críticas, o Windows Vista acaba de ganhar o primeiro grande pacote de serviços e atualização —Service Pack 1— para as edições de 32 bits e 64 bits. Ao contrário das atualizações para versões anteriores do Windows, desta [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Paulo Rebêlo | UOL Tecnologia | <a href="http://tecnologia.uol.com.br/ultnot/2008/02/18/ult4213u339.jhtm">link</a> &#8211; 18.fev.2008</p>
<p>Um ano após o lançamento e ainda imerso em críticas, o Windows Vista acaba de ganhar o primeiro grande pacote de serviços e atualização —Service Pack 1— para as edições de 32 bits e 64 bits. Ao contrário das atualizações para versões anteriores do Windows, desta vez a Microsoft radicalizou. O SP1 é, na prática, quase um novo sistema operacional, visto que o próprio kernel (a base de qualquer sistema operacional) do Vista foi modificado e atualizado com o pacote. As mais de 300 correções de bugs e atualizações tornam-se secundárias, visto que a maior parte já podia ser aplicada via Windows Update independente do SP1. </p>
<p><span id="more-2226"></span></p>
<p>O que a Microsoft fez com o SP1 foi alterar boa parte da base de programação do Vista para torná-lo bem próximo da plataforma servidor (Windows Server) da empresa. O lançamento do SP1 coincide, justamente, com a conclusão do Windows Server 2008. Ou seja, agora o Vista SP1 é de fato a versão doméstica do Server 2008, e não o contrário.</p>
<p>Usuários domésticos (a maioria) vão poder instalar o SP1 a partir de março, fazendo o download pelo Windows Update. Empresas, fabricantes e usuários corporativos já estão usando o SP1, lançado nos primeiros dias de fevereiro em sua versão final. E os piratas também: a versão final do SP1 está em quase todos os sites de torrent, sem respaldo e sem suporte da Microsoft.</p>
<p><b>Conheça perfis de usuários que devem atualizar o Vista </b></p>
<p>A empresa disponibilizou um documento de 55 páginas detalhando as alterações do SP1 e os hotfixes (correções) implementados. O download do pacote completo chega a 450 MB para o Vista 32-bit e quase 700 MB para o 64-bit. Por ser uma atualização crítica, teoricamente todos devem instalar o SP1. Contudo, há quatro cenários críticos para diferentes perfis de usuário:</p>
<p>Quem usa o Vista atualmente e está satisfeito com o desempenho, deve instalar o SP1 por causa das correções de praxe, mas deverá notar pouca diferença em performance. </p>
<p>- Quem gosta do Vista, mas não consegue usá-lo por causa da lentidão ou problemas de compatibilidade, deve experimentar o SP1 por causa das mudanças no kernel que melhoraram, de fato, o desempenho geral em algumas situações.</p>
<p>- Quem não admite usar o Vista de jeito algum, dificilmente verá qualquer novidade ou argumento no SP1 para mudar de idéia. O SP1 não inclui novidades em recursos ou novas interfaces. É, basicamente, uma atualização de segurança, desempenho e compatibilidade.</p>
<p>- Quem trabalha em rede deve instalar o SP1 o mais rápido possível. Quase todas as reclamações de performance e lentidão no acesso às redes foi corrigida com o SP1, herança do Windows Server 2008.</p>
<p>Como ocorre com todos os service pack&#8217;s, as principais mudanças são invisíveis ao usuário. Por trás dessa invisibilidade, porém, há um ano inteiro de críticas e problemas vindos de todas as partes referentes ao Vista. O kernel do Windows passa de 6.0 build 6000 para 6.0 build 6001 com o SP1. Para verificar, basta digitar &#8220;winver&#8221; numa linha de comando ou via a opção &#8216;Executar&#8217; do Menu Iniciar.</p>
<p>Para usuários domésticos, a mudança mais palpável do SP1 é a melhora de performance na hora de mover e copiar arquivos entre um disco e outro. É uma das principais críticas dos usuários no quesito desempenho: é incompreensível como o Vista é mais lento do que o XP na performance de disco, o que termina refletindo não apenas em operações de copiar/mover, mas até mesmo em alguns jogos.</p>
