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	<title>Paulo Rebêlo &#187; pesquisa</title>
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	<description>rebelox .:. jornalismo de precisão e crônicas imprecisas</description>
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		<title>Cada um elege seu cinema</title>
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		<pubDate>Mon, 12 Jan 2009 02:13:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>rebêlo</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Pesquisa acadêmica revela as preferências do público e quais são as melhores salas de exibição na Região Metropolitana Paulo Rebêlo Diario de Pernambuco 11.janeiro.2009 Para quem vai ao cinema com frequência, qual é o fator mais importante: a qualidade da imagem ou o preço do ingresso? Banheiro limpo faz alguma diferença na hora de escolher [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://www.rebelox.com/wp-content/uploads/2009/01/flip120.jpg" align="left" title="" width="262" height="267" border="0" hspace="5" vspace="5"/><i>Pesquisa acadêmica revela as preferências do público e quais são as melhores salas de exibição na Região Metropolitana</i></p>
<p><b><a href="mailto:imprensa@rebelo.org">Paulo Rebêlo</a><br />
Diario de Pernambuco</b><br />
11.janeiro.2009</p>
<p>Para quem vai ao cinema com frequência, qual é o fator mais importante: a qualidade da imagem ou o preço do ingresso? Banheiro limpo faz alguma diferença na hora de escolher o filme a assistir? E qual é a melhor sala de exibição no Recife? Estas e várias outras perguntas são respondidas, em detalhes, em uma ampla pesquisa científica que acaba de ser divulgada por estudantes de Administração da Universidade Federal de Pernambuco, divididos entre alunos de graduação e pós-graduação.</p>
<p><span id="more-993"></span>Se você achava que as salas do Shopping Guararapes eram as melhores, agora já pode dizer que não se trata de opiniões isoladas ou elitistas. Pelas respostas computadas, o Box Guararapes obteve a melhor pontuação, seguido dos Shoppings Plaza, Recife e Tacaruna. Em quinto lugar estão as salas do Shopping Boa Vista, seguidas pelo Cinema da Fundação (Fundaj), Rosa e Silva, Parque e Apolo.</p>
<p><img src="http://www.rebelox.com/wp-content/uploads/2009/01/flip121.jpg" align="right" title="" width="312" height="552" border="0" hspace="5" vspace="5"/>Para chegar aos números finais, alunos de mestrado, doutorado e do 6º período de administração da UFPE formularam questionários e calcularam as estatísticas durante todo o semestre letivo. Os questionários, de três páginas cada, foram aplicados durante sete dias pela cidade. De um total de 792 pessoas entrevistadas, 396 realizaram-se em nove cinemas do Recife expandido. A outra metade aplicou-se por conveniência (externamente), classificando grupos de entrevistados de acordo com sexo, idade, renda, estado civil, sala visitada e outras variáveis.</p>
<p>O relatório final, inicialmente um trabalho acadêmico para a disciplina de Tópicos Especiais em Organizações, ultrapassou as expectativas dos alunos e dos professores Pierre Lucena e Walter Moraes, responsáveis pela coordenação e apoio no cruzamento dos dados. Os testes estatísticos geraram gráficos e várias correlações com auxílio do software SPSS, ferramenta largamente adotada em pesquisas quantitativas.</p>
<p>Odilon Saturnino, um dos alunos envolvidos, explica que a idéia da pesquisa surgiu da necessidade de se comprovar, cientificamente, as opiniões queas pessoas escutam pela cidade. &#8220;Dividimos a equipe em grupos e espalhamos pelos cinemas, foi um trabalho longo, mas muito satisfatório e com resultados bem interessantes&#8221;, admite.</p>
<p>De acordo com o professor Pierre Lucena, responsável pela disciplina e pela coordenação-geral da pesquisa, o intervalo de confiança dos resultados é 95% e a margem de erro é de 3,5%. &#8220;É um reflexo concreto do que as pessoas consideram como fatores importantes na hora de escolher o cinema. Algumas respostas eram esperadas, mas outras nos surpreenderam bastante. É possível notar como a qualidade de imagem apresenta mais importância, para um determinado público e renda, do que a própria segurança&#8221;, antecipa Lucena. </p>
<p>A surpresa mencionada pelo professor condiz exatamente com a diferença entre renda familiar e as variáveis contidas no questionário. Percebe-se claramente uma correlação inversa entre a renda e os serviços. Quanto menor a renda familiar, maior é a importância ao preço/promoção e aos serviços. Já a qualidade audiovisual, conforto e segurança possuem correlação direta com rendas maiores. &#8220;Como não existe mais cinema de rua, achávamos que a segurança seria um fator crucial para todas as classes sociais, mas hoje sabemos que não é bem assim&#8221;, resume Lucena.</p>
<p>A proximidade geográfica é um dos pontos-chave para boa parte dos cinéfilos, independentemente de renda. A nutricionista Jéssica Luzia Pinheiro costuma levar a sobrinha Giovana e a tia Rosilda Fulco para o Shooping Tacaruna com frequência, não porque prefere a sala, mas por ser perto de casa. &#8220;Ainda mais agora, em janeiro, período de férias, estamos vindo mais vezes ao Multiplex daqui&#8221;, diz.</p>
<p>Janaynna Menezes, aluna envolvida na coleta de dados, reforça a idéia de que o trabalho apresentado é bastante diferenciado dos demais. Foram 50 alunos de gradução, além de dez do mestrado e doutorado para fiscalizar a aplicação dos questionários e contribuir nas análises estatísticas. &#8220;Não se trata mais de especulação, agora nós temos um estudo acadêmico para comprovar cientificamente aquele achismo que se escuta nas filas&#8221;, ironiza.</p>
<p><font color="#FF0000" size="3"><b>Elas escolhem romance, eles preferem violência</b></font></p>
<p><img src="http://www.rebelox.com/wp-content/uploads/2009/01/flip122.jpg" align="right" title="" width="312" height="443" border="0" hspace="5" vspace="5"/>Das 396 pessoas entrevistadas nos cinemas do Recife, 217 são mulheres e 179 são homens. Outras 396 também foram computadas, externamente às salas. A estratificação ocorreu de acordo com critérios de estrutura e número de assentos dos cinemas, enquanto a distribuição etária teve como base os índices da população recifense.</p>
<p>Professor licenciado da disciplina de Estratégia Empresarial na UFPE, Walter Moraes ajudou na elaboração dos questionários com os alunos e no uso das técnicas estatísticas mais avançadas, sob a coordenação do professor Pierre Lucena. Ele reforça a idéia de que o resultado também é deveras interessante do ponto de vista do empresário. &#8220;Em termos mercadológicos, é uma contribuição e tanto&#8221;, arrisca Moraes.</p>
<p>Uma das sacadas mais interessantes da pesquisa dos alunos é a relação entre estado civil e gênero dos filmes. Com detalhes de cada gênero, observa-se que as pessoas separadas/divorciadas e os viúvos dão preferência extra às comédias românticas e aos romances, enquanto os solteiros e casais optam mais por ação/aventura e comédias. Os gêneros menos frequentados são os clássicos/épicos (5,3% entre os solteiros) e ficção científica (5% entre os viúvos, 10,9% entre os casados).</p>
<p>Entre homens e mulheres, sem classificação etária, comprovou-se a engraçada obviedade: 60% das mulheres optam pelas comédias românticas e romances, enquanto somente 20% dos homens fazem a mesma escolha. Eles preferem os filmes de ação/aventura (86% contra 49%) e as comédias. </p>
<p>Via de regra, o público frequentador dos cinemas do Recife tem nível de escolaridade alto, sobretudo os mais velhos. Quase metade dos entrevistados possui nível superior completo. Destes, 30% admitiu ter renda familiar superior a 10 salários mínimos (acima de R$ 4.100), enquanto 27,5% teria entre 5 e 10 salários mínimos de renda. Somente 2,5% ganha menos de um salário e 7,6% entre um e dois salários mínimos. A diferença entre casados e solteiros é mínima (42% x 47%), mas percebe-se que as mulheres vão mais ao cinema à tarde, enquanto os homens preferem ànoite.</p>
