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	<title>Paulo Rebêlo &#187; EUA</title>
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	<description>rebelox .:. jornalismo de precisão e crônicas imprecisas</description>
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		<title>O efeito Barack Obama no marketing político: eleições 2010</title>
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		<pubDate>Wed, 07 Jul 2010 23:36:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>rebêlo</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Na entrevista abaixo, estão minhas respostas sobre toda a celeuma em relação ao uso da internet, mídias sociais e novas tecnologias nas eleições de 2010 no Brasil. Junto a mim, responde também o publicitário André Telles. A entrevista faz parte de um trabalho de faculdade da estudante Ariane Fonseca.   1) Como a campanha eleitoral [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Na entrevista abaixo, estão <a href="http://www.rebelo.org/2010/07/efeito-barack-obama-marketing-politico-eleicoes-2010/#more-1880">minhas respostas</a> sobre toda a celeuma em relação ao uso da internet, mídias sociais e novas tecnologias nas eleições de 2010 no Brasil. Junto a mim, responde também o publicitário <a href="http://twitter.com/andretelles">André Telles</a>. A entrevista faz parte de um trabalho de faculdade da estudante <a href="http://twitter.com/arianef">Ariane Fonseca</a>.</p>
<p> </p>
<p><span id="more-1880"></span></p>
<p><strong>1) Como a campanha eleitoral de Barack Obama está influenciando as eleições presidenciais brasileiras esse ano?</strong><br /><strong>Paulo Rebêlo –</strong> A noção sobre a influência do Obama é bastante exagerada. Na verdade, virou um clichê e um pouco de grife. No Brasil, não dá certo por uma infinidade de fatores que vão muito além da exclusão digital. A influência é apenas para quem trabalha com política ou acompanha o assunto muito de perto e, mesmo assim, é apenas uma influência referencial porque a gente sabe que não há como replicar o modelo por aqui. A televisão e o rádio continuam sendo as maiores e mais efetivas ferramentas de campanha no Brasil. E vão continuar por muito tempo ainda, infelizmente.</p>
<p><strong>André Telles – </strong>Acredito que o estudo que vem sendo feito da campanha de Obama será a base para muitas das estratégias aplicadas aqui no Brasil. Claro que se adequando à nossa realidade e respeitando as singularidades do povo, já que a cultura americana é bem diferente da nossa.</p>
<p><strong>2) Nos Estados Unidos, o acesso a internet é maior que no Brasil, sem contar que a aderência às redes sociais no país do Tio Sam é mais evidente que aqui. Tendo em vista este contexto, o modelo americano se adequa ao Brasil?</strong><br /><strong> </strong></p>
<p><strong>Rebêlo –</strong> Não se adequa. São duas realidades completamente diferentes e só não enxerga isso quem não quer. E muita gente não quer enxergar por interesses financeiros, muitos candidatos se deixam levar pelo ‘papo Obama’ sem saber do que se trata e sem saber que quem oferece, quase sempre, também não faz a menor ideia do que está falando. Vários marqueteiros estão vendendo um produto que não podem entregar. Para começar, o voto nos EUA é opcional. Uma das lutas primordiais do Obama, na internet, foi gerar mobilização para que as pessoas saíssem de casa para votar. E para votar em algo diferente. O diferente era ele. No Brasil, além de o voto ser obrigatório, não temos nada de diferente – nem de candidatos, nem de propostas. O voto de opinião no Brasil é muito restrito. Ainda temos um amplo leque do voto de cabresto, voto de torcida (quando você não quer votar em quem está atrás nas pesquisas) e votos cruzados. Tudo isso já foi mostrado e provado por vários estudos empíricos e qualitativos. Por isso apostam todas as fichas em marqueteiros, que vão moldar a imagem do candidato e os programas na TV.</p>
<p><strong>Telles -</strong> Apesar das divergências existentes em cada contexto, o modelo americano se adequa, sim, ao brasileiro. Acredito que apesar das diferenças culturais e socioeconômicas, o Brasil está perfeitamente apto para suportar uma campanha presidencial nas redes sociais. Uma prova disso é que antes mesmos das eleições, presenciamos algumas mobilizações feitas pela internet e que tiveram um ótimo resultado, a exemplo cito a “ficha limpa”, que foi uma grande mobilização por assinaturas a fim de viabilizar tal lei. O mesmo pode ser feito nas eleições.</p>
<p><strong>3) A campanha eleitoral pela web pode ajudar os jovens a se interessar mais por política, já que eles são grandes adeptos das novas tecnologias?</strong><br /><strong>Rebêlo –</strong> Veja bem, não são apenas os jovens que não se interessam por política nos dias de hoje. Há inúmeras pesquisas que revelam o senso comum: ninguém quer saber de política. Há uma falta de confiança generalizada. E com razão. Você vai ver professores, profissionais, muita gente inteligente que não quer saber de política nem de longe. A campanha eleitoral na web poderia trazer parte dessas pessoas para o debate se houvesse de fato propostas novas, uma nova abordagem do ponto de vista político. Temos uma novidade de um lado, mas do outro continuamos com uma abordagem e um jeito de fazer política ainda ultrapassado, eleitoreiro.</p>
<p><strong>Telles – </strong>Sabemos que investir na campanha web é o primeiro passo, mas para ter o sucesso que desejamos e fazer com que os jovens se interessem, é preciso mais. Os candidatos tem que criar relacionamento, mostrar que estão abertos a ouvir o que seus futuros eleitores almejam. Foi isso que a equipe Obama fez para a sua campanha funcionar tão bem. Os EUA estavam pedindo mudança há muito tempo, não estavam sendo ouvidos pela então atual presidência, o Obama chegou dizendo que ele também queria mudança e para isso ia trabalhar junto com eles. Já aqui no Brasil temos mais problemas, não é só levar o jovem a urna, o fazer pensar. Mostrar a eles que além do político estar na rede mostrando sua campanha ele também está ouvindo e mostrando que eles não serão esquecidos depois que o mesmo estiver eleito.</p>
<p><strong>4) Qual ferramenta da internet vai se destacar nesta campanha eleitoral? Por quê?</strong><br /><strong>Rebêlo –</strong> O Twitter tem um papel interessante, porém não fundamental. É o recurso da moda, mas não politicamente. Há quatro anos, era o Orkut. Hoje é o Twitter. A política está apenas surfando na onda, é normal. Empresas fazem o mesmo. Acredito muito na eficácia dos sites oficiais dos candidatos. É uma oportunidade que eles têm de mostrar algo novo, abrir um canal de debates e interatividade com vários perfis de eleitores. O Twitter é apenas um adicional, enquanto o site oficial pode se tornar (se for bem planejado e alimentado) uma referência universal até o fim da campanha.</p>
<p><strong>Telles</strong> – Os microblogs, mais especificamente, o Twitter. A ferramenta já se mostrou de extrema importância para qualquer pessoa, independente de qual seja o objetivo dela na web. Por seu imediatismo e transparência (o conteúdo é visível para todos), a ferramenta será muito utilizada para os candidatos que desejam estreitar relacionamento com seu eleitor e para transmitir em tempo real o que vem fazendo durante à campanha.</p>
