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	<title>Paulo Rebêlo &#187; segurança</title>
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	<description>rebelox .:. jornalismo de precisão e crônicas imprecisas</description>
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		<title>O homem backup</title>
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		<pubDate>Thu, 04 Aug 2011 02:04:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>rebêlo</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Paulo Rebêlo Terra Magazine 03.agosto.2011 A gente nunca admite por vergonha, mas estamos quase sempre procurando &#8211; ou esperando &#8211; alguém para substituir algo que perdemos. Os amigos são os mesmos. Família, trabalho e problemas, também. Arquivos do acaso, alguém puxa o mesmo livro que o seu na prateleira da livraria e, sem ninguém lembrar [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Paulo Rebêlo<br />
Terra Magazine<br />
03.agosto.2011</p>
<p>A gente nunca admite por vergonha, mas estamos quase sempre procurando &#8211; ou esperando &#8211; alguém para substituir algo que perdemos.</p>
<p>Os amigos são os mesmos. Família, trabalho e problemas, também. Arquivos do acaso, alguém puxa o mesmo livro que o seu na prateleira da livraria e, sem ninguém lembrar direito como isso acontece, estão os dois sentados tomando um café, uma cerveja ou aquele copo de uísque sem gelo.</p>
<p>Humanamente impossível não passar pela cabeça dela, sequer por um segundo: <em>será que ele vai me ajudar a esquecer&#8230;?</em></p>
<p>Quando o &#8216;ele&#8217; em questão é você, é melhor suspender as ilusões platônicas e mandar trazer o gelo.</p>
<p style="text-align: center;"><img class=" aligncenter" style="border-style: initial; border-color: initial; margin-top: 5px; margin-bottom: 5px; border-width: 0px;" src="http://img.terra.com.br/i/2011/08/03/1975684-3416-cp2.jpg" alt="(c) rebelo.org" width="514" height="290" /></a></p>
<p>Porque em momentos assim, tudo que nós precisamos ser é alguém para ajudar a colocar uma pedra naquela cicatriz meio aberta, meio fechada, mas exposta o suficiente para ela não ter mais se interessado de verdade por ninguém. Até agora.</p>
<p>É quando nos tornamos uma espécie de cópia de segurança psicológica. Afinal, ela tem todos os motivos do mundo para não precisar conhecer, e muito menos se interessar, por gente nova.</p>
<p>Não faz diferença há quanto tempo acabou o casamento ou o namoro. Importa que ninguém conseguiu preencher, ainda, a lacuna daquele homem que passou. Pouco ou nada adiantou a série de curtições na balada com as amigas, os encontros cegos que elas marcaram, os pretendentes de plantão.</p>
<p>Faremos nós a diferença?</p>
<p>Ela não quer mais um <a href="http://www.rebelo.org/hipopocaranga/2003/o-azeitador-de-maquinario">azeitador de maquinário</a>. Aliás, nem precisa. Há aos montes. Não quer conselhos e nem consolos. Para tal, as amigas bastam.</p>
<p>Quer apenas um pouco mais de segurança. O mínimo, uma fatia, uma porção júnior para não precisar acordar, todo dia, sem fazer ideia de como serão as próximas manhãs, tardes e noites.</p>
<p>Enquanto elas falam, gesticulam, logo ali à frente, a única coisa que passa pela minha cabeça é tentar descobrir o que passa pela cabeça delas em relação a nós.</p>
<p>Será que a fazemos lembrar do ex? Será que temos o tom de voz parecido? Será que torcemos para o mesmo time? Temos as mesmas convicções e preconceitos?</p>
<p>E quando os olhos dela começam a brilhar, será que é um encanto sincero ou um choro contido? Talvez por ter lembrado de algo que não gostaria, apenas pelo jeito de como chamamos o <a href="http://www.rebelo.org/hipopocaranga/2010/garcom/">garçom</a>.</p>
<p>Basta um pequeno gesto, seu, para reviver um batalhão de memórias supostamente mortas. Pode ser o jeito de segurar o copo, de oferecer o primeiro gole, de ter medo de multidão, de não encontrar o carro no estacionamento, de tropeçar sempre no mesmo degrau, de levantar apenas uma sobrancelha, de coçar a cabeça, de roer as unhas.</p>
<p>Como vamos saber?</p>
<p>E depois de pagar a conta, será que iremos nos encontrar novamente porque somos parecidos a alguém que ela tanto amou? Ou será porque somos exatamente o oposto dele?</p>
<p>Se estamos no cinema, será que o nosso ombro tem aquela simetria perfeita à qual ela se acostumou tão bem?</p>
<p>Quando deitamos juntos, será que por instantes ela vai lembrar de todas as noites em que eles dormiram durante meses, durante anos? E agora ela está prestes a fazer o mesmo, sem ele?</p>
<p>E depois, quando ela encosta a cabeça em nosso peito ofegante de cansaço, será que conseguimos passar toda a segurança que ela supõe precisar?</p>
<p>Nenhum homem passa incólume a esses questionamentos.</p>
<p>Mas, no fundo, a gente não quer saber a resposta. Para um dia não ter que responder o mesmo.</p>
<p>_______<br />
<a href="http://terramagazine.terra.com.br/interna/0,,OI5277468-EI14598,00-O+homem+backup.html" target="_blank">Link original</a> no Terra Magazine.</p>
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		<title>Kwaidan número um</title>
		<link>http://www.rebelox.com/2011/04/kwaidan-numero-um/</link>
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		<pubDate>Wed, 06 Apr 2011 15:46:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>rebêlo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Crônicas]]></category>
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		<description><![CDATA[Paulo Rebêlo Terra Magazine * 05.abril.2011 Uma fração das mulheres mais lindas que conheci na vida talvez nunca tenham existido de verdade. A exemplo de uma das histórias do Kwaidan original, clássico de 1964 do cinema japonês, você pode jurar que elas continuarão ali. Até o dia em que ela desaparece sem deixar rastros. Hoje [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Paulo Rebêlo</strong><br />
Terra Magazine *<br />
05.abril.2011</p>
<p>Uma fração das mulheres mais lindas que conheci na vida talvez nunca tenham existido de verdade.</p>
<p>A exemplo de uma das histórias do Kwaidan original, clássico de 1964 do cinema japonês, você pode jurar que elas continuarão ali. Até o dia em que ela desaparece sem deixar rastros.</p>
<p>Hoje conto apenas uma dessas pequenas histórias, enquanto relembro outras aparições desse tipo que podem ser publicadas. Oxalá não venham puxar meu dedão do pé de madrugada.</p>
<p><a href="http://flickr.com/rebelo"><img class="aligncenter" src="http://img.terra.com.br/i/2011/04/04/1842615-0120-cp2.jpg" alt="Não precisa gostar de cinema japonês para encontrar fantasmas de vez em quando. Todos nós conhecemos alguns pelo caminho" width="514" height="290" /></a></p>
<p>Depois de uma palestra na UFRJ, perdi a hora conversando com uns estudantes marotos e, assim, perdi também minha carona para voltar ao hotel. Quase 23h de um sábado, não havia mais ninguém por perto além de um vigilante que mostrou onde era a parada do ônibus, com um ponto de táxi por perto.</p>
<p>Andei até lá e bateu um certo medo. Não havia ninguém na parada além de uma pessoa com casaco de capuz. Não consegui enxergar quem estava por trás do capuz. Não havia táxi. Não havia ônibus. Só o breu. E aquele capuz.</p>
<p>Sentei na outra ponta do banco, esperando qualquer movimento daquele cidadão de capuz. Mas por baixo do capuz havia uma das mulheres mais lindas que vi na vida.</p>
<p>Os olhos dela brilharam e falou-me logo do alívio por chegar alguém na parada de ônibus. Ela perdeu a carona das amigas.</p>
<p>Nessas horas é que a gente percebe como temos cara de burguês&#8230; não dá para assustar sequer uma donzela indefesa na parada de ônibus à noite.</p>
<p>Fazia uma hora e quinze minutos que não passava nenhum ônibus e o teletáxi não vinha. Mas foram os 75 minutos que pareceram 75 segundos. Às vezes, me pego pensando naqueles cabelos ruivos, meio vermelhos, falando e gesticulando como se fôssemos grandes amigos.</p>
<p>Até chegar, enfim, um táxi. Um maldito táxi que apareceu do nada.</p>
<p>Antes que ela entrasse, eu quis perguntar nome, telefone, endereço postal (email ainda era meio novidade na época&#8230;), qualquer coisa.</p>
<p>Mas, em horas assim, sempre achei uma grande presunção (ou arrogância) demais da minha parte. Sempre acho que as mulheres lindas estão cansadas demais de cantadas, de gente pedindo o telefone delas, de homens que se acham os verdadeiros garanhões italianos, de assobios, indiretas, convites para sair de todo zé roela que ela conhece.</p>
<p>Mudo estava, mudo fiquei.</p>
<p>Ao se dirigir ao táxi, ela parou por um instante, olhou para trás, deu dois passos na minha direção e hesitou, como se quisesse falar alguma coisa. Ou talvez estivesse esperando alguma pergunta.</p>
<p>Senti-me um paspalho porque não consegui falar nada. E ficamos os dois olhando um para o outro por alguns poucos segundos, até ela baixar a cabeça e entrar no táxi.</p>
