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	<title>Paulo Rebêlo &#187; plasma</title>
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		<title>TV de plasma deixa consumidores frustrados</title>
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		<pubDate>Sat, 22 Jul 2006 21:09:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>rebêlo</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Agora que a poeira da Copa finalmente baixou, muita gente que comprou TV de plasma embalada pelo ufanismo tupiniquim deve começar a ficar atenta às recentes decisões judiciais contra as fabricantes dessas TVs. O ruim é que, nem sempre, essas decisões chegam ao conhecimento do público, nem mesmo à imprensa. E em tantas outras vezes, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Agora que a poeira da Copa finalmente baixou, muita gente que comprou TV de plasma embalada pelo ufanismo tupiniquim deve começar a ficar atenta às recentes decisões judiciais contra as fabricantes dessas TVs. O ruim é que, nem sempre, essas decisões chegam ao conhecimento do público, nem mesmo à imprensa. E em tantas outras vezes, o consumidor aceita os acordos propostos nas audiências pelas fabricantes e o assunto cai no esquecimento.<br />
<span id="more-193"></span><br />
Paulo Rebêlo<br />
<a href="http://webinsider.uol.com.br/index.php/2006/07/17/tv-de-plasma-consumidores-frustrados-com-a-tecnologia/">link original c/ comentários</a></p>
<p>A propaganda enganosa veiculada em todo o Brasil sobre a TV de plasma tirou bastante gente do sério. Foi uma das reportagens que mais rendeu e-mails e telefonemas de leitores, enfurecidos com fabricantes, lojas e vendedores, após um investimento de 6 mil reais em diante. Ao chegar em casa e ligar a TV, o primeiro sentimento da maioria dos compradores é de frustração: a qualidade da imagem é ruim e distorcida.</p>
<p>Conforme vimos nas reportagens publicadas aqui (originalmente na Folha de Pernambuco, veja links ao lado, na coluna da direita), a baixa qualidade da imagem nos canais abertos é apenas uma das preocupações que o usuário deve ter, mas nenhuma delas é informada durante as vendas. As fabricantes, por sua vez, informam apenas parcialmente sobre as fragilidades do produto e, quando muito, no manual de instrução… que o brasileiro médio reconhecidamente não lê.</p>
<p>Em outros casos, há fabricantes que simplesmente não informam, nem no manual, sobre o defeito de burn-in, quando a tela pode ficar marcada por imagens estáticas. Certos representantes das empresas são mais objetivos e honestos, avisam que os modelos de hoje trazem novas tecnologias que ajudam a amenizar o problema, mas que mesmo assim o usuário precisa ter bastante cautela. Entretanto, a maioria das fabricantes e lojas dizem que “não existe mais esse problema nos nossos modelos”. Quando, na verdade, as fragilidades do plasma não condizem a modelo X ou Y, mas são inerentes à tecnologia em si.</p>
<p><strong>Trocas e devoluções &#8211; </strong></p>
<p>Em seis anos de Webinsider, nunca uma reportagem rendeu tantos e-mails com pedidos de mais informações e, principalmente, relatos de frustrações. Tanta audiência é resultado, aparentemente, do fator situacional: a proximidade da Copa do Mundo e o excesso das propagandas falando sobre as maravilhas da TV de plasma. Até os principais jornais brasileiros entraram na onda, com notas visivelmente plantadas em colunas ou matérias sobre a corrida dos consumidores às lojas por causa do plasma.</p>
<p>Um dos casos mais notórios foi o de Adolpho Tuchman, que acaba de ganhar uma ação indenizatória contra a LG e a Ponto Frio. O caso é público e quem quiser conferir pode ir ao site do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro e consultar o processo 2006.800.078373-3. Tuchman manteve contato conosco durante todo o processo e não foi o único. O que mais lamenta é que, mesmo em audiência judicial, quem representa as fabricantes mantém o discurso nada esclarecedor sobre o produto. A decisão da juíza Lúcia Glioche, do 1º Juizado Especial Civil do Rio, também foi registrada pelos jornais Extra (sexta) e O Globo (domingo).</p>
<p>Em outra vertente, o professor Paulo Roberto Elias conseguiu uma solução mais pacífica e ele mesmo nos relata: “a Philips enviou duas propostas distintas, a primeira das quais, acredite se quiser, com uma oferta da troca do meu aparelho, pelo modelo 50PF9630/78, que custa cerca de 20 mil reais. Eu não entendi nada! A segunda proposta, que eu resolvi aceitar, oferecia o ressarcimento da compra, em depósito bancário. Agora, resta retirar o aparelho e esperar o depósito deles. Para mim, plasma nunca mais.”</p>
<p>No total, foram cerca de 70 a 80 e-mails (e alguns telefonemas) de leitores sobre o tema, dos quais metade davam conta que o comprador voltaria na loja para trocar o produto ou receber o dinheiro de volta, amigavelmente e, em último caso, acionar a Justiça, fora um grande número de e-mails e fóruns técnicos da web. </p>
<p><strong>Entre o céu e o inferno &#8211; </strong></p>
