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	<title>Paulo Rebêlo &#187; lula</title>
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	<description>rebelox .:. jornalismo de precisão e crônicas imprecisas</description>
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		<title>Lula ataca postura de médicos</title>
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		<pubDate>Sat, 06 Sep 2008 07:15:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>rebêlo</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Presidente socorreu Eduardo Campos ao questionar os profissionais de saúde que com movimento grevista prejudicam a população Paulo Rebêlo Diario de Pernambuco &#8211; 05.set.2008 Petrolina - Sem verbalizar o nome do estado de Pernambuco, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) criticou abertamente o movimento grevista dos médicos. De modo contundente e quase aos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://www.rebelox.com/wp-content/uploads/2008/09/flip65.jpg" title="" width="297" height="504" border="0" align="left" hspace="3" vspace="2"/><i>Presidente socorreu Eduardo Campos ao questionar os profissionais de saúde que com movimento grevista prejudicam a população</i></p>
<p>Paulo Rebêlo<br />
Diario de Pernambuco &#8211; 05.set.2008</p>
<p><b>Petrolina -</b> Sem verbalizar o nome do estado de Pernambuco, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) criticou abertamente o movimento grevista dos médicos. De modo contundente e quase aos gritos, deixou a modéstia de lado ao se considerar o melhor sindicalista do Brasil nos anos 70, mas que &#8220;sempre teve dúvida sobre greve de médico e de metrô, porque quem paga a conta é o mais pobre&#8221;. A crítica direta foi o auge do evento de inauguração do campus da Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf), ontem à tarde, em Petrolina. O presidente discursou após o governador Eduardo Campos (PSB), que não fez referência à crise na saúde.</p>
<p><span id="more-799"></span>Pouco antes, às 14h, Lula e uma extensa comitiva de convidados visitaram as instalações do novo Hospital de Urgência e Traumas, construído com 90% de recursos federais e o restante da prefeitura. A inauguração da unidade deve ocorrer em 23 de setembro. Após a visita, estudantes, curiosos e militâncias aguardavam o presidente já nas dependências da Univasf. O presidente subiu ao palco por último, acompanhado de Eduardo Campos, da ministra Dilma Roussef, do prefeito de Petrolina Odacy Amorim (PSB) e do governador da Bahia, Jaques Wagner (PT). </p>
<p>Odacy Amorim agradeceu, rapidamente, a presença do visitante ilustre e agradeceu a série de investimentos do governo federal no Nordeste. O prefeito fez questão de agradecer a ajuda de Humberto Costa (PT), atual Secretário das Cidades na gestão estadual. &#8220;Ele teve uma participação muito importante na liberação de recursos&#8221;, frisou, para em seguida sentar-se ao lado do prefeito João Paulo.</p>
<p>Antes de criticar abertamente a crise na saúde pela qual passa Pernambuco, o presidente Lula &#8220;vazou&#8221; várias indiretas à classe. Reclamou dos profissionais que se formam às custas do estado e não retribuem. &#8220;Tem gente que ganha uma bolsa e vai fazer especialização em Londres, depois ganha outra e vai para Berlim. Tem gente que vive de bolsa, acreditem!&#8221;, ironizou, conclamando aos estudantes que não deixem de retribuir à população o que aprenderam. Incisivo, atacou quem &#8220;criticou o ProUni, porque hoje os melhores alunos são do ProUni, aqueles que não tiveram a mesma oportunidade dos filhos de famílias mais abastadas&#8221;.</p>
<p>Lula antecipou que a meta é acabar com o vestibular, ao citar o exemplo do município de Santo André, onde os alunos com 90% de acertos no Enem podem entrar direto na universidade. Ao falar sobre a descoberta da camada pré-sal de petróleo, elogiou os engenheiros e pesquisadores brasileiros. &#8220;Com o dinheiro do petróleo, vamos formar milhões de jovens&#8221;, enfatizando o papel dos &#8220;profissionais da Petrobras&#8221;, em referência clara às polêmicas que envolvem uma possível criação de outra estatal para gerenciar as descobertas no setor.</p>
