<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Paulo Rebêlo &#187; email</title>
	<atom:link href="http://www.rebelox.com/tags/email/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>http://www.rebelox.com</link>
	<description>rebelox .:. jornalismo de precisão e crônicas imprecisas</description>
	<lastBuildDate>Thu, 02 Feb 2012 02:04:25 +0000</lastBuildDate>
	<language>en</language>
	<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
	<generator>http://wordpress.org/?v=3.3.1</generator>
		<item>
		<title>Quanto vale para você o serviço de e-mail?</title>
		<link>http://www.rebelox.com/2009/10/quanto-vale-email/</link>
		<comments>http://www.rebelox.com/2009/10/quanto-vale-email/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 02 Oct 2009 22:16:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>rebêlo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Web]]></category>
		<category><![CDATA[email]]></category>
		<category><![CDATA[google]]></category>
		<category><![CDATA[internet]]></category>
		<category><![CDATA[pobox]]></category>
		<category><![CDATA[segurança]]></category>
		<category><![CDATA[sociedade]]></category>
		<category><![CDATA[webinsider]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.rebelo.org/?p=1631</guid>
		<description><![CDATA[Se o e-mail é realmente importante para você, veja algumas alternativas para personalizar e manter seguro seu endereço principal, aquele que você não coloca em formulários na internet e nem usa em listas de discussão. Paulo Rebêlo Webinsider – 02.out.2009 Está na moda dizer que e-mail virou coisa de tiozinho. Em tempos de Twitter, Facebook e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><em><strong>Se o e-mail é realmente importante para você, veja algumas alternativas para personalizar e manter seguro seu endereço principal, aquele que você não coloca em formulários na internet e nem usa em listas de discussão.</strong></em></strong></p>
<p><em>Paulo Rebêlo</em><em><br />
</em><a href="http://webinsider.uol.com.br/index.php/2009/10/02/quanto-vale-para-voce-o-servico-de-e-mail/"><em>Webinsider</em></a><em> </em><em>– 02.out.2009</em></p>
<p>Está na moda dizer que e-mail virou coisa de tiozinho. Em tempos de <a href="http://webinsider.uol.com.br/index.php/2009/09/01/o-que-eu-aprendi-com-o-twitter-nao-tem-preco/">Twitter</a>, Facebook e Gtalk, é no mínimo curioso como o planeta inteiro entra em pânico quando o Gmail sai do ar.</p>
<p>Se o e-mail ainda é tão importante para as pessoas, por que elas preferem depender quase exclusivamente de um serviço gratuito? Muita gente garante que é porque o Gmail ainda é a melhor opção disponível.</p>
<p>Talvez seja, mas é bom ter opções. Sobretudo porque em geral só temos como referência comparativa o e-mail do provedor de acesso. Vejamos abaixo algumas alternativas para quem deseja personalizar um endereço realmente importante, daqueles que você não coloca em formulários na internet e nem usa em listas de discussão.</p>
<p>Para os novatos, uma dica rápida: POP3 é o serviço que permite baixar as mensagens para seu computador, via Outlook, Thunderbird e outros. IMAP é o protocolo que faz sincronia entre seu computador e o servidor, ou seja, ele não baixa as mensagens, você as lê em sincronia com o servidor e, se não apagar, elas continuam lá. É um protocolo mais avançado e (um pouco) mais seguro.</p>
<h2>Pobox.com</h2>
<p>O <a href="http://www.pobox.com/" target="_blank">Pobox</a> é o mais antigo do ramo. E a exemplo do Gmail, tem acertos e erros. Desde 1995 eles oferecem um endereço personalizado com dezenas de opções após a arroba, sendo o @pobox.com o mais popular e com aparência mais profissional.</p>