<p>TV de plasma é de todo ruim? Certamente que não. É um produto que pode ser maravilhoso, desde que o uso seja adequado às limitações da tecnologia, conforme pode ser visto com detalhe nas reportagens originais (Compra de um monitor LCD exige cuidado redobrado, Vai comprar TV de plasma? Cuidado com o burn-in. e LCD ou plasma, o que é melhor para a sua próxima TV?).</p>
<p>O problema é que, se não é o inferno, a TV de plasma está muito longe de ser o paraíso que as propagandas dizem. Com as novas tecnologias adotadas nos aparelhos mais recentes vendidos nas poucas lojas que não querem desovar o estoque de modelos antigos, há realmente um avanço. Inúmeros compradores possuem uma TV de plasma e nunca tiveram problema, estão bem felizes, inclusive.</p>
<p>A questão mais crucial de toda a celeuma é uma só: por que precisamos ter inúmeros cuidados e restrições com um produto que custa, no mínimo, 5 mil reais? Os modelos novos e bons de 42’’ estão na faixa de 7 mil reais, porém, mesmo assim, é preciso tratá-los como um filho prematuro para não danificar ou manchar a tela com as tarjas pretas. Além do mais, tem o consumo de energia, que é altíssimo (quando comparado a outras TVs) e a resolução que é baixa, quando comparada ao LCD ou a próprio monitor CRT de computador.</p>
<p>Um olho não-treinado, principalmente nas bancadas das lojas, vai achar que a resolução das telas de plasma é ótima. Um “truque” visual gerado pela alta taxa de brilho, cores e contraste. Na vida real, a resolução da maioria dessas TVs é baixa (bem menos de 1024×768 pixels) e quase nenhuma delas é preparada para receber, de forma nativa, o sinal de TV Digital que – um dia – será implantado no Brasil.</p>
<p><strong>Entenda um pouco mais &#8211; </strong></p>
<p>As fabricantes juram de pés juntos que os modelos delas não vão dar defeito. Na prática, é uma loteria. Quando são pressionadas pelo consumidor – judicialmente ou não – elas abrem o jogo e rapidamente propõem um acordo ou trocam o aparelho. Essa foi a situação relatada por 80% dos e-mails que recebemos. Para quem está feliz com o plasma e só usa para videogames e DVDs no formato widescreen, nossas sinceras congratulações.</p>
<p>Conversando com representantes das fabricantes ou vendedores, há diálogos engraçados. Por exemplo, uma determinada empresa fala sobre a implantação dos chamados “wobblers”, que são deslocadores de pixels acesos por um tempo determinado (imagens estáticas) que evitam o efeito de burn-in, ou seja, as manchas na tela. No entanto, a mesma fabricante informa na primeira página do manual do usuário que não se pode usar por muito tempo a televisão no formato 4:3, justamente o padrão da TV aberta e da maioria dos DVDs nacionais. Ou seja, deu na mesma e você vai precisar continuar tratando sua TV como um bebê prematuro. Mesmo nos DVDs, a situação é relativa. A maioria dos discos nas locadoras brasileiras são no formato 4:3, já que poucas pessoas possuem televisão ou monitor widescreen.</p>
<p>Nos Estados Unidos, houve casos de usuários processando não apenas as fabricantes mas, também, canais de TVs. Por exemplo, imagine um canal de notícias que mantém a logomarca estática no canto da tela durante toda a programação. Depois de horas, essa logomarca irá, impreterivelmente, manchar sua tela com uma facilidade incrível. Quem tem TV por assinatura pode conferir: canais como CNN, Fox, entre outros, mudaram a logomarca a incluíram movimentos esporádicos. Eventualmente, também informam no letreiro horizontal (aquele que fica se movimentando) sobre os cuidados para quem tem TV de plasma.</p>
<p>O cenário é tão complicado, uma loteria tão grande sobre quem sai frustrado e quem fica satisfeito com a TV de plasma depois de alguns meses, que algumas empresas estão repensando estratégias. A começar pela gigante Sony, que deve abandonar (em 2007) a fabricação de TV de plasma no mundo todo e passará a investir mais em LCDs.</p>
<p>Parte dos analistas do mercado japonês (sede da Sony) apostam que o plasma tem um curto período de vida mercadológica pela frente. Parte dos analistas americanos aposta que a tecnologia entrará em um limbo e, para provar, falam da superioridade dos atuais modelos de LCD frente aos de plasma. O problema, como sempre, é que os LCDs vendidos lá fora ainda vão demorar um bom bocado para chegar aqui no Brasil. E quando chegarem, é a mesma história de sempre: preço nas alturas por um bom tempo. Enquanto isso, vale a pena pesquisar na internet em lojas americanas.</p>
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		<title>Conheça a nova geração de DVDs</title>
		<link>http://www.rebelox.com/2006/05/conheca-a-nova-geracao-de-dvds/</link>