<p>No palco, estavam os deputados federais Maurício Rands, Ana Arraes, Inocêncio Oliveira, Pedro Eugênio e Sílvio Costa. Nenhum discursou. Também presentes os ministros José Múcio e Dilma Roussef, o Secretário Estadual de Desenvolvimento Econômico, Fernando Bezerra; Ronaldo Mota, representando o Ministério da Educação. Amanhã, Lulavai participar do corte de chapas simbólico no estaleiro Atlântico Sul e da comemoração dos 100 anos de Josué de Castro na UFPE.</p>
<p><font color="#FF0000" size="3"><b>Simepe contesta declarações</b></font> </p>
<p>O diretor do Sindicato dos Médicos de Pernambuco (Simepe), José Tenório, mostrou-se surpreso com as declarações do presidente Lula sobre o movimento que a categoria realiza no estado em prol de melhores salários e condições de trabalho. &#8220;Estranho um presidente que já foi sindicalista, e como sindicalista chegou à presidência, dizer uma coisa dessa&#8221;, afirmou. Tenório esclareceu, ainda, que a categoria não decretou greve. &#8220;O que estamos fazendo é um movimento demissionário&#8221;.</p>
<p>No discurso que fez em Petrolina, Lula condenou a deflagração de greves em setores essenciais, afirmando que a maior vítima desse tipo de manifestação é o povo. O petista também criticou a falta de tato em negociações salariais dos dirigentes sindicais. &#8220;Além do mais, os estudantes se formam e não retribuem nada ao governo&#8221;, complementou o presidente.</p>
<p>José Tenório, no entanto, reforçou a tese de que os médicos estão promovendo um movimento legal e preocupado em não trazer prejuízo para a população. &#8220;O pessoal está insatisfeito e não vai continuar enfrentando essa situação. Não temos condições de trabalho&#8221;, observou. Apesar da declaração do diretor do Simepe, a crise na saúde agravou o atendimento nas grandes emergências do estado com a decisão dos médicos de não comparecer ao trabalho. Além disso, existe a possibilidade da decretação de greve dos 23,5 mil servidores da saúde. A categoria é contra o processo de criação da Fundação Estatal para gerir a saúde em Pernambuco. </p>
<p><font color="#FF0000" size="3"><b>O cobiçado espaço junto ao presidente</b></font></p>
<p>O candidato governista em Petrolina, Gonzaga Patriota (PSB), não esteve presente nos eventos de ontem, mas foi receber o presidente no aeroporto. Por outro lado, quem discretamente roubou a cena foi seu adversário, Júlio Lóssio (PMDB). Fora da comitiva e, segundo sua agenda oficial, Lóssio não havia programado ir à inauguração da Univasf na presença do presidente Lula. No entanto, resolveu aparecer em meio ao aglomerado de pessoas, embaixo do palco, que também esperava pela chegada do presidente. </p>
<p>Lóssio, que é médico e estreante na política, cumprimentou vários dos presentes, perdendo-se de vista logo depois. Em entrevista ao Diario, dias antes da chegada de Lula, Lóssio lembrou que o &#8220;PMDB também faz parte da base aliada do governo federal em Brasília, inclusive, com mais ministérios do que outros partidos na disputa&#8221;.</p>
<p>Patriota foi recepcionar o presidente no aeroporto. Em nota oficial de sua equipe de campanha, o socialista garante que Lula aproveitou a ocasião para reforçar o apoio à sua candidatura. &#8220;Gonzaga, sem sombra de dúvida, é a melhor opção para Petrolina. Para uma Petrolina Melhor e principalmente, para a continuidade de minhas ações&#8221;, diz a nota oficial. A imprensa não teve acesso a Lula no aeroporto e na visita ao novo hospital.</p>
<p>Durante o evento, não houve conotação política na esfera local e nem referências às eleições municipais. O prefeito João Paulo, cabisbaixo e com aspecto cansado durante todo o decorrer dos discursos, não falou e nem concedeu entrevistas. </p>
<p>Patriota foi escolhido candidato pelo PSB após processo de convenção partidária. Ele disputou a escolha com o atual prefeito de Petrolina, Odacy Amorim (PSB), que também queria concorrer. Odacy assumiu a prefeitura quando o prefeito eleito em 2004, Fernando Bezerra, assumiu a pasta de Desenvolvimento Econômico no governo estadual. Nos eventos de campanha, Patriota insiste na vinculação e no bom relacionamento entre ele e Odacy, enaltecendo as obras realizadas pela prefeitura e pelo governo federal. </p>