<p><strong>5) Quais são os pontos positivos e os pontos negativos, que já puderam ser notados, da campanha eleitoral dos presidenciáveis na rede?</strong><br /><strong>Rebêlo –</strong> Ponto positivo é o investimento (embora nem sempre planejado) nas novas mídias, a tentativa (apesar de tímida) de fazer algo novo e a oportunidade de pessoas alheias ao processo participarem dos debates, reclamar e até xingar o candidato pelo Twitter. O ponto negativo é usar o mesmo jeito de fazer política mascarado de vanguarda. Maior exemplo são os candidatos que têm contas nas mídias sociais, mas não usam – é a assessoria que atualiza e censura as críticas, por exemplo.</p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>Telles – </strong>Os pontos positivos e negativos vêm andando juntos nas ações executadas até então. Enquanto uns vem trabalhando de forma clara, fazendo questão de serem eles mesmos na rede, outros se encobertam, utilizando de suas assessorias para manter a imagem do “personagem intocável”; uma prova disso é a falta de interação com seu eleitorado, seja não respondendo as mensagens ou proibindo a postagem de comentários em seus blogs.</p>
<p><strong>6) Pela característica de dar voz a minoria, a internet pode ser uma aliada ou uma ameaça aos candidatos? Por quê?</strong><br /><strong>Rebêlo –</strong> Pode ser uma coisa ou outra, depende como o candidato usufrui do recurso. Mas aqui voltamos à primeira pergunta: até onde a internet influencia no voto? Na prática, influencia bem pouco. Mas pode trazer mais gente para o debate e mostrar um lado do candidato que as pessoas não conhecem. E esse lado “novo” pode ser bom ou ruim, depende de como for planejado e, consequentemente, apresentado ao eleitor.</p>
<p><strong>Telles -</strong> Depende. Antes de responder essa pergunta, quero ressaltar que não existe publicidade que resolva o problema de um produto ruim, ou seja, se o primeiro P(produto) do chamado mix de marketing não for bom, o último P(promoção) não o fará. Analisando nesse ponto de vista, por uma questão já cultural, sabemos que os candidatos brasileiros não são produtos bem vistos pelo o povo, por diversos motivos. Sendo assim, dar a voz para a minoria no ambiente web pode ser prejudicial sim, como também, pode não ser. Tudo vai depender muito do candidato e de sua assessoria – maquiadores do produto.</p>
<p><strong>7) Redes Sociais podem ajudar os candidatos a coletarem propostas de políticas públicas?</strong><br /><strong>Rebêlo –</strong> Até pelo caráter imediatista do Twitter, é impossível coletar conteúdo relevante pela ferramenta. É ótimo para interatividade, para analisar qual é o assunto quente do dia, a reação das pessoas sobre um tópico. Também é ótimo para mostrar ao eleitor que ele “faz parte” de algo. No quesito propostas, contudo, os sites oficiais ou redes colaborativas ainda são melhores para você contribuir com uma campanha ou o candidato se mostrar aberto a esse tipo de contribuição externa do cidadão comum. Pelo Twitter, por ser imediatista, o candidato pode incentivar as pessoas a participar, a conhecer essas redes, a enviar propostas, sugestões.</p>
<p><strong>Telles</strong> – Sem dúvida. Uma das características das redes sociais é justamente a colaboração. Acredito que o candidato que fizer questão de saber a opinião dos seus seguidores quanto à adoção de políticas públicas colaborativas, terão um grande prestígio perante o povo. Seria o máximo! Uma política pública pelo povo e para o povo, assim como é na mídia social.</p>
<p><strong>8) Será que haverá interesse real dos candidatos em utilizar tais propostas, ou a ferramenta tende apenas a ser mais uma no processo de manipulação da massa?<br /></strong><strong>Rebêlo</strong>- Aqui temos uma questão bem mais complexa. Não se trata de o candidato se interessar ou não, mas de toda a rede de profissionais e coordenadores por trás de uma campanha política, de um mandato, seja de vereador ou presidente. Via de regra, a elaboração de propostas é validada por uma equipe enorme de profissionais ligados ao candidato e outros profissionais ligados a outros, uma rede bastante extensa. A dificuldade não é “usar” ou “não usar” as propostas do eleitor, mas a de colocar em prática qualquer proposta apresentada. Pelo eleitor ou não. São as velhas promessas de campanha, que a gente tanto conhece.</p>
<p><strong>Telles -</strong> Tudo dependerá do candidato. Se ele for inteligente e entender o crescimento da internet no nosso país, saberá que essa estratégia trará bons frutos não só para sua campanha eleitoral, como também para sua vida política, futuramente.</p>
<p><strong>9) Qual pré-candidato, na sua opinião, tem utilizado melhor a rede? Por quê?</strong><br /><strong>Rebêlo </strong>– A Marina Silva. Sem dúvida alguma. Há vários motivos por trás disso. Ela montou uma equipe bem mais sintonizada com a internet, diferentemente de outros candidatos. Embora todos os candidatos tenham profissionais capacitados em suas respectivas equipes, falta sintonia entre eles. A Marina se apresenta como o novo, a exemplo do Obama nos EUA. Mas a voz dela não repercute. A campanha dela não ultrapassa a faixa dos 10% nas intenções de voto, por que? Porque é uma questão política, não é técnica. A Marina tem usado a internet de um jeito interessante, mas ainda não conseguiu replicar offline a mobilização que ela tem online. Quem se beneficia é um tipo de eleitor muito específico. Se a equipe dela tiver foco e souber planejar bem a campanha pensando no futuro, ela será uma candidata com muita força em 2014.</p>
<p><strong>Telles </strong>– não respondeu.</p>
<p><strong>10) Os partidos e candidatos montam seus comitês em várias cidades, muitas escolhidas estrategicamente. Vocês acreditam em uso da rede também de forma estratégica para atingir o eleitor em locais em especial?</strong><br /><strong>Rebêlo </strong>– Acredito. E acho que, bem planejado e com pessoas engajadas, pode ser uma ferramenta bem interessante na campanha. Os tucanos estão tentando isso com o “Mobiliza PSDB” (www.mobilizapsdb.org.br), até como forma de responder ao PT, que historicamente se mobiliza mais e de um jeito bem mais eficiente em núcleos regionais.</p>
<p><strong>Telles </strong>- Sim. Uma das características da internet é justamente não ter limitação geográfica. Ou seja, você pode levar sua mensagem a qualquer nicho do mundo, e a qualquer hora. Assim como a rede servirá para mobilizar nichos eleitorais para determinadas áreas, servirá também para comunicar aos mesmos sem que tenham que sair de casa.</p>
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		<title>Miami: belezas naturais, praia, muamba e latinidade</title>
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		<pubDate>Tue, 18 Nov 2008 17:04:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>rebêlo</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Paulo Rebêlo * Diario de Pernambuco 18.novembro.2008 Miami (EUA) &#8211; Ícone do turismo internacional, há tempos que Miami não quer mais ser conhecida como paraíso da muamba e mera porta de entrada para a Disney. Difícil, contudo, é deixar de lado o estigma de não ser uma cidade &#8220;tipicamente&#8221; americana. Numa das metrópoles mais mescladas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://www.rebelox.com/wp-content/uploads/2008/11/flip99.jpg" align="left" title="" width="247" height="462" border="0" hspace="5" vspace="5"/><b>Paulo Rebêlo *<br />
Diario de Pernambuco</b><br />
18.novembro.2008</p>
<p>Miami (EUA) &#8211; Ícone do turismo internacional, há tempos que Miami não quer mais ser conhecida como paraíso da muamba e mera porta de entrada para a Disney. Difícil, contudo, é deixar de lado o estigma de não ser uma cidade &#8220;tipicamente&#8221; americana. Numa das metrópoles mais mescladas dos Estados Unidos, o idioma torna-se um detalhe. Não se assuste quando as pessoas falarem com você, primeiramente, em espanhol. Se fizer uma careta de quem não entendeu, elas tentam engrenar o inglês.</p>