<p><b>Cópia de arquivos mais rápida </b></p>
<p>Com o SP1, o acesso a disco melhorou bastante, mas ainda não faz milagre. O Vista continua sendo o Vista e 2GB de memória RAM continua sendo o mínimo aceitável para você ter uma boa performance no dia a dia. E 4GB continua sendo o padrão para o Vista se aproximar do XP de forma geral. </p>
<p>No gerenciamento e cópia de arquivos, a Microsoft promete o seguinte:</p>
<p>- 25% mais velocidade para cópias locais do mesmo disco no mesmo computador<br />
- 45% mais velocidade em cópias de um computador remoto (com outro SO) para um computador com Vista SP1<br />
- 50% mais velocidade para cópias de um computador remoto com Vista SP1 para outro computador com Vista SP1</p>
<p>O problema é a dificuldade prática de pôr em teste esses números, sobretudo para o usuário doméstico. Em testes realizados por sites e revistas especializadas, a média do ganho em performance no primeiro caso foi de 10% a 15%.</p>
<p>O &#8220;troco&#8221; para o usuário que quiser migrar totalmente para o Vista com SP1 é um visual realmente imbatível (na plataforma Windows, é claro) e o DirectX 10, exclusivo do Vista e não disponível para XP. Mesmo assim, é comum encontrar entusiastas de games garantindo que, até agora, não há nenhum jogo disponível no mercado que consiga mostrar qualquer vantagem do DirectX 10 sobre o DirectX 9.</p>
<p>Em algumas situações, o SP1 pode causar instabilidade com periféricos instalados, como placas de vídeo, de som, de rede etc. Como sempre, o jeito é correr para o site oficial da sua placa e baixar um driver atualizado, pois todas as fabricantes vêm testando o SP1 desde as versões beta.</p>
<p>Há várias outras correções interessantes ao usuário doméstico. Entre elas, melhor velocidade para o streaming de vídeo no Internet Explorer, na gravação de CDs e DVDs pelo Windows Explorer, resumo mais rápido (da hibernação ou standby), menos espera para desligar o computador e menos avisos do UAC (User Account Control).</p>
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		<title>Especial: e-mail traz riscos à privacidade e segurança do PC</title>
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		<pubDate>Sun, 27 Jan 2008 03:30:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>rebêlo</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Paulo Rebêlo Universo Online (UOL) &#8211; 31.dez.2007 link original Está para surgir ferramenta tão eficaz na Internet quanto o correio eletrônico. Por mais que se fale em mensageiros rápidos, nada supera a conveniência de ler e responder suas mensagens na melhor ocasião, seja formalmente ou apenas para uma conversa entre amigos. E é justamente pelo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Paulo Rebêlo<br />
Universo Online (UOL) &#8211; 31.dez.2007<br />
<a href="http://tecnologia.uol.com.br/ultnot/2007/12/31/ult4213u276.jhtm">link original</a></p>
<p><a href='http://www.rebelox.com/wp-content/uploads/2008/01/20071231email.jpg' title='Especial sobre segurança no e-mail'><img src='http://www.rebelox.com/wp-content/uploads/2008/01/20071231email.jpg' alt='Especial sobre segurança no e-mail' /></a>Está para surgir ferramenta tão eficaz na Internet quanto o correio eletrônico. Por mais que se fale em mensageiros rápidos, nada supera a conveniência de ler e responder suas mensagens na melhor ocasião, seja formalmente ou apenas para uma conversa entre amigos.</p>
<p>E é justamente pelo caráter diversificado que muita gente deposita confiança demais no e-mail —um erro grave. Uma caixa postal pode ser lida a qualquer momento, mesmo por quem não é hacker ou usa programas especiais.</p>
<p><span id="more-405"></span></p>
<p>Ainda hoje, décadas após o início do correio eletrônico, os protocolos são bem atrasados, como é o caso do POP3 (recebimento) e do SMTP (envio). Este último, aliás, já foi responsável por vários micos envolvendo empresas e pessoas famosas. Nos últimos anos, provedores de acesso reforçaram a segurança para enviar e-mails, exigindo autenticação prévia (que é feita automaticamente pelo Outlook na maioria dos casos), mas a porta ainda está escancarada.</p>