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		<pubDate>Wed, 24 May 2006 03:52:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>rebêlo</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A nova safra de DVDs finalmente atinge o status de viabilidade comercial e as primeiras unidades já começam a aparecer. São dois formatos novos: HD-DVD e Blu-ray. Ambos oferecem bem mais espaço em disco, de modo a turbinar a qualidade de som e de imagem. O uso é o mais variado: filmes, jogos, vídeos caseiros [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A nova safra de DVDs finalmente atinge o status de viabilidade comercial e as primeiras unidades já começam a aparecer. São dois formatos novos: HD-DVD e Blu-ray. Ambos oferecem bem mais espaço em disco, de modo a turbinar a qualidade de som e de imagem. O uso é o mais variado: filmes, jogos, vídeos caseiros e backup. É que, enquanto os discos atuais comportam uma média de 4 a 9 GB, os novos permitem gravar entre 25 a 50 GB, a depender do modelo. A desvantagem é que os formatos não conversam entre si, são incompatíveis e podem causar confusão no início, com filmes sendo lançados em mídias diferentes.<br />
<span id="more-177"></span><br />
Paulo Rebêlo<br />
Folha de Pernambuco / Webinsider</p>
<p>Os DVDs de última geração já estão disponíveis em outros países, mas somente no segundo semestre deste ano chegam às lojas do Brasil. A Toshiba acaba de anunciar, oficialmente, que antes do Natal o consumidor brasileiro poderá comprar no varejo o HD-A1, modelo de entrada do reprodutor de HD-DVD &#8211; a sigla HD vem de High Definition &#8211; que muito se assemelha, externamente, aos aparelhos de hoje.</p>
<p>De acordo com a direção da Toshiba, a chegada do HD-DVD ao Brasil depende não apenas do mercado, mas também da oferta de títulos. Para termos uma idéia, nos Estados Unidos só há 30 filmes disponíveis no formato. A vantagem é que, pelo menos no mercado americano, o preço é praticamente o mesmo de um DVD comum. </p>
<p>Concorrente do HD-DVD, o formato Blu-ray é capitaneado pela Sony e deve demorar um pouco mais a chegar por aqui. O Blu-ray usa uma tecnologia de gravação diferente do HD-DVD e, oficialmente, só o Japão receberá, já no próximo mês, os primeiros aparelhos reprodutores de Blu-ray. No Brasil, não há previsão. O Blu-ray também é um dos destaques do Playstation 3, videogame da Sony que também poderá ser usado para filmes e shows na mídia de alta definição.</p>
<p><strong>Saiba como é um HD-DVD Player por dentro -</strong></p>
<p>Primeiro, vieram os boatos de que, por dentro, o aparelho para reproduzir HD-DVD nada mais era do que um PC adaptado a um simples drive de DVD que se usa no computador. Conversamos com o técnico americano Lorin Thwaits, que resolveu comprar um HD-A1 da Toshiba somente para verificar o que havia ali dentro. De acordo com Thwaits, a surpresa só não foi maior porque realmente havia indícios fortes de que o aparelho, ao custo de 500 dólares, era mesmo um computador.</p>
<p>Por dentro, o HD-A1 &#8211; mesmo modelo que será vendido no Brasil &#8211; funciona com 1 GB de memória RAM, processador Pentium 4, uma espécie de placa-mãe com múltiplas saídas para TV analógica e digital, HDMI (TV de alta definição) e outros slots. O mais interessante, porém, é o que está dentro de uma das memórias internas do HD-A1: um sistema operacional Linux, para gerenciar as operações.</p>
<p>Os processadores Pentium 4 são conhecidos por dissiparem muito calor. Não à toa, na parte traseira do HD-A1, temos um canal de ventilação igualzinho ao encontrado em computadores. O drive onde se coloca o disco DVD da nova geração, nada mais é do que um drive comum de PC, que poderia ser facilmente instalado em um computador. “Agora a gente entende porque é tão caro ter um player de HD-DVD em casa, afinal, você está levando para casa um PC”, ironiza Thwaits, satisfeito pelos 500 dólares pagos e que ainda disponibilizou um vídeo, gratuito, que pode ser baixado via internet.</p>
<p>No Brasil, o valor estimado do HD-A1 deve ficar entre R$ 1,5 mil a R$ 2 mil reais. Os discos contendo filmes ou shows são gravados em três camadas, de 15 GB cada, totalizando até 45 GB de dados. A grande questão levantada por setores do mercado é: o que os estúdios vão colocar em tanto espaço? Hoje, os filmes podem ocupar até 9 GB nos DVDs comuns, contudo, mesmo com todos os extras, dificilmente ultrapassam 5 GB.</p>
<p><strong>Vai valer a pena o investimento?</strong></p>
<p>Vale a pena investir quase R$ 2 mil em um aparelho de DVD de última geração? Para a maioria dos especialistas consultados pela reportagem, a resposta simples é não. O engenheiro Filipe Rangel, entusiasta de áudio e vídeo há anos, acredita que no início os players de alta definição serão consumidos por um público muito restrito. “Certamente são aqueles mesmos que aderiram ao DVD no lançamento, em 1997. Pra se transformar em consumo de massa, como hoje pode ser considerado o DVD, acho que o caminho será longo”, pondera Rangel.</p>
<p>O supervisor técnico de autoração em DVD da TeleImage, Danilo Moura, explica que a briga na indústria e no comércio entre HD-DVD e Blu-ray pode atrapalhar os consumidores apressados. “É impossível prever qual dos dois conseguirá ter sucesso, quem sabe no final de 2007 tenhamos um formato vencedor. Sabemos que metade do investimento um dia será peça de museu, de forma bem parecida com a briga entre Betamax e VHS”, relembra Moura, referindo-se ao embate durante a década de 80, quando finalmente o padrão de videocassete em VHS conquistou o usuário. Junto ao irmão Murilo, eles foram um dos primeiros a testar o HD-A1 no Brasil, publicando as primeiras impressões no fórum técnico HTForum na internet.</p>