<p>Com cerca de 410 mil habitantes, Miami é a América Latina traduzida para gringo. A exemplo de diversas outras concentrações urbanas dos Estados Unidos, a maioria dos empregos braçais são ocupados por latinos, legais e ilegais. De acordo com o último censo, a comunidade hispânica (incluindo descendentes) responde por nada menos do que 80,8% da população, entre brancos e negros. Destes, quase 35% são de Cuba. Outras nacionalidades expressivas vêm da Nicarágua, Haiti, Honduras e Colômbia.</p>
<p><span id="more-901"></span>Mas não se deixe enganar ou levar pelo preconceito. Agora em 2008, Miami passou a ser considerada a terceira cidade mais rica dos Estados Unidos. Além de bem sinalizada e farta de atrações turísticas, neste mesmo ano foi eleita a cidade mais limpa do país pela Forbes, em um ranking não somente de estética, mas de qualidade do ar, pureza da água, ruas limpas e programas de reciclagem. Um exemplo a ser seguido.</p>
<p>As principais atrações de Miami são naturais. Uma longa costa de praias, portos e restaurantes à beira-mar fazem da cidade um convite ao descanso. Não à toa, o distrito vizinho (Miami Beach) é um dos principais destinos para programas de aposentadoria nos EUA. As badalações noturnas, em sua maioria, se concentram nas avenidas rentes à praia e não exige formalidade. Uma boa havaiana resolve e, certamente, será invejada pelos gringos de qualquer continente.</p>
<p><font color="#FF0000" size="3"><b>Quilômetros de diversão</b></font> </p>
<p>O governo de Miami costuma divulgar que aqui você está onde quer estar. De bossa nova e samba na praia, aos clubes de blues e longas ruas para compras. São 5 mil quilômetros quadrados cortados por parques temáticos, museus, praias, lojas, bares e restaurantes. Com um notável diferencial: à exceção de regiões bem específicas na cidade, aqui você não encontra os gigantescos e escuros edifícios arranha-céus de outras metrópoles americanas.</p>
<p>A Região Metropolitana de Miami tem dois parques nacionais e mais de 800 parques estaduais. Mergulhos de scuba (scuba diving) ou snorkel em arrecifes no Biscayne National Underwater Park, aves raras e exóticas que podem ser vistas de caiaque ou de canoa no Parque Nacional Everglades. São apenas duas das principais opções, localizadas a 65 quilômetros ao sul de Miami.</p>
<p>E por mais que Miami seja atraente &#8211; e o governo investe milhares de dólares todo ano para divulgar o destino &#8211; o turista mais aventureiro vai gostar mesmo é dos arredores de Miami. Além dos famosos distritos vizinhos, em um raio de 200 quilômetros é possível chegar a lugares sem asfalto, praias desconhecidas e pousadas paradisíacas e rústicas.</p>
<p>Para quem fica no perímetro urbano e quer mesmo fazer compras, o ponto certo é a Lincoln Road. Afora os restaurantes e cafés, quem toma conta do espaço são grifes internacionalmente reconhecidas (sobretudo pelo público feminino) como Diesel, Earl Jeans, Steve Madden, L&#8217;Occitane, Kiehl&#8217;s, Preview, Von Dutch, Levi&#8217;s, Puma e assim vai. A Lincoln Road, um enorme calçadão quase à beira-mar, já foi conhecida como a Quinta Avenida (5th Avenue) do sul, em alusão à famosa avenida de Nova Iorque.</p>
<p>Na gastronomia, como não podia deixar de ser, a influência latina está em toda a parte. E não há melhor lugar nos EUA para conhecer as mais variadas cozinhas latinas e seus diversos e apimentados temperos.</p>
<p><font color="#FF0000" size="3"><b>Guia Rápido</b></font> </p>
<p>- Para escolher a sua &#8220;praia&#8221;, a dica básica é o site www.miamiandbeaches.com<br />
- Ancient Spanish Monastery (Antigo Monastério Espanhol), próximo ao Sunny Isles.<br />
- Memorial do Holocausto, entre a Meridian Drive e Dade Boulevard<br />
- Castelo de Corais, na South Dixie Highway<br />
- Frost Art Museum, na SW 107th Avenue.<br />
- Bass Museum of Art, na Park Avenue.<br />
- Miami MetroZoo, o maior e mais antigo zoológico da Flórida, com mais de 1200 animais de vários continentes.<br />
- Miami Seaquarium, um oceanário de 35 acres. </p>
<p><font color="#FF0000" size="3"><b>PARA FAZER COMPRAS EM MIAMI</b></font></p>
<p>- Lincoln Road, a avenida mais famosa, inclui ainda o Lincoln Road Mall<br />
- Miami International Mall, inclui a Macy&#8217;s, Dillard&#8217;s e JCPenney.<br />
- Aventura Mall, na Biscayne Boulevard, é um lugar legal e inclui 24 salas de cinema.<br />
- Bal Harbour Shops, na Collins Avenue<br />
- Bayside Marketplace, também na Biscayne Boulevard<br />
- CocoWalk, na Coconut Grove, também um ponto de badalação noturna<br />
- Sunglasses Boulevard Pacific Mall é tradicional ponto de encontro de muitos latinos. Um dos maiores shoppings centers do mundo </p>
<p><i>* o jornalista viajou a convite do RCVB e da Amcham</i></p>
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		<title>América Latina questiona sistema eleitoral dos EUA</title>
		<link>http://www.rebelox.com/2008/11/america-latina-questiona-sistema-eleitoral-dos-eua/</link>
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		<pubDate>Mon, 10 Nov 2008 09:31:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>rebêlo</dc:creator>
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		<description><![CDATA[ELEIÇÃO // Embora não tenham sido identificadas fraudes, discussão concentra rodas acadêmicas Paulo Rebêlo Diario de Pernambuco 09.novembro.2008 Questionamento recorrente ganha força, na América Latina, com o fim das eleições nos Estados Unidos. Barack Obama eleito sob a promessa de mudança, não seria a hora de finalmente repensar o sistema eleitoral norte-americano? Baseado no conceito [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://www.rebelox.com/wp-content/uploads/2008/11/flip96.jpg" align="right" title="" width="196" height="233" border="0" hspace="4" vspace="4"/><i>ELEIÇÃO // Embora não tenham sido identificadas fraudes, discussão concentra rodas acadêmicas</i></p>
<p><b>Paulo Rebêlo<br />
Diario de Pernambuco</b><br />
09.novembro.2008</p>
<p>Questionamento recorrente ganha força, na América Latina, com o fim das eleições nos Estados Unidos. Barack Obama eleito sob a promessa de mudança, não seria a hora de finalmente repensar o sistema eleitoral norte-americano? Baseado no conceito de Colégio Eleitoral, onde cada unidade federativa exerce peso diferente e proporcional de acordo com uma série de variáveis, o pleito soa confuso e pouco democrático aos padrões latinos.</p>
<p><span id="more-885"></span>Embora não se tenha identificado indícios de fraudes na contagem, diferentemente do pleito de 2000 pelo qual George W. Bush se elegeu presidente, a discussão concentra algumas rodas de conversa acadêmicas. A diferença para o Brasil, onde outra discussão também não sai do papel &#8211; a reforma política -, é que a maioria dos analistas e da própria sociedade norte-americana não vê sentido algum em modificar algo que está &#8220;dando certo&#8221; há 200 anos. De modo direto, refletiria exatamente os certames da Constituição.</p>
<p>O Colégio Eleitoral é tido por muitos como a aplicação máxima da independência dos Estados, um dos principais pilares do sistema federalista de governo. A diferença é que, nos EUA, o federalismo não fica apenas em teoria, como ocorre no Brasil. Apesar de relativa autonomia dos Estados brasileiros, por aqui é a União a responsável por definir as principais diretrizes do país: tributos, deveres, poderes, lei. Na prática, a autonomia de Estados e municípios brasileiros é restrita apenas às leis orgânicas.</p>