<p><strong>Tecnologia antiga</strong></p>
<p>Por usar protocolos tão antigos e pouco revisados, a gestão do correio eletrônico nos provedores continua praticamente idêntica à gestão das mensagens nos antigos Bulletin Board Systems (BBS) e nas primeiras investidas da Internet nesse sentido. Em outras palavras, cada pessoa pode ter um login e uma senha de acesso, supostamente particular. Mas todas as contas são vinculadas a um servidor central, que pode ser acessado por inúmeras pessoas, em geral os funcionários mais qualificados.</p>
<p>Resta saber, contudo, o que define &#8216;qualificação&#8217;. Quem já trabalhou no suporte técnico de provedores costumava se espantar como era comum várias pessoas terem acesso-mestre às contas de usuário. Para resolver problemas, claro. Mas nada impede que a caixa postal possa ser lida, sem deixar rastros. A operação é tão simples que só vendo para acreditar.</p>
<p>A ética, por parte do funcionário, trata-se do respeito e em grande parte da boa vontade de não usar os &#8220;super poderes&#8221; para benefício próprio. Poderíamos tomar como exemplo um funcionário com permissões avançadas que resolve ler as mensagens da ex-namorada, que por coincidência tem uma conta no provedor de acesso em que ele trabalha. E aí?</p>
<p><strong>A pré-história do e-mail</strong></p>
<p>Para compreendermos melhor a possibilidade e o eventual fato de você não ser o único a ler &#8220;suas&#8221; mensagens, voltemos um pouco no tempo, antes da massificação da Web. Na época, o sistema chamado BBS (sigla de bulletin board system) era uma mini Internet, sem gráficos ou imagens, onde várias pessoas conectavam-se a um servidor central e estavam em um ambiente único, onde podiam compartilhar arquivos e, claro, o bom e velho bate-papo.</p>
<p>Para existir uma BBS, era necessário um operador de sistema. O &#8220;SysOp&#8221;, abreviação de System Operator, era o responsável pelo bom funcionamento do servidor, a gerência de usuários e tudo o mais. O SysOp —e qualquer pessoa com sua permissão — tinha acesso à base de dados do sistema, onde podia trocar/visualizar senhas de usuários, logar na caixa postal e, o que pouca gente sabia na época, podia olhar a conversa privada das pessoas dentro de uma sala de bate-papo.</p>
<p><strong>2. Alguém pode estar monitorando seus e-mails; conheça brechas</strong></p>
<p>O administrador de rede ou de sistema é quem gerencia os usuários, as permissões e as restrições de cada e-mail. Às vezes, tem acesso às senhas; às vezes, não. Vez ou outra, não tem acesso às senhas mas tem acesso às configurações internas da caixa postal —desconhecidas pela maioria dos usuários, mas que já são suficiente para fazer um certo estrago.</p>
<p>O porém, aqui, é o fato de o acesso às configurações internas da caixa postal ou até mesmo o acesso direto a ela, geralmente, não ser restrito apenas aos administradores de rede/sistema, mas a vários outros cargos dentro de um provedor. Todo fluxo de informações entre o seu computador e o provedor é gravado. Os sites que você acessa, o horário, quantas vezes ao dia? enfim, todo e qualquer tipo de atitude que você tenha quando conectado à Internet é armazenado nos computadores do provedor do acesso. A questão é quando ou quem pode ter acesso a esses dados.</p>
<p>Uma indagação pertinente: um provedor de acesso trabalha com milhares e milhares de usuários. Quem vai perder tempo olhando o e-mail de todo mundo?</p>
<p>Em geral, não há perigo —se você for um ilustre desconhecido. Mas sempre alguém pode estar interessado nas informações que você troca. O seu chefe, por exemplo, pode ler seus e-mails. Basta ordenar ao administrador da rede da empresa que faça isso. Por isso evite escrever coisas que um dia possam ser usadas contra você.</p>