<p>Filipe Rangel percebe que, em alguns países, os consumidores já consideram o DVD um formato ultrapassado. “Acontece que lá eles têm TV de alta definição há bem mais tempo, enquanto por aqui somente agora temos algumas iniciativas em São Paulo. Os filmes em DVD comum têm a imagem ótima quando comparado à televisão comum que usamos aqui no Brasil, mas deixam a desejar se colocados lado a lado com a TV de alta definição”, explica.</p>
<p><strong>Diferença de formatos pouco interessa ao consumidor &#8211; </strong></p>
<p>Para o usuário, as diferenças entre os dois formatos é apenas teórica. Afinal, ambos possuem objetivo comum: levar imagem e som de alta definição e comportar até 50 GB de dados em um único disco. O fato é que especialistas vêem com bastante ceticismo a “briga” entre fabricantes, o que na última ponta deverá onerar o bolso dos consumidores. Mais ou menos como a situação em anos recentes, na troca de fitas VHS por discos em DVD. Toda aquela sua coleção tão bem guardada, rapidamente pareceu estar obsoleta?</p>
<p>Outro detalhe é que o potencial dos novos formatos só pode ser percebido, de fato, em televisões de alta definição &#8211; um artefato raríssimo no Brasil. Vale lembrar que, no mercado, mesmo aquelas TVs de plasma gigantes nem sempre são de alta definição. Há modelos que, em tese, não conseguiriam mostrar na tela todo o potencial. Resultado: neste Natal de 2006, vale a pena pesquisar bastante antes de pensar em comprar ou investir em um aparelho novo de DVD. De qualquer forma, seja em Blu-ray ou HD-DVD, apesar de não conversarem entre si, ambos podem ler os DVDs comuns de hoje.</p>
<p>O formato da Toshiba, o HD-DVD, atraiu Microsoft, Sanyo, NEC e estúdios de Hollywood como New Line e Universal. O Blu-ray, da Sony, tem parcerias com Apple, Panasonic, Philips, Samsung, Sharp e outras.</p>
<p>Serviço -<br />
Assista ao vídeo do “desmonte” no Media Player (em inglês)</p>
<p>http://hdvforever.com/blog/HDDVD.wmv</p>
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		<title>TV de plasma? Cuidado com as desvantagens &#8211; parte 2/2</title>
		<link>http://www.rebelox.com/2006/05/tv-de-plasma-cuidado-com-as-desvantagens-parte-22/</link>
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		<pubDate>Sun, 21 May 2006 21:12:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>rebêlo</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Afora o preço, a TV de plasma não é a mais adequada para qualquer consumidor. Varia pelo uso: para games, TV aberta e computador não é o melhor. Para Copa do Mundo, depende. leia a parte 1 aqui Paulo Rebêlo / Webinsider / Folha de Pernambuco A televisão comum recebe o sinal analógico das transmissoras [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Afora o preço, a TV de plasma não é a mais adequada para qualquer consumidor. Varia pelo uso: para games, TV aberta e computador não é o melhor. Para Copa do Mundo, depende.<br />
<span id="more-165"></span><br />
<em>leia a parte 1 <a href="http://www.rebelo.org/archives/164">aqui</a></em></p>
<p>Paulo Rebêlo / Webinsider / Folha de Pernambuco</p>
<p>A televisão comum recebe o sinal analógico das transmissoras e a imagem é escalonada no chamado formato padrão 4:3, que significa 4 de largura por 3 de altura. A televisão de plasma é digital e trabalha com o formato usado no cinema e em filmes de DVD. É o chamado widescreen, de medida 16:9 ou 16:10, um retângulo. </p>
<p>Se você assistir canais abertos, como novelas ou os programas locais, a imagem será 4:3 que, se for esticada para os 16:9 da sua tela de plasma, irá gerar uma distorção perceptível na imagem. Mesmo na TV por assinatura, a maioria dos canais são exibidos em 4:3. E qual seria a solução? O jeito é assistir em 4:3 na tela de plasma, o que irá gerar duas tarjas pretas, grandes, nas laterais da tela − justamente a porção de imagem que não está sendo utilizada. Ocorre que a solução é um problema ainda maior, porque se as tarjas pretas ficarem por horas seguidas, elas irão manchar o plasma, causando o efeito burn-in. Para 100% de satisfação, só mesmo os filmes em DVD em widescreen, que encham a tela. </p>
<p>Segundo a gerente de produtos da LG, Fernanda Summa, o recomendado pela empresa é que “ninguém assista nada com tarjas pretas por mais de uma hora na TV de plasma, pois além desse tempo a tela pode realmente ficar marcada pelo burn-in”. Ou seja, nada de três novelas seguidas para os noveleiros de plantão. (Veja mais: Vai comprar TV de plasma? Cuidado com o burn-in..) </p>