<p>E assim, se foi. E pelos três dias seguintes, voltei para aquela parada de ônibus enquanto estava no Rio. Antes de ir embora, encontrei o vigilante daquela noite e perguntei se ele a conhecia: talvez ela fosse professora, aluna, secretária.</p>
<p>Mas ele disse que não viu ninguém.</p>
<p>______<br />
* <a href="http://terramagazine.terra.com.br/interna/0,,OI5046966-EI14598,00-Kwaidan+numero.html" target="_blank">link original</a></p>
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		<title>Quanto vale para você o serviço de e-mail?</title>
		<link>http://www.rebelox.com/2009/10/quanto-vale-email/</link>
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		<pubDate>Fri, 02 Oct 2009 22:16:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>rebêlo</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Se o e-mail é realmente importante para você, veja algumas alternativas para personalizar e manter seguro seu endereço principal, aquele que você não coloca em formulários na internet e nem usa em listas de discussão. Paulo Rebêlo Webinsider – 02.out.2009 Está na moda dizer que e-mail virou coisa de tiozinho. Em tempos de Twitter, Facebook e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><em><strong>Se o e-mail é realmente importante para você, veja algumas alternativas para personalizar e manter seguro seu endereço principal, aquele que você não coloca em formulários na internet e nem usa em listas de discussão.</strong></em></strong></p>
<p><em>Paulo Rebêlo</em><em><br />
</em><a href="http://webinsider.uol.com.br/index.php/2009/10/02/quanto-vale-para-voce-o-servico-de-e-mail/"><em>Webinsider</em></a><em> </em><em>– 02.out.2009</em></p>
<p>Está na moda dizer que e-mail virou coisa de tiozinho. Em tempos de <a href="http://webinsider.uol.com.br/index.php/2009/09/01/o-que-eu-aprendi-com-o-twitter-nao-tem-preco/">Twitter</a>, Facebook e Gtalk, é no mínimo curioso como o planeta inteiro entra em pânico quando o Gmail sai do ar.</p>
<p>Se o e-mail ainda é tão importante para as pessoas, por que elas preferem depender quase exclusivamente de um serviço gratuito? Muita gente garante que é porque o Gmail ainda é a melhor opção disponível.</p>
<p>Talvez seja, mas é bom ter opções. Sobretudo porque em geral só temos como referência comparativa o e-mail do provedor de acesso. Vejamos abaixo algumas alternativas para quem deseja personalizar um endereço realmente importante, daqueles que você não coloca em formulários na internet e nem usa em listas de discussão.</p>
<p>Para os novatos, uma dica rápida: POP3 é o serviço que permite baixar as mensagens para seu computador, via Outlook, Thunderbird e outros. IMAP é o protocolo que faz sincronia entre seu computador e o servidor, ou seja, ele não baixa as mensagens, você as lê em sincronia com o servidor e, se não apagar, elas continuam lá. É um protocolo mais avançado e (um pouco) mais seguro.</p>
<h2>Pobox.com</h2>
<p>O <a href="http://www.pobox.com/" target="_blank">Pobox</a> é o mais antigo do ramo. E a exemplo do Gmail, tem acertos e erros. Desde 1995 eles oferecem um endereço personalizado com dezenas de opções após a arroba, sendo o @pobox.com o mais popular e com aparência mais profissional.</p>
<p>Somos usuários desde 1996, sempre em contas pagas, com dois intervalos de cancelamento até hoje. Antigamente havia a opção gratuita, com apenas redirecionamento de mensagens, mas hoje só há planos pagos.</p>
<p>Para uso contínuo, só vale a pena contratar o serviço premium, chamado de Mailstore, onde você tem acesso a POP3, IMAP, múltiplas contas e outras firulas. Custa US$ 50 por ano e tem 10 GB de espaço. É barato se você considerar um e-mail profissional como sendo realmente importante e caso não queira depender de provedor ou do Gmail.</p>
<p>Com US$ 20 por ano, o serviço básico funciona apenas como redirecionamento. Todo e-mail para <a href="mailto:fulano@pobox.com">fulano@pobox.com</a> vai parar em outra conta (ou várias) a sua escolha. Também extremamente útil e funcional, pois você pode mudar de provedor ou de conta sem perder o seu @pobox.</p>
<p>Os planos mais baratos não dão acesso POP3 ou IMAP para você ler no Outlook ou Thunderbird. As limitações são chatas e é um pouco inaceitável que o webmail seja tão atrasado tecnicamente, quase espartano. Por outro lado, para uso offline, é melhor do que o Gmail usando IMAP e SMTP.</p>
<p>Quer testar? Vale a pena se inscrever. Os primeiros 30 dias são grátis e você não precisa se comprometer em nada, não precisa passar cartão de crédito. Só um formulário muito simples. Não gostou? A conta é cancelada automaticamente depois dos 30 dias, sem burocracias.</p>
<h2>Yahoo e Hotmail</h2>
<p>Tem gente que não larga o Yahoo por nada neste mundo. E, de certo modo, com razão. Ainda hoje, há pequenos detalhes no e-mail do Yahoo que você não encontra na concorrência. Eu citaria o gerenciamento de anexos e imagens.</p>
<p>O Yahoo Mail sempre me pareceu um pouco mais lento do que os demais, mas nada gritante. O serviço pago custa US$ 20 por ano e é voltado a quem realmente não quer largar o endereço yahoo, porque a oferta de recursos é baixa. Não tem IMAP, apenas POP3 para baixar as mensagens num Outlook da vida.</p>
<p>Os filtros saem dos tradicionais 100 para 200, mas quase ninguém usa sequer 10% disso. Se você ama o Yahoo ou não quer trocar de endereço de jeito nenhum, pagar dois dólares por mês para ter acesso POP3 não é exatamente um negócio ruim.</p>
<p>O Hotmail, apesar da antipatia generalizada e da interface deveras poluída, melhorou <strong>muito</strong>. Se antes era horrível acessar sua conta em outro navegador que não o Internet Explorer, hoje até o Google Chrome consegue gerenciar tudo perfeitamente. E embora poucos reconheçam, o Hotmail atual é mais rápido e oferece aquela já conhecida integração total com os aplicativos online da Microsoft. Bom para quem usa aqueles bagulhos Windows Live.</p>
<h2>Mandic</h2>
<p>Quando foi lançado, o <a href="http://www.mandic.com.br/" target="_blank">Mandic:mail</a> ganhou ares de serviço “premium”, para quem queria exclusividade. Ainda hoje mantém a aura exclusivista, embora minha impressão bem particular é que o serviço perdeu-se um pouco no tempo para usuários finais.</p>
<p>Hoje cada conta oferece tantos recursos (que quase ninguém se interessa de verdade) que o próprio site passa a impressão de que os clientes corporativos é quem sustentam a empreitada. Por outro lado, quantas pessoas você conhece que lhe mandam mensagem com a extensão @mandic.com.br?</p>
<p>Noves fora o paradoxo, o Mandic:mail ainda parece ser o mais avançado em recursos técnicos para quem leva o e-mail a sério demais. O plano mais simples custa R$ 60 por ano. O mais avançado (mandic:4ever) custa R$ 464 por ano, comprovando que não é algo direcionado a usuários finais.</p>
<p>Verdade seja dita, para os ultra-dependentes de e-mail há recursos bem interessantes que talvez você não encontre em outro lugar. Entre eles, o “e-mail registrado” funciona como uma carta registrada enviada pelos Correios. Tem o mesmo valor legal, mas é pago fora do seu plano e custa R$ 4,00 por cada mensagem. Se fosse mais barato, teria mais uso.</p>
<p>Outro recurso interessante é a auto-destruição de mensagens depois de lidas, as quais não podem ser impressas, encaminhadas e nem permitem print screen. Não testamos nenhum dos dois, porque durante nosso tempo de teste do Mandic:mail os recursos ainda não existiam.</p>
<p>E aqui vem outro paradoxo. Ao mesmo tempo em que se volta ao usuário corporativo ou ultra-dependente do e-mail, sempre me pareceu desconfortável demais ter um endereço @mandic.com.br. Primeiro por fazer propaganda gratuita da Mandic (enquanto a gente paga pelo serviço) ou simplesmente por não gostar de usar o sobrenome do dono da empresa na minha conta que, teoricamente, deveria ser a conta principal de e-mail.</p>
<p>Fica ao gosto do freguês.</p>
<h2>Gmx.net</h2>
<p>Nos anos 90, o <a href="http://www.gmx.net/" target="_blank">GMX</a> foi um dos melhores, se não o melhor, serviço gratuito de e-mail. É da Alemanha, mas com os anos foi caindo, caindo, caiu. Antes havia interface em inglês, hoje há apenas em alemão. Perdeu-se no tempo, é lento e muito suscetível a spam. Usamos durante tantos anos que, ainda hoje, vez por outra vejo jurássicas matérias minhas assinadas com meu<a href="mailto:rebelo@gmx.net">rebelo@gmx.net</a> circulando por aí.</p>
<h2>Bigfoot e Runbox</h2>
<p>A exemplo do Gmx, o <a href="http://www.bigfoot.net/" target="_blank">Bigfoot</a> também já foi um dos melhores. Ainda existe, ninguém sabe como. Basicamente, tornou-se um serviço de redirecionamento e webmail, embora ofereça POP3 e IMAP para contas externas. O plano mais caro (US$ 49.95/ano) libera somente 2 GB de espaço no webmail. O mais barato sai por US$ 9.95/ano.</p>
<p>O <a href="http://www.runbox.com/" target="_blank">Runbox</a> é igualmente de uma época que não existe mais. Manteve-se, sabe-se lá como, oferencendo seus serviços por US$ 49.95/ano e 10 GB de espaço. De diferente, tem recursos e vantagens abundantes.</p>
<h2>Fastmail</h2>