<p><strong>Redirecionamento</strong></p>
<p>Abra o seu programa de e-mail e repare nas funções disponíveis: responder (reply), avançar (forward) e redirecionar (redirect). Alguns programas possuem funções avançadas, como respostas automáticas (&#8220;stationary&#8221;, como se usava antigamente) e outras. Todos esses recursos também podem ser gerenciados internamente em sua caixa postal, dentro do provedor de acesso, sem que você tome conhecimento. </p>
<p>É possível colocar um redirecionador (forward/redirect) e não haverá como o usuário tomar conhecimento. Todas as mensagens serão enviadas normalmente para sua caixa postal e, ao mesmo tempo, redirecionadas para outro endereço.</p>
<p>Para se ter uma idéia, uma lista de discussão pode ser criada apenas com uma caixa postal e um redirecionador. Hipoteticamente, imagine uma caixa postal &#8220;uoltecnologia@provedor.com.br&#8221; e, dentro dela, um redirecionador com vários endereços de e-mail. Quem enviar mensagem para &#8220;uoltecnologia@provedor.com.br&#8221; vai enviar, automaticamente, para todos os endereços dentro do redirecionador.</p>
<p>Um exemplo prático. Alguns provedores de acesso possuem o recurso de &#8220;resposta automática&#8221;. O usuário vai viajar por um tempo e escreve uma mensagem padrão que será enviada de volta a todas as pessoas que escreverem a ele. A operação nada mais é do que a inclusão de um redirecionador automático —neste caso, um &#8220;respondedor&#8221;.</p>
<p>É possível também configurar sua caixa postal para redirecionar a um outro e-mail seu, o que é útil em viagens, por exemplo. Quando uma pessoa envia um e-mail para a sua caixa postal, a mensagem vai parar nos computadores do provedor e fica lá até o momento em que você liga seu computador, conecta-se e baixa as mensagens. Antes disso, o e-mail está no provedor e um funcionário com maiores permissões poderá ler. </p>
<p>Dependendo do provedor, pode haver menos ou mais (ou nenhuma) burocracia na hora de lidar com informações de usuários. O provedor de acesso define quando e quais administradores, supervisores, gerentes e outros cargos, poderão mexer em dados dos usuários &#8220;quando necessário&#8221;. Geralmente administradores, supervisores e postmasters podem fazer tais firulas em sua caixa postal. </p>
<p>Até poucos anos atrás, um provedor com forte presença no Norte/Nordeste permitia que os funcionários do suporte técnico telefônico —na hierarquia deles era o cargo técnico mais baixo— tivessem acesso às senhas dos usuários e pudessem trocá-la a qualquer instante. Eles podiam também mudar as configurações internas da caixa postal &#8211; quem tivesse conhecimento e soubesse para que servia, poderia colocar um redirecionador.</p>
<p>Depois de alguns problemas, o acesso foi se tornando mais restrito e, hoje, provavelmente apenas administradores e postmasters podem fazer estrago em seu correio eletrônico.</p>
<p><strong>3. Como reforçar sua privacidade no e-mail?</strong></p>
<p>Abra o seu cliente de e-mail e procure a opção &#8220;Filtros&#8221;. Através de um filtro, você pode escolher que determinado remetente seja listado em uma cor diferente, que determinadas mensagens sejam automaticamente reencaminhadas para outra pasta e assim por diante. As opções são diversas.</p>
<p>Igual ao programa de e-mail, o servidor que hospeda suas mensagens também possui filtros, que podem ser configurados internamente em sua caixa postal. É o recurso de &#8216;labels&#8217; do Gmail, por assim dizer. </p>
<p>Imagine que você receba 500 e-mails por dia. O funcionário —ou qualquer um com maiores acessos dentro do seu provedor — interessado em descobrir uma certa particularidade, pode acionar um filtro que indicará, por exemplo, quando uma palavra específica for escrita. </p>
<p>Há algum tempo dizer isso soaria loucura, mas a melhor saída para quem não quer se preocupar com a privacidade invadida por funcionários intrometidos é o uso de uma conta de e-mail gratuita ou longe de provedores de acesso, dentre as dezenas existentes pela Internet.</p>