<p>A preferência dos entrevistados nas diversas faixas etárias é a de assistir filme nas sessões entre as 17h e 20h. As mulheres dão mais importância ao gênero (13%), seguido do trailer, da sinopse e da indicação de amigos. O diretor é o que menos influencia a escolha feminina. Já entre os homens, a menor influência é o fator &#8220;maiores bilheterias&#8221;, seguido do diretor. Em geral, são critérios semelhantes. </p>
<p>Sobre os filmes nacionais, a equipe observou não haver distinção entre produções brasileiras e estrangeiras, mas quando optam pelos primeiros, o fazem a partir das maiores repercussões sobre o filme. Entre os concorrentes da tela grande, a locadora ganha com folga (70,5%), seguida da TV por assinatura (35.5%) e do DVD (33.1%). Baixar filmes da internet, contudo, até agora exerce pouco fascínio (16,4%) entre o público recifense quando comparado a outras opções para não ir ao cinema. (<i>Paulo Rebêlo</i>)</p>
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		<title>A preocupação comum de homens e mulheres</title>
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		<pubDate>Tue, 12 Aug 2008 16:35:45 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[PESQUISA // Recifenses apontam saúde como principal problema para o próximo prefeito resolver Paulo Rebêlo Diario de Pernambuco &#8211; 10.agosto.2008 A segunda parte da pesquisa realizada pelo Grupo de Estudos do Macroambiente Empresarial de Pernambuco (Gemepe), ligado à Faculdade Frassinetti do Recife (Fafire), revela quais os principais anseios da população, em subcategorias. Desta vez, os [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://www.rebelox.com/wp-content/uploads/2008/08/flip51.jpg" title="" width="197" height="404" border="0" hspace="4" vspace="2"/><i>PESQUISA // Recifenses apontam saúde como principal problema para o próximo prefeito resolver</i></p>
<p>Paulo Rebêlo<br />
Diario de Pernambuco &#8211; 10.agosto.2008</p>
<p>A segunda parte da pesquisa realizada pelo Grupo de Estudos do Macroambiente Empresarial de Pernambuco (Gemepe), ligado à Faculdade Frassinetti do Recife (Fafire), revela quais os principais anseios da população, em subcategorias. Desta vez, os entrevistados foram classificados por faixa etária, sexo, nível de escolaridade e ocupação. A primeira parte, com os números gerais relativos a Recife, Olinda, Jaboatão e Paulista, foi publicada pelo Diario na edição do <a href="http://www.rebelo.org/archives/2008/os-problemas-do-cidadao-recifense/">último domingo</a>.</p>
<p><span id="more-761"></span>Ao separar o grupo de entrevistados entre homens e mulheres, os técnicos do Gemepe observaram que a prioridade é idêntica para ambos &#8211; saúde pública &#8211; com incidência maior entre as mulheres (28,6%) em relação aos homens (22,5%). Em seguida, as mulheres optaram por pavimentação (12,07%), segurança (11,72%) e geração de empregos (10,69%), enquanto o sexo masculino citou segurança (14,76%), pavimentação (12,18%) e educação (11,07%), respectivamente. </p>
<p>Saúde também foi o tema de grande preocupação em todas as faixas etárias, sobretudo entre os desempregados &#8211; estes se preocuparam menos com geração de empregos (13,5%) &#8211; independente do nível de escolaridade. Educação foi mais observada entre jovens de 16 a 35 anos e acima de 60 anos.</p>
<p>O maior diferencial da pesquisa elaborada pela Faculdade é o leque de possibilidades de desmembramento dos resultados. Nesta segunda parte, as quatro variáveis de classificação se juntam às anteriores, que foram divididas por classe social e ajudam a comprovar teses e estudos sobre os problemas mais conhecidos nos municípios da Região Metropolitana do Recife. </p>
<p>As entrevistas foram realizadas entre os dias 3 e 7 de julho com 565 pessoas, distribuídas entre os municípios da RMR e com quotas proporcionais ao número de moradores conforme os levantamentos do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No caso específico do Recife, respeitou-se também a proporcionalidade das populações distribuídas nas Regiões Político-Administrativa (RPA).</p>
<p>Para o coordenador técnico da pesquisa, Uranilson Carvalho, a proposta do Gemepe/Fafire é contribuir ao debate vigente, em virtude das eleições municipais de outubro. A partir desta semana, todos os candidatos a prefeito irão receber, formalmente, o conteúdo integral do levantamento. Ele explica que não houve indução nos questionários, pois cada habitante escolheu por conta própria o que considerava mais importante. Também foi utilizado o Critério de Classificação Econômica Brasil da Associação Brasileira de Empresas de Pesquisas (ABEP), que estima o poder de compra das pessoas e famílias urbanas.</p>
<p><b><font color="#FF0000" size="3">Os anseios da população</font></b></p>
<p><b>Mulheres</b><br />
Saúde 28,62%<br />
Pavimentação 12,07%<br />
Segurança 11,72%<br />
Emprego 10,69%</p>
<p><b>Homens</b><br />
Saúde 22,51%<br />
Segurança 14,76%<br />
Pavimentação 12,18%<br />
Educação 11,07%</p>
<p><b>De acordo com a faixa etária</b></p>
<p>16 a 25 anos<br />
Saúde 18,79%<br />
Educação 16,11%<br />
Segurança 15,44%<br />
Pavimentação 14,77%</p>
<p>26 a 35 anos<br />
Saúde 24,24%<br />
Saneamento 15,15%<br />
Pavimentação 12,88%<br />
Educação 11,36%</p>
<p>36 a 45 anos<br />
Saúde 35,58%<br />
Emprego 12,50%<br />
Saneamento 11,54%<br />
Segurança 9,62%</p>
<p>46 a 60 anos<br />
Saúde 27,27%<br />
Pavimentação 18,18%<br />
Segurança 15,15%<br />
Saneamento 8,08%</p>
<p>Acima de 60 anos<br />
Saúde 35,09%<br />
Segurança 24,56%<br />
Educação 8,77%<br />
Pavimentação 7,02% </p>
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		<title>Municípios que ainda remam contra a maré</title>
		<link>http://www.rebelox.com/2008/08/municipios-que-ainda-remam-contra-a-mare/</link>
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		<pubDate>Mon, 11 Aug 2008 14:49:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>rebêlo</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Pesquisa // Estado caiu duas posições considerando emprego, educação e saúde Paulo Rebêlo Diario de Pernambuco &#8211; 10.agosto.2008 Pela primeira vez, um banco de dados público com números e estatísticas oficiais reunidas pode ajudar prefeitos e governadores a elaborar melhores políticas públicas para a população. Sem depender do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) das Nações [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.rebelox.com/wp-content/uploads/2008/08/flip03x.jpg"><img src="http://www.rebelox.com/wp-content/uploads/2008/08/flip03x.jpg" alt="" title="dp" width="191" height="448" class="alignleft size-full wp-image-756" /></a> <em>Pesquisa // Estado caiu duas posições considerando emprego, educação e saúde</em></p>
<p>Paulo Rebêlo<br />
Diario de Pernambuco &#8211; 10.agosto.2008</p>
<p>Pela primeira vez, um banco de dados público com números e estatísticas oficiais reunidas pode ajudar prefeitos e governadores a elaborar melhores políticas públicas para a população. Sem depender do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) das Nações Unidas, o Índice Firjan de Desenvolvimento Municipal (IFDM) agrega três variáveis de ação &#8211; emprego/renda, educação e saúde &#8211; e cria um ranking das cidades. Firjan é a Federação das Indústrias do Rio de Janeiro. Divulgado durante a última semana e com dados relativos a 2005 para 5.564 municípios brasileiros, mostra que Pernambuco caiu duas posições no ranking de desenvolvimento humano. No desempenho estadual, Pernambuco saiu da 11ª posição nacional para 13º.</p>
<p><span id="more-755"></span><br />
Recife, contudo, melhorou sua colocação e hoje é primeiro lugar no estado e 331º no Brasil. Em 2000, a capital ocupava a terceira colocação, atrás de Olinda e Jaboatão. Estes dois municípios conseguiram ir contra a maré do desenvolvimento nacionale do aquecimento da economia, regredindo para 5º e 6º colocação, respectivamente. Ao calcular a média das três variáveis da metodologia, nove municípios pernambucanos apresentaram variação negativa entre 2000 e 2005: Jaboatão, Camaragibe, Santa Filomena, Amaraji, Angelim, Olinda, Floresta, Cupira e Ipojuca, em ordem crescente.</p>