<p>Somos usuários desde 1996, sempre em contas pagas, com dois intervalos de cancelamento até hoje. Antigamente havia a opção gratuita, com apenas redirecionamento de mensagens, mas hoje só há planos pagos.</p>
<p>Para uso contínuo, só vale a pena contratar o serviço premium, chamado de Mailstore, onde você tem acesso a POP3, IMAP, múltiplas contas e outras firulas. Custa US$ 50 por ano e tem 10 GB de espaço. É barato se você considerar um e-mail profissional como sendo realmente importante e caso não queira depender de provedor ou do Gmail.</p>
<p>Com US$ 20 por ano, o serviço básico funciona apenas como redirecionamento. Todo e-mail para <a href="mailto:fulano@pobox.com">fulano@pobox.com</a> vai parar em outra conta (ou várias) a sua escolha. Também extremamente útil e funcional, pois você pode mudar de provedor ou de conta sem perder o seu @pobox.</p>
<p>Os planos mais baratos não dão acesso POP3 ou IMAP para você ler no Outlook ou Thunderbird. As limitações são chatas e é um pouco inaceitável que o webmail seja tão atrasado tecnicamente, quase espartano. Por outro lado, para uso offline, é melhor do que o Gmail usando IMAP e SMTP.</p>
<p>Quer testar? Vale a pena se inscrever. Os primeiros 30 dias são grátis e você não precisa se comprometer em nada, não precisa passar cartão de crédito. Só um formulário muito simples. Não gostou? A conta é cancelada automaticamente depois dos 30 dias, sem burocracias.</p>
<h2>Yahoo e Hotmail</h2>
<p>Tem gente que não larga o Yahoo por nada neste mundo. E, de certo modo, com razão. Ainda hoje, há pequenos detalhes no e-mail do Yahoo que você não encontra na concorrência. Eu citaria o gerenciamento de anexos e imagens.</p>
<p>O Yahoo Mail sempre me pareceu um pouco mais lento do que os demais, mas nada gritante. O serviço pago custa US$ 20 por ano e é voltado a quem realmente não quer largar o endereço yahoo, porque a oferta de recursos é baixa. Não tem IMAP, apenas POP3 para baixar as mensagens num Outlook da vida.</p>
<p>Os filtros saem dos tradicionais 100 para 200, mas quase ninguém usa sequer 10% disso. Se você ama o Yahoo ou não quer trocar de endereço de jeito nenhum, pagar dois dólares por mês para ter acesso POP3 não é exatamente um negócio ruim.</p>
<p>O Hotmail, apesar da antipatia generalizada e da interface deveras poluída, melhorou <strong>muito</strong>. Se antes era horrível acessar sua conta em outro navegador que não o Internet Explorer, hoje até o Google Chrome consegue gerenciar tudo perfeitamente. E embora poucos reconheçam, o Hotmail atual é mais rápido e oferece aquela já conhecida integração total com os aplicativos online da Microsoft. Bom para quem usa aqueles bagulhos Windows Live.</p>
<h2>Mandic</h2>
<p>Quando foi lançado, o <a href="http://www.mandic.com.br/" target="_blank">Mandic:mail</a> ganhou ares de serviço “premium”, para quem queria exclusividade. Ainda hoje mantém a aura exclusivista, embora minha impressão bem particular é que o serviço perdeu-se um pouco no tempo para usuários finais.</p>
<p>Hoje cada conta oferece tantos recursos (que quase ninguém se interessa de verdade) que o próprio site passa a impressão de que os clientes corporativos é quem sustentam a empreitada. Por outro lado, quantas pessoas você conhece que lhe mandam mensagem com a extensão @mandic.com.br?</p>
<p>Noves fora o paradoxo, o Mandic:mail ainda parece ser o mais avançado em recursos técnicos para quem leva o e-mail a sério demais. O plano mais simples custa R$ 60 por ano. O mais avançado (mandic:4ever) custa R$ 464 por ano, comprovando que não é algo direcionado a usuários finais.</p>
<p>Verdade seja dita, para os ultra-dependentes de e-mail há recursos bem interessantes que talvez você não encontre em outro lugar. Entre eles, o “e-mail registrado” funciona como uma carta registrada enviada pelos Correios. Tem o mesmo valor legal, mas é pago fora do seu plano e custa R$ 4,00 por cada mensagem. Se fosse mais barato, teria mais uso.</p>