<p>Na geopolítica, países federalistas incluem toda a América do Norte, a Oceania, 50% da América do Sul (incluindo Brasil) e partes da Europa e da Ásia. O extremo norte-americano pode ser entendido em leis simples, como a permissão para dirigir, para comprar bebida alcóolica e para gerenciar a contagem de votos. Em cada Estado americano, o limite mínimo de idade pode ser diferente. Há regiões onde aos 15 anos é possível emitir carteira de motorista. Em outras, como Nova Iorque, apenas aos 18.</p>
<p>Na eleição, cabe aos Estados decidir como será depositado o voto: urnas eletrônicas, formulários de papel, telas sensíveis ao toque. E também cabe a eles a responsabilidade sobre a contagem e apuração oficial dos resultados. Para o cientista político Thales Castro, da Universidade Católica de Pernambuco (Unicap), o constitucionalismo norte-americano possui valores que não são encontrados em outros lugares. &#8220;Há um zelo muito grande pelo status quo, pela tradição. Para esses valores, o Colégio Eleitoral funciona bem e qualquer alteração precisaria passar pela mudança da própria Constituição Americana&#8221;, explica Castro.</p>
<p>Nos EUA, há uma gama de cargos eleitos pelo voto e não pela indicação ou &#8220;merecimento&#8221;, como xerifes (delegados), diretores de parques e autarquias públicas, juízes, promotores etc. Um estudo recente da Universidade de Harvard mostra que cerca de 550 mil pessoas ocupam cargos eleitos pelo voto direto nos EUA. No Brasil, o índice seria um décimo disto, algo em torno de 55 mil.</p>
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		<title>O mundo com Obama: o dia seguinte</title>
		<link>http://www.rebelox.com/2008/11/o-mundo-com-obama-o-dia-seguinte/</link>
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		<pubDate>Thu, 06 Nov 2008 03:57:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>rebêlo</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Paulo Rebêlo Diario de Pernambuco 06.novembro.2008 Luz, câmera&#8230; Barack Obama. É assim, no centro das atenções mundiais, que o novo presidente dos Estados Unidos irá passar pelos próximos dois meses. Até a posse em 20 de janeiro, será apenas uma prévia do que está por vir. Com nenhuma experiência administrativa e meteórica carreira política, o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://www.rebelox.com/wp-content/uploads/2008/11/flip91.jpg" align="right" title="" width="301" height="511" border="1" hspace="4" vspace="4"/><b>Paulo Rebêlo<br />
Diario de Pernambuco</b><br />
06.novembro.2008</p>
<p>Luz, câmera&#8230; Barack Obama. É assim, no centro das atenções mundiais, que o novo presidente dos Estados Unidos irá passar pelos próximos dois meses. Até a posse em 20 de janeiro, será apenas uma prévia do que está por vir. Com nenhuma experiência administrativa e meteórica carreira política, o principal desafio de Obama é conseguir gerenciar a pressão sobre a principal promessa de campanha: promover a mudança que a América precisa. Não apenas a América, mas a maioria dos países que dificilmente vão deixar de enxergar nos Estados Unidos a imagem de xerife do mundo.</p>
<p>Considerado um candidato pós-racial por nunca ter procurado faturar em cima da cor de sua pele, o desafio que Obama tem pela frente é diretamente proporcional ao feito histórico pelo qual é protagonista. Ser o primeiro presidente negro dos EUA é apenas um adendo, significativo apenas para, talvez, a massa conservadora de John McCain.</p>
<p>Inimigos &#8220;mortais&#8221; da América admitem simpatia por Obama e apostam, com cautela, em novos diálogos. Nas diretrizes da política externa. Fidel Castro, Hugo Chávez, Evo Morales, apenas para citar os principais na América Latina, cederam apoio, mesmo que informal. Quem consegue imaginar Chávez chamando-o publicamente de &#8220;diabo&#8221;, como o fez tantas vezes a George Bush? Se a benevolência continuará, são estes dois meses e os primeiros cem dias a responder.</p>
<p><span id="more-877"></span><font color="#FF0000" size="3">Primeiros cem dias de governo são cruciais para Obama</font></p>
<p>Obama e sua equipe sabem que, no hemisfério norte, diferentemente dos países do sul, o discurso de que o primeiro ano de gestão é para &#8220;arrumar a casa&#8221; não funciona. Os primeiros cem dias de governo são cruciais para o governante ditar, em atos, como será a sua gestão. A arrumação é feita nos dois meses que antecedem a posse. Se Obama conseguir não causar o mesmo impacto de Bush durante seus primeiros cem dias, já terá meio caminho andado aos olhos dos principais líderes mundiais. Apesar da notável simpatia pela figura do presidente eleito, há ceticismo e velada insegurança sobre sua capacidade administrativa e política.</p>
<p>Hoje, olhando para trás, vê-se que George Bush, em seus primeiros cem dias à frente da Casa Branca, submeteu ao Congresso um programa de corte de impostos que beneficiou mais a classe A; estabeleceu sua diretriz religiosa para todas as campanhas de governo; promoveu ataques aéreos no Oriente Médio como &#8220;método de pré-defesa&#8221; e, hoje se admite publicamente, ignorou os boletins de alerta sobre a Al Qaeda.</p>
<p>Toda a conjuntura política conspira a favor de Obama. Com o resultado proporcional das eleições de terça, os democratas mantiveram a maioria no Senado e na Câmara. Para Obama, uma facilidade extra para aprovar projetos e leis, mesmo as mais polêmicas. O rolo compressor democrata pode se aproveitar até da crise financeira mundial, como carro-chefe para aplicar o polêmico plano econômico.</p>
<p><font color="#FF0000" size="3"><b>Mais impostos para ricos, mais emprego e renda para pobres</b></font> </p>
<p>Podem criticá-lo por inexperiência, mas não por falta de transparência. Ao menos, nas idéias para a economia. As principais diretrizes do plano econômico de Barack Obama, incluindo como ele pretende transformá-las em políticas públicas, podem ser lidas por qualquer pessoa com acesso à internet. Em um dos arquivos disponíveis em seu site oficial, o resumo de seis páginas mostra um panorama daquilo que os republicanos chamaram de &#8220;teorias socialistas&#8221;.</p>
<p>Meras diferenças culturais. Ao contrário da América Latina, ser chamado de socialista nos Estados Unidos é uma ofensa grave. A palavra &#8220;socialismo&#8221; é quase um palavrão, pois remete ao comunismo soviético e aos piores momentos da Guerra Fria. Para os padrões latinos, contudo, há uma ponta de verdade no principal alicerce do plano econômico de Obama: o corte de impostos para os mais ricos e a conseqüente redistribuição de riqueza, pela mão do governo, para o restante da sociedade.</p>
<p>Tratou-se do entrave primordial entre os planos econômicos de Obama e de McCain. No país mais capitalista do mundo, onde no passado tiveram origem as teorias neoliberais até hoje em voga, não deixa de surpreender a insinuação de que a &#8220;mão pesada&#8221; do governo irá usar o aumento de impostos dos ricos para distribuir riqueza e gerar empregos.</p>
<p>Como Obama irá conseguir engrenar seu plano ainda é uma incógnita. Politicamente, é agraciado com a conjuntura de uma maioria democrata no Senado e na Câmara. Ao mesmo tempo, para fazer jus à retórica, os números que Obama tem pela frente são relativamente simples e conhecidos do público. O Exército Americano é responsável por 45% de todo o gasto militar do mundo, beirando os US$ 700 bilhões em 2008; quase 70% do petróleo gasto nos EUA é importado; somente o déficit interno se encontra na faixa de US$ 500 bilhões; o déficit fiscal completo chega a US$ 1 trilhão. É apenas parte do legado que George Bush deixa para Obama.</p>