<p>Apesar da posição confortável, Recife cresceu menos do que outros municípios em Pernambuco. Lagoa do Ouro, Jurema, Jucati, Oboró e Vertentes tiverem crescimentos no IFDM entre 2000 e 2005 acima de 60%. A maioria dos 185 municípios obteve melhoria na classificação. Ou seja, 95,1% estão numa situação melhor do que a encontrada em 2000, segundo o ranking.</p>
<p>Os atuais cinco municípios em pior situação são Santa Filomena, Lagoa dos Gatos, Caetés, Saloá e Manari. No ranking do estado, Caruaru, por outro lado, avançou do nono para o terceiro lugar. Já Petrolina, da 14ª para a quarta posição, apresentando um dos maiores crescimentos registrados pelos técnicos da Firjan. As melhores condições também se deveram, principalmente, aos avanços nos indicadores de emprego e renda.</p>
<p>A diretora de desenvolvimento econômico da Firjan, Luciana de Sá, comemora o interesse de vários prefeitos que procuraram a equipe para entender melhor os números. &#8220;Até agora não tivemos contestações, até porque os dados são oficiais e compilados pelo governo federal, via ministérios&#8221;, explica. Procurada pelo Diario, a Prefeitura de Jaboatão não retornou as solicitações. O prefeito de Ipojuca Pedro Serafim (PDT) não foi localizado. Em Olinda, por meio de sua assessoria, a prefeitura ironizou a pesquisa por achar os números antigos e &#8220;estranhos&#8221;.</p>
<p><strong>Colocação dos municípios</strong></p>
<p>Ranking &#8211; 2005<br />
1º Recife 0.7772<br />
2º Cabo de Santo Agostinho 0.7141<br />
3º Caruaru 0.7033<br />
4º Petrolina 0.6784<br />
5º Jaboatão dos Guararapes 0.6723</p>
<p>181º Santa Filomena 0.4112<br />
182º Lagoa dos Gatos 0.4088<br />
183º Caetés 0.4007<br />
184º Saloá 0.3974<br />
185º Manari 0.3652</p>
<p>Ranking &#8211; 2000<br />
1º Olinda 0.7113<br />
2º Jaboatão dos Guararapes 0.6744<br />
3º Recife 0.6743<br />
4º Cabo de Santo Agostinho 0.6709<br />
5º Ipojuca 0.6650</p>
<p>181º Vertentes 0.3166<br />
182º Lagoa do Ouro 0.3103<br />
183º Paranatama 0.3102<br />
184º Jurema 0.2939<br />
185º Jucati 0.2727</p>
<p>Os municípios que regrediram em PE (variação 2000-2005)<br />
Jaboatão dos Guararapes -0.3%<br />
Camaragibe -2.4%<br />
Santa Filomena -3.9%<br />
Amaraji -5.8%<br />
Angelim -6.0%<br />
Olinda -6.2%<br />
Floresta -7.7%<br />
Cupira -8.9%<br />
Ipojuca -11.7%</p>
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		<item>
		<title>Candidatos ainda não usam internet nas eleições</title>
		<link>http://www.rebelox.com/2008/06/candidatos-ainda-nao-usam-internet-nas-eleicoes/</link>
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		<pubDate>Wed, 25 Jun 2008 16:24:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>rebêlo</dc:creator>
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		<category><![CDATA[eleições]]></category>
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		<category><![CDATA[política]]></category>
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		<description><![CDATA[Eleições // Levantamento do Diario mostra pequeno uso das novas mídias na campanha Paulo Rebêlo Diario de Pernambuco &#8211; 22.junho.2008 Como os pré-candidatos à Prefeitura do Recife usam a internet nas campanhas? Um levantamento realizado pelo Diario de Pernambuco confirma o cenário padrão descrito por cientistas políticos e profissionais de marketing: falta muito para que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><i>Eleições // Levantamento do Diario mostra pequeno uso das novas mídias na campanha</i></p>
<p>Paulo Rebêlo<br />
Diario de Pernambuco &#8211; 22.junho.2008</p>
<p>Como os pré-candidatos à Prefeitura do Recife usam a internet nas campanhas? Um levantamento realizado pelo Diario de Pernambuco confirma o cenário padrão descrito por cientistas políticos e profissionais de marketing: falta muito para que os novos meios de comunicação façam parte do cotidiano político em Pernambuco. A pesquisa de incidência média na internet dos atuais cinco pré-candidatos &#8211; Mendonça Filho (DEM), João da Costa (PT), Cadoca (PSC), Raul Henry (PMDB) e Edílson Silva (Psol) &#8211; além de Luciano Siqueira (PCdoB) e Raul Jungmann (PPS), hoje fora do páreo, tem dados curiosos.</p>
<p><span id="more-688"></span><br />
<img src="http://www.rebelox.com/wp-content/uploads/2008/06/flip27.jpg" title="" width="200" height="443" border="0" hspace="4" vspace="2"/>Os resultados revelam a freqüência de citações do nome de cada pré-candidato, sempre em vinculação ao termo &#8216;Recife&#8217;. Pelos gráficos, é possível comparar o crescimento online das citações em períodos determinados: nos últimos três, seis ou doze meses, além do total geral sem data determinada. João da Costa tem disparado o maior número de referências na internet, embora conte com a maior margem deerro e seja o que menos use a tecnologia na campanha. </p>
<p>No entanto, pela aferição online, o petista tornou-se mais popular durante os últimos meses, visto que a relevância do seu nome entre os seis a doze meses anteriores apresenta uma diferença acima da média ao comparar com o resultado global. Vale realçar a contribuição da super-secretaria de João da Costa nos últimos sete anos, quando pelo menos 80% das obras e serviços realizados no Recife passaram pela sua pasta, além das intervenções a partir do orçamento participativo.</p>
<p>Mendonça Filho, segundo colocado em números absolutos e em períodos determinados, conta com o recall de sua campanha ao governo estadual em 2006 e, ainda, o período como vice-governador na gestão Jarbas Vasconcelos. Todos os outros pré-candidatos se embolam na disputa pela quarta colocação, já que Luciano Siqueira mantém regularidade no terceiro lugar, como vice-prefeito do Recife nestes sete anos. </p>
<p>Ao menos na internet, os deputados federais Raul Jungmann e Raul Henry caminham juntos napopularidade, mas o pós-comunista perde no resultado geral com a vinculação ao Recife. A principal curiosidade fica com Cadoca, penúltimo lugar no período de 12 meses, mas à frente de Jungmann e Henry no balanço geral. A popularidade vinculada ao termo &#8220;Recife&#8221; do socialista-cristão cresceu nos últimos meses. O candidato do Psol, Edilson Silva, além de não ter nenhuma comunidade de simpatizantes no Orkut, possui os números mais tímidos da pesquisa, porém, apresenta o maior crescimento relativo &#8211; exatamente o oposto de João da Costa, cuja diferença manteve-se regular e com pouca mudança entre os últimos 12 meses e o total geral.</p>
<p>Ao comparar os últimos três a doze meses, a diferença é percentualmente insignificante entre Luciano Siqueira, Cadoca e Raul Jungmann. É interessante frisar outro fator decisivo ao lidar com os termos de incidência para Siqueira: é o único com um blog ativo, sempre atualizado, em constante diálogo com leitores e internautas por meio de artigos e comentários.</p>
<p><font color="#FF0000" size="3"><b>Metodologia simula posição do eleitor</b></font></p>
<p>A partir da pesquisa feita pelo Diario, é possível saber quão popular é a vinculação do termo &#8220;Recife&#8221; com o nome de cada pré-candidato, por meio de referências em jornais, revistas, blogs, fóruns de discussão e documentos oficiais filtrados pelos mecanismos de busca na internet. A participação no Orkut responde por um levantamento à parte &#8211; leia mais na página A3. A proposta é simular o comportamento de um cidadão comum, com acesso à internet em casa ou no trabalho, interessado em saber mais sobre o pré-candidato ou em procurar notícias publicadas sobre ele. </p>
<p>A margem de erro é pequena para a maior parte dos candidatos, mas apresenta duas variáveis relevantes. A primeira ocorre pelo fato de contar com três pré-candidatos deputados federais e, por conseguinte, com atuações políticas que ultrapassam as fronteiras de Pernambuco na imprensa. A segunda se refere à percepção que o cidadão tem sobre o candidato e seu nome. Para Mendonça Filho, foi acrescentado aos resultados o termo &#8216;Mendoncinha&#8217;. No caso de Cadoca, o nome completo &#8216;Carlos Eduardo Cadoca&#8217; também foi adotado. Para Raul Jungmann, o Diario também utilizou as alternativas &#8216;Jungman&#8217; e &#8216;Jugmann&#8217; no sobrenome do pós-socialista.</p>
<p><font color="#FF0000" size="3"><b>Orkut, território ainda pouco explorado</b></font></p>