<p>O <a href="http://www.fastmail.fm/" target="_blank">Fastmail</a> talvez seja o único serviço de e-mail que ainda não testamos em nossa longa jornada de dependência do e-mail.</p>
<p>Tem sido bastante elogiado e oferece serviços para usuários finais e empresas, com um diferencial interessante: ainda há a opção <strong>gratuita</strong> para uma conta simples, de apenas 10 MB e, voilá, com acesso a IMAP e integração com o Hotmail se quiser. Creio ser o único gratuito com IMAP.</p>
<p>O plano mais caro sai por US$ 34.95/ano, 6 GB de espaço e vários recursos. Se você conhece o Fastmail e é usuário, relate suas experiências abaixo, no espaço para os comentários. Estamos curiosos.</p>
<h2>E-mail de provedor ou da empresa</h2>
<p>Se as pessoas soubessem como o e-mail da empresa é inseguro – e provavelmente lido ao bel-prazer de pelo menos um gerente ou administrador de rede – a discussão sobre privacidade corporativa nem precisaria existir. Porque os próprios funcionários deixariam de usar a conta para enviar mensagens pessoais. Para saber mais sobre isso, leia esta <a href="http://www.rebelo.org/archives/2008/especial-e-mail-traz-riscos-a-privacidade-e-seguranca-do-pc/" target="_blank">reportagem</a>.</p>
<p>Outro dia, pelo Twitter (!), uma colega reclamava de que o administrador de rede mandou zerar a caixa postal dela porque havia ultrapassado o limite máximo permitido pela empresa. Sem entrar no mérito da ignorância técnica de ambas as partes, fica a lição para quem realmente dá importância ao e-mail: é preciso guardá-los de alguma forma.</p>
<p>Se o suporte técnico de sua empresa não faz o dever de casa em lhe mostrar o caminho, é preciso trilhar por conta própria. Se a sua empresa só permite acesso pelo webmail, peça ajuda para reenviar todas as mensagens para uma conta pessoal sua. Isso pode ser feito com apenas um clique. Se você tem acesso ao Outlook, exporte as mensagens ou copie a pasta onde estão guardadas para um pendrive ou um CD.</p>
<p>Até meados desta década, eu guardava dois CDs com todos meus e-mails enviados. Coisa de 1 GB de e-mail (nada de HTML) em quinze anos de internet. Depois joguei tudo no lixo, mas aí é outra história.</p>
<h2>Domínio próprio</h2>
<p>Se você tem domínio próprio e hospeda em alguma empresa que não libera totalmente os recursos de e-mail, ou seja, contas com espaço ilimitado, acesso a IMAP/POP3/SMTP/Webmail, você está jogando dinheiro fora.</p>
<p>Logo, seja usuário final ou corporativo, não há comparação em ter um<a href="mailto:fulano@seunome.com.br">fulano@seunome.com.br</a>ou @suaempresa.com.br se você tem flexibilidade de usar IMAP e acessar suas mensagens em qualquer lugar e em sincronia com múltiplos clientes de e-mail, via webmail ou via pendrive.</p>
<p>A maior e inigualável vantagem do domínio próprio é a suposta eternidade da conta, desde que você continue pagando pelo domínio.</p>
<p>Se a empresa de hospedagem (hosting) é ruim, migre para a outra e assim sucessivamente, mas seu endereço não vai mudar. E com os serviços de redirecionamento, você pode continuar usando seu Gmail, por exemplo, caso seja fã do Google. Basta configurar que @suaempresa.com.br redirecione para sua conta do Gmail ou vice-versa.</p>
<p>Só não esqueça de sempre renovar seu domínio próprio. Uma vez perdido o domínio, recuperá-lo torna-se quase impossível. Aconteceu comigo. Um outro jurássico e-mail <a href="mailto:rebelo@pluralweb.com">rebelo@pluralweb.com</a> ainda pode ser encontrado na assinatura de várias matérias pelo Google e até mesmo aqui nos primórdios do Webinsider. Perdi e não recuperei.</p>
<p>Quem quiser comentar ou sugerir outros serviços de e-mail não citados nesta reportagem, favor usar o espaço de comentários para relatar a experiência de vocês. Não dêem bola para a geração Twitter, o mundo é dos tiozinhos e vida longa aos longos e-mails. <strong>[Webinsider]</strong></p>
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		<title>Índio candidato a vereador foi morto por traficantes</title>
		<link>http://www.rebelox.com/2008/11/indio-candidato-a-vereador-foi-morto-por-traficantes/</link>
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		<pubDate>Thu, 27 Nov 2008 16:10:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>rebêlo</dc:creator>
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		<description><![CDATA[CABROBÓ // Mozeni Araújo era contra o uso de terras indígenas para plantio de maconha Paulo Rebêlo Diario de Pernambuco 27.novembro.2008 O crime que calou a cidade de Cabrobó, no Sertão do Estado, o assassinato à queima-roupa do índio truká Mozeni Araújo em agosto deste ano acaba de ter seu desfecho revelado pela Polícia Civil. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://www.rebelox.com/wp-content/uploads/2008/11/flip101.jpg" align="right" title="" width="200" height="242" border="0" hspace="5" vspace="5"/><i>CABROBÓ // Mozeni Araújo era contra o uso de terras indígenas para plantio de maconha</i></p>
<p><b>Paulo Rebêlo<br />
Diario de Pernambuco</b><br />
27.novembro.2008</p>
<p>O crime que calou a cidade de Cabrobó, no Sertão do Estado, o assassinato à queima-roupa do índio truká Mozeni Araújo em agosto deste ano acaba de ter seu desfecho revelado pela Polícia Civil. De acordo com o relatório apresentado ontem, o tráfico de drogas foi a real motivação. Mozeni e outras lideranças dos trukás eram contra o uso de terras indígenas para o tráfico, mas ainda hoje a tribo enfrenta resistência interna sobre a questão.</p>
<p><span id="more-933"></span>O autor dos disparos, Maurício Ricardo Alexandre Silva, foi preso logo após o crime. Mas as contradições levaram a polícia a abrir uma nova investigação. A delegada Dilma Tenório apresentou quatro envolvidos na morte de Mozeni, então candidato a vereador pelo PT e uma das principais lideranças de Cabrobó, a 600 km do Recife. </p>
<p>Maurício Ricardo Alexandre da Silva (Amauri), Antonio Gonçalves da Silva (Tonho de Binega), João Paulo dos Santos (Joãozinho de Ana) Filho e Nelson Antônio de Souza (Nelson Preto) são os acusados de orquestrar o assassinato. Os quatro são envolvidos com outros crimes e procurados pela Justiça em Pernambuco e na Bahia. </p>
<p>De acordo com o relatório da Polícia Civil, um dos integrantes do grupo, Jociel Jacinto (Calango) possui um verdadeiro arsenal de guerra com metralhadoras e fuzis. Joãozinho de Ana também é índio truká e, segundo o relatório policial, cultiva plantação de maconha e faz parte do bando liderado por Tonho de Binega.</p>
<p>Ainda segundo a investigação policial, Tonho de Binega e Joãozinho de Ana perderam duas roças de maconha em janeiro de 2007 e acreditam que foram denunciados (&#8220;caboetados&#8221;) por Mozeni Araújo e Chico Truká. Em fevereiro, o próprio Mozeni havia sofrido um atentado, sem sucesso. A polícia diz que Joãozinho de Ana chegou a ser preso por outros delitos, mas foi solto 18 dias antes de articular com os comparsas o crime que culminou na morte de Mozeni Araújo.</p>
<p>A ascensão política de Mozeni era vista como uma perigosa ameaça aos interesses do tráfico. O medo impera na população em Cabrobó, considerada um dos principais pólos do tráfico em Pernambuco. Há anos que traficantes se aproveitam das terras demarcadas pelos trukás para o cultivo da erva. Investigações da Polícia Federal já chegaram a apontar a participação até mesmo do Comando Vermelho do Rio de Janeiro. </p>
<p>A Ilha de Assunção dos índios trukás é considerada valiosa por vários motivos. Entre os quais, a privilegiada posição geográfica (limítrofe com a Bahia), a dificuldade de acesso por via terrestre e o fato de a polícia não poder entrar em território indígena sem autorização expressa da Funai. Mozeni foi morto às 17h30 em frente ao seu comitê, no dia 23 de agosto, durante evento de uma festejada campanha na cidade.</p>
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		<title>Pedofilia e a nova lei em debate</title>
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		<pubDate>Thu, 20 Nov 2008 06:10:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>rebêlo</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Webinsider / Universo Online ( link ) 19.novembro.2008 Os arautos do ufanismo comemoram a nova legislação – ainda a ser aprovada – para combater o crime de pedofilia no Brasil. Entre outras medidas, a lei em questão transforma em crime atos de exposição, venda e posse no computador de conteúdo pedófilo. É uma perigosa faca [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://webinsider.uol.com.br/index.php/2008/11/19/pedofilia/"><img class="size-full wp-image-923 alignright" style="margin: 5px;" title="depois01" src="http://www.rebelox.com/wp-content/uploads/2008/11/depois01.jpg" alt="" width="147" height="190" /></a><strong>Webinsider / Universo Online </strong>( <a href="http://webinsider.uol.com.br/index.php/2008/11/19/pedofilia/">link</a> )<strong><br />
</strong><em>19.novembro.2008</em></p>
<div class="entry" style="margin: 0px; padding: 0px; font-size: 12px; line-height: 1.5em;">