<p>A dificuldade econômica está nos impostos. O carro-chefe é aumentar as taxas para os americanos e as empresas que faturam acima de US$ 250mil por ano. Pelos cálculos da equipe de Barack Obama, isso representa apenas 2% da população de 300 milhões de habitantes dos Estados Unidos. Com a receita extra, os impostos para os 98% restantes poderiam sofrer um corte. Os dividendos extras seriam investidos na geração de empregos.</p>
<p><img src="http://www.rebelox.com/wp-content/uploads/2008/11/flip92.jpg" align="right" title="" width="252" height="332" border="1" hspace="4" vspace="4"/><font color="#FF0000" size="3"><b>A América Latina pede atenção</b></font></p>
<p>A partir de 20 de janeiro, quando tomar posse na Casa Branca, os primeiros cem dias de Barack Obama à frente da presidência dos Estados Unidos contarão com ampla abertura &#8211; e expectativa &#8211; dos países da América Latina. A abertura vem dos inimigos declarados, sobretudo nas vozes de Hugo Chávez, na Venezuela; Evo Morales, na Bolívia; e Rafael Correa, no Equador. E até mesmo dos irmãos Castro, em Cuba. A expectativa, por outro lado, reside nos países aliados da política norte-americana, como Brasil, Argentina e Colômbia. E em menor escala, Peru e Chile.</p>
<p>Sem exceção, todos aguardam uma mudança de postura, mesmo que tímida. Aguardam no escuro, porque nem o fim da eleição foi suficiente para que os projetos de governo joguem luz sobre as pretensões no continente. O descaso com o hemisfério sul foi abordado pelo Diario, em detalhes, na edição de 2 de novembro.</p>
<p>O republicano John McCain, curiosamente, foi quem citou a América Latina mais vezes durante sua campanha. No caso, antecipou-se que não aceitaria qualquer diálogo com Cuba sobre o fim do embargo. Prometeu, também, revisar os subsídios ao etanol brasileiro, de modo a beneficiar mais o produtor americano. E vetou negociações com o Irã, país crítico na &#8220;luta ao terrorismo&#8221; de Bush.</p>
<p>Barack Obama e seu vice, Joe Biden, até agora não deram muitos sinais sobre quais medidas devem guiar a política externa com a América Latina. E no meio da obscuridade, é o Brasil que desponta como principal líder no continente, seja pelo tamanho da economia, seja pela aproximação histórica (e comercial) com os EUA.</p>
<p>Susan Kaufman Purcell, diretora do Center for Hemispheric Policy na Universidade de Miami, atribui ao Brasil a maior oportunidade para conter as investidas de Hugo Chávez. &#8220;Basta que os EUA e o Brasil consigam aumentar os acordos bilaterais e ampliar o leque de parceiros comerciais mútuos. O livre comércio se alia a outros programas para melhorar o desenvolvimento do hemisfério. Não é fácil de atingir, mas o custo de não tentar pode ser bem maior&#8221;, opina.</p>
<p>Gabriel Rico, presidente da Câmara Americana de Comércio no Recife (Amcham), acredita que o Brasil deve colocar suas prioridades na agenda norte-americana, não o contrário. &#8220;O novo governo terá que se ocupar muito com problemas internos. Para avançar nas relações comerciais, precisaremos saber nos articular&#8221;, arrisca. A aproximação entre os dois países também é a aposta de Christopher Del Corso, o novo cônsul dos EUA no Recife. </p>
<p>O senador norter-americano Chris Dodd, uma das principais vozes contrárias sobre a política de Bush para a sul, deixa a sugestão para Obama em carta aberta: &#8220;É hora de não olhar para a América Latina como nosso quintal, mas como nossa vizinhança&#8221;. E conclui: &#8220;Entramos em contradição com nossos próprios princípios de democracia quando demos suporte para o golpe que tentou tirar Chávez do poder à força, em 2002&#8243;. (<i>Paulo Rebêlo</i>)</p>
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		<title>A nova cara da América: Barack Obama vence eleição nos EUA</title>
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		<pubDate>Wed, 05 Nov 2008 10:57:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>rebêlo</dc:creator>
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		<description><![CDATA[VITÓRIA // Contagem dos votos, na madrugada de hoje, aponta o democrata Barack Obama como o novo presidente dos Estados Unidos Paulo Rebêlo Diario de Pernambuco &#8211; link 05.novembro.2008 A contagem parcial dos votos confirmam Barack Obama como o novo presidente dos Estados Unidos da América. Até o fechamento desta edição, a 1h30 de hoje, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://www.rebelox.com/wp-content/uploads/2008/11/flip88.jpg" align="right" title="" width="270" height="317" border="0" hspace="4" vspace="4"/><i>VITÓRIA // Contagem dos votos, na madrugada de hoje, aponta o democrata Barack Obama como o novo presidente dos Estados Unidos</i></p>
<p><b>Paulo Rebêlo<br />
Diario de Pernambuco &#8211; <a href="http://www.diariodepernambuco.com.br/2008/11/05/mundo1_0.asp">link</a></b><br />
05.novembro.2008</p>
<p>A contagem parcial dos votos confirmam Barack Obama como o novo presidente dos Estados Unidos da América. Até o fechamento desta edição, a 1h30 de hoje, a renovação prometida por Obama somava o dobro de votos no Colégio Eleitoral contra o republicano John McCain. Na votação direta, contudo, a diferença oscilou entre 1% e 2%. A apuração foi acompanhada ao vivo, no Recife, a partir de uma parceria entre o Consulado Americano e a Associação Brasil-América (ABA).</p>
<p>De madrugada, a projeção da CNN mostrou Obama com 297 votos do colegiado, contra 139 de McCain. Pelas regras eleitorais americanas, quem atinge a marca de 270 é declarado vencedor. Durante a madrugada, McCain reconheceu a derrota em discurso na cidade de Phoenix, no Arizona, e parabenizou Obama pela vitória.</p>
<p><span id="more-863"></span>Os primeiros Estados com urnas fechadas foram Kentucky e Vermont, às 21h no horário do Recife. John McCain saiu na frente com os oito colégios eleitorais de Kentucky, contra apenas três de Barack Obama em Vermont. Mesmo assim, Obama vencia em votos diretos, embora com apenas 1% de vantagem.</p>
<p>A luz de Obama começou a se fortalecer às 22h30, quando passou a ganhar 81 votos no colegiado contra 34 de McCain. Às 22h45, a vantagem subiu para 102 a 34 e a televisão já mostrava várias festas nos Estados Unidos. No voto popular, contudo, a diferença diminuiu e chegou a menos de 0,5%. Às 23h30, quando a parcial foi liberada em mais territórios, Obama subiu para 194 contra 69 com a importante vitória no Estado de Ohio, um dos mais significativos.</p>
<p>Para o Senado, a vitória do Partido Democrata também confirmou as expectativas. Até 1h30 de hoje, os democratas haviam conquistado 55 cadeiras contra 38 dos republicanos. Para ganhar a maioria absoluta na casa, bastavam 51. Na Câmara, a vantagem também foi dos democratas.</p>
<p>O sistema de votação nos Estados Unidos é confuso, sobretudo porque o vencedor não é eleito exclusivamente pelo voto direto. No entanto, a lógica é relativamente simples e funciona a partirdo conceito de Colégio Eleitoral. Após a contagem dos votos diretos, quem vencer tem direito a contabilizar todos os votos do colegiado. Quem atingir a marca de 270 (ou mais) votos no colégio eleitoral é o vencedor.</p>
<p>A confusão ocorre porque cada unidade federativa tem peso proporcional diferente. Enquanto a Flórida representa 25 votos, o Estado de Vermont, por exemplo, computa apenas três. O Texas sozinho equivale a 34 votos, onde McCain ganhou conforme se previa, devido ao apoio dos texanos ao aliado George W. Bush.</p>