<p><img src="http://www.rebelox.com/wp-content/uploads/2008/06/flip28.jpg" title="" width="287" height="255" border="0" hspace="4" vspace="2"/>Enquanto a incidência do nome de João de Costa (PT) é substancialmente maior do que os concorrentes em referências na internet (leia na página A2), o mesmo não se pode dizer de sua participação no Orkut. A principal e mais adotada rede de relacionamentos no Brasil possui apenas cinco comunidades voltadas ao petista, número bem inferior aos populares Mendonça Filho (14), Cadoca (11) e Raul Henry (9). E mesmo dentro das comunidades para João da Costa, a quantidade de participantes, entre ativos e inativos, também é bastante inferior se comparada aos concorrentes, incluindo na &#8220;Eu não voto em João da Costa&#8221;, com cerca de 25 membros. </p>
<p>Mendonça Filho não apenas possui mais comunidades, como também consegue reunir o maior número total de participantes ao somar todos os grupos de discussão. Em uma única comunidade, o democrata tem quase a mesma quantidade de membros (760) do que as duas principais comunidades de Cadoca, o segundo lugar no ranking do Orkut. Por outro lado, é Cadoca quem apresenta as comunidades mais curiosas, como a &#8220;Tenho medo do sorriso de Cadoca&#8221;. Mendonça Filho também suas comunidades negativas, como a &#8220;Mendoncinha? Tô fora&#8221;, com mais de 60 pessoas.</p>
<p>Destaque para Raul Henry, impopular na pesquisa de incidências do seu nome na internet, mas com um público fiel e bastante ativo no Orkut. São nove comunidades e nenhuma delas com propósito negativo. Outro destaque é para o comunista Luciano Siqueira, pois, apesar de possuir uma comunidade a menos do que o &#8220;aliado&#8221; João da Costa, conta com quase o triplo de participantes entusiasmados pela sua figura política e sem grupos negativos.</p>
<p>Embora tenha somente uma comunidade, Raul Jungmann tem um número fiel de membros, até maior do que o petista João da Costa. Edilson Silva, do Psol, não apresenta sequer uma comunidade de simpatizantes. A comunidade regional do partido tem cerca de 140 pessoas cadastradas.</p>
<p>Apesar de o investimento publicitário na internet brasileira ter duplicado nos últimos 12 meses, a participação dos políticos se mantém incipiente. Em geral, a presença do candidato restringe-se a um site oficial, com notícias específicas sobre sua atuação como parlamentar ou opiniões. Quase não há incentivo para que o eleitor participe mais ativamente da campanha. Pela legislação eleitoral, a propaganda política é liberada só nos sites oficiais. Ou seja, em tese, há um amplo leque de possibilidades não explorado pelos que concorrem a uma vaga no Executivo ou Legislativo.</p>
<p>Para o professor de Gestão de Marketing da Trevisan Escola de Negócios, Joaquim Ferreira Sobrinho, embora o uso da internet pelos candidatos seja tímido, a tendência é haver um crescimento a partir destas eleições. &#8220;É uma escala progressiva, pois a mídia tem tudo para ser explorada e os números atuais do investimento publicitário comprova isso&#8221;, garante. O cientista político Túlio Velho Barreto, da Fundaj, também credita o pouco uso da internet ao aspecto cultural. &#8220;Nos EUA, a mobilização é bem maior por natureza e uma necessidade, até porque o voto não é obrigatório&#8221;, pontua. Ele reforça que o Recife ainda é a &#8220;periferia da periferia&#8221; em termos globais, com defasagem considerável sobre o uso da internet. &#8220;Não creio que, hoje, uma participação maior dos candidatos no mundo virtual pudesse aumentar o interesse dos jovens, por exemplo&#8221;.</p>
<p><font color="#FF0000" size="3"><b>Decisões vão ser regionais</b></font></p>
<p>A falta de regulamentação da internet foi abordada em detalhes pelo Diario na edição do último domingo. De acordo com a resolução mais recente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), caberá às instâncias regionais decidir o que pode ser considerado propaganda fora de época ou ilegal nas campanhas. O parecer dos ministros do TSE dificultou o entendimento sobre até onde uma publicidade online pode ser permitida.</p>
<p>O TSE se omitiu de definir regras ou estipular limites, restando ao julgamento de cada juiz local. A advogada Ana Amélia Ferreira, por exemplo, questiona o que acontecerá a partir de julho, com o início da propaganda regulamentada nos meios de comunicação. &#8220;Quantas comunidades do Orkut serão retiradas?&#8221;, questionada.</p>
<p>Oficialmente, as comunidades do Orkut não são feitas a mando dos candidatos, mas, sim, pelos eleitores mais ativos ou entusiasmados. No entanto, caso os políticos dessem mais atenção às possibilidades abertas pela Internet, poderiam facilmente usar os recursos a seu favor &#8211; tanto para aumentar a base de eleitores de uma classe social mais elevada, como, também, para procurar saber ou entender como pensam seus seguidores ou seguidores dos adversários na disputa.</p>
<p><b>Participação no Orkut</b></p>
<p>Mendonça Filho<br />
14 comunidades<br />
- Mendonça Filho: 760 membros<br />
- Mendonça Filho Democratas : 730 membros</p>
<p>Cadoca<br />
11 comunidades<br />
- Juventude Cadoca: 450 membros<br />
- Cadoca Prefeito 2008: 300 membros</p>
<p>Raul Henry<br />
9 comunidades<br />
- Dep. Federal Raul Henry: 300 membros<br />
- Juventude Raul Henry: 100 membros</p>
<p>João da Costa<br />
5 comunidades<br />
- Prefeito João da Costa 2008 : 100 membros<br />
- Eu voto João da Costa prefeito: 50 membros</p>
<p>Luciano Siqueira<br />
4 comunidades<br />
- Votei Luciano Siqueira Senador : 420 membros<br />
- Luciano Siqueira PCdoB Recife : 50 membros</p>
<p>Raul Jungmann<br />
1 comunidade<br />
- Raul Jungmann Prefeito 2008 : 150 membros</p>
<p>Edílson Silva<br />
Não tem comunidade<br />
- PSOL Pernambuco : 139 membros</p>
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		<title>Bolsa Família atende 43,1% em Pernambuco</title>
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		<pubDate>Fri, 13 Jun 2008 14:04:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>rebêlo</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Jornais]]></category>
		<category><![CDATA[bolsa família]]></category>
		<category><![CDATA[desenvolvimento]]></category>
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		<description><![CDATA[Pesquisa // Subsídios para reduzir a dependência do programa social e o nível da pobreza Paulo Rebêlo Diario de Pernambuco &#8211; 13.junho.2008 Entre as diversas críticas contra o Bolsa Família, uma das mais contundentes é a falta de maior rigor científico na aplicação do recurso, pelo qual teoricamente se perpetuaria o assistencialismo às camadas menos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><i>Pesquisa // Subsídios para reduzir a dependência do programa social e o nível da pobreza</i></p>
<p>Paulo Rebêlo<br />
Diario de Pernambuco &#8211; 13.junho.2008</p>
<p>Entre as diversas críticas contra o Bolsa Família, uma das mais contundentes é a falta de maior rigor científico na aplicação do recurso, pelo qual teoricamente se perpetuaria o assistencialismo às camadas menos favorecidas da população. Pela primeira vez desde a criação do programa em janeiro de 2004, uma pesquisa com números detalhados sobre o Bolsa Família em Pernambuco chega aos gabinetes do governo do estado.</p>
<p><span id="more-2251"></span><br />
<img src="http://www.rebelox.com/wp-content/uploads/2008/06/flip24.jpg" title="" width="198" height="344" border="0" hspace="4" vspace="2"/>O levantamento foi apresentado ontem pela Secretaria de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos, depois de quase um mês que os principais números já estavam disponíveis na base de dados do Ministério do Desenvolvimento Social. O relatório final foi elaborado após um ano de trabalho em parceria com o governo federal e o Instituto de Pesquisas Sociais e Aplicadas, vinculado à UFPE.</p>