<p style="margin: 15px 0px; padding: 0px;">Os arautos do ufanismo comemoram a nova legislação – ainda a ser aprovada – para combater o crime de pedofilia no Brasil. Entre outras medidas, a lei em questão transforma em crime atos de exposição, venda e posse no computador de conteúdo pedófilo.</p>
<p style="margin: 15px 0px; padding: 0px;">É uma perigosa faca de dois gumes, mas até agora só um lado tem voz. Ecoam elogios ao<span class="Apple-converted-space"> </span><a style="margin: 0px; padding: 0px; color: #c29005; text-decoration: underline;" href="http://www.camara.gov.br/sileg/integras/588055.pdf">projeto de lei 3777/08</a><span class="Apple-converted-space"> </span>e expectativas de que o presidente Lula<span class="Apple-converted-space"> </span><a style="margin: 0px; padding: 0px; color: #c29005; text-decoration: underline;" title=" (Este link abre uma nova janela!)" rel="externo" href="http://idgnow.uol.com.br/internet/2008/11/11/deputados-aprovam-projeto-contra-pedofilia-na-internet" target="_blank">sancione</a><span class="Apple-converted-space"> </span>a lei até dezembro.</p>
<p style="margin: 15px 0px; padding: 0px;">
<p style="margin: 15px 0px; padding: 0px;">O que irá acontecer se a sua empresa for atacada por um vírus ou spyware, destes que pipocam janelas de pornografia logo ao se conectar à internet? Muita das imagens ficam armazenadas no<span class="Apple-converted-space"> </span><em style="margin: 0px; padding: 0px;">cache</em><span class="Apple-converted-space"> </span>do navegador ou do Windows. E se houver imagens de crianças entre os arquivos?</p>
<p style="margin: 15px 0px; padding: 0px;">
<p style="margin: 15px 0px; padding: 0px;"><span id="more-919"></span></p>
<p style="margin: 15px 0px; padding: 0px;">Talvez você responda que ninguém poderá culpar o funcionário por um descuido técnico, sobretudo por uma omissão além de suas funções corporativas. Então será o suporte técnico responsável por permitir a entrada de spywares? Irão responder judicialmente? E quem responde por eles não é o administrador de redes ou o gerente de tecnologia? Como fica?</p>
<p style="margin: 15px 0px; padding: 0px;">E se entre os seus 300 funcionários realmente houver um pedófilo que guarda imagens de pedofilia propositalmente?</p>
<p style="margin: 15px 0px; padding: 0px;">
<p style="margin: 15px 0px; padding: 0px;">E se um desafeto quiser incriminar outro, transferindo imagens pedófilas pela rede interna, por e-mail anônimo ou até mesmo usando um pendrive? Poucas coisas são tão<span class="Apple-converted-space"> </span><a style="margin: 0px; padding: 0px; color: #c29005; text-decoration: underline;" href="http://webinsider.uol.com.br/index.php/2000/12/13/privacidade-no-e-mail-e-sempre-relativa/">inseguras</a><span class="Apple-converted-space"> </span>quanto o<span class="Apple-converted-space"> </span><a style="margin: 0px; padding: 0px; color: #c29005; text-decoration: underline;" href="http://webinsider.uol.com.br/index.php/2003/08/01/fraude-por-e-mail-e-tirar-doce-de-crianca-i/">e-mail</a><span class="Apple-converted-space"> </span>e o pendrive.</p>
<p style="margin: 15px 0px; padding: 0px;">As imagens podem ser colocadas em pastas escondidas, alheias à visão do usuário comum, porém facilmente encontradas por técnicos ou softwares específicos. O próprio Windows, em suas versões mais recentes, possui recurso nativo para tal função.</p>
<p style="margin: 15px 0px; padding: 0px;">A grande questão recai sobre quem irá discenir entre pedófilos, vítimas de extorsão ou de spywares e vírus? Será o governo, representado pela Polícia Federal e os peritos no setor?</p>
<p style="margin: 15px 0px; padding: 0px;">Estamos falando deste mesmo governo que nos últimos 15 anos parece não ter a menor idéia de noções simples como concorrência de mercado em<a style="margin: 0px; padding: 0px; color: #c29005; text-decoration: underline;" href="http://webinsider.uol.com.br/index.php/2008/07/29/telefonia-brasileira-os-custos-mais-altos-do-mundo/">telecomunicações</a>, internet,<span class="Apple-converted-space"> </span><a style="margin: 0px; padding: 0px; color: #c29005; text-decoration: underline;" href="http://webinsider.uol.com.br/index.php/2005/12/27/o-office-dos-deputados/">software</a><span class="Apple-converted-space"> </span>e<span class="Apple-converted-space"> </span><a style="margin: 0px; padding: 0px; color: #c29005; text-decoration: underline;" href="http://webinsider.uol.com.br/index.php/2005/05/12/inclusao-digital-o-que-e-e-a-quem-se-destina/">inclusão digital</a>.</p>
<p style="margin: 15px 0px; padding: 0px;">Logo, qual o motivo real para nos levar a crer que, da noite para o dia, o governo e seus parlamentares agora entendem de crimes cibernéticos cujos protagonistas são, em sua grande maioria, hábeis na arte do anonimato e da dissimulação?</p>
<p style="margin: 15px 0px; padding: 0px;">Nenhuma das perguntas acima é respondida nas três páginas da íntegra do projeto de lei. Você não leu errado, são três páginas.</p>
<p style="margin: 15px 0px; padding: 0px;">Mais curioso ainda é como um crime tão hediondo colocaria um condenado em cana por apenas um a quatro anos (art. 241-B). Some a redução de 1/3 da pena por bom comportamento na prisão, outras regalias que os advogados conseguem e<span class="Apple-converted-space"> </span><em style="margin: 0px; padding: 0px;">voilá</em>. Há penas ainda menores, vale a pena ler o documento.</p>
<p style="margin: 15px 0px; padding: 0px;">O mesmo artigo 241-B prevê uma diminuição da pena em até 1/3 se o material armazenado for de “pequena quantidade”. O que significa pequena quantidade? Ninguém sabe. E há mesmo diferença entre um vídeo pedófilo e dez? Por que?</p>
<p style="margin: 15px 0px; padding: 0px;">As boas intenções do projeto de lei parecem ser as melhores possíveis. Mas de boas intenções, o inferno está cheio. É de se questionar um texto tão rasteiro e tecnicamente medíocre para um crime tão grave como a pedofilia.</p>
<p style="margin: 15px 0px; padding: 0px;">Para quem elogia o projeto de lei do senador Eduardo Azeredo, sobre crimes cibernéticos, até que não é exatamente uma surpresa.</p>
<h2 style="margin: 0px; padding: 0px; font-size: 1.4em;">A vida real é logo ali na esquina</h2>
<p style="margin: 15px 0px; padding: 0px;">A posse e o armazenamento intencional de material pornográfico-infantil é condenável sob qualquer aspecto.</p>
<p style="margin: 15px 0px; padding: 0px;">Os juristas reclamam que, na<span class="Apple-converted-space"> </span><a style="margin: 0px; padding: 0px; color: #c29005; text-decoration: underline;" title=" (Este link abre uma nova janela!)" rel="externo" href="http://idgnow.uol.com.br/internet/2008/09/03/pf-promove-operacao-de-combate-a-pedofilia-na-web-em-17-estados" target="_blank">Operação Carrossel 1 e 2</a>, da Polícia Federal, apenas duas pessoas foram presas. Em tese, porque a lei atual não considera crime a posse de fotos de pornografia infantil.</p>
<p style="margin: 15px 0px; padding: 0px;">Agora vamos ao nosso bairro, nossa cidade. As suspeitas de pedofilia na prática, que nada têm a ver com internet ou tecnologia, estão por todos os lados. Quantos casos são investigados? Ninguém sabe.</p>
<p style="margin: 15px 0px; padding: 0px;">O sistema de denúncias de pedofilia da Secretaria Especial de Direitos Humanos, em Brasília, recebe nada menos do que 1.600 telefonemas por dia. É um dado oficial, repassado por eles.</p>
<p style="margin: 15px 0px; padding: 0px;">No Orkut, os representantes do Google dizem, oficialmente, ter liberado informações (para a CPI da Pedofilia) sobre algo em torno de 19 mil álbuns com fotografias de abusos sexuais de crianças. Segundo investigação da mesma CPI, usuários do Orkut vendem fotos de menores por US$ 800 a US$ 1.000.</p>
<p style="margin: 15px 0px; padding: 0px;">Você também não leu errado, são<span class="Apple-converted-space"> </span><strong style="margin: 0px; padding: 0px;">dezenove mil</strong><span class="Apple-converted-space"> </span>álbuns nesta praga chamada Orkut.</p>
<p style="margin: 15px 0px; padding: 0px;">Para onde vai a CPI da Pedofilia? Quem irá punir? E as denúncias diárias que não são investigadas, nas capitais? E os notórios casos de pedofilia comprovada nas cidades pelo interior do Brasil, que a Polícia Federal sequer pisa no local? Também sofrerão punição?</p>
<p style="margin: 15px 0px; padding: 0px;">Os integrantes da CPI, como se sabe, são os nossos ilustres parlamentares. Os mesmos por trás de CPIs<span class="Apple-converted-space"> </span><em style="margin: 0px; padding: 0px;">mui frutíferas</em><span class="Apple-converted-space"> </span>como a CPI da Nike, CPI dos Sanguessugas, CPI do Orçamento, CPI do Narcotráfico, CPI do Mensalão, CPI do Judiciário, CPI do Apagão Aéreo e a lista segue.</p>
<p style="margin: 15px 0px; padding: 0px;">Como todos sabemos, os frutos das CPI acima citadas sempre foram os melhores para o Brasil, tornando-o um país mais justo, menos desigual, menos corrupto e com todos os culpados na cadeia. (<em style="margin: 0px; padding: 0px;">é uma piada, para quem não entendeu</em>)</p>