<p>O comerciante Marco Antônio de Sousa foi um dos que quase viram o investimento na TV de plasma ir pelo ralo. “Como eu estava acostumado com a imagem 4:3, optei por assistir programas com as tarjas pretas, mas não sabia dos problemas de burn-in. Depois de um tempo, a tela estava praticamente toda manchada, uma coloração diferente que tornou-se gritante até quando fui assistir filmes em DVD”, explica Sousa, que depois de meses entre assistência técnica e fabricantes, conseguiu trocar a TV. </p>
<p>Sousa complementa: “é engraçado, porque o próprio manual indicava que poderia ocorrer manchas permanentes na tela em caso de imagens paradas (estáticas), mas era completamente omisso em relação às tarjas pretas, que é um recurso oferecido pela própria TV. Ou seja, um recurso da própria TV danifica a tela”, lamenta. O modelo em questão era um Philips e, de acordo com Sousa, a fabricante trocou o televisor em pouco tempo e o atendeu muito bem. Procurada pela reportagem para comentar sobre os efeitos de burn-in, a Philips informou que nenhum porta-voz da empresa estava disponível. </p>
<p><strong>Games na tela grande também prejudicam</strong> </p>
<p>Jogar videogame em uma TV de plasma é outra tentação, sobretudo com os consoles novos como Xbox e Playstation 2. Com a celeuma gerada pelas manchas na tela, as desenvolvedoras de jogos começam a repensar o costume de exibir marcas estáticas. Por exemplo, em jogos de tiro, a interface (chamada de HUD) com os detalhes sobre energia, munições e mapas, fica parada o tempo todo. Resultado: após algumas horas de tiros e explosões, a TV de plasma corre o sério risco de ficar marcada. </p>
<p>De acordo com o ex-designer de conceitos da Acclaim Studios, Greg Wilson, os HUDs são uma verdadeira praga nas TVs de plasma. “Cientes da situação, os desenvolvedores tentam reverter o quadro melhorando a jogabilidade, de uma forma tal que o jogador não precisa de imagens estáticas com informações sobre o jogo”, antecipa. Wilson enumera o exemplo do game King Kong, baseado no filme de 2005 de Peter Jackson, onde não há qualquer imagem estática. </p>
<p>“No Call of Duty 2, a situação não é 100% boa, mas os produtores melhoraram bastante e diminuíram a quantidade de informações no HUD”, explica. Ele ainda deixa a dica: em vários jogos de tiro, como Doom 3, Quake 4 e outros, existe a opção de eliminar o HUD por conta própria, indo nas configurações. Apenas não é o padrão, o usuário tem que configurar”. </p>
<p><strong>LCD ou plasma, o que é melhor?</strong> </p>
<p>Uma outra opção disponível no mercado são as telas de cristal líquido, o LCD. O especialista em tecnologia da informação e criador do iBuscas, Eduardo Favaretto, explica a diferença entre as duas: “a principal diferença é formação da imagem e a resolução, que no LCD varia de 1024&#215;768 a 1920&#215;1080 pixels, associada a um baixo consumo de energia.</p>
<p>A tela de LCD é mais usada atualmente para dispositivos pequenos, como displays de celulares, equipamentos de som para carros e monitores de computador, além de TVs abaixo de 42 polegadas”, explica. </p>
<p>O LCD também apresenta problemas, que são menos graves. Em imagens muito rápidas, às vezes é possível identificar rastros na tela, o chamado efeito fantasma ou “ghost”. Esses rastros são instantâneos, não mancham e não queimam a tela, mas incomodam bastante. Isso ocorre, também, porque o sinal é analógico. </p>
<p>Para uso em computador, o problema é facilmente solucionado ao comprar um cabo digital de conexão entre o monitor o PC, chamado de cabo DVI, o que acaba com o efeito fantasma e melhora consideravelmente a qualidade da imagem. Mas não funciona em televisão. Entre as desvantagens do LCD, é que a relação brilho/contraste não é tão vibrante quanto o plasma. </p>
<p><strong>Futebol 100% digital só em São Paulo </strong></p>
<p>Se a Copa do Mundo é o referencial para comprar uma TV de plasma, é bom ficar sabendo que somente na cidade de São Paulo haverá transmissão 100% digital com todos os recursos disponíveis. Uma parceria da TVA Digital e da BandSports irá transmitir os jogos em alta definição (HDTV), com resolução de 1080 linhas. As TVs comuns e o sinal analógico, por exemplo, transmitem com apenas 400 linhas. O serviço deve começar a ser implementado no Rio de Janeiro no final deste ano, em Curitiba no ano de 2007 e sem a menor previsão para as demais áreas. </p>
<p>Para quem está fora de São Paulo, algumas operadoras como Sky e DirecTV vão oferecer planos para transmitir os jogos em widescreen 16:9 e, eventualmente, com som digital − mas até agora não há um padrão nas empresas para todo o Brasil. Quem for assistir aos jogos da Copa pelos canais abertos ou pela TV por assinatura que transmita em sinal analógico, que são a maioria, não terão a melhor imagem no plasma e irão sofrer os mesmos riscos mencionados na reportagem, de manchas na tela e distorção das imagens. No Recife e em outros estados brasileiros, algumas operadoras oferecem pacotes com a Rede Globo no formato digital, por um custo adicional. </p>
<p><strong>Vantagens e desvantagens da TV de plasma</strong><br />
<strong>Prós:</strong><br />
- cores mais vibrantes<br />
- ângulo de visão mais amplo<br />