<p>Salta aos olhos o indicador de que 43,1% de toda a população de Pernambuco recebe o benefício. De acordo com o secretário da pasta, Roldão Joaquim, de posse dos números a proposta agoraé nortear as políticas públicas para, mais adiante, oferecer meios para que as famílias possam não mais precisar do benefício. A lógica é simples, diante da condição pela qual só quem recebe o dinheiro do programa são famílias na linha de pobreza (renda per capita até R$ 120) ou de extrema pobreza (per capita de R$ 60).</p>
<p>O secretário-executivo da pasta, Acácio Ferreira, reconhece que o quadro é difícil com quase metade da população situada na faixa de beneficiários. Por outro lado, garante que Pernambuco já apresenta melhoras consideráveis. &#8220;De acordo com os dados do Ministério (das Cidades), há um ano éramos o segundo estado com mais beneficiados. Hoje, estamos na sexta colocação&#8221;, pontua. Os primeiros são Piauí, Maranhão, Alagoas, Paraíba e Ceará. Acácio e Roldão se mostram surpresos positivamente com os resultados. Eles acreditam que os recursos são aplicados com coesão e de modo essencial à sobrevivência das famílias.</p>
<p>O estudo foi feito de junho de 2007 a março de 2008, quando eram atendidas 875 mil famílias.Foram entrevistados 92 gestores e 2.247 titulares de famílias, o que corresponde, segundo o governo estadual, a uma mostra representativa do estado.</p>
<p><font color="#FF0000" size="3"><b>Cacife eleitoral</b></font></p>
<p>Com as eleições municipais cada vez mais próximas, a apresentação de números concretos sobre o Bolsa Família em Pernambuco abre um leque de possibilidades para o discurso político. Instituído pelo governo federal em outubro de 2003 por medida provisória, convertida para lei em janeiro de 2004 e regulamentada em abril de 2006, o Bolsa Família é um programa de transferência direta de renda. Atende 11,1 milhões de famílias em todo o Brasil, representando um mínimo de 45 milhões de pessoas beneficiadas, que recebem entre R$ 58 e R$ 172 em dinheiro vivo (via Caixa Econômica) se cumprirem uma série de requisitos (&#8220;condicionalidades&#8221;) em educação e saúde.</p>
<p>Apesar de críticas eventuais ao programa, em geral sobre a fiscalização das famílias cadastradas, nenhum pré-candidato sustenta o peso político que é se posicionar contra o Bolsa Família. Com um índice de 86,3% do recurso utilizado exclusivamente para alimentação em Pernambuco, o secretário Roldão Joaquim acredita ser a prova concreta de que se trata de famílias extremamente pobres. &#8220;Sem o benefício, eles deixam de comer&#8221;, resume Joaquim, prometendo um novo levantamento estadual em 2009.</p>
<p>Na Região Metropolitana do Recife, contudo, os principais pré-candidatos à eleição deste ano têm pela frente índices apenas medianos de adesão, como é o caso do Recife (28,7%), Olinda (30,2%), Paulista (25,1%) e Jaboatão dos Guararapes (27,7%). Os municípios com mais beneficiados estão no Agreste, porém, é na RMR onde se encontra o maior número absoluto por conta do índice populacional. Somente na capital são 439 mil famílias, quase quatro vezes o contingente de Olinda, com 118 mil. Jaboatão conta com 184 mil pessoas atendidas.</p>
<p><font color="#FF0000" size="3"><b>Principais números da pesquisa</b></font></p>
<p>43,1% da população de Pernambuco recebe o benefício<br />
86,3% usam o dinheiro para alimentação<br />
94,8% das famílias têm o benefício gerenciado pela mulher<br />
50,2% têm o ensino fundamental incompleto<br />
59% dos entrevistados conhecem as condicionalidades do programa</p>
<p><font color="#FF0000" size="3"><b>Percentual de participação dos municípios</b></font></p>
<p><i>Os cinco com mais beneficiados</i></p>
<p>Cumaru 90,9%<br />
Vertente do Lério 83,6%<br />
Itapetim 81,4%<br />
Riacho das Almas 78,2%<br />
Lagoa dos Gatos 74,4%</p>
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		<title>Mais transparência na Câmara do Recife</title>
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		<pubDate>Sun, 30 Mar 2008 23:06:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>rebêlo</dc:creator>
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		<category><![CDATA[política]]></category>
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			<content:encoded><![CDATA[<p><i>INVESTIGAÇÃO // ONG vai incluir mais dados do Poder Legislativo da Capital na internet para o eleitor acompanhar o uso das verbas públicas</i></p>
<p>Paulo Rebêlo<br />
Diario de Pernambuco &#8211; 30.março.2008</p>
<p>Um raio-x dos vereadores recifenses. É a promessa da ONG Transparência Brasil para os próximos dias, com a publicação de uma longa investigação sobre a Câmara Municipal do Recife. Os dados e relatórios serão abertos publicamente na internet (www.transparencia.org.br) e qualquer cidadão poderá conferir, com detalhes, como é a atuação dos políticos locais. O balanço inclui curiosidades, como a opção religiosa dos vereadores; mas também informações cruciais como, por exemplo, quem responde a processos na Justiça e o quanto o orçamento da Casa representa para a sociedade. </p>
<p><span id="more-2233"></span><br />
Os dados mais polêmicos, contudo, dizem respeito ao político como figura pública. Cada vereador terá sua própria listagem de quantas vezes é mencionado em reportagens jornalísticas sobre corrupção e os cargos relevantes ocupados durante a trajetória política. Além de nome completo, endereço eletrônico (e-mail) e CPF, há também um perfil do financiamento eleitoral nas eleições e o histórico de filiações partidárias.</p>
<p>O balanço das Câmaras de Vereadores segue um processo realizado pela Transparência nas Assembléias Legislativas. O objetivo é incentivar ainda mais a apuração e posterior divulgação de dados mais transparentes ao eleitor, apesar das dificuldades geralmente impostas pelas casas legislativas. Semana passada, foi a vez de a Câmara de Salvador ter as informações abertas na internet. De acordo com o coordenador de projetos da ONG, Fabiano Angélico, a divulgação desses dados proporciona um melhor conhecimento dos ocupantes de cargos públicos do país, sobretudo agora, com a proximidade das eleições municipais para prefeito e vereador.</p>
<p>Outras 22 Câmaras serão contempladas com o projeto na seqüência. Em Salvador, os dados revelaram que 10% dos vereadores locais têm pendências na Justiça ou foram punidos pelo Tribunal de Contas, 12% são evangélicos e 5% são sindicalistas. O orçamento da Câmara de Salvador é de R$ 79 milhões para 2008, um acréscimo de 23% em relação ao ano passado. É o oitavo maior reforço orçamentário do Brasil, incluindo todas as casas legislativas (Senado, Câmara dos Deputados e Assembléias). </p>
<p>Pressão &#8211; A ausência de dados é recorrente na Câmara do Recife. Depois de muita pressão pública, a lista de freqüência das sessões, passou a ser posta diariamente na internet há menos de um ano. Mesmo assim, um cidadão curioso logo percebe que, pela lista oficial, quase nenhum vereador falta. As ausências &#8220;justificadas&#8221; e &#8220;missões culturais&#8221; imperam, sem maiores detalhes.</p>
<p><b>Dados que incomodam</b></p>
<p>O Recife é a cidade nordestina onde o cidadão precisa desembolsar mais para custear o legislativo municipal (R$ 45,07) enquanto Salvador é a capital onde o mesmo custo é mais baixo e cada habitante gasta R$ 27,41. Os dados são referentes ao ano de 2008 e fazem parte das apurações da Transparência Brasil. Revelam, ao mesmo tempo, uma pequena amostra de como os relatórios incomodam os políticos brasileiros.</p>
<p>Não à toa, comumente os parlamentares preferem ignorar os números divulgados pela ONG, que monitora todo o país a partir de um projeto paralelo chamado de Excelências, por onde os dados são divulgados. A contestação dos números por parte de deputados e senadores também segue a praxe e espera-se o mesmo com a divulgação dos novos números referentes à Câmara do Recife.</p>
<p>No caso da Assembléia Legislativa de Pernambuco (Alepe), os levantamentos da Transparência Brasil mostraram que os deputados faltaram a 25% das sessões em 2007, liderando o ranking nacional de faltosos &#8211; ao menos entre as poucas casas legislativas que disponibilizam na internet informações públicas de frequência parlamentar. Em segundo lugar veio a Assembléia de Sergipe (21%), seguida por Rio Grande do Sul (12%), a Câmara dos Deputados em Brasília (12%) e o legislativo estadual do Rio de Janeiro (5%). </p>