<p><font color="#FF0000" size="3"><b>Obras dinamizam saúde e educação</b></font></p>
<p>Ao falar sobre a Univasf, o presidente Lula lembrou que não cursou uma universidade, tendo apenas o curso técnico de torneiro mecânico. &#8220;O Brasil já teve tantos doutores, tanta gente fina governando o país. Quero que os filhos deste país tenham a oportunidade que eu não tive&#8221;, bradou, para delírio da platéia de estudantes.</p>
<p>O Hospital de Urgências e Traumas (HUT), em Petrolina, prevê o funcionamento de 154 leitos, 30 UTIs e seis salas cirúrgicas. Segundo o prefeito Odacy Amorim (PSB), a abertura oficial será em 23 de setembro. Já a Universidade do Vale do São Francisco (Univasf), funciona oficialmente há mais de um ano, mas só agora houve a inauguração.</p>
<p>Segundo o Ministro da Saúde, José Gomes Temporão, as duas obras representam uma iniciativa inédita no Brasil, ao integrar serviços e recursos entre os estados. Para a Univasf, a meta é atrair estudantes sobretudo de Petrolina, Juazeiro (BA) e São Raimundo Nonato (PI). &#8220;A integração entre universidade e hospital irá gerar ensino e atendimento de qualidade para todos&#8221;, disse.</p>
<p>Para a ministra Dilma Roussef, os investimentos no Nordeste são &#8220;extremamente significativos&#8221; e fazem parte de um conjunto de grandes obras, o qual inclui ainda a Transnordestina, duas siderúrgicas, uma refinaria, a revitalização do Rio São Francisco, entre outras&#8221;, pontuou. A ministra garantiu que, com a revitalização do rio, os nordestinos terão saneamento e água tratada.</p>
<p>O hospital funcionará com atendimentos de alta complexidade nas áreas de traumaortopedia e neurocirurgia, também recebendo as urgências encaminhadas pelo Samu via central de leitos, clínica médica, UTI adulto, queimados e cirurgia geral. A regulação deverá ser feita pelos médicos das Unidades de Pronto Atendimento de Saúde (UPAS), Unidades de Saúde da Família (USFs) e municípios parceiros.</p>
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		<title>Apoio político é tudo na terra de Lula</title>
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		<pubDate>Mon, 25 Aug 2008 11:53:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>rebêlo</dc:creator>
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		<description><![CDATA[CAETÉS // Primo do presidente, José Moura de Melo, fortalece a oposição no município Paulo Rebêlo Diario de Pernambuco 24.agosto.2008 ____ CAETÉS, PE &#8212; Famosa por ser a terra natal do presidente Lula e pela pobreza traduzida com o penúltimo lugar no ranking estadual do Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDH-M) das Nações Unidas, este [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://www.rebelox.com/wp-content/uploads/2008/08/flip56.jpg" align="left" title="" width="296" height="470" border="1" hspace="3" vspace="2"/> <i>CAETÉS // Primo do presidente, José Moura de Melo, fortalece a oposição no município</i></p>
<p>Paulo Rebêlo<br />
Diario de Pernambuco<br />
24.agosto.2008<br />
____<br />
CAETÉS, PE &#8212; Famosa por ser a terra natal do presidente Lula e pela pobreza traduzida com o penúltimo lugar no ranking estadual do Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDH-M) das Nações Unidas, este município a 252 quilômetros do Recife consegue ser ainda mais inusitado nesta campanha eleitoral. Apesar de toda a máquina dos governos estadual e federal em apoio a Sampainho (José Luiz de Sá), é o candidato da oposição Lindolfo Almeida (PSDB) que conta com o apoio explícito de um dos primos mais conhecidos do presidente da República, José Moura de Melo.</p>
<p><span id="more-776"></span>Ele é primo de 2º grau de Lula. Sua mãe, Lourdes Ferreira, é prima legítima do presidente. José Moura ficou famoso na região por conta da proximidade com o parente ilustre, principalmente durante as visitas de Lula a Garanhuns e Caetés. E reluta em apoiar Sampainho, 28 anos, filho do ex-prefeito Zé da Luz (José Luiz Sampaio). Ambos do PSB.</p>