<p style="margin: 15px 0px; padding: 0px;">O poder de uma CPI é muito grande e, ocasionalmente, consegue gerar provas contundentes. O que ocorre depois, contudo, é um mistério. Bate no Ministério Público e volta; bate no Poder Judicário e volta; um ping-pong do crioulo doido.</p>
<h2 style="margin: 0px; padding: 0px; font-size: 1.4em;">Deu no New York Times</h2>
<p style="margin: 15px 0px; padding: 0px;">A falta de tipificação dos crimes de pedofilia é considerada um dos principais entraves à punição dos pedófilos. E sobram os elogios de como o Brasil entrará para a vanguarda e poderá ser um exemplo para a comunidade internacional.</p>
<p style="margin: 15px 0px; padding: 0px;">Essa síndrome de “Deu no New York Times” como ratificação de importância é muito perigosa em um terreno tão sombrio e asqueroso como a pedofilia, diante da infinitude de armas tecnológicas disponíveis a distância de um clique.</p>
<p style="margin: 15px 0px; padding: 0px;">Pergunto-me se um pai prefere os aplausos da comunidade internacional ou a devida investigação das milhares de denúncias que pipocam todos os dias sobre pedófilos na vizinhança, não necessariamente plugados na internet.</p>
<p style="margin: 15px 0px; padding: 0px;">No Rio de Janeiro, recentemente<span class="Apple-converted-space"> </span><a style="margin: 0px; padding: 0px; color: #c29005; text-decoration: underline;" title=" (Este link abre uma nova janela!)" rel="externo" href="http://jc.uol.com.br/jornal/2008/11/18/not_308098.php" target="_blank">prenderam</a><span class="Apple-converted-space"> </span>o americano Enneth Andrew Craig, 40 anos, há sete residindo no Brasil. Nos EUA, já foi condenado e responde a processos por crimes de abuso sexual contra menores.</p>
<p style="margin: 15px 0px; padding: 0px;">Fugiu para o Rio (<em style="margin: 0px; padding: 0px;">ah, o Rio do New York Times…</em>), morava em Botafoto e dava aulas de inglês para pagar as contas. Há seis anos.</p>
<p style="margin: 15px 0px; padding: 0px;">Seu nome estava, desde sempre, na lista das 25 pessoas mais procuradas pela Justiça americana. A polícia do Rio (e a Federal) não sabiam de nada. Qual a surpresa? Quem avisou foi a embaixada americana, que por sinal deve ter tentado estabelecer contato há bastante tempo, sem sucesso.</p>
<p style="margin: 15px 0px; padding: 0px;">Quantos Enneth Andrew Craig há no país? Nem polícia e nem governo sabem. E não é preciso uma lei nova para descobrir.</p>
<p style="margin: 15px 0px; padding: 0px;">Como tudo no Brasil, as atuais leis são mais do que suficientes para coibir e conter a prática de pedofilia e vários outros crimes não-tipificados. Bastava que fossem cumpridas de fato e de direito.</p>
<p style="margin: 15px 0px; padding: 0px;">Se o novo projeto de lei ajudar no combate à pedofilia, merece todos os aplausos. Não apenas para o projeto, mas também para quem acredita na União como cumpridora de metas.</p>
<p style="margin: 15px 0px; padding: 0px;">Quem tem dúvidas sobre o papel da União, pode ler outro projeto de lei (PL84/1999) do senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG) sobre crimes cibernéticos. Com um nível absurdamente medíocre e fora da realidade.</p>
<p style="margin: 15px 0px; padding: 0px;">É fácil reclamar publicamente do projeto Azeredo e fazer passeata na Av. Paulista. O mesmo não se pode dizer de um projeto contra pedofilia. Qualquer reclamação ou posicionamento contra pode lhe render acusações “estranhas” dos paladinos da integridade moral.</p>
<p style="margin: 15px 0px; padding: 0px;">É preciso acabar com esse maniqueísmo importado; que os políticos adoram, por sinal. Rende voto.<span class="Apple-converted-space"> </span><strong style="margin: 0px; padding: 0px;">[Webinsider]</strong>.</p>
</div>
<div class="sobre" style="border: 1px solid #e7e3dc; margin: 10px 0px; padding: 10px; background-color: #f7f3eb; min-height: 73px; display: block; clear: both;">
<h3 style="margin: 0px; padding: 0px; color: #90846c; font-weight: bold; font-size: 18px;">Sobre o autor</h3>
<p style="margin: 0px; padding: 0px;"><a style="margin: 0px; padding: 0px; color: #ebae04; text-decoration: underline; font-weight: bold;" href="http://webinsider.uol.com.br/index.php/author/paulo-rebelo"><img style="border: 5px solid #ffffff; margin: 0px 10px 3px 0px; padding: 0px; float: left;" src="http://webinsider.uol.com.br/imagens/escritores/paulo_rebelo.gif" alt="Paulo Rebêlo" /></a><strong style="margin: 0px; padding: 0px;">Paulo Rebêlo</strong><span class="Apple-converted-space"> </span>(rebelo@webinsider.com.br) é subeditor do<span class="Apple-converted-space"> </span><strong style="margin: 0px; padding: 0px;">Webinsider</strong>.</p>
</div>
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		<title>Pacto pela Vida vira alvo de reclamações</title>
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		<pubDate>Sun, 16 Nov 2008 10:04:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>rebêlo</dc:creator>
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		<description><![CDATA[SEGURANÇA // Dez entidades tentam, sem êxito, obter informações oficiais sobre ações específicas citadas na apresentação do programa Paulo Rebêlo Diario de Pernambuco 16.novembro.2008 Insatisfação generalizada e reclamação recorrente contra a falta de informações sobre segurança pública em Pernambuco. O conflito declarado entre governo estadual, ONGs e associações de defesa dos direitos humanos, sobre números [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://www.rebelox.com/wp-content/uploads/2008/11/flip97.jpg" align="right" title="" width="298" height="493" border="0" hspace="4" vspace="4"/><i>SEGURANÇA // Dez entidades tentam, sem êxito, obter informações oficiais sobre ações específicas citadas na apresentação do programa</i></p>
<p><b>Paulo Rebêlo<br />
Diario de Pernambuco</b><br />
16.novembro.2008</p>
<p>Insatisfação generalizada e reclamação recorrente contra a falta de informações sobre segurança pública em Pernambuco. O conflito declarado entre governo estadual, ONGs e associações de defesa dos direitos humanos, sobre números e ações do Pacto pela Vida, esconde um debate maior. A falta de transparência com informações públicas é, de longe, um dos principais entraves do Brasil no cenário internacional. E na maioria dos estados, segue-se o mesmo exemplo da União.<br />
<span id="more-896"></span>Um ano e meio após o lançamento do Pacto pela Vida &#8211; programa que visa conter o alto índice de homicídios em Pernambuco -, cerca de dez entidades de classe ainda tentam, sem êxito, obter informações oficiais sobre ações específicas citadas na apresentação do programa. Um documento foi elaborado e entregue ao Ministério Público, para que o mesmo pressione o governo. A papelada ainda não chegou aos gabinetes do Palácio.</p>
<p>O coordenador do Movimento Brasil Sem Armas, Murilo Cavalcanti, lembraque o caso de Pernambuco é emblemático diante dos graves números de violência registrados nos últimos anos. &#8220;Não se trata de uma exclusividade desta gestão, estamos falando de índices altíssimos nos últimos 15 anos. O governo fala em metas atingidas e metas não-atingidas. Mas porque não atingiu? Para onde estão indo os recursos? Não temos diálogo e a própria Secretaria de Defesa Social (SDS) não aceita qualquer crítica contra o trabalho deles. Não há justificativa e a violência está dizimando os jovens&#8221;, pondera.</p>
<p>Em entrevista recente, o governador Eduardo Campos (PSB) rebateu os argumentos ao dizer que números e informações requisitadas estão na internet, no Portal da Transparência. No entanto, até agora, as únicas informações disponíveis são planilhas genéricas, como a apresentação do programa, o diagnóstico, as linhas de ação e três boletins com números de homicídios. Em outra seção do site, no demonstrativo de gastos do governo, não há números sobre o programa.</p>
<p>Nos bastidores, reclama-se de disputa política quando se discute o Pacto, além de supostas vaidades acadêmicas entre atores envolvidos na elaboração do projeto e agentes externos. Tereza Guimarães, presidente do Instituto Antônio Carlos Escobar (IACE), rechaça a insinuação de que há fatura política. &#8220;A gente escuta sobre ações isoladas, como esta agora de Santo Amaro com adolescentes, situações pontuais demais. Pedimos apenas transparência, nada demais&#8221;, critica.</p>
<p>O cientista político José Maria Nóbrega (UFPE) é um dos principais críticos da carência de informações para estudos em segurança pública. &#8220;É preciso elaborar dados informacionais concretos, para estudos e aplicação de políticas públicas de segurança. Hoje isso não existe aqui. Há delegacias que não possuem sequer computador, não há banco de dados, não há como mapear as ocorrências corretamente&#8221;.</p>
<p>&#8220;Há uma reserva muito grande da SDS. A gente entende a preocupação sobre o setor de inteligência, mas é preciso definir o que é sigiloso ou público. Há dados públicos que são considerados como sigilosos e fica tudo por isso mesmo&#8221;, pontua Murilo Cavalcanti.</p>