<p>Anos atrás, e-mail gratuito era sinônimo de baixa qualidade. Hoje, o quadro se inverteu. Gmail, Hotmail, entre outros tornaram maiores e melhores do que o e-mail POP3 dos provedores de acesso. Não à toa, os provedores oferecem mil e um serviços agregados, mais por uma estratégia de marketing, porque na prática o retorno financeiro (para eles) é mínimo.</p>
<p>Quando ocorre um invasão ou uma falha de segurança em um grande serviço de e-mail gratuito, o barulho é grande. Em provedores, não é difícil alguém conseguir entrar no sistema escondido; só que os clientes não ficam sabendo.</p>
<p>Há, porém, soluções mais técnicas. É o caso do PGP, sigla de Pretty Good Privacy; e a certificação digital.</p>
<p><strong>4. PGP é sistema de segurança avançado para correio eletrônico</strong></p>
<p>O PGP é um sistema de criptografia interessante para troca de documentos e mensagens. Bastante seguro, sua maior desvantagem é a inconveniência e falta de praticidade. É muito complicado implantar PGP em viagem, por exemplo, quando você quer olhar seus e-mails rapidamente e responder os mais importantes. </p>
<p>Criptografia não é palavrão, nem xingamento. Muitos relacionam criptografia com FBI, CIA, Pentágono e outras instituições que lidam com informações ultraconfidenciais. Ou, simplesmente, acham que é coisa de nerd.</p>
<p>Há anos existem ferramentas extremamente eficientes para proteger seu e-mail de fraudes e abelhudos, mas, infelizmente, a dificuldade técnica e o trabalho de configuração termina por espantar muita gente. Ao mesmo tempo, falta divulgação. </p>
<p>O destaque é o internacionalmente adotado PGP, usado em órgãos governamentais e instituições que lidam com informações confidenciais. O funcionamento do PGP é simples. Há farta literatura sobre o assunto em português.</p>
<p><strong>O que é?</strong></p>
<p>Para cada pessoa que usa PGP é criada uma &#8220;assinatura&#8221; única e exclusiva. São criadas duas chaves: uma pública e uma privada. Então você tem a opção de &#8220;assinar&#8221; com o PGP todas suas mensagens enviadas com sua chave pública. </p>
<p>A chave pública irá certificar o receptor que você é você mesmo, e não outra pessoa utilizando um SMTP fantasma (servidor de envio). A chave privada é a exigência para você criptografar sua mensagem, pois a senha é única e exclusivamente sua.</p>
<p>PGP só tem cabimento se o receptor também usar PGP. No Brasil, a adoção desse tipo de criptografia é incipiente, a não ser com usuários bem técnicos e centros de pesquisa. </p>
<p>Com as duas pessoas usando PGP, elas podem trocar e-mails criptografados com algoritmos seguros utilizados internacionalmente, sem possibilidade que intrusos. Nem mesmo a polícia tem acesso. A não ser que você ceda sua senha da chave privada.</p>
<p><strong>Como conseguir?</strong></p>
<p>Os softwares de PGP de hoje são tão avançados que foram além do e-mail. Eles protegem e criptografam computadores inteiros, discos rígidos e qualquer tipo de arquivo: fotos, músicas etc. Não é uma mágica de conveniência, mas é o preço a se pagar pela privacidade segura. No site www.pgp.com você encontra a mais popular ferramenta, que não é gratuita, mas se garante bem.</p>
<p>Quem usa Linux, tem à disposição ferramentas gratuitas e mais simples de PGP. Usuários Windows também podem procurar por versões antigas do PGP (tão seguras quanto, só que com menos recursos) que eram gratuitas. Vale também procurar um histórico e os downloads no site www.openpgp.org onde você encontra um pouco da história.</p>
<p>As versões gratuitas para Windows se encontravam no site www.pgpi.org —onde há atualizações até o Windows XP. Já a versão paga/comercial do PGP já tem compatibilidade total com o Vista.</p>
<p>A versão 7.0.3 para Windows 2000, por exemplo, é excelente e funciona 100% até hoje. Vale o teste no XP também.</p>
<p><strong>Como funciona?</strong></p>