<p>Sampainho foi vice-prefeito do pai por dois mandatos consecutivos (2000-2008), numa dobradinha que teve fim no primeiro semestre, com o lançamento de Zé da Luz para a prefeitura de Garanhuns, a 18 km de Caetés. Desta vez, a família enfrenta uma oposição extra: Ednaldo Pulsa (PMDB) rompeu politicamente com Lindolfo após a eleição de 2004 e saiu candidato contra o grupo de Zé da Luz. Embora adversários no certame, Lindolfo e Ednaldo prometem quebrar a hegemonia e o apoio formal do governador Eduardo Campos (PSB) e da vinculação à imagem de Lula e de Eduardo Campos.</p>
<p>Moura, o primo famoso, respira política dia e noite &#8211; mas prefere manter-se longe do voto. &#8220;Fui candidato a vereador uma única vez, em 1996 por Garanhuns, porque o Lula me pediu pessoalmente. Tem que ter muito dinheiro, eu prefiro apoiar e participar da campanha dos candidatos que acredito. Subo mesmo no palanque, faço comício&#8221;, diz. O ressentimento com Zé da Luz é nítido. &#8220;De todos os candidatos, ele foi quem mais eu ajudei e quem mais me traiu&#8221;. Eles romperam a relação política em 2002.</p>
<p><b>Apoio -</b> Caminhoneiro por 15 anos e hoje envolvido com construção civil, Moura garante perder dinheiro quando decide ajudar na campanha de algum candidato. Separado da mulher, mora em um sítio a 15 km do centro de Garanhuns, onde guarda várias fotografias e recortes de jornal junto ao presidente. Questionado sobre o poder da imagem de Lula em Caetés, é enfático: &#8220;o povo vota no candidato, não no partido ou em quem dá apoio. O vínculo com Eduardo Campos e Lula não vai trazer mais votos para Sampainho. A maioria da família de Lula nem mora mais em Caetés, só uns primos distantes que nunca nem viram o presidente na vida&#8221;, releva.</p>
<p>O jovem Sampainho não acredita no poder de persuasão de Moura na campanha de Lindolfo. &#8220;Há outros familiares de Lula que também nos apóiam, isso é besteira. Muita gente saiu do nosso governo e agora diz que não somos boas pessoas, claro, porque foram para a oposição. Mas antes falavam maravilhas de nós, como é isso?&#8221;, retruca.</p>
<p>Moura credita sua &#8220;independência&#8221; política pelos apoios que concede.&#8221;Na campanha para governador em 2006, recusei-me a apoiar Humberto Costa. Ele não é preparado para um cargo majoritário, não apoiaria nem para prefeito&#8221;, dispara, sem querer comentar sobre as eleições municipais no Recife. </p>
<p><font color="#FF0000" size="3"><b>Ontem aliados e hoje rivais</b></font></p>
<p>Os rompimentos políticos em Caetés são dos mais diversos. O vice de Lindolfo Almeida (PSDB), Lucivalter Santana &#8220;Galego&#8221; (PR), era secretário de agricultura na prefeitura até abril. Saiu do governo para integrar a chapa de Lindolfo, acusando o ex-prefeito de querer &#8220;impor o nome de sua preferência para ser candidato&#8221;. Para Lindolfo, &#8220;Zé da Luz fez que nem João Paulo no Recife, empurrou o candidato dele passando por cima de todo mundo, não foi um processo democrático, ouvindo as bases&#8221;.</p>
<p>Quem vê os três candidatos à prefeitura de Caetés, soltando farpas entre si, deve voltar um pouco no tempo e entender como todos já foram aliados de unha e carne. Ednaldo Pulsa (PMDB) perdeu as eleições de 2000 e 2004 contra Zé da Luz (PSB), mas apoiou o hoje adversário na campanha de 1992 e também o próprio Lindolfo Almeida. No ano seguinte, rompeu politicamente com Zé da Luz.</p>
<p>Lindolfo, que migrou do PPS para o PSDB, já foi prefeito de Caetés eleito em 1996 com apoio de Zé da Luz e ajudou em sua campanha vitoriosa em 2000. &#8220;Ninguém pode crescer mais do que ele, quem não se curvar é descartado&#8221;, alfineta. Procurado pelo Diario, Zé da Luz não foi localizado, apenas seu filho, Sampainho, vice-prefeito e atual candidato da situação.</p>