<p>No primeiro ano do Pacto, a meta do governo foi reduzir a taxa de homicídios em 12%, mas o índice ficou em 6,9%. Para o segundo, manteve-se a meta, mas nos seis primeiros meses deste ano, os homicídios aumentaram, segundo cálculos do site Pebodycount (www.pebodycount.com.br), baseados em relatórios do Sistema Único de Saúde (SUS) e do Ministério da Justiça.</p>
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		<title>A morte que calou Cabrobó</title>
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		<pubDate>Mon, 01 Sep 2008 10:31:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>rebêlo</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Sertão // Prefeituráveis suspenderam até este domingo as atividades da campanha após assassinato de índio candidato a vereador Paulo Rebêlo Diario de Pernambuco // 31.agosto.2008 Cabrobó &#8211; Mistura de respeito e medo, o silêncio corre nas ruas deste município a 600 quilômetros do Recife, no Sertão do São Francisco. Nesta sexta-feira, foi celebrada a missa [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://www.rebelox.com/wp-content/uploads/2008/08/flip61.jpg" title="" width="296" height="512" border="0" hspace="3" vspace="2"/><i>Sertão // Prefeituráveis suspenderam até este domingo as atividades da campanha após assassinato de índio candidato a vereador</i></p>
<p>Paulo Rebêlo<br />
Diario de Pernambuco // 31.agosto.2008</p>
<p><b>Cabrobó &#8211; </b>Mistura de respeito e medo, o silêncio corre nas ruas deste município a 600 quilômetros do Recife, no Sertão do São Francisco. Nesta sexta-feira, foi celebrada a missa de sétimo dia do índio truká Mozeni Araújo, 37 anos, uma das principais lideranças políticas da cidade. Candidato a vereador pelo PT, ele foi morto com tiros à queima-roupa em plena luz do dia, há uma semana, em frente ao seu comitê de campanha. Poucos duvidam que não fosse eleito com facilidade. </p>
<p><span id="more-791"></span>Em respeito à família de Mozeni, os dois candidatos à prefeitura de Cabrobó, o atual prefeito Eudes Caldas (PTB) e o médico Auricélio Menezes Torres (PSB), garantem ter suspendido as atividades de campanha até o início desta semana. Sobre o crime, contudo, preferem não opinar e deixar que a &#8220;polícia e a Justiça cheguem aos culpados e aos motivos reais&#8221;. </p>
<p>A posição defensiva da população é reflexo não apenas das versões conflitantes sobre o assassinato, mas, sobretudo, pelo longo histórico de violência pela qual Cabrobó tornou-se conhecida nacionalmente. Nos últimos anos, porém, o município havia saído dos holofotes sobre tráfico de drogas e crimes por encomenda, embora a situação não seja exatamente tranqüila como os políticos dizem, segundo agentes da Polícia Rodoviária Federal consultados pelo Diario.</p>
<p>Os trukás representam a principal força-motriz da economia de Cabrobó. São os maiores produtores de cebola de Pernambuco, também têm grandes áreas com plantações de arroz. Apesar da reconhecida influência, uma eventual eleição de Mozeni Araújo iria representar um feito ainda inédito: a primeira vez de um truká eleito pelo voto para ocupar uma cadeira na Câmara Municipal. Até hoje, eles fizeram parte apenas da suplência de vereadores, atuando por pouco tempo.</p>
<p>Mozeni Araújo chegou a ser suplente do atual prefeito Eudes Caldas, em 1996, durante um dos seus quatro mandatos de vereador antes de ser eleito chefe do executivo. &#8220;Era meu amigo pessoal, não somente um aliado. Não acredito em crime político, como dizem os boatos, mas não cabe a mim esse julgamento. Agora vamos analisar a legislação e tentar substituir a vaga&#8221;, antecipa.</p>
<p>O principal candidato para ocupar o posto de Mozeni é Aurivan dos Santos, o cacique Neguinho, outra liderança das mais conhecidas dos trukás. A viúva de Mozani prefere ficar de fora das negociações, pois ela e os filhos participavam ativamente da campanha. Além da esposa, Mozeni deixou três filhos de 16, 15 e 14 anos.</p>
<p><b>Apoio -</b> Em termos de campanha, os trukás e o atual prefeito Eudes Caldas parecem bem pragmáticos. Eles contam, para os próximos dias, com a presença do Secretário das Cidades, Humberto Costa; e do deputado federal Inocêncio. &#8220;A relação com o governo estadual é ótima e tivemos sorte de receber bastante recursos da União&#8221;, comemora o prefeito. Por conta dos projetos da Transposição do Rio São Francisco, Cabrobó tem recebido mais verbas para desenvolvimento urbano e saneamento básico, entre outros benefícios. </p>
<p><font color="#FF0000" size="3"><b>Desencontros sobre autoria do crime</b></font></p>
<p>Crime político, morte por encomenda, atentado a mando de fazendeiros e desavenças pessoais. São muitas as versões para o assassinato do índio truká Mozeni Araújo. O autor dos disparos à queima-roupa, Maurício Ricardo Alexandre Silva, foi preso logo após o crime. À polícia, afirmou ter atirado por vingança, por causa de uma briga há quase dez anos.</p>
<p>No dia seguinte ao homicídio, a polícia trabalhava com a tese de crime de pistolagem. De acordo com o relatório policial, os disparos foram por volta de 17h e, antes, o acusado teria ido ao comitê de Mozeni, onde conversaram por cinco minutos. Ainda era claro e o local estava cheio de gente. Ainda segundo a polícia, não houve chance de defesa &#8211; ao cair no chão após o primeiro disparo, o acusado descarregou a pistola com tiros no rosto e fugiu. O acusado era conhecido na cidade. &#8220;Era um pé-rapado, não tinha dinheiro para nada, de repente aparece com uma arma novinha e carregada?&#8221;, questiona uma colega de Mozeni, na Ilha de Assunção, território dos trukás.</p>
<p>Em julho, asecretária Eliane Elionete dos Santos, 31, foi encontrada morta dentro de uma escola, com perfurações de bala e uma faca cravada no rosto. No início de agosto, o agricultor Antônio José dos Santos, 59, matou com golpes de enxada a esposa, Poliana Maria Torres, 24, e seus dois filhos pequenos, de 3 e 6 anos. Nos dois casos, os acusados foram presos pela polícia.</p>
<p>O candidato a prefeito Auricélio Torres (PSB) não acredita em crime político, mas não arrisca palpites. Após uma conversa com a equipe de reportagem, dois militantes do candidato se aproximaram, já em outra rua, também para refutar a conotação política. &#8220;O partido deles não diz que Mozeni sofreu outro atentado, há seis meses, e escapou por pouco&#8221;, disse um dos militantes, em reserva. A viúva de Mozeni garantiu não conhecer nenhum inimigo do marido. &#8220;Querem calar as lideranças dos trukás, não é a primeira vez que isso acontece&#8221;, disse, referindo-se ao assassinato do capitão da aldeia, Adeilson, e seu filho, em 2005. </p>
<p><font color="#FF0000" size="3"><b>Apoio dos trukás é decisivo</b></font></p>
<p>De acordo com o prefeito Eudes Caldas (PTB), em Cabrobó é de 96% o índice de aprovação do governo Lula. Não à toa, sua campanha usa como pode a vinculação à imagem do presidente. O mesmo otimismo não tem seu adversário,o Auricélio Menezes Torres (PSB), que disputa um cargo majoritário desde 1988.</p>
<p>Filiado ao PSB desde 2005, Auricélio é enfático ao falar da falta de apoio do governo estadual e do partido em sua campanha. &#8220;Eduardo Campos já me disse, mais de uma vez, que eu sou o candidato dele, mas na prática é diferente&#8221;, alfineta. &#8220;O apoio verbal não reverte em apoio de fato na minha campanha. Sou aliado, mas os benefícios só chegam para o lado do prefeito&#8221;, reclama.</p>
<p>As pesquisas internas do socialista, garante, mostram um empate técnico entre ele e Eudes Caldas. Assessores de Eudes, contudo, rebatem dizendo que a intenção de voto para o petebista é bem maior, sem revelar números. O apoio dos índios trukás também é fruto de divisões. As lideranças mais conhecidas apóiam Eudes Caldas, embora parte da aldeia tenha se aliado a Auricélio, com direito a outro truká candidato a vereador, Demar Gavião, pelo PSDB.</p>
<p>Eudes e Auricélio concordam em um ponto: não há como governar sem o apoio dos trukás, seja por conta da força econômica ou da influência que adquiriram em Pernambuco.</p>
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		<title>Amupe aciona palácio para conter violência</title>
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		<pubDate>Thu, 28 Aug 2008 13:22:31 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Campanha // Entidade solicita providências a Eduardo para evitar ameaças e atentados Paulo Rebêlo Diario de Pernambuco &#8211; 27.agosto.2008 Ofício encaminhado ao governador Eduardo Campos (PSB) pela Associação Municipalista de Pernambuco (Amupe), ontem, solicita providências sobre casos de ameaças e atentados contra políticos no interior do estado. Somente na última semana foram registradas ocorrências em [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://www.rebelox.com/wp-content/uploads/2008/08/flip59.jpg" title="" width="199" height="288" border="0" hspace="3" vspace="2"/><i>Campanha // Entidade solicita providências a Eduardo para evitar ameaças e atentados</i></p>