- contraste aprimorado, melhor do que telas LCD<br />
- tamanhos de tela a partir de 42 polegadas, modelos de até 103 polegadas<br />
- ideal para DVDs e sinal digital em widescreen 16:9</p>
<p><strong>Contras:</strong><br />
- alto consumo de energia<br />
- ao ficar muito próximo da tela, é gerado um efeito flicker que cansa a vista mais rápido<br />
- imagens estáticas e tarjas pretas nas laterais queimam a tela<br />
- para ser usado como monitor no PC, é inferior ao LCD por conta da resolução em pixels.<br />
- possui mais reflexo do que o LCD, deixando a tela &#8220;espelhada&#8221; se houver incidência de luz direta (janela aberta, por exemplo), fenômeno também conhecido em monitores CRT.</p>
<p><em>leia a parte 1 <a href="http://www.rebelo.org/archives/164">aqui</a></em></p>
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		<title>TV de plasma? Cuidado com as desvantagens &#8211; parte 1/2</title>
		<link>http://www.rebelox.com/2006/05/tv-de-plasma-cuidado-com-as-desvantagens-parte-12/</link>
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		<pubDate>Sun, 21 May 2006 21:09:15 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[TV de plasma tem imagem ótima. Mas se o aparelho não é só para DVD, saiba que imagens da TV aberta não ficam tão bem e as tarjas pretas e logotipos podem manchar a tela. Lojistas não informam corretamente e fabricantes reconhecem os problemas, mas evitam divulgar. leia a parte 2 aqui Paulo Rebêlo / [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>TV de plasma tem imagem ótima. Mas se o aparelho não é só para DVD, saiba que imagens da TV aberta não ficam tão bem e as tarjas pretas e logotipos podem manchar a tela. Lojistas não informam corretamente e fabricantes reconhecem os problemas, mas evitam divulgar.<br />
<span id="more-164"></span><br />
<em>leia a parte 2 <a href="http://www.rebelo.org/archives/165">aqui</a></em></p>
<p>Paulo Rebêlo / Webinsider / Folha de Pernambuco</p>
<p>À primeira vista, é o paraíso. Imagens fantásticas, cores vibrantes, linhas perfeitas. Com a Copa do Mundo dobrando a esquina, a tentação para comprar uma televisão de tela gigante só vai aumentar pelos próximos dias até o início do evento. Nessa situação, as TVs de plasma com telas de 42, 50 e 60 polegadas se tornaram um objeto de desejo do brasileiro. </p>
<p>O que os atuais e futuros compradores não sabem é que, muitas vezes, a TV de plasma pode se transformar em uma dor de cabeça e nem sempre é o tipo mais indicado para o seu perfil. As reclamações sobre defeitos enchem os fóruns técnicos na internet e as associações de defesa ao consumidor alertam para a falta de informação por parte de lojistas e fabricantes. </p>
<p>As vantagens da TV de plasma são bem visíveis. Telas gigantes, design caprichado e cores vibrantes. As desvantagens, porém, dificilmente ficam à mostra e quase nunca são informadas corretamente pelos vendedores ou fabricantes. Quem compra uma TV de plasma, geralmente não fica sabendo de duas restrições técnicas e impeditivas que podem tirar toda a graça do aparelho e colocar em xeque o investimento. (Veja mais: LCD ou plasma, o que é melhor para a sua próxima TV?) </p>
<p>Primeiro: aquela imagem linda e perfeita que você vê nas lojas, não se repetirá em casa, a não ser em condições especiais. Segundo, se você acha que vai poder ficar grudado por horas a fio vendo TV, é bom procurar outra diversão. A depender do tipo de programa televisivo, filme ou jogo, a tela da TV de plasma pode ficar queimada (manchada) após horas seguidas com imagens paradas, ocasionando o chamado efeito de “burn-in” e marcando a tela de uma forma nada discreta. </p>
<p>Devido à própria tecnologia em si, a TV de plasma é moldada para exibir na tela o que tem de melhor somente quando o sinal é digital. No Brasil, os programas da TV nos canais abertos chegam em sinal analógico. Resultado: ao assistir aos canais abertos no aparelho de plasma, você verá riscados, granulados e uma imagem perceptivelmente inferior, às vezes pior do que na sua antiga TV comum de 20 polegadas. Para reverter o problema, a opção seria assistir a tudo com TV por assinatura (Sky, DirecTV etc.), mas, mesmo assim, não há garantia de que todos os canais sejam digitais. Nos filmes em DVD, que são digitais, não há problema e a imagem é verdadeiramente boa. </p>
<p>Mas o que está tirando os compradores do sério é o efeito de burn-in, quando uma imagem estática queima a tela e deixa uma mancha. Exemplo prático: um jogo de futebol com a logomarca do canal sendo exibida durante toda a partida, parada, sem mudar. Muitas vezes, após o jogo, é fácil perceber que aquele local ficou manchado. </p>
<p>Levando em consideração que a TV de plasma é retangular (formato widescreen 16:9) e a maioria da programação é quadrada (formato padrão, 4:3) você irá ver duas tarjas pretas do lado da imagem. Essas tarjas, após mais ou menos duas horas, podem manchar a tela de forma definitiva. Para evitar isso, só existe uma solução: forçar a recepção para o formato widescreen, deformando a imagem e causando desconforto visual. </p>