<p>Na tumultuada votação de 2000 entre Al Gore e Bush, o atual presidente teve 271 votos do colegiado contra 266 de Gore, que computou 539.947 votos populares a mais do que Bush. Ao mesmo tempo, houve uma recontagem nas urnas da Flórida e, no processo, o republicano levou o colegiado daquele estado, vencendo no total geral. Em 2004, Bush venceu o democrata John Kerry no Colégio Eleitoral e no voto direto.</p>
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		<title>Eleição nos EUA: eles também querem ser presidente</title>
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		<pubDate>Tue, 04 Nov 2008 22:00:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>rebêlo</dc:creator>
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		<description><![CDATA[CONCORRÊNCIA // No total, 13 candidatos disputaram a eleição norte-americana neste ano Paulo Rebêlo Diario de Pernambuco 05.novembro.2008 Ao chegar para votar, muitos norte-americanos se depararam com uma surpresa: em algumas regiões do país, eles podiam escolher entre uma extensa lista de candidatos à presidência dos Estados Unidos, além do democrata Barack Obama e do [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://www.rebelox.com/wp-content/uploads/2008/11/flip90.jpg" align="right" title="" width="104" height="441" border="1" hspace="4" vspace="4"/><i>CONCORRÊNCIA // No total, 13 candidatos disputaram a eleição norte-americana neste ano</i></p>
<p><b>Paulo Rebêlo<br />
Diario de Pernambuco</b><br />
05.novembro.2008</p>
<p>Ao chegar para votar, muitos norte-americanos se depararam com uma surpresa: em algumas regiões do país, eles podiam escolher entre uma extensa lista de candidatos à presidência dos Estados Unidos, além do democrata Barack Obama e do republicano John McCain. Como acontece no Brasil, a eleição norte-americana também tem seus candidatos nanicos e, às vezes, desconhecidos da população. Em geral, são reconhecidos apenas em seus pequenos redutos regionais, embora alguns nomes sejam figuras tarimbadas ou políticos de certo destaque no país.</p>
<p>Para ter o nome escrito na cédula de votação, o partido precisa ter uma quantidade fixa de eleitores registrados nos Estados. No total, foram 13 candidatos, incluindo Obama e McCain, no topo. A diferença da eleição de ontem, contudo, é que há bastante tempo os nanicos não eram tão inexpressivos no pleito presidencial. Cenário bem diferente de 2000, por exemplo, quando o nanico (porém amplamente conhecido) Ralph Nader, do Partido Verde, ajudou a definir a vitória de George W. Bush.</p>
<p><span id="more-864"></span>Ao faturar 2% dos votos, analistas acreditam que o intelectual de 74 anos (na época, 66) prejudicou o democrata Al Gore, que perdeu a corrida presidencial após a fatídica recontagem dos votos na Flórida. A controvérsia se baseia no cálculo de que, se os votos de Nader fossem transferidos para Gore, mesmo com a recontagem da Flórida, o democrata teria vencido a disputa.</p>
<p>Desta vez, o poder de fogo de Ralph Nader foi reduzido, mas não sua reputação. Concorrente em 1996, 2000 e 2004, ele ainda conta com o diferencial de ser o primeiro candidato árabe-americano e libanês-americano à presidência. Seu trabalho como ativista político é adotado na maioria das universidades, sobretudo em temas como direito do consumidor, meio ambiente e governos democráticos.</p>
<p>Antes de Nader, em 1992, ocorreu uma situação ainda mais curiosa. Ross Perot, conhecido milionário americano, saiu como candidato independente e faturou nada menos que 18,9% dos votos nacionais,uma marca histórica. Com o resultado, conseguiu tirar votos de George Bush (pai) em Estados importantes e, assim, garantiu-se a vitória do democrata Bill Clinton.</p>
<p><font color="#FF0000" size="3"><b>A turma dos nanicos</b></font></p>
<p>Ralph Nader, aos 74 anos, é o candidato mais velho à presidência. Foi o melhor colocado nas pesquisas de intenção de voto entre os nanicos durante a campanha. Mesmo assim, segundo as pesquisas, teria apenas 1% dos votos populares. Gene Amondson faz parte do curioso Partido da Proibição e a principal bandeira do seu partido é lutar contra jogos de azar, drogas, pornografia, álcool e cigarros.</p>
<p>Chuck Baldwin é radialista e integra o Partido Constitucionalista. Contra os imigrantes, sugere mais cercas e muros nas fronteiras. Bob Barr, do Partido Libertário, é contra a união homossexual e ficou conhecido ao pedir o impeachment do então presidente Bill Clinton, no escândalo com a estagiária Monica Lewinsky.</p>
<p>Róger Calero, do Partido dos Trabalhadores Socialistas, defende temas voltados à classe trabalhadora e operária, prometendo abolir o capitalismo. Charles Jay, ex-treinador de boxe, faz parte do curioso Partido do Chá de Boston. Prometeu retirar os soldados do Exército norte-americano de todas as regiões do mundo.</p>
<p>Alan Keyes não tem partido, mas já foi republicano. Negro, é conservador ao extremo e, ao ver negada sua candidatura pelos republicanos, fundou o Partido Independente. Gloria La Riva também é socialista e não tem nada de conservadora, inclusive, tornou-se mais conhecida nos EUA por traduzir para o inglês um livro de Fidel Castro.</p>
<p>Cynthia McKinney, ex-deputada democrata, também tornou-se conhecida por motivos anti-Bush. Contou com o apoio de Noam Chomsky, um dos mais ferrenhos críticos da política americana em geral. Brian Moore, outro socialista, pregou a &#8220;democracia radical&#8221;, com uma sociedade sem racismo e sem luta de classes. Thomas Stevens e Ted Weill, do Partido Objetivista e do Partido Reformista, são os menos conhecidos. Pregam a paz e o princípio de mais responsabilidade fiscal nas contas públicas. </p>
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		<title>Eleição nos EUA: o dia D dos Estados Unidos</title>
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		<pubDate>Tue, 04 Nov 2008 17:31:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>rebêlo</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Depois de quase dois anos de tumultuada campanha, os norte-americanos escolhem hoje o novo presidente do país Paulo Rebêlo Diario de Pernambuco 04.novembro.2008 Durante as próximas 24h, as atenções do mundo inteiro estão voltadas para as urnas eleitorais nos Estados Unidos. Hoje, passados quase dois anos de uma tumultuada campanha, os norte-americanos escolhem quem será [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://www.rebelox.com/wp-content/uploads/2008/11/flip87.jpg" align="right" title="" width="297" height="508" border="0" hspace="4" vspace="4"/><i>Depois de quase dois anos de tumultuada campanha, os norte-americanos escolhem hoje o novo presidente do país</i></p>
<p><b>Paulo Rebêlo<br />
Diario de Pernambuco</b><br />
<i>04.novembro.2008</i></p>
<p>Durante as próximas 24h, as atenções do mundo inteiro estão voltadas para as urnas eleitorais nos Estados Unidos. Hoje, passados quase dois anos de uma tumultuada campanha, os norte-americanos escolhem quem será o presidente em uma disputa histórica. Líder nas pesquisas de intenções de voto, o democrata Barack Obama pode se tornar o primeiro presidente negro dos EUA. </p>
<p>Embora o resultado oficial deva sair apenas amanhã, a expectativa é que até o fim da noite de hoje seja possível definir quem será o futuro presidente ds Estados Unidos. O adversário de Obama, o republicano John McCain, veterano da Guerra do Vietnã e um dos políticos mais conhecidos daquele país, é do mesmo partido do atual presidente George W. Bush.</p>