<p>Paulo Rebêlo<br />
Diario de Pernambuco &#8211; 27.agosto.2008</p>
<p>Ofício encaminhado ao governador Eduardo Campos (PSB) pela Associação Municipalista de Pernambuco (Amupe), ontem, solicita providências sobre casos de ameaças e atentados contra políticos no interior do estado. Somente na última semana foram registradas ocorrências em Cabrobó, Tupanatinga, Itapetim e até mesmo em Paulista. Na primeira, o candidato a vereador Mozani Araújo, índio da etnia truká, foi morto com tiros à queima-roupa.</p>
<p><span id="more-787"></span>Embora seja reflexo de um cenário preocupante, o pedido do presidente da Amupe, Arquimedes Guedes Valença, pode engrenar um processo belicoso em Pernambuco, onde a fiscalização e monitoramento das campanhas eleitorais é historicamente deficiente &#8211; seja por falta de efetivo da Justiça Eleitoral, uma realidade reconhecida pelas próprias autoridades; ou pela simples falta de interesse político.</p>
<p>No caso de Tupanatinga, o atual prefeito Manoel Roque (PMDB) garantiu que homens armados invadiram sua casa, segunda-feira, de armas em punho. De acordo com a nota distribuída pela sua equipe, os homens conseguiram fugir, mas foram identificados. Supostamente, seriam ligados ao grupo político adversário, do socialista Duca Feitosa, mesmo partido do governador.</p>
<p>Duca Feitosa acusa Roque de oportunismo político e pede ao governo que leia os boletins de ocorrência registrados na delegacia de Tupanatinga. O advogado Joaquim Neto, filho de Feitosa, esclarece que houve, de fato, uma confusão em frente à residência do prefeito. O incidente teria ocorrido por conta de uma desavença entre dois partidários, que discutiram, brigaram e puxaram armas. &#8220;Um dos jovens, partidário nosso, prometeu que mataria o outro. Não há esse clima de ameaça contra político algum, querem dificultar nossa campanha&#8221;, disse.</p>
<p>Manoel Roque esteve no Recife, ontem, para tentar uma audiência com o governador. Reclamou do clima de insegurança e reafirmou as acusações. Roque exerce o segundo mandato e seu candidato à sucessão, Manoel Tomé, é o vice-prefeito de Tupanatinga. O ofício da Amupe revela, ainda, o desbaratamento de uma tentativa de assassinato por encomenda em Itapetim, contra o prefeito Adelmo Alves de Moura. Arquimedes Valença solicita ao governo reforço policial &#8220;para que se possa inibir qualquer ato de violência e de perturbação da paz e do clima democrático das eleições&#8221;.</p>
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		<title>A preocupação comum de homens e mulheres</title>
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		<pubDate>Tue, 12 Aug 2008 16:35:45 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[PESQUISA // Recifenses apontam saúde como principal problema para o próximo prefeito resolver Paulo Rebêlo Diario de Pernambuco &#8211; 10.agosto.2008 A segunda parte da pesquisa realizada pelo Grupo de Estudos do Macroambiente Empresarial de Pernambuco (Gemepe), ligado à Faculdade Frassinetti do Recife (Fafire), revela quais os principais anseios da população, em subcategorias. Desta vez, os [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://www.rebelox.com/wp-content/uploads/2008/08/flip51.jpg" title="" width="197" height="404" border="0" hspace="4" vspace="2"/><i>PESQUISA // Recifenses apontam saúde como principal problema para o próximo prefeito resolver</i></p>
<p>Paulo Rebêlo<br />
Diario de Pernambuco &#8211; 10.agosto.2008</p>
<p>A segunda parte da pesquisa realizada pelo Grupo de Estudos do Macroambiente Empresarial de Pernambuco (Gemepe), ligado à Faculdade Frassinetti do Recife (Fafire), revela quais os principais anseios da população, em subcategorias. Desta vez, os entrevistados foram classificados por faixa etária, sexo, nível de escolaridade e ocupação. A primeira parte, com os números gerais relativos a Recife, Olinda, Jaboatão e Paulista, foi publicada pelo Diario na edição do <a href="http://www.rebelo.org/archives/2008/os-problemas-do-cidadao-recifense/">último domingo</a>.</p>
<p><span id="more-761"></span>Ao separar o grupo de entrevistados entre homens e mulheres, os técnicos do Gemepe observaram que a prioridade é idêntica para ambos &#8211; saúde pública &#8211; com incidência maior entre as mulheres (28,6%) em relação aos homens (22,5%). Em seguida, as mulheres optaram por pavimentação (12,07%), segurança (11,72%) e geração de empregos (10,69%), enquanto o sexo masculino citou segurança (14,76%), pavimentação (12,18%) e educação (11,07%), respectivamente. </p>
<p>Saúde também foi o tema de grande preocupação em todas as faixas etárias, sobretudo entre os desempregados &#8211; estes se preocuparam menos com geração de empregos (13,5%) &#8211; independente do nível de escolaridade. Educação foi mais observada entre jovens de 16 a 35 anos e acima de 60 anos.</p>
<p>O maior diferencial da pesquisa elaborada pela Faculdade é o leque de possibilidades de desmembramento dos resultados. Nesta segunda parte, as quatro variáveis de classificação se juntam às anteriores, que foram divididas por classe social e ajudam a comprovar teses e estudos sobre os problemas mais conhecidos nos municípios da Região Metropolitana do Recife. </p>
<p>As entrevistas foram realizadas entre os dias 3 e 7 de julho com 565 pessoas, distribuídas entre os municípios da RMR e com quotas proporcionais ao número de moradores conforme os levantamentos do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No caso específico do Recife, respeitou-se também a proporcionalidade das populações distribuídas nas Regiões Político-Administrativa (RPA).</p>
<p>Para o coordenador técnico da pesquisa, Uranilson Carvalho, a proposta do Gemepe/Fafire é contribuir ao debate vigente, em virtude das eleições municipais de outubro. A partir desta semana, todos os candidatos a prefeito irão receber, formalmente, o conteúdo integral do levantamento. Ele explica que não houve indução nos questionários, pois cada habitante escolheu por conta própria o que considerava mais importante. Também foi utilizado o Critério de Classificação Econômica Brasil da Associação Brasileira de Empresas de Pesquisas (ABEP), que estima o poder de compra das pessoas e famílias urbanas.</p>
<p><b><font color="#FF0000" size="3">Os anseios da população</font></b></p>
<p><b>Mulheres</b><br />
Saúde 28,62%<br />
Pavimentação 12,07%<br />
Segurança 11,72%<br />
Emprego 10,69%</p>
<p><b>Homens</b><br />
Saúde 22,51%<br />
Segurança 14,76%<br />
Pavimentação 12,18%<br />
Educação 11,07%</p>
<p><b>De acordo com a faixa etária</b></p>
<p>16 a 25 anos<br />
Saúde 18,79%<br />
Educação 16,11%<br />
Segurança 15,44%<br />
Pavimentação 14,77%</p>
<p>26 a 35 anos<br />
Saúde 24,24%<br />
Saneamento 15,15%<br />
Pavimentação 12,88%<br />
Educação 11,36%</p>
<p>36 a 45 anos<br />
Saúde 35,58%<br />
Emprego 12,50%<br />
Saneamento 11,54%<br />
Segurança 9,62%</p>
<p>46 a 60 anos<br />
Saúde 27,27%<br />
Pavimentação 18,18%<br />
Segurança 15,15%<br />
Saneamento 8,08%</p>
<p>Acima de 60 anos<br />
Saúde 35,09%<br />
Segurança 24,56%<br />
Educação 8,77%<br />
Pavimentação 7,02% </p>
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		<title>Os problemas do cidadão recifense</title>
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		<pubDate>Mon, 04 Aug 2008 14:12:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>rebêlo</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Desafios // Pesquisa da Fafire mostra que saúde e segurança preocupam mais a população Paulo Rebêlo Diario de Pernambuco &#8211; 03.agosto.2008 Todo candidato garante conhecer os problemas e anseios da população. Em certas ocasiões, beiram a soberba. Os números e pesquisas pelos quais costumam gerar seus planos de governo, contudo, raramente são publicados. A fim [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://www.rebelox.com/wp-content/uploads/2008/08/flip46.jpg" title="" width="196" height="421" border="0" hspace="4" vspace="2"/><i>Desafios // Pesquisa da Fafire mostra que saúde e segurança preocupam mais a população</i></p>
<p>Paulo Rebêlo<br />
Diario de Pernambuco &#8211; 03.agosto.2008</p>
<p>Todo candidato garante conhecer os problemas e anseios da população. Em certas ocasiões, beiram a soberba. Os números e pesquisas pelos quais costumam gerar seus planos de governo, contudo, raramente são publicados. A fim de tentar preencher uma lacuna informativa sobre os desafios para os próximos prefeitos da Região Metropolitana do Recife (RMR), o Grupo de Estudos do Macroambiente Empresarial de Pernambuco (Gemepe), ligado à Faculdade Frassinetti do Recife (Fafire), acaba de divulgar um amplo levantamento sobre a percepção dos habitantes e suas principais dificuldades como cidadãos.</p>