<p>Enquanto o tempo e as futricas políticas passam, Caetés continua submersa na pobreza e na ausência de desenvolvimento na zona rural. No Índice da Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan), Caetés aparece como antepenúltima cidade menos desenvolvida de Pernambuco, na frente apenas de Saloá e Manari. </p>
<p><font color="#FF0000" size="3"><b>Figurões dos partidos longe de Caetés</b></font></p>
<p>Nenhum dos três candidatos &#8211; Sampainho, Lindolfo Almeida e Ednaldo Pulsa &#8211; espera pela presença de figurões de seus partidos durante a reta final de campanha. No caso de Sampainho, o maior apoio presencial parte da deputada federal Ana Arraes (PSB), mãe do governador Eduardo Campos. Os demais contam com o sentimento de que a política no interior é decidida individualmente.</p>
<p>Prova desta certeza parte de Edson Olímpio (PSB), pela primeira vez candidato a vereador na chapa de Sampainho. Envolvido com política e liderança comunitária desde 1993, diz que o governador ainda não veio a Caetés, mas prometeu. &#8220;A imagem de Eduardo e Lula é forte, claro que a gente conta com a presença do governador no palanque&#8221;, deixa o recado.</p>
<p>Ednaldo Pulsa (PMDB) sequer sonha com a presença do senador Jarbas Vasconcelos. Ele está na disputa pelo PMDB com apoio do PRP e do PV. A coligação de Lindolfo conta com o PSDB, PR e PTdoB. Galego, vice de Lindolfo, migrou do PSB para fundar o PR em Caetés em 2007, graças ao deputado federal Inocêncio Oliveira. </p>
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		<title>O elogio da mediocridade</title>
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		<pubDate>Thu, 24 Feb 2005 03:12:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>rebêlo</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Paulo Rebêlo (*) Observatório da Imprensa, 22.fevereiro.2005 Mesmo para quem não lê jornal e não assiste TV, foi difícil não se inteirar da balbúrdia que os veículos de comunicação fizeram com a vitória de Severino Cavalcanti. Vale o registro da Folha de S.Paulo, em editorial de 16 de fevereiro, tachando-o de &#8220;candidato sem estatura política, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Paulo Rebêlo (*)<br />
<a href="http://observatorio.ultimosegundo.ig.com.br/artigos.asp?cod=317FDS003">Observatório da Imprensa</a>, 22.fevereiro.2005</p>
<p>Mesmo para quem não lê jornal e não assiste TV, foi difícil não se inteirar da balbúrdia que os veículos de comunicação fizeram com a vitória de Severino Cavalcanti. Vale o registro da Folha de S.Paulo, em editorial de 16 de fevereiro, tachando-o de &#8220;candidato sem estatura política, retrógrado e inexpressivo, que se especializou em negociações menores no dia-a-dia da vida parlamentar&#8221;. Foi quase um elogio.</p>
<p>O leitor mais atento, porém, talvez consiga perceber que alguns jornais estão achando ótima esta vitória. É uma nova oportunidade para certas publicações – e colunas – voltarem a propagar aquela equivocada noção de que o Nordeste, principalmente Pernambuco, é o grande beneficiado desta politicagem. Politicagem, aliás, que é a cara do que o governo federal vem fazendo nos últimos dois anos.</p>
<p>A interpretação é simples: o presidente da República e o da Câmara são pernambucanos; o presidente do Senado (Renan Calheiros) é alagoano; e o 1º secretário da Câmara (Inocêncio Oliveira) também é pernambucano. Para um Sul-maravilha rico e poderoso, até que estamos bem na fita. Bem o suficiente para propagar o conhecido ufanismo, digno da mais Polyanna das Polyannas, de que o Nordeste é o grande beneficiado.</p>
<p><strong>Brasília deseduca</strong></p>
<p>A bancada nordestina em Brasília sempre foi poderosa. Sempre. O problema é que ninguém parece ter memória. O equívoco jornalístico de agora não é muito diferente do ocorrido na metade dos anos 1990, quando o também nordestino Marco Maciel foi vice-presidente da República. Entre outros exemplos recentes.</p>
<p>Nem por isso – e talvez principalmente por isso – a região Nordeste viu nenhuma de suas seculares mazelas ser extinta ou sequer amenizada. Como se diz por aqui, &#8220;nem um tiquinho&#8221;.</p>