<p>Os números, argumentos e contestações sobre a Alepe foram destrinchados pelo Diario na edição do dia 6 de janeiro deste ano. Apesar do detalhado ranking da Transparência Brasil, na prática a ausência real dos deputados continua sendo um nó cego, pois o regimento interno permite exceções como as chamadas &#8220;missões culturais&#8221; e atividades de &#8220;interesse pessoal&#8221;. Funcionam como permissão ou licença para que o parlamentar tenha a falta abonada e eventualmente represente o estado em eventos institucionais e culturais. Somando as faltas justificadas e não-justificadas, uma parcela dos deputados não comparece a quase metade de todas as sessões do ano inteiro.</p>
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		<title>Nanotecnologia recebe reforço de R$ 71 milhões</title>
		<link>http://www.rebelox.com/2005/08/nanotecnologia-recebe-reforco-de-r-71-milhoes/</link>
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		<pubDate>Thu, 25 Aug 2005 00:48:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>rebêlo</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O Governo Federal acaba de anunciar o Programa Nacional de Desenvolvimento da Nanociência e Nanotecnologia, com investimento de R$ 71 milhões para o biênio 2005/2006. Em parceria com o Ministério da Ciência Tecnologia (MCT), os recursos serão distribuídos em todo o Brasil, para universidades e laboratórios, incluindo projetos de novos pesquisadores e trabalhos já consolidados [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>O Governo Federal acaba de anunciar o Programa Nacional de Desenvolvimento da Nanociência e Nanotecnologia, com investimento de R$ 71 milhões para o biênio 2005/2006. Em parceria com o Ministério da Ciência   Tecnologia (MCT), os recursos serão distribuídos em todo o Brasil, para universidades e laboratórios, incluindo projetos de novos pesquisadores e trabalhos já consolidados na área.</p>
<p>Mas, afinal, o que é nanotecnologia? Para onde vai o Brasil nesse campo tão cobiçado do meio científico e aparentemente tão distante das pessoas comuns? Confira, na reportagem a seguir, o que podemos esperar das pesquisas em nanociências e os produtos já disponíveis no mercado, a começar pelo destaque internacional de Pernambuco no setor.</em></p>
<p>Paulo Rebêlo<br />
Folha de Pernambuco, 24.agosto.2005</p>
<p>Em resumo, nanotecnologia pode ser definida como a ciência do pequeno. No caso, do extremamente pequeno, visto o termo que a define &#8211; nano &#8211; ser a bilionésima parte do micrômetro, que é, justamente, a medida adotada na microeletrônica que está por trás dos minúsculos chips de computador e de todo material eletrônico. Se hoje a microeletrônica é a base de quase todas as ferramentas de trabalho ao nosso redor, as ciências do nanômetro (nanociências) nos revelam o que está por vir.</p>
<p>Na última sexta-feira, em Campinas, o presidente Lula bateu o martelo, junto ao ministro Sérgio Rezende, do MCT, para liberar os R$ 71 milhões relacionados ao Programa Nacional de Desenvolvimento da Nanociência e Nanotecnologia.</p>
<p>De acordo com o ministério, ainda não está definido o volume de recursos para cada universidade, pois haverá processos de licitação e os recursos serão divididos entre este ano e o próximo. Dados do governo mostram que, entre 2001 e 2002, foram investidos R$ 3 milhões em nanotecnologia, valor que aumentou para R$ 11,7 milhões em 2003 e R$ 14,6 milhões no ano seguinte.</p>
<p>A nanotecnologia está presente nos laboratórios e institutos de pesquisa brasileiros há vários anos, mas só recentemente é que os investimentos começaram a aparecer em peso, assim como as primeiras aplicações práticas para uso cotidiano.</p>
<p><strong>PE está em rede mundial de pesquisas</strong></p>
<p>Pernambuco se destaca com a Rede de Nanotecnologia Molecular e de Interfaces (Renami), cuja sede se encontra na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). São dezenas de instituições nacionais e seis do exterior, todas interligadas pela Renami, que estuda e desenvolve nanoestruturas. Parece complicado, mas o resultado prático é fácil de entender.</p>
<p>O coordenador de inovação da Renami, Petrus Santa Cruz, explica que a nanotecnologia está em todas as áreas do conhecimento: Medicina, Meio-Ambiente,Energia, Agricultura, Informática e assim por diante. &#8220;Vários produtos já estão no mercado hoje, desde medicamentos como o DaunoXome, até vidros que se limpam sozinhos, sensores, protetores solares especiais, monitor de computador flexível e ultra-fino utilizando eletrônica molecular, roupas com tecidos especiais que não sujam, produtos anti-chamas, anti-radiação, superfícies que não riscam, baterias de longa duração a base de hidrogênio ou metanol e que não poluem&#8221;, completa Santa Cruz, que também é sub-chefe do Departamento de Química Fundamental da UFPE.</p>
<p>Entre as criações propostas pela nanotecnologia, em breve as pessoas poderão comprar medicamentos de precisão nunca antes imaginada, cápsulas contendo nanorobôs que, uma vez ingeridas, soltam os bichinhos para filmar seu organismo e até mesmo resolver problemas de saúde, como desobstruir artérias ou fazer micro-operações no seu corpo. Além de carros bem mais leves e computadores ainda menores e mais rápidos. No quesito informática, os segmentos que mais prometem são o de materiais semicondutores e o de armazenamento de dados. São as nanomáquinas, dispositivos em escala molecular, milhões de vezes menores do que um fio de cabelo para integrar placas e chips.</p>
<p><strong>Parece ficção científica, mas é real</strong></p>
<p>Quando os cientistas e pesquisadores falam em nanotecnologia, parece filme. Os investimentos bilionários dos países desenvolvidos em pesquisa, contudo, provam que as aplicações nanocientíficas não apenas estão cada vez mais próximas do cidadão comum como, também, podem representar uma revolução no jeito de se trabalhar. &#8220;O Brasil errou no passado e perdeu a oportunidade de se tornar um país-referência em eletrônica e setores afins, mas com a nanotecnologia é diferente. Nós também somos pioneiros e, hoje, quando se fala em nanotecnologia no País, o Nordeste é um referencial&#8221;, comemora Petrus Santa Cruz, da UFPE.</p>
<p>Ele explica ainda que toda essa mudança  está assustando os países que acumularam conhecimento e destaque no cenário mundial, pois as nanociências mudam a forma como se lida com átomos e estruturas. &#8220;É uma grande chance para países como o Brasil, cuja comunidade científica se destaca em nanotecnologia. Há um interesse sem precedentes do setor industrial e empresarial, porque todos estão percebendo que a mudança será radical e quem não investir na área ficará para trás&#8221;, profetiza Santa Cruz, que conta com o respaldo de inúmeros cientistas e pesquisadores mundo afora, que classificam a nanotecnologia como a nova revolução industrial.</p>
<p>A notoriedade da UFPE é reconhecida internacionalmente no setor. A universidade detém a patente de seis dispositivos nanotecnológicos, como um desenvolvido para diminuir os índices de infecção e rejeição de implantes dentários, por exemplo. Também é a primeira universidade brasileira a incluir uma disciplina eletiva de nanotecnologia voltada ao ensino.</p>
<p><strong>Nanoeletrônica também se destaca no Estado</strong></p>
<p>Mesmo com o conhecido atraso brasileiro na microeletrônica, uma série de pesquisadores investem em estudos avançados na chamada nanoeletrônica para desenvolver dispositivos de escala nanométrica &#8211; e controlá-los a partir de softwares de computador. No Departamento de Eletrônica da UFPE, a equipe liderada pelo Prof. Edval Santos no Laboratório de Dispositivos e Nanoestruturas (LDN) é um bom exemplo.</p>
<p>No LDN, eles já desenvolveram até uma placa de computador feita exclusivamente dos estudos da equipe. &#8220;Nosso foco maior são as técnicas como a nanolitografia eletrônica (processo de gravura em plano) e programas de modelagem para nanodispositivos&#8221;, explica Santos, que também pesquisa e desenvolve, junto com a equipe, uma série de nanosensores. E o que são nanosensores? Nada mais do que sensores com apuração e precisão nanométrica.</p>