<p><strong>Desinformação começa nas lojas</strong> </p>
<p>Ao pesquisar preços nas lojas, o acontecimento óbvio é ficar maravilhado com a imagem perfeita exibida. O problema começa quando o consumidor pede informações. Em geral, a loja repassa tudo de bom sobre o plasma, sem entrar em detalhes sobre os perigos de manchar a tela e a baixa qualidade da imagem ao assistir canais abertos. </p>
<p>Visitamos cinco lojas de eletro-eletrônicos que vendem TVs de plasma. Em todas elas, o problema de burn-in (quando a tela fica queimada/manchada) foi minimizado pelos vendedores. A maioria sequer soube explicar, concretamente, como ocorria a mancha e como poderia ser evitada na prática. Em algumas situações, os lojistas explicam que os “modelos mais recentes não possuem esse problema de burn-in, porque a tecnologia é melhor”. A verdade é que o problema existe, é reconhecido oficialmente por todas as fabricantes de TVs de plasma e até hoje não existe solução total. </p>
<p>Algumas fabricantes das TVs garantem que os modelos novos não possuem o problema, por serem de nova geração, com recursos anti-burn in. No entanto, na garantia, não especificam. No manual, as informações também são superficiais.</p>
<p>De acordo com a gerente de produtos da LG, Fernanda Summa, alguns modelos novos possuem recursos para amenizar o burn-in, mas é impossível evitar por completo. “O plasma tem uma restrição da própria tecnologia de não deixar uma imagem estática muito tempo na tela, como as tarjas pretas laterais”, explica. Ela acha que “quem compra uma TV assim, tem que estar preparado para usar o formato widescreen, mesmo que deforme um pouco a qualidade da imagem nos canais abertos. Mas para filmes em DVD, a imagem fica perfeita”, garante. O gerente de logística da Plasmashop, Thiago Sato, confirma que “infelizmente, todas as plasmas estão sujeitas e a maioria dos compradores não faz idéia dos problemas até que eles aconteçam. É um fator negativo a médio e a longo prazo, sem dúvida”, explica Sato. </p>
<p>Os fabricantes dão garantia de um ano, mas nem sempre trocam o aparelho em caso de problemas. O gerente de produtos de áudio e vídeo da Samsung, Rogério Molina, reforça que cada caso precisa ser analisado pela assistência. Molina garante que os novos modelos da fabricante não sofrem com o burn-in, mas reconhece que os modelos anteriores, sim, são bem mais suscetíveis ao defeito. “É uma restrição da tecnologia, o consumidor precisa saber o quê está comprando”, diz. </p>
<p>No entanto, uma rápida visita a fóruns na internet revela que, na prática, o pós-venda e a assistência técnica de várias fabricantes deixam muito a desejar. Por outro lado, os consumidores que compraram TVs de plasma e não tiveram problemas de manchas, se consideram bem felizes e satisfeitos com a compra.</p>
<p>Durante vários dias procuramos representantes da Philips e da Gradiente, mas até o fechamento desta edição, as empresas não se pronunciaram. </p>
<p>A advogada Maíra Feltrin, do Instituto de Defesa do Consumidor (IDEC), explica que somente o fato de o consumidor não ser explicado corretamente sobre as restrições são suficientes para mover uma ação judicial. “As informações não devem constar somente no manual e a Justiça pode ser acionada contra a fabricante e contra a loja, a depender de cada caso”, garante, apesar de realçar que, na prática, é uma situação bem difícil para o consumidor.</p>
<p><em>leia a parte 2 <a href="http://www.rebelo.org/archives/165">aqui</a></em></p>
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		<title>Compra de monitor LCD exige cuidado redobrado</title>
		<link>http://www.rebelox.com/2006/05/compra-de-monitor-lcd-exige-cuidado-redobrado/</link>
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		<pubDate>Sun, 21 May 2006 03:40:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>rebêlo</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Ao escolher um monitor de cristal líquido verifique se possui entrada DVI (digital), o que garante mais qualidade para jogos e vídeos. Saiba escolher para evitar adquirir um produto ultrapassado.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="mailto:imprensa@rebelo.org">Paulo Rebêlo</a><br />
Ao escolher um monitor de cristal líquido verifique se possui entrada DVI (digital), o que garante mais qualidade para jogos e vídeos. Saiba escolher para evitar adquirir um produto ultrapassado.<br />
<span id="more-162"></span></p>
<p>Uma rápida visita às lojas de informática neste período pré-Copa do Mundo revela um cenário inusitado: modelos de monitores de cristal líquido (LCD) são vendidos com uma placa de televisão acoplada, de modo a permitir a recepção de sinal televisivo e, assim, assistir aos jogos da Copa no escritório ou em casa. </p>
<p>À primeira vista, parece estranho. Levando em consideração que há modelos com placa de TV, caixinhas de som embutidas e saída para fone de ouvido, nem fica tão difícil assistir aos jogos escondido do chefe ou, pelo menos, sem atrair tanta atenção. É um excelente argumento para trocar de monitor, afinal de contas. </p>