<p>Quanto mais poder os políticos nordestinos possuem, mais distante a região fica de melhorias nos deprimentes índices de pobreza e educação, para dizer o mínimo. O poder emanado de Brasília nos ajuda somente a deseducar. Pois somente deseducando e alienando é que continuaremos votando nestes ilustres representantes da democracia. </p>
<p><strong>Cabresto e coronelismo</strong></p>
<p>Poderíamos gastar uma tese para citar exemplos, mas vamos nos ater aos mais conhecidos. </p>
<p>** A seca continua cruelmente presente em toda a região, sem mudança alguma de paradigmas. Usada como gancho para políticos de reduto ganhar notoriedade e votos de pobres-coitados, quando estes recebem cestas básicas e poéticos carros-pipa. Sempre em caráter emergencial, é claro.</p>
<p>** Quando um pesquisador sério chega para falar sobre as possibilidades de amenizar o sofrimento da seca, com projetos baratos de irrigação ou mínimos investimentos em tecnologia (só dois exemplos), rapidamente o assunto cai no esquecimento – dos políticos e dos pauteiros. Uma incrível coincidência. E também seria esperar demais que os jornalões do sul maravilha &#8220;comprassem&#8221; a causa, pois nem a gente é tão ufanista assim.</p>
<p>** Nas capitais – que politicamente não passam de províncias – o saneamento básico existe para menos de 30% da população. O problema é que tem jornalista que, se for questionado, não sabe nem explicar o que é saneamento básico. </p>
<p>** Os maiores hospitais públicos são tidos, muitas vezes, como a última porta antes de colocar o pé na cova. Ou a última porta para o paraíso dos céus, se quiserem contextualizar (alienar) religiosamente. </p>
<p>** E os livros didáticos ainda ensinam que o voto de cabresto acabou e que o coronelismo foi extinto. Quer dizer, só nas escolas particulares, porque nas públicas vai ser difícil encontrar até professor, quanto mais livros.</p>
<p><strong>República dos 100</strong></p>
<p>Assim caminha a humanidade nordestina. Os políticos ficam mais poderosos, os jornalistas mais temerosos e os cidadãos mais melindrosos. O poder e a notoriedade crescem, enquanto os discursos de melhorar a vida do nordestino seguem. Desde que a gente vote neles, claro. </p>
<p>Bem longe das obras brasilienses de Oscar Niemeyer e dos corredores da Esplanada, o que o Brasil de verdade enxerga é a exponencial melhoria na vida deles, dos influentes paladinos que irão ajudar o Nordeste. Mas, para nos ajudar, eles também vão precisar da nossa ajuda. </p>
<p>Ajuda para melhorar o pobre salário mensal de 12 mil reais e a aumentar as benesses humanitárias: passagens aéreas, auxílio-moradia, auxílio-paletó, verba de gabinete, gasolina, carro, celular…</p>
<p>Aliás, já ajudamos. E não foi com a eleição de Severino, não. Porque o poder que nos representa é, sim, uma representação fidedigna e palpável do Brasil de verdade, uma <b>República dos 100: sem instrução, sem ética e sem memória</b>.</p>
<p>(*) Jornalista no Recife (www.rebelo.org)</p>
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		<title>Lula no Nordeste</title>
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		<pubDate>Mon, 21 Feb 2005 01:45:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>rebêlo</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Oba-oba e pautas perdidas Paulo Rebêlo (*) Observatório da Imprensa, 15.fevereiro.2005 Cada visita, cada inauguração é uma oportunidade ímpar para os jornais fazerem jus ao poder que possuem junto à sociedade. As melhores pautas estão sempre debaixo do nariz dos jornais, mas ninguém quer sentar o traseiro e questionar o carismático presidente Lula. Em contrapartida, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Oba-oba e pautas perdidas</strong> </p>
<p><a href="mailto:imprensa@rebelo.org"><strong>Paulo Rebêlo</strong></a> (*)<br />
<a href="http://observatorio.ultimosegundo.ig.com.br/artigos.asp?cod=316IMQ012">Observatório da Imprensa</a>, 15.fevereiro.2005</p>
<p>Cada visita, cada inauguração é uma oportunidade ímpar para os jornais fazerem jus ao poder que possuem junto à sociedade. As melhores pautas estão sempre debaixo do nariz dos jornais, mas ninguém quer sentar o traseiro e questionar o carismático presidente Lula. </p>