<p>O PGP exige que você digite uma senha, previamente criada quando instala o programa e cria sua conta pessoal, toda vez em que for enviar um e-mail. Se alguém usar seu computador e não tiver a senha, o e-mail é enviado sem a assinatura de autenticação. E sem a assinatura do PGP, o receptor já pode desconfiar de que você pode não ser exatamente você?</p>
<p>Ao receber o e-mail, o PGP na casa do receptor pode automaticamente conferir os dados de sua chave pública para ver se você é você mesmo, através de uma sincronia em tempo real com os servidores do PGP. Caso o e-mail não esteja assinado com sua chave, voltamos à estaca zero: qualquer pessoa pode alterar o nome do remetente e se fazer passar pelo Bill Gates, George Bush, Lula da Silva etc.</p>
<p>A assinatura funciona, enfim, para comprovar a veracidade do envio da mensagem, nada mais. O conteúdo do e-mail não é criptografado, apenas a assinatura específica do programa o é. É um recurso de confirmação do remetente. O conteúdo do e-mail, porém, continua bastante inseguro. Prato cheio para os abelhudos de plantão.</p>
<p><strong>Criptografando tudo</strong></p>
<p>Para e-mails ainda mais importantes, sigilosos ou bem particulares, a melhor opção é criptografar todo o conteúdo da mensagem. O PGP faz isso bem rápido. O e-mail é enviado em forma de código aleatório (cifrado) e só quem pode ler é o receptor a quem você deu permissão. Os servidores vão verificar as chaves públicas e privadas dos dois para poder desembaralhar o conteúdo. </p>
<p>Se alguém pegar o e-mail pelo meio do caminho, só consegue ler o conteúdo se souber a senha. E aí, para descobrir, só colocando o verdadeiro emissor sob tortura. Para assinar e criptografar e-mails em PGP é necessário que a mensagem esteja em texto puro. Traduzindo: nada de mensagens em HTML que mais parecem um website, com figurinhas, desenhos, musiquinhas e coloridinhos.</p>
<p><strong>5. Certificação digital é proteção mais simples para e-mails</strong></p>
<p>O PGP não é a única solução de segurança no e-mail. Existem várias certificadoras digitais que oferecem serviços de assinatura digital e criptografia. No Brasil, infelizmente, existe apenas serviços pagos. No exterior, é possível obter certificados pagos ou gratuitos. A Thawte fornece certificados gratuitos para usuários domésticos. Confira no site www.thawte.com/ na opção &#8216;Secure your e-mail&#8217;.</p>
<p>Por aqui, as principais são a Verisign Brasil (www.verisign.com.br/) e a Certisign (www.certisign.com.br/). Vale a pena passar um bom tempo lendo as opções disponíveis nos dois sites. Os preços são equivalentes, mas há uma infinidade de recursos e alternativas. Para usuários domésticos, o mais objetivo é o &#8216;e-mail seguro pessoal&#8217;, que trata de assinatura verificada e criptografia.</p>
<p>A certificação digital funciona de um jeito parecido ao PGP, com diferenças para melhor e outras para pior. Para melhor, é bem mais simples e, por ser pago, você vai ter (teoricamente) um suporte técnico personalizado. É menos intrusivo, também. Não há softwares rodando no seu PC para fazer a certificação ou criptografia, apenas um arquivo contendo o certificado digital.</p>
<p>De pior, faltam recursos quando comparado ao PGP. Outra, por ser um arquivo em anexo, quem abrir o seu e-mail em sistemas de webmail não vai saber que é um certificado digital. O webmail irá mostrar apenas um arquivo anexado. Serviços mais avançados de webmail até poderiam lidar com certificação digital, mas até hoje o trabalho para adaptar ainda não compensou. Os certificados são bem compatíveis apenas com os principais correios eletrônicos: Outlook, Outlook Express, Thunderbird, Eudora, Pegasus, The Bat, entre poucos outros.</p>
<p>Para assinar digitalmente suas mensagens com o PGP no webmail, também não é tão simples, mas funciona. Basta copiar sua chave pública (CTRL+C) e colar em cada e-mail enviado. Mas, se o receptor do e-mail pegar a mensagem também pelo webmail, aí complica ainda mais para verificar a autenticidade, pois ele precisar fazer o mesmo: copiar o código da sua chave pública e colar no PGP dele para autenticar.</p>