<p>Outro recurso interessante é a auto-destruição de mensagens depois de lidas, as quais não podem ser impressas, encaminhadas e nem permitem print screen. Não testamos nenhum dos dois, porque durante nosso tempo de teste do Mandic:mail os recursos ainda não existiam.</p>
<p>E aqui vem outro paradoxo. Ao mesmo tempo em que se volta ao usuário corporativo ou ultra-dependente do e-mail, sempre me pareceu desconfortável demais ter um endereço @mandic.com.br. Primeiro por fazer propaganda gratuita da Mandic (enquanto a gente paga pelo serviço) ou simplesmente por não gostar de usar o sobrenome do dono da empresa na minha conta que, teoricamente, deveria ser a conta principal de e-mail.</p>
<p>Fica ao gosto do freguês.</p>
<h2>Gmx.net</h2>
<p>Nos anos 90, o <a href="http://www.gmx.net/" target="_blank">GMX</a> foi um dos melhores, se não o melhor, serviço gratuito de e-mail. É da Alemanha, mas com os anos foi caindo, caindo, caiu. Antes havia interface em inglês, hoje há apenas em alemão. Perdeu-se no tempo, é lento e muito suscetível a spam. Usamos durante tantos anos que, ainda hoje, vez por outra vejo jurássicas matérias minhas assinadas com meu<a href="mailto:rebelo@gmx.net">rebelo@gmx.net</a> circulando por aí.</p>
<h2>Bigfoot e Runbox</h2>
<p>A exemplo do Gmx, o <a href="http://www.bigfoot.net/" target="_blank">Bigfoot</a> também já foi um dos melhores. Ainda existe, ninguém sabe como. Basicamente, tornou-se um serviço de redirecionamento e webmail, embora ofereça POP3 e IMAP para contas externas. O plano mais caro (US$ 49.95/ano) libera somente 2 GB de espaço no webmail. O mais barato sai por US$ 9.95/ano.</p>
<p>O <a href="http://www.runbox.com/" target="_blank">Runbox</a> é igualmente de uma época que não existe mais. Manteve-se, sabe-se lá como, oferencendo seus serviços por US$ 49.95/ano e 10 GB de espaço. De diferente, tem recursos e vantagens abundantes.</p>
<h2>Fastmail</h2>
<p>O <a href="http://www.fastmail.fm/" target="_blank">Fastmail</a> talvez seja o único serviço de e-mail que ainda não testamos em nossa longa jornada de dependência do e-mail.</p>
<p>Tem sido bastante elogiado e oferece serviços para usuários finais e empresas, com um diferencial interessante: ainda há a opção <strong>gratuita</strong> para uma conta simples, de apenas 10 MB e, voilá, com acesso a IMAP e integração com o Hotmail se quiser. Creio ser o único gratuito com IMAP.</p>
<p>O plano mais caro sai por US$ 34.95/ano, 6 GB de espaço e vários recursos. Se você conhece o Fastmail e é usuário, relate suas experiências abaixo, no espaço para os comentários. Estamos curiosos.</p>
<h2>E-mail de provedor ou da empresa</h2>
<p>Se as pessoas soubessem como o e-mail da empresa é inseguro – e provavelmente lido ao bel-prazer de pelo menos um gerente ou administrador de rede – a discussão sobre privacidade corporativa nem precisaria existir. Porque os próprios funcionários deixariam de usar a conta para enviar mensagens pessoais. Para saber mais sobre isso, leia esta <a href="http://www.rebelo.org/archives/2008/especial-e-mail-traz-riscos-a-privacidade-e-seguranca-do-pc/" target="_blank">reportagem</a>.</p>
<p>Outro dia, pelo Twitter (!), uma colega reclamava de que o administrador de rede mandou zerar a caixa postal dela porque havia ultrapassado o limite máximo permitido pela empresa. Sem entrar no mérito da ignorância técnica de ambas as partes, fica a lição para quem realmente dá importância ao e-mail: é preciso guardá-los de alguma forma.</p>