<p><span id="more-746"></span>Em números absolutos, saúde (26%) é o tema mais recorrente, de acordo com o levantamento do Gemepe. Em segundo lugar, vem segurança (13,19%), seguido de pavimentação (12,12%), educação (9,98%), saneamento básico (9,45%), limpeza urbana (2,85%), habitação (2,67%) e projetos sociais (2,32%). Há outras variáveis, com menos de 2% de indicação cada. O recheio deste bolo estatístico, porém, reside nos detalhes.</p>
<p>O maior diferencial da pesquisa da Fafire é o desmembramento, por classe social, dos projetos considerados prioritários para as pessoas. Os números minimizam parte do discurso político durante a campanha e corroboram teses e estudos empíricos sobre os problemas mais conhecidos. Parcela destes obstáculos, inclusive, tem sido abordada em detalhes pela série do Diario sobre os Desafios do Recife, todo domingo, desde o dia 7 de julho, porém sem o embasamento estatístico apresentado agora pelo Gemepe/Fafire. Em contrapartida, especialistas, técnicos e gestores públicos são convidados a apresentar soluções e discutir os principais desafios para o próximo governo municipal.</p>
<p>Quem integra a classe A, cuja renda familiar é superior a R$ 7,6 mil, dá bem mais prioridade à segurança (29,6%) a qualquer outro tema, seguido por limpeza urbana (14,8%). Outros fatores, como educação, projetos sociais e trânsito, aparecem com percentual bastante inferior (7,41%). Trata-se de realidade bem diferente das classes sociais inferiores, que clamam por mais pavimentação (sobretudo em Olinda e Jaboatão), educação e saúde. </p>
<p>Apenas a classe B, de renda familiar entre R$ 2,1 mil e R$ 7,6 mil, segue mais regular nos anseios, com destaque significativo para educação (19,05%) e percentual idêntico para segurança e saúde (17,46%), além de pavimentação (14,29%) e saneamento básico (12,7%). As classes C, D e E &#8211; mais de 80% da população da RMR &#8211; elegeram a saúde como prioridade (31,69%, 25,76% e 25,56%) e o item segurança sequer chegou a se destacar entre as classes D e E. Para eles, bem mais importante são saneamento básico, educação, pavimentação e geração de empregos.</p>
<p>A metodologia da pesquisa do Gemepe/Fafire inclui entrevistas diretas, com 565 pessoas residentes na RMR, de 16 anos ou mais. Os resultados são a partir de resposta espontânea e única sobre os grandes problemas que incomodam as cidades, sob a ótica de seus residentes. </p>
<p><b><font color="#FF0000" size="3">Inversão de prioridades</font></b>    </p>
<p>Ao comparar as quatro principais cidades da Região Metropolitana do Recife (RMR), há resultado similar no quesito segurança (18,80%) e saúde (18,42%), além de saneamento básico (11,65%) e geração de empregos (10,53%). Em Jaboatão, a carência mais recorrente foi pavimentação (25%), seguido por saúde (21,74%), saneamento (13,04%) e geração de empregos (9,78%). Em Olinda, o maior destaque também foi a pavimentação (24,19%), enquanto a saúde ficou com 20,97%. Segurança e educação registraram a mesma incidência (14,52%). No município de Paulista, três projetos foram destacados, dentre eles a saúde, que recebeu uma expressiva indicação (57,5%), seguidas pela pavimentação (20%) e educação (12,5%).</p>
<p>As entrevistas foram distribuídas entre os municípios, com quotas proporcionais ao número de moradores conforme os levantamentos do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No caso específico do Recife, respeitou-se também a proporcionalidade das populações distribuídas nas Regiões Político-Administrativa (RPA), segundo o responsável técnico pela pesquisa e coordenador do Gemepe/Fafire, Uranilson Carvalho. Até final de agosto, a segunda etapa da pesquisa incluirá os principais projetos destacados na opinião popular para a gestão dos futuros prefeitos da RMR por sexo, faixa etária, escolaridade e ocupação.</p>
<p><img src="http://www.rebelox.com/wp-content/uploads/2008/08/flip47.jpg" title="" width="290" height="380" border="0" hspace="4" vspace="2"/><font color="#FF0000" size="3"><b>Desigualdade entre classes e cidades</b></font></p>
<p>Os meandros da pesquisa com os principais problemas da Região Metropolitana do Recife (RMR), divulgada agora pelo Gemepe/Fafire, representam mais um indicativo da elevada desigualdade de renda e disparate social entre os municípios vizinhos.</p>
<p>Comprova, em números absolutos e relativos, o norte pelo qual a série dominical do Diario &#8220;Desafios do Recife&#8221; surgiu, desde 7 de julho: entra prefeito e sai prefeito, as carências estruturais permanecem e as prioridades para a população de baixa renda &#8211; 80% de toda a RMR &#8211; continuam iguais a cada nova gestão.</p>
<p>O quesito segurança pública é curioso. Domina boa parte das promessas políticas dos candidatos a prefeito, ao mesmo tempo em que figura no primeiro lugar no ranking das prioridades para a classe A da população, com renda familiar superior a R$ 7,6 mil. Não é à toa. Em todos os levantamentos recentes, inclusive do próprio Ministério da Justiça, o Recife é considerado a capital mais violenta do país e a nona cidade com o maior índice de homicídios do Brasil. Uma funesta escala crescente, a cada ano. Embora faça parte das preocupações de outras classes sociais, não é a mais solicitada.</p>
<p>Pavimentação também é uma variável peculiar. Em recorrentes entrevistas e pesquisas, a população de bairros periféricos &#8211; sobretudo de Olinda, Jaboatão e Paulista &#8211; clamam pelo mínimo: ruas asfaltadas ou em condições aceitáveis para que o transporte público possa circular. Ao procurar nas bases de dados das prefeituras, é comum encontrar a mesma rua classificada como &#8220;pavimentada&#8221; ou &#8220;asfaltada&#8221;, mas uma simples visita revela exatamente o oposto: nada foi feito e os buracos se transformam em crateras.</p>
<p>Todos os profissionais ouvidos pelo Diario, nos últimos três meses sobre os piores desafios da cidade, convergem em direção à falta de uma melhor gestão pública e prioridades políticas. Cada desafio engloba uma série de problemas relacionados, mas ao visualizar os gargalos como uma peça única, em conjunto, a conclusão é óbvia: todos estão interligados.</p>
<p>Do ponto de vista econômico, gerenciar umacidade como o Recife tornou-se ainda mais complexo agora, indo além das carências básicas e amplamente conhecidas. Com a série de investimentos que Pernambuco passou a receber nos últimos anos, aliada à atual conjuntura econômica da RMR com as obras no Porto de Suape, é preciso planejar um futuro bem mais abrangente para não perder o bonde do desenvolvimento. Situação, aliás, que o Recife conhece muito bem, ao deixar de ser um modelo de desenvolvimento nacional desde os anos 1980 até hoje.</p>
<p><font color="#FF0000" size="3"><b>&#8220;Ir além do populismo&#8221;</b></font></p>
<p>Para o coordenador técnico da pesquisa, Uranilson Carvalho, a proposta do Gemepe/Fafire com a divulgação do levantamento é contribuir ao debate vigente, em virtude das eleições municipais de outubro. &#8220;É preciso saber o que a população deseja de fato, ir além do populismo e respeitando as proporcionalidades em cada município&#8221;, esclarece Carvalho. Ele explica que não houve indução nos questionários, pois cada habitante escolheu por conta própria o que considerava mais importante.</p>
<p>De acordo com o relatório final do Gemepe/Fafire, pela amostra com a atual quantidade de respondentes (565) se espera que 90% dos intervalos de expectativa estimados, com semi-amplitude igual a 0,04, contenham as verdadeiras frequências. Foi utilizado o Critério de Classificação Econômica Brasil da Associação Brasileira de Empresas de Pesquisas (ABEP), que estima o poder de compra das pessoas e famílias urbanas. Para efeito de simplificação, o Gemepe fundiu grupos equivalentes em apenas uma classe.</p>
<p>As divisões sociais ocorreram assim:Classe A (mais de R$ 7.600,00); Classe B (entre R$ 2.151,00 e 7.600,00); Classe C (entre R$ 831,00,00 e 2.150,00); Classe D (entre R$ 416,00 e R$ 830,00) e Classe E (abaixo de R$ 415,00). A distribuição percentual da população da RMR, ainda segundo a ABEP é: Classe A (Classe Alta): 5%; Classe B (Classe Média): 13%; Classe C (Média Baixa): 27%; Classe D (Pobre): 42% e Classe E (Muito Pobre): 14%.</p>
<p>Até o final deste mês, a coordenação e os quatro integrantes do projeto prometem novos dados a partir dos números coletados neste mês de julho, entre os dias 3, 4, 5 e 7. Será feito um cruzamento dos dados com outras variáveis, como faixa etária, sexo e ocupação. Com os resultados disponíveis hoje, o grupo responsável pelo trabalho conclui que &#8220;o projeto em Saúde merece uma atenção diferenciada para a gestão dos futuros prefeitos da RMR&#8221;.</p>
<p><b>Principais desafios dos futuros prefeitos</b></p>
<p><i>Saúde 25,67%<br />
Segurança 13,19%<br />
Pavimentação 12,12%<br />
Educação 9,98%<br />
Saneamento básico 9,45%<br />
Geração de empregos 9,09%<br />
Limpeza urbana 2,85%<br />
Habitação 2,67%<br />
Projetos sociais 2,32%<br />
Trânsito 1,96%<br />
Esporte e lazer 1,25%<br />
Transporte público 1,07%<br />
Cultura 0,53%<br />
Meio ambiente 0,36%<br />
Turismo 0,18%<br />
Outros 4,63%<br />
Não sabe 2,67%</i> </p>
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