<p>Durante toda esta terça-feira, um verdadeiro mutirão de analistas, consultores e voluntários acompanham o processo eleitoral. Nos bastidores, há um temor generalizado de que &#8220;problemas&#8221; com as urnas possam ocorrer em alguns estados, prejudicando a eleição e colocando a credibilidade do pleito em xeque. </p>
<p><span id="more-858"></span>O fantasma da eleição de 2000 ainda ronda o cenário político. Por conta de falhas nas urnas no Estado da Flórida, aliadas ao confuso sistema eleitoral americano (cujos votos são contados por Colégio Eleitoral), George W. Bush venceu Al Gore por uma diferença mínima naquele ano. Bush faturou 271 votos do colegiado, contra 266 de Gore. No entanto, os votos diretos da Flórida foram recontados e os 25 votos remetentes ao Colégio Eleitoral foram para Bush. Entre os votos diretos, Gore obteve quase 1% a mais, o que representou 543 mil pessoas.</p>
<p>Os centros eleitorais estão sendo vigiados por advogados, a fim de que tentativas de fraudes não ocorram. Diferentemente do Brasil, nos EUA são apenas alguns estados que adotam o sistema de urna eletrônica. Os demais usam pequenos formulários pelos quais os eleitores preenchem na hora.</p>
<p><b>Perfis &#8211; </b>Nascido a 1961 em Honolulu, capital do Havaí, Barack Hussein Obama é protestante, filho do economista Barack Obama,do Quênia, com a americana Ann Dunham, branca e natural do estado do Kansas. O pai de Obama foi educado em Harvard, a mesma universidade que o filho cursou com bolsa de estudos. Os pais se divorciaram quando Obama tinha dois anos. Ele morou na Indonésia quando criança, após o segundo casamento (com um indonésio) da mãe, mas também viveu com os avós no Havaí. Ele se casou em 1992 com Michelle Robinson Obama e o casal tem duas filhas.</p>
<p>O republicano John McCain, se for eleito hoje, pode se tornar o presidente mais velho da história norte-americana. Aos 72 anos de idade, McCain é conhecido pela familiaridade com temas belicosos, como política externa e assuntos militares. Não à toa, o senador pelo estado do Arizona tem a sua trajetória política marcada como veterano da Guerra do Vietnã, onde foi preso e torturado em 1967, quando seu avião foi abatido. Em 2000, John McCain disputou a indicação republicana contra o atual presidente George Walker Bush. Filho de um almirante, McCain passou 22 anos na Marinha. Inicioua carreira política no ano de 1982. </p>
<p><font color="#FF0000" size="3"><b>Apuração em tempo real no Recife</b></font> </p>
<p><img src="http://www.rebelox.com/wp-content/uploads/2008/11/flip86.jpg" align="right" title="" width="237" height="160" border="0" hspace="4" vspace="4"/> No Recife, a contagem dos votos será acompanhada em tempo real. Em parceria com a Associação Brasil-América (ABA), o Consulado Americano irá oferecer debates e explicações sobre o sistema eleitoral americano a partir das 20h30 de hoje. No ocasião, haverá uma simulação para contar os votos de quem estiver presente. Cientistas políticos também foram convocados para analisar a campanha dos candidatos e um link direto com a CNN.</p>
<p>De acordo com o cônsul dos EUA na capital pernambucana, Christopher Del Corso, a programação deve entrar pela madrugada e, talvez, as pessoas já acordem sabendo quem é o novo presidente norte-americano. O evento conta, ainda, com a participação de Kate Bentley, adida de diplomacia pública do Consulado, que recentemente voltou dos EUA. Ela aproveitou a oportunidade para votar antecipado e promete contar como foi a experiência. Empresários, políticos e estudantes universitários também são aguardados no ABA para a noite de hoje.</p>
<p>Preocupados com indícios e desconfianças de que o resultado dasurnas não seja compatível com as pesquisas eleitorais &#8211; que mostram Obama com nítida vantagem sobre McCain &#8211; os democratas enviaram quase 5 mil voluntários para acompanhar a apuração somente na Flórida. </p>
<p>Ontem, os dois candidatos investiram seus últimos atos de campanha naquele Estado, considerado o mais problemático. O núcleo da campanha democrata afirma publicamente que, há oito anos, Bush só chegou ao poder por conta da suposta fraude de 2000. Associações e movimentos sociais também mobilizam, por conta própria, pelo menos 10 mil voluntários para acompanhar o dia em diversas regiões do país.</p>
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		<title>América latina fica esquecida</title>
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		<pubDate>Sun, 02 Nov 2008 13:26:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>rebêlo</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Política externa norte-americana esteve no debate da campanha, mas não citou os vizinhos latino-americanos além do discurso de praxe Paulo Rebêlo Diario de Pernambuco 02.novembro.2008 Para a América do Sul, a campanha presidencial nos Estados Unidos chega ao fim do mesmo jeito que começou: totalmente no escuro. Terça-feira, quando o eleitor norte-americano for escolher entre [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://www.rebelox.com/wp-content/uploads/2008/11/flip85.jpg" align="left" title="" width="298" height="252" border="0" hspace="5" vspace="3"/><i>Política externa norte-americana esteve no debate da campanha, mas não citou os vizinhos latino-americanos além do discurso de praxe</i></p>
<p>Paulo Rebêlo<br />
Diario de Pernambuco<br />
02.novembro.2008</p>
<p>Para a América do Sul, a campanha presidencial nos Estados Unidos chega ao fim do mesmo jeito que começou: totalmente no escuro. Terça-feira, quando o eleitor norte-americano for escolher entre o democrata Barack Obama e o republicano John McCain, gestores e autoridades latino-americanas continuarão sem saber quais as diretrizes esperadas para os vizinhos do hemisfério sul. </p>
<p><span id="more-850"></span>Um dos pilares mais frágeis do país na última década, a política externa norte-americana esteve na berlinda durante toda a campanha. Contudo, e sem surpresas, a guerra do Iraque, a luta contra o terrorismo e os lucros do petróleo árabe centralizaram a agenda de debates externos. Para a América Latina, sobrou apenas a praxe discursiva de que &#8220;é preciso estabelecer um diálogo mais aberto e propositivo&#8221;.</p>
<p>Além de questões tradicionais como especulação financeira, balança comercial e etanol, os Estados Unidos possuem uma dependência significativa da América Latina caso queiram tentar uma nova política de boa vizinhança. A investida &#8220;contra o imperialismo&#8221; de Chávez, na Venezuela, é apenas parte do problema.</p>
<p>O embargo comercial de Cuba, as vinhetas revolucionárias (e inesperadas) de Fernando Lugo no Paraguai, a inesgotável crise política da Bolívia, além da recente retomada de crimes urbanos na Colômbia integram o quadro sombrio por onde os Estados Unidos poderiam, em tese, exercer influência.</p>
<p>Laura Carlsen, do Center for International Policy na Cidade do México, vai mais além. Para ela, 50% de todo o território latino-americano se encontra em situação problemática para a política externa dos EUA. &#8220;A liderança da Venezuela em questões específicas do continente, tanto no quesito integração quanto em solidariedade, atraiu investimentos e atenções de importantes países europeus e da China, de modo a diminuir consideravelmente a influência na região&#8221;, explica.</p>
<p>Outro problema grave citado por Carlsen é a falta do senso de oportunidade. Hoje, há uma série de movimentos e lideranças que rejeitam o modelo de comércio livre (free trade) pela qual reza a cartilha norte-americana. &#8220;Em vez de olhar para isso como uma chance de cooperar e, talvez, diminuir a pobreza e o subdesenvolvimento, os Estados Unidos acharam por bem classificar como uma ameaça&#8221;, pondera.</p>