<p>Na ânsia de adquirir o monitor LCD, o consumidor pode fazer um péssimo negócio por falta de informações ou descaso das lojas. É que modelos antigos são vendidos como se fossem novidade, mas não apresentam os recursos de entrada/saída digital que melhoram perceptivelmente a imagem na tela. </p>
<p>Pior ainda: com a quantidade de nomenclaturas nos modelos (letras e siglas), é fácil empurrar um monitor antigo, com tempo de resposta bastante alto (o que é péssimo) quando existe na praça um modelo similar, mais recente, com tempo de resposta baixo. E a quase o mesmo preço. </p>
<p>O cabo digital, chamado de DVI (Digital Video Interface), é ligado na placa de vídeo do computador e no monitor. Nas placas de conectores VGA analógicos, que são o padrão para o monitor comum (CRT), o sinal transmitido é analógico. No LCD, o sinal é digital e precisa da conexão DVI para apresentar boa qualidade. Sem isso, a reprodução de cores fica prejudicada e aparecem “sujeiras” e “rastros” na imagem, também conhecidas como “efeito fantasma”, principalmente em jogos e softwares multimídia. </p>
<p>O problema é que há vários monitores LCD sendo vendidos sem entrada DVI. Em geral, o usuário fica encantado com o design do aparelho e leva para casa um produto ultrapassado e que, em pouco tempo, se mostrará problemático por apresentar imagens de baixa qualidade. As interfaces DVI foram criadas para solucionar o entrave da conversão analógico-digital. Ao usar o monitor com o cabo tradicional analógico (VGA), o sinal sai analógico do computador e precisa ser convertido para digital até chegar ao monitor, o que diminui a qualidade. </p>
<p>A falta de informação quase fez com que a bacharel em Turismo Cláudia Patrícia comprasse um monitor LCD sem entrada digital, o que colocaria em risco o investimento. “Além das vantagens aparentes, eu também queria assistir aos jogos da Copa pela placa de TV e poder jogar um pouco no computador. Só pouco tempo antes da compra, um amigo informou que o cabo DVI melhora a imagem, mas ninguém da loja sabia informar direito ou sequer avisaram que o modelo era ultrapassado”, relembra, que terminou optando por um que já vem com o cabo digital incluso. “É um pouco mais caro, mas valeu a diferença, apesar de não ser um modelo com tempo de resposta bom, que foi outra coisa que loja alguma explicou”, comenta.</p>
<p>É bom lembrar: a sua placa de vídeo instalada no PC precisa ter o plug DVI para que seja ligado no monitor. Caso não tenha, o jeito é continuar usando o monitor LCD de forma analógica ou trocar de placa de vídeo por uma com suporte a DVI. Quase todas as placas de vídeo dos últimos dois anos, mesmo aquelas com 64 Mb de memória, possuem saída digital DVI. Inclusive, os modelos top de linha de hoje, nem mais oferecem saídas VGA, apenas a DVI. Quem tiver monitor CRT, precisará usar um adaptador DVI-VGA que, a depender da placa, já vem incluso.</p>
<p>Entenda porque o tempo de resposta é tão importante<br />
Além de prestar atenção se o monitor tem entrada para o cabo DVI, outro detalhe é o tempo de resposta de cada monitor, medido em milissegundos. Monitores vendidos nas lojas, muitas vezes, até possuem a entrada digital, mas o tempo de resposta é longo. Resultado: mesmo com o cabo DVI, jogos e filmes podem deixar rastros na tela, o que não prejudica o produto em si, mas incomoda a visão e derruba a qualidade da imagem. </p>
<p>É o efeito fantasma que, na prática, só é resolvido se o monitor tiver um bom tempo de resposta. O ideal recomendado por especialistas é que seja de, pelo menos, 16 milissegundos (ms). Quanto menor o tempo de resposta, mais próximo da realidade serão as imagens. Hoje, monitores LCD novos trabalham com 12ms, 10ms e 8ms. Tempo de resposta acima de 16 ms torna impraticável – no quesito conforto visual – assistir a filmes e jogar no PC. </p>
<p>Outra dúvida recorrente: o monitor LCD estraga rápido? A resposta prática é sim e não, pois tudo depende do modelo a ser comprado. Modelos recentes apresentam tempo de vida que chega a 50 mil horas de uso para o feixe de luz que ilumina os pixels (backlight) – o que é, certamente, bem mais do que você irá usar até comprar um novo. Vale a pena verificar com a fabricante. Se ninguém souber lhe informar (ou não quiser dizer), desconfie. </p>
<p>A grande sacada é a fragilidade da tela e os chamados pixels mortos. Qualquer modelo pode apresentar pixels mortos, mas quanto mais baixa a qualidade do monitor, maior a possibilidade de gerar pixels mortos. Dentro dos termos da garantia há um número determinado de até quantos pixels mortos a fabricante troca o produto. A fragilidade da tela é uma questão prática. Uma queda ou pancada pode colocar em risco seu investimento, diferentemente do monitor padrão (CRT), que aguenta o tranco. Ficar passando o dedo também não é nada indicado. Nunca queira ser desajeitado com o seu LCD. O conserto, às vezes, é quase o preço de um novo.</p>
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