<p>Se o suporte técnico de sua empresa não faz o dever de casa em lhe mostrar o caminho, é preciso trilhar por conta própria. Se a sua empresa só permite acesso pelo webmail, peça ajuda para reenviar todas as mensagens para uma conta pessoal sua. Isso pode ser feito com apenas um clique. Se você tem acesso ao Outlook, exporte as mensagens ou copie a pasta onde estão guardadas para um pendrive ou um CD.</p>
<p>Até meados desta década, eu guardava dois CDs com todos meus e-mails enviados. Coisa de 1 GB de e-mail (nada de HTML) em quinze anos de internet. Depois joguei tudo no lixo, mas aí é outra história.</p>
<h2>Domínio próprio</h2>
<p>Se você tem domínio próprio e hospeda em alguma empresa que não libera totalmente os recursos de e-mail, ou seja, contas com espaço ilimitado, acesso a IMAP/POP3/SMTP/Webmail, você está jogando dinheiro fora.</p>
<p>Logo, seja usuário final ou corporativo, não há comparação em ter um<a href="mailto:fulano@seunome.com.br">fulano@seunome.com.br</a>ou @suaempresa.com.br se você tem flexibilidade de usar IMAP e acessar suas mensagens em qualquer lugar e em sincronia com múltiplos clientes de e-mail, via webmail ou via pendrive.</p>
<p>A maior e inigualável vantagem do domínio próprio é a suposta eternidade da conta, desde que você continue pagando pelo domínio.</p>
<p>Se a empresa de hospedagem (hosting) é ruim, migre para a outra e assim sucessivamente, mas seu endereço não vai mudar. E com os serviços de redirecionamento, você pode continuar usando seu Gmail, por exemplo, caso seja fã do Google. Basta configurar que @suaempresa.com.br redirecione para sua conta do Gmail ou vice-versa.</p>
<p>Só não esqueça de sempre renovar seu domínio próprio. Uma vez perdido o domínio, recuperá-lo torna-se quase impossível. Aconteceu comigo. Um outro jurássico e-mail <a href="mailto:rebelo@pluralweb.com">rebelo@pluralweb.com</a> ainda pode ser encontrado na assinatura de várias matérias pelo Google e até mesmo aqui nos primórdios do Webinsider. Perdi e não recuperei.</p>
<p>Quem quiser comentar ou sugerir outros serviços de e-mail não citados nesta reportagem, favor usar o espaço de comentários para relatar a experiência de vocês. Não dêem bola para a geração Twitter, o mundo é dos tiozinhos e vida longa aos longos e-mails. <strong>[Webinsider]</strong></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.rebelox.com/2009/10/quanto-vale-email/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Especial: e-mail traz riscos à privacidade e segurança do PC</title>
		<link>http://www.rebelox.com/2008/01/especial-e-mail-traz-riscos-a-privacidade-e-seguranca-do-pc/</link>
		<comments>http://www.rebelox.com/2008/01/especial-e-mail-traz-riscos-a-privacidade-e-seguranca-do-pc/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 27 Jan 2008 03:30:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>rebêlo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Web]]></category>
		<category><![CDATA[computador]]></category>
		<category><![CDATA[criptografia]]></category>
		<category><![CDATA[email]]></category>
		<category><![CDATA[mensagem]]></category>
		<category><![CDATA[segurança]]></category>
		<category><![CDATA[tecnologia]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.rebelo.org/archives/405</guid>
		<description><![CDATA[Paulo Rebêlo Universo Online (UOL) &#8211; 31.dez.2007 link original Está para surgir ferramenta tão eficaz na Internet quanto o correio eletrônico. Por mais que se fale em mensageiros rápidos, nada supera a conveniência de ler e responder suas mensagens na melhor ocasião, seja formalmente ou apenas para uma conversa entre amigos. E é justamente pelo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Paulo Rebêlo<br />
Universo Online (UOL) &#8211; 31.dez.2007<br />
<a href="http://tecnologia.uol.com.br/ultnot/2007/12/31/ult4213u276.jhtm">link original</a></p>