<p>Um pouco mais otimista, o senador norte-americano Chris Dodd não acredita mais em ditaduras militares e conflito de ideologias leste-oeste nos países da América do Sul. Em carta aberta aos candidatos à presidência, Dodd clama por uma mudança de conceitos: &#8220;Chegou a hora de entendermos que a América Latina não é o nosso quintal, e sim a nossa vizinhança. O confronto entre nós precisa ser revertido, desde problemas de segurança nacional à imigração ilegal, sem contar o tráfico de drogas&#8221;, explica.</p>
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		<title>Plano de Obama é o mote</title>
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		<pubDate>Mon, 20 Oct 2008 03:38:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>rebêlo</dc:creator>
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		<description><![CDATA[EUA // Nas vésperas da eleição norte-americana, plano econômico democrata se transforma no principal assunto Paulo Rebêlo Diario de Pernambuco 19.outubro.2008 A menos de três semanas da eleição presidencial nos Estados Unidos, o democrata Barack Obama pode reclamar de qualquer coisa, menos de que as bases do seu plano econômico para a classe média ainda [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://www.rebelox.com/wp-content/uploads/2008/10/flip81.jpg" align="left" title="" width="198" height="243" border="0" hspace="3" vspace="3"/><i>EUA // Nas vésperas da eleição norte-americana, plano econômico democrata se transforma no principal assunto</i></p>
<p>Paulo Rebêlo<br />
Diario de Pernambuco<br />
19.outubro.2008</p>
<p>A menos de três semanas da eleição presidencial nos Estados Unidos, o democrata Barack Obama pode reclamar de qualquer coisa, menos de que as bases do seu plano econômico para a classe média ainda sejam desconhecidas da população. E ironicamente, graças ao adversário republicano John McCain. Durante o terceiro e último debate transmitido ao vivo pela televisão, na quarta-feira, McCain atacou Obama com apoio de um inusitado anônimo: Joe, o encanador. Desde então, Joe figura no topo das buscas na internet e tornou-se o centro das atenções mundiais.</p>
<p><span id="more-846"></span>Por conta das expectativas de Joe, hoje o mundo inteiro reconhece um dos principais alicerces do pacote econômico: aumento de impostos para os norte-americanos com renda anual superior a US$ 250 mil; e redução gradual para os demais. Segundo cálculos de analistas norte-americanos, o aumento atinge cerca de 4% da população nos EUA. Já o plano de McCain, às vésperas da eleição, continua a despertar curiosidade e dúvidas &#8211; embora ele admita, publicamente, que não irá aumentar impostos. </p>
<p>Para ilustrar como os programas de governo são diferentes quando o assunto é redução de impostos, McCain insistiu que Joe, o encanador, precisaria pagar mais impostos caso Obama vença as eleições no dia 4 de novembro. Porque Joe estaria prestes a adquirir uma pequena empresa com renda superior a US$ 250 mil, informação hoje desmentida. Em suma, Joe seria enquadrado na redução de impostos, não o contrário.</p>
<p>O jogo de empurra, contudo, esconde bem mais do que a simples redução de taxas. Os planos de McCain e Obama diferem, sumariamente, sobre como o governo norte-americano pode &#8211; e deve &#8211; gastar. Nas palavras de McCain, &#8220;Obama quer decidir como irá gastar o seu dinheiro com o aumento de receita do governo&#8221;, enquanto o republicano promete diminuir os gastos governamentais. </p>
<p>Para Obama, a taxação superior para os afortunados trata-se de &#8220;compartilhar a riqueza&#8221; com o resto da América. O discurso, no mais neoliberal dos países, deveráser o ponto crucial das discussões nas próximas duas semanas, antes do pleito, sobre quem deve decidir como gastar o superávit a partir de mais imposto. </p>
<p>Quanto ao encanador Joe, seus quinze minutos de fama se transformam em inferno astral. O sindicato dos bombeiros/encanadores em Ohio divulgou, em nota oficial, que Joe Wurzelbacher não tem sequer licença de serviço. Sua vida pessoal e financeira começou a ser vasculhada de cima para baixo.</p>
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		<title>Encanador Joe ganha fama instantânea</title>
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		<pubDate>Fri, 17 Oct 2008 16:56:15 +0000</pubDate>
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			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://www.rebelox.com/wp-content/uploads/2008/10/flip80.jpg" align="left" title="" width="228" height="228" border="0" hspace="3" vspace="2"/><i>DEBATE // Eleitor que ganhou ares de norte-americano médio foi o nome mais citado por Obama e John McCain em 90 minutos</i></p>
<p>Paulo Rebêlo<br />
Diario de Pernambuco<br />
17.outubro.2008</p>
<p>O nome dele foi pronunciado 25 vezes durante os 90 minutos do debate entre Barack Obama e John McCain, na quarta-feira. Somente nos primeiros minutos do evento, foram 13 vezes. Para comparar, o termo &#8220;economia&#8221; &#8211; supostamente o trunfo do confronto entre os presidenciáveis norte-americanos &#8211; foi pronunciado apenas 16 vezes. Estamos falando de Joe, o encanador. </p>
<p><span id="more-843"></span>A maior estrela do terceiro e último debate, transmitido ao vivo pela CNN, é um careca de meia-idade chamado Joe Wurzelbacher. E seus quinze minutos de fama, como bem pregava Andy Warhol, foram multiplicados várias vezes diante das atenções mundiais sobre o democrata Obama e o republicano McCain frente às câmeras.</p>
<p>O encanador Joe está em todas. No Youtube, um vídeo caseiro (feito por ele mesmo) revela suas preocupações em relação à economia e aos programas de governo dos candidatos, principalmente sobre o maior anseio dos norte-americanos: a redução de impostos. Nos principais jornais e sites americanos, fotos de Joe estampam até mesmo as primeiras páginas. Em blogs, não se fala em outra coisa.</p>
<p>Logo no início do debate na CNN, McCain comentou sobre uma conversa entre Obama e Joe, o encanador. Na versão de McCain, o programa de governo de Obama iria aumentar impostos para pessoas como Joe. A partir da premissa, Joe foi o centro das atenções, inclusive, com os candidatos se dirigindo à câmera como se falassem com Joe.</p>
<p>O encontro entre Joe e Obama ocorreu no último domingo (12), quando o candidato esteve na cidade de Toledo, em Ohio. A caminho do hotel, Obama parou para fotos e conversas com a população local. Foi quando Joe apareceu, dizendo: &#8220;Trabalhei como encanador durante 15 anos e agora quero montar meu próprio negócio. Terei que pagar mais impostos pelo seu programa de governo?&#8221;, questionou.</p>
<p>A saia justa foi imediata. O plano econômico de Obama prevê mais impostos para quem fatura mais de US$ 250 mil por ano, o que representa de 4% a 6% da população norte-americana, segundo cálculos de suaequipe. O negócio que Joe pretende montar ultrapassaria o teto firmado por Obama e sofreria mais taxação.</p>
<p>Para McCain, foi a deixa para confrontar o adversário democrata. Para Joe, o encanador, foi o passaporte para os quinze minutos de fama internacional. E para Obama, foi um jeito peculiar de explicar novamente que se orgulha do trabalho dos norte-americanos mais &#8220;ricos&#8221;, mas que eles devem ter alguma compensação para custear o corte de impostos para a maioria da população.</p>
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