<p>Em aeroportos e agências de Correios, por exemplo, os nanosensores poderiam varrer toda a região para encontrar armas químicas e biológicas, como o gás sarin e o antraz. Além de deslanchar novas memórias de computador, compostas de nanopartículas para armazenar uma biblioteca inteira em um dispositivo do tamanho de um chaveiro.</p>
<p><strong>Exemplos práticos no nosso dia-a-dia</strong></p>
<p>Dá para imaginar um vidro que não precise de limpeza? Com a nanotecnologia, já é realidade. Nanopartículas de dióxido de titânio são aplicadas nesses vidros e, a partir daí, reações fotoquímicas são feitas, modificando a superfície do vidro de modo que as partículas de sujeira se decomponham e desapareçam. É um processo similar ao que ocorre com roupas que usam nanotecnologia na fabricação, a partir de tecidos que também não sujam.</p>
<p>Outro exemplo tem como base as nanopartículas fluorescentes, que servem para ajudar em diagnósticos clínicos e tratamentos de doenças mais complexas. Com as nanopartículas, os médicos podem &#8220;enxergar&#8221; o medicamento dentro do organismo humano. Agora em 2005, o órgão regulador americano de alimentos e remédios, o Food and Drug Administration (FDA), liberou a comercialização do Abraxane, um medicamento à base de proteína em nanoescala para o tratamento de metástase de câncer nos seios.</p>
<p>Em informática, hoje, a IBM já dispõe de uma tecnologia que armazena 25 milhões de páginas em um dispositivo do tamanho de um selo postal. Batizado de milipede, o sistema registra os dados em filmes de plástico com furos de dimensões nanométricas. Em termos comparativos, os furos que a tecnologia de gravar CDs usa, armazenando 700 Mb em um disco ou 4.7 Gb em um DVD, podem ser considerados buracos enormes quando comparados às dimensões do milipede. Os entusiastas apostam que, antes do que possamos imaginar, essa tecnologia estará nas prateleiras.</p>
<p><strong>Estudos iniciaram há quase um século</strong></p>
<p>Com toda a celeuma sobre nanotecnologia, vale realçar que uma parte dos processos já são usados pela ciência há um certo tempo. Há pelo menos um século que partículas de carvão, do tamanho de alguns nanômetros, são usadas como aditivo reforçado em pneus automotivos. Os próprios conceitos da nanotecnologia são antigos: foram expostos pelo físico Richard Feynman em 1959, durante palestra na American Physical Society. Na época, a platéia &#8211; todos cientistas &#8211; caíram na gargalhada, achando que as idéias de Feynman fossem piadas para descontrair o ambiente. Ele ganhou o Nobel da Física em 1965.</p>
<p>Outro caso atual reside nas proteínas nanométricas usadas em vacinas comuns. Os &#8220;fios nanométricos&#8221; também existem há um bom tempo e servem para integrar nanocircuitos eletrônicos &#8211; o único problema é que até agora ninguém ainda conseguiu criar um dispositivo que faça uso do recurso, a não ser em experimentos de laboratório. Do laboratório a um produto comercial, cientistas acreditam que saia algo nos próximos dois a três anos.</p>
<p>O tamanho cada vez menor dos circuitos é o trunfo para a informática. Cientistas da IBM e da HP apostam que o silício, peça-chave na fabricação dos chips (processadores) de hoje, esteja aposentado nos próximos quinze anos. O substituto seria um dispositivo nanotecnológico. Os mesmos nanodispositivos poderiam ser aplicados em naves e ônibus espaciais para reduzir tamanho e peso e em processos industriais ecologicamente corretos. E claro, também em armas biológicas ultra-compactas e eficientes, além de aparatos militares peso-pena. Não à toa, os Estados Unidos são os líderes no investimento financeiro em nanotecnologia.</p>
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		<title>Portaria formaliza a Rede Nordeste de Biotecnologia</title>
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		<pubDate>Tue, 11 Jan 2005 04:43:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>rebêlo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Jornais]]></category>
		<category><![CDATA[ciência]]></category>
		<category><![CDATA[economia]]></category>
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		<category><![CDATA[nanotecnologia]]></category>
		<category><![CDATA[Nordeste]]></category>
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		<description><![CDATA[Paulo Rebêlo &#8211; rebelo@folhape.com.br A comunidade científica ganhou um belo presente de Natal e Ano Novo. O Ministério da Ciência &#038; Tecnologia (MCT) acaba de oficializar, formalmente através de uma portaria publicada no Diário Oficial da União, a criação da Rede Nordeste de Biotecnologia (Renorbio) — uma reivindicação antiga para promover a articulação de pesquisadores [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Paulo Rebêlo &#8211; rebelo@folhape.com.br </p>
<p>         A comunidade científica ganhou um belo presente de Natal e Ano Novo. O Ministério da Ciência &#038; Tecnologia (MCT) acaba de oficializar, formalmente através de uma portaria publicada no Diário Oficial da União, a criação da Rede Nordeste de Biotecnologia (Renorbio) — uma reivindicação antiga para promover a articulação de pesquisadores do setor e o desenvolvimento da região por meio da biotecnologia. De acordo com o atual coordenador-executivo da rede, Luiz Antônio Barreto de Castro, agora o passo mais urgente é criar o Conselho Diretor e o Comitê Científico. “Trata-se de um programa como nenhum outro do Brasil. Vamos integrar uma região inteira pela biotecnologia.” comemora.</p>
<p>         Em agosto de 2003, os secretários estaduais de Ciência &#038; Tecnologia do Nordeste aprovaram a criação da rede, que já contava com o aval do MCT. Segundo o técnico de biotecnologia da Secretaria de C&#038;T na Bahia, Guilherme Leoneli, somente em dezembro daquele ano o edital foi publicado. “Em julho passado, os primeiros projetos foram aprovados, mas só agora todos os recursos chegaram e a parte burocrática foi resolvida,” explica. Dos quatro projetos aprovados inicialmente, dois são da Bahia, um do Ceará e outro de Pernambuco. Este último é da professora da UFPE, Ana Maria Benko Iseppon, e teve a maior nota de aprovação entre os demais. A proposta é estudar a estrutura do feijão verde e o parecer dos consultores destacou o projeto entre os demais “pela precisão científica e pela forma como a metodologia e as metas são apresentadas”.</p>
<p>         A partir de agora, a espera é de novos recursos oficiais para que um novo edital possa ser publicado e, assim, atrair outros projetos de primeira grandeza. Após um levantamento dos doutores atuantes no Nordeste (são mais de cinco mil), identificou-se as seguintes áreas de competência com potencial para receber financiamentos da rede: agropecuária, saúde, biodiversidade, microbiologia industrial e Tecnologia da Informação. “No primeiro edital, convidamos projetos relacionados a problemas sociais graves, como desnutrição e mortalidade infantil”, explica o coordenador Luiz Barreto.</p>
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		<title>Brazilian officials destroy rare fish specimens</title>
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		<pubDate>Thu, 26 Aug 2004 03:52:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>rebêlo</dc:creator>
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		<category><![CDATA[ciência]]></category>
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		<description><![CDATA[Paulo Rebêlo 25 August 2004 Source: SciDev.Net [RECIFE] Inspectors from Brazil&#8217;s Ministry of Agriculture have destroyed twelve specimens of marine rays that had been borrowed from an institute in Spain, alleging that they lacked the necessary paperwork to be brought into the country — and refusing to postpone their action to allow such paperwork to [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Paulo Rebêlo<br />
25 August 2004<br />
Source: <a href="http://www.scidev.net/news/index.cfm?fuseaction=readnews&#038;itemid=1568&#038;language=1">SciDev.Net</a></p>