<p>Em contrapartida, seguem a comitiva do presidente interior afora, acompanham os discursos, as promessas faraônicas e publicam exatamente isto: os discursos, as promessas e a festa ao redor do carisma do personagem-presidente frente ao povo que ali está, feliz e sorridente, diante da presença ilustre.</p>
<p>Passados dois anos, parte da imprensa parece ainda se iludir com a eleição do metalúrgico que veio da pobreza para acabar com a fome e a desigualdade. Poucos presidentes visitaram tanto o Nordeste quanto Lula, em tão pouco tempo de mandato. Vez por outra, ele está aqui a inaugurar obras e discursar sobre como o Brasil melhorou. Todo governo faz oba-oba e este de agora não é diferente. </p>
<p>O problema é quando a imprensa – que supostamente deveria questionar para informar – enche as páginas com matérias cujo teor nada mais é do que um reles e pífio oba-oba. Não questiona. Logo, não informa.</p>
<p>Semana passada, Lula esteve em Pernambuco para inaugurar três etapas da barragem de Jucazinho, em Surubim, e a Clínica Asa Branca, em Caruaru. A clínica, supostamente especializada em diagnosticar câncer bucal, ainda deverá oferecer tratamento odontológico à população do Agreste.</p>
<p>Na cobertura midiática, durante os dois dias do oba-oba presidencial, o que se viu na imprensa não passou de uma espécie de agenda oficial com o respaldo da credibilidade dos jornais. Ora, para publicar o que o presidente falou e deixou de falar existe a assessoria oficial. </p>
<p>Em tese, o papel dos jornais seria investigar e questionar a viabilidade e a funcionalidade das inaugurações, de modo a oferecer informações úteis à população. Informações que, de fato, repercutam em suas vidas. E não apenas a festa de palanque.</p>
<p>À noite de sexta-feira, passadas as inaugurações, colegas de bar me questionaram: o que diabos aconteceu (de verdade) durante a visita do presidente a Pernambuco. Ouso arriscar que são dúvidas a permear a cabeça da grande maioria dos leitores, os quais, desavisados, compraram os jornais e leram a agenda oficial do pop-star Lula.</p>
<p>** O que é câncer bucal?</p>
<p>** Por que uma clínica especializada especificamente em câncer bucal no interior? </p>
<p>** Existe algo parecido na capital? Não existe no interior?</p>
<p>** O que leva uma pessoa a ter câncer bucal? Como se prevenir?</p>
<p>** Barragem de Jucazinho: dizem que vai beneficiar milhões de pessoas. Como?</p>
<p>** Sempre inauguram barragens e projetos para melhorar a água que chega à população, mas na prática ninguém vê melhorias e a seca persiste e piora a cada ano.</p>
<p><strong>Estamos fartos</strong></p>
<p>Nenhum jornal arriscou-se a responder, parcial ou integralmente, qualquer das questões acima. São coisas tão simples, tão transparentes, mas o leitor não encontrou. Não precisava uma reportagem especial, apenas uma reportagem simples e direta para responder dúvidas que, certamente, nem os repórteres saberiam responder caso fossem indagados na hora.</p>
<p>Outra dúvida reincidente, esta mais séria, é sobre a continuidade dos serviços na clínica. </p>
<p>Explica-se. Inaugurar obras e posar para fotos, vestido de dentista e com um voluntário sentado na cadeira cirúrgica – como Lula fez e os jornais publicaram – é fácil. O que a população quer (ou deveria querer) saber é se os aparelhos da clínica funcionam de verdade, quais são eles e qual o perfil de paciente indicado para a nova clínica. </p>
<p>Há funcionários tecnicamente aptos a operar os aparelhos? Ou as máquinas vão ficar inativas, jogadas às traças, como inúmeras vezes a gente vê acontecer Brasil afora?</p>
<p>Obra inaugurada, oba-oba registrado pela imprensa e tchau. Agora, a população, ou melhor, o Brasil Sorridente que se vire, caso aconteça de a nova clínica cair na mesma ala comum de tantas outras inaugurações: a falta de estrutura e o abandono. Estamos fartos de ver isso acontecer. E não é somente no interior, não.</p>
<p>(*) Jornalista no Recife (www.rebelo.org)</p>
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