<p><a href='http://www.rebelox.com/wp-content/uploads/2008/01/20071231email.jpg' title='Especial sobre segurança no e-mail'><img src='http://www.rebelox.com/wp-content/uploads/2008/01/20071231email.jpg' alt='Especial sobre segurança no e-mail' /></a>Está para surgir ferramenta tão eficaz na Internet quanto o correio eletrônico. Por mais que se fale em mensageiros rápidos, nada supera a conveniência de ler e responder suas mensagens na melhor ocasião, seja formalmente ou apenas para uma conversa entre amigos.</p>
<p>E é justamente pelo caráter diversificado que muita gente deposita confiança demais no e-mail —um erro grave. Uma caixa postal pode ser lida a qualquer momento, mesmo por quem não é hacker ou usa programas especiais.</p>
<p><span id="more-405"></span></p>
<p>Ainda hoje, décadas após o início do correio eletrônico, os protocolos são bem atrasados, como é o caso do POP3 (recebimento) e do SMTP (envio). Este último, aliás, já foi responsável por vários micos envolvendo empresas e pessoas famosas. Nos últimos anos, provedores de acesso reforçaram a segurança para enviar e-mails, exigindo autenticação prévia (que é feita automaticamente pelo Outlook na maioria dos casos), mas a porta ainda está escancarada.</p>
<p><strong>Tecnologia antiga</strong></p>
<p>Por usar protocolos tão antigos e pouco revisados, a gestão do correio eletrônico nos provedores continua praticamente idêntica à gestão das mensagens nos antigos Bulletin Board Systems (BBS) e nas primeiras investidas da Internet nesse sentido. Em outras palavras, cada pessoa pode ter um login e uma senha de acesso, supostamente particular. Mas todas as contas são vinculadas a um servidor central, que pode ser acessado por inúmeras pessoas, em geral os funcionários mais qualificados.</p>
<p>Resta saber, contudo, o que define &#8216;qualificação&#8217;. Quem já trabalhou no suporte técnico de provedores costumava se espantar como era comum várias pessoas terem acesso-mestre às contas de usuário. Para resolver problemas, claro. Mas nada impede que a caixa postal possa ser lida, sem deixar rastros. A operação é tão simples que só vendo para acreditar.</p>
<p>A ética, por parte do funcionário, trata-se do respeito e em grande parte da boa vontade de não usar os &#8220;super poderes&#8221; para benefício próprio. Poderíamos tomar como exemplo um funcionário com permissões avançadas que resolve ler as mensagens da ex-namorada, que por coincidência tem uma conta no provedor de acesso em que ele trabalha. E aí?</p>
<p><strong>A pré-história do e-mail</strong></p>
<p>Para compreendermos melhor a possibilidade e o eventual fato de você não ser o único a ler &#8220;suas&#8221; mensagens, voltemos um pouco no tempo, antes da massificação da Web. Na época, o sistema chamado BBS (sigla de bulletin board system) era uma mini Internet, sem gráficos ou imagens, onde várias pessoas conectavam-se a um servidor central e estavam em um ambiente único, onde podiam compartilhar arquivos e, claro, o bom e velho bate-papo.</p>
<p>Para existir uma BBS, era necessário um operador de sistema. O &#8220;SysOp&#8221;, abreviação de System Operator, era o responsável pelo bom funcionamento do servidor, a gerência de usuários e tudo o mais. O SysOp —e qualquer pessoa com sua permissão — tinha acesso à base de dados do sistema, onde podia trocar/visualizar senhas de usuários, logar na caixa postal e, o que pouca gente sabia na época, podia olhar a conversa privada das pessoas dentro de uma sala de bate-papo.</p>
<p><strong>2. Alguém pode estar monitorando seus e-mails; conheça brechas</strong></p>