<p><strong>6. Cuidados na hora de enviar e receber mensagens eletrônicas</strong> </p>
<p>Não adianta ficar neurótico com relação ao e-mail. Mas é sempre bom saber que seguro morreu de velho. Mensagens muito particulares e confidenciais nunca foram recomendadas para se trocar por e-mail, principalmente, nas contas corporativas. Mesmo seu e-mail pessoal, tipo Gmail ou Hotmail, deve ser evitado para esses fins em ambientes de trabalho. </p>
<p>A administração de rede/suporte pode ter acesso ao que você faz na tela, com apenas um clique. Ou, mais fácil ainda, ter acesso remoto à máquina utilizada por você. Neste caso, se tem acesso não apenas ao e-mail, mas a toda sua tela e o que aparece nela.</p>
<p>Fato é que a falta de segurança na troca de informações pela Internet é sistêmica, por mais que a imprensa publique matérias e mais matérias sobre a importância da segurança digital nos dias de hoje. O número de PCs sem antivírus e firewall é a maior prova disso.</p>
<p>Aquele nome que aparece como &#8220;remetente&#8221; (sender) é criado de acordo com o gosto do freguês. É possível escrever qualquer coisa ali. Pode-se criar uma conta de e-mail gratuita assim: e escrever &#8220;Microsoft President&#8221; no campo remetente. Então envia-se mensagens a todo mundo, sob o nome de Bill Gates, por exemplo. </p>
<p>Apenas essas brechas são suficientes para que qualquer pessoa use uma conta de e-mail aleatória, escreva o nome do remetente que bem entender e envie quantas mensagens quiser. Isso pode ser feito em três minutos e não exige muito conhecimento técnico.</p>
<p>Para checar e-mail, os programas usam POP3 (post office protocol), um protocolo padrão e ultrapassado. Para enviar e-mail, usam o SMTP (simple mail transfer protocol), outro protocolo antigo. Ambas as tecnologias são independentes. Não é à toa que muita gente usa o POP3 de uma conta gratuita, por exemplo, e o SMTP de outra conta, geralmente a do provedor de acesso.</p>
<p>POP3 e SMTP existem há anos, desde o tempo em que a Internet abrigava pouca gente. De lá para cá, muita coisa mudou, embora os protocolos de e-mail continuem os mesmos.</p>
<p>A maioria dos provedores de acesso, hoje, exige uma autenticação para que você envie mensagens usando o SMTP do provedor. A autenticação pode ser por meio de um login e senha, configurados no programa de correio; ou de uma configuração do próprio provedor que identifica quando você está conectado por ele ou por outra empresa provedora de acesso. </p>
<p>Caso se esteja conectado por outro provedor que não o seu (por exemplo, em viagem) e se deseja usar o e-mail do seu provedor, em geral os provedores só permitem o envio mediante autenticação: você precisa digitar novamente seu login e senha ou salvar essas informações no programa de correio. O programa fará a autenticação no POP3 para baixar mensagens e uma outra autenticação via SMTP para enviar mensagens. Já é um avanço.</p>
<p>A autenticação dupla serve apenas para usuários leigos, ou seja, a grande maioria.</p>
<p>Até porque, mesmo que você não use programas de correio eletrônico e adote apenas o webmail, nada impede que outra pessoa continue a enviar e-mails se passando por você.</p>
<p>Para piorar a situação, é interessante realçar que a necessidade de autenticação via SMTP para enviar mensagens não é uma constante. Existe uma infinidade de serviços gratuitos que oferecem SMTP anônimos, sem necessidade de autenticação. É um recurso amplamente utilizado por pessoas que fazem spam e, claro, por eventuais fraudadores de e-mail. Uma rápida pesquisa pode lhe entregar de bandeja uma série de informações sobre SMTP anônimos e gratuitos. Muitos não são confiáveis para uso corrente, mas funcionam.</p>
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