<p>[RECIFE] Inspectors from Brazil&#8217;s Ministry of Agriculture have destroyed twelve specimens of marine rays that had been borrowed from an institute in Spain, alleging that they lacked the necessary paperwork to be brought into the country — and refusing to postpone their action to allow such paperwork to be prepared. </p>
<p>Similar events have occurred in the past, leading to growing concern among Brazilian researchers that such actions will make it more difficult to borrow biological samples from foreign scientists and their institutions.</p>
<p>The specimens were rare African rays belonging to the Spanish Institute of Oceanography that had been borrowed by Marcelo Carvalho, an evolutionary biologist from the São Paulo University (USP). Three belonged to uncatalogued species.</p>
<p>Carvalho had been attending a workshop in Spain sponsored by the Spanish government and the UN Food and Agriculture Organization, at which more than 50 specialists had gathered to put together a guide of marine fauna in the African west coast. </p>
<p>Inspectors seized the fish on Carvalho&#8217;s re-entry into Brazil, claiming that they lacked the required paperwork from Brazil&#8217;s Sanitary Department. Carvalho and friends from State University of Rio de Janeiro (UERJ) went to the Ministry of Agriculture seeking an agreement that the specimens would not be destroyed until they had gathered the appropriate documents. But when they got back to the airport, it was too late.</p>
<p>&#8220;Those specimens were very unique and rare,&#8221; says Carvalho. &#8220;Of the ten specimens, at least three were completely unknown by science and now will remain so. It&#8217;s distressing not only for Brazil, but for the whole science community.&#8221; </p>
<p>Similar incidents have occurred in the past, generating concern among Brazilian researchers that international research centres may become reluctant to loan or give them biological samples. </p>
<p>For several years, the US Smithsonian Institute had placed a temporary moratorium on shipping specimens back and forth between its research centres and Brazil. Leonard Hirsch, senior policy advisor for the Smithsonian, explains that Brazilian regulations were uncertain for a long time. However, he believes they have recently &#8220;been moving forward in a very positive way&#8221;.</p>
<p>&#8220;We have been working very hard with the Brazilians, and believe we can now move specimens back and forth again,&#8221; he says.</p>
<p>Hirsch was critical of the destruction of Carvalho’s rays. &#8220;From the report, I find it totally unacceptable that they destroyed specimens not of Brazilian origin rather than holding them or having them taken out of the country, &#8221; he told SciDev.Net.</p>
<p>In 2002, 200 samples of blood from a Brazilian bird, the Ramphocelus bresilius, belonging to Denise Nogueira of UERJ were destroyed. Nogueira had gone to the United Kingdom for part of her doctoral studies, taking the blood specimens with her accompanied by full documentation from the Brazilian Institute of Environment (IBAMA).</p>
<p>&#8220;I had no problems leaving the country or entering England,&#8221; she says. &#8220;But when I came back, nine months later, an employee from the Agriculture Ministry said that I had left Brazil illegally, as I didn&#8217;t have a license from the ministry to carry material from an animal source.&#8221; </p>
<p>The IBAMA employee who released the material didn&#8217;t know Nogueira would need another license from the Agriculture Ministry. The blood specimens were confiscated and stored at the airport. They were burned a few days later, before she was able to obtain documents for their release.</p>
<p>In an open letter to the government, Ennio Candotti, president of the Brazilian Society for the Advancement of Science (SBPC), points out that the destruction of the marine samples has taken place at a time when the Brazilian government has indicated a commitment to reducing bureaucratic controls on science in order to stimulate its development </p>
<p>In June, for example, the country announced an easing of important restrictions on scientific equipment  in response to demands from researchers to cut the amount of bureaucracy involved in bringing such equipment into Brazil (see Brazil eases rules on scientific imports).</p>
<p>&#8220;It&#8217;s absurd to have two different institutions regulating the same thing when they don&#8217;t communicate with each other. They burn material without any information on its importance and don&#8217;t let us even try to comply with their bureaucracy. The government pays us to research, collect and store; the same government is paying people to burn these materials,&#8221; says Denise.</p>
<p>Suêldo Vita, executive-secretary from the Support Foundation of Development at the Federal University of Pernambuco, deals with these problems every day, and says current regulations &#8220;really don&#8217;t ease the procedures of science and research&#8221;. He manages donations from foreign universities and the researchers&#8217; requests for imports. &#8220;The current Brazilian legislation really doesn&#8217;t help much and it&#8217;s quite difficult for a foreign institution to understand why our researchers have to follow so many bureaucratic steps,&#8221; he says. </p>
<p>He suggests that current laws should be revised to ease the process for everyone involved and to improve Brazil&#8217;s scientific progress. </p>
<p>So far, the Brazilian Ministry of Agriculture has not issued a statement regarding the destruction of Carvalho&#8217;s rays. </p>
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		<title>GM cow milk &#8216;could provide treatment for blood disease&#8217;</title>
		<link>http://www.rebelox.com/2004/07/gm-cow-milk-could-provide-treatment-for-blood-disease/</link>
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		<pubDate>Fri, 16 Jul 2004 03:50:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>rebêlo</dc:creator>
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		<category><![CDATA[universidade]]></category>

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		<description><![CDATA[Paulo Rebêlo 15 July 2004 Source: SciDev.Net [RECIFE] Researchers in Brazil are attempting to create genetically modified cows whose milk could be used to produce drugs to treat blood disorders such as haemophilia, an inherited disease which results in blood not clotting properly. If successful, these would be the first transgenic animals with medical applications [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Paulo Rebêlo<br />
15 July 2004<br />
Source: <a href="http://www.scidev.net/News/index.cfm?fuseaction=readNews&#038;itemid=1492&#038;language=1">SciDev.Net</a></p>
<p>[RECIFE] Researchers in Brazil are attempting to create genetically modified cows whose milk could be used to produce drugs to treat blood disorders such as haemophilia, an inherited disease which results in blood not clotting properly. If successful, these would be the first transgenic animals with medical applications to have been created in Brazil.</p>
<p>The scientists expect their first transgenic cow to be born within three years. It will carry a human gene for a protein that encourages blood clotting. This protein will then be extracted from the cow&#8217;s milk for use in drug development, a process that could take five years.</p>
<p>&#8220;It&#8217;s much easier to extract this type of material from milk,&#8221; says project coordinator Rodolfo Rumpf. </p>
<p>The entire process consists of three stages: embryo production, genetic modification of embryo cells, and transfer of modified embryos into cows that will act as &#8216;surrogate mothers&#8217;. Rumpf says he expects to obtain the transgenic embryos this year and transfer them to cows some time next year.</p>
<p>According to José Manuel Cabral Dias, head of biotechnology and genetic resources at Embrapa, the ministry of agriculture&#8217;s research institution, the programme began eight months ago and is currently at the stage of producing embryos. The Embrapa scientists also have plans to produce genetically modified goats and sheep.</p>
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