<p>O administrador de rede ou de sistema é quem gerencia os usuários, as permissões e as restrições de cada e-mail. Às vezes, tem acesso às senhas; às vezes, não. Vez ou outra, não tem acesso às senhas mas tem acesso às configurações internas da caixa postal —desconhecidas pela maioria dos usuários, mas que já são suficiente para fazer um certo estrago.</p>
<p>O porém, aqui, é o fato de o acesso às configurações internas da caixa postal ou até mesmo o acesso direto a ela, geralmente, não ser restrito apenas aos administradores de rede/sistema, mas a vários outros cargos dentro de um provedor. Todo fluxo de informações entre o seu computador e o provedor é gravado. Os sites que você acessa, o horário, quantas vezes ao dia? enfim, todo e qualquer tipo de atitude que você tenha quando conectado à Internet é armazenado nos computadores do provedor do acesso. A questão é quando ou quem pode ter acesso a esses dados.</p>
<p>Uma indagação pertinente: um provedor de acesso trabalha com milhares e milhares de usuários. Quem vai perder tempo olhando o e-mail de todo mundo?</p>
<p>Em geral, não há perigo —se você for um ilustre desconhecido. Mas sempre alguém pode estar interessado nas informações que você troca. O seu chefe, por exemplo, pode ler seus e-mails. Basta ordenar ao administrador da rede da empresa que faça isso. Por isso evite escrever coisas que um dia possam ser usadas contra você.</p>
<p><strong>Redirecionamento</strong></p>
<p>Abra o seu programa de e-mail e repare nas funções disponíveis: responder (reply), avançar (forward) e redirecionar (redirect). Alguns programas possuem funções avançadas, como respostas automáticas (&#8220;stationary&#8221;, como se usava antigamente) e outras. Todos esses recursos também podem ser gerenciados internamente em sua caixa postal, dentro do provedor de acesso, sem que você tome conhecimento. </p>
<p>É possível colocar um redirecionador (forward/redirect) e não haverá como o usuário tomar conhecimento. Todas as mensagens serão enviadas normalmente para sua caixa postal e, ao mesmo tempo, redirecionadas para outro endereço.</p>
<p>Para se ter uma idéia, uma lista de discussão pode ser criada apenas com uma caixa postal e um redirecionador. Hipoteticamente, imagine uma caixa postal &#8220;uoltecnologia@provedor.com.br&#8221; e, dentro dela, um redirecionador com vários endereços de e-mail. Quem enviar mensagem para &#8220;uoltecnologia@provedor.com.br&#8221; vai enviar, automaticamente, para todos os endereços dentro do redirecionador.</p>
<p>Um exemplo prático. Alguns provedores de acesso possuem o recurso de &#8220;resposta automática&#8221;. O usuário vai viajar por um tempo e escreve uma mensagem padrão que será enviada de volta a todas as pessoas que escreverem a ele. A operação nada mais é do que a inclusão de um redirecionador automático —neste caso, um &#8220;respondedor&#8221;.</p>
<p>É possível também configurar sua caixa postal para redirecionar a um outro e-mail seu, o que é útil em viagens, por exemplo. Quando uma pessoa envia um e-mail para a sua caixa postal, a mensagem vai parar nos computadores do provedor e fica lá até o momento em que você liga seu computador, conecta-se e baixa as mensagens. Antes disso, o e-mail está no provedor e um funcionário com maiores permissões poderá ler. </p>
<p>Dependendo do provedor, pode haver menos ou mais (ou nenhuma) burocracia na hora de lidar com informações de usuários. O provedor de acesso define quando e quais administradores, supervisores, gerentes e outros cargos, poderão mexer em dados dos usuários &#8220;quando necessário&#8221;. Geralmente administradores, supervisores e postmasters podem fazer tais firulas em sua caixa postal. </p>
<p>Até poucos anos atrás, um provedor com forte presença no Norte/Nordeste permitia que os funcionários do suporte técnico telefônico —na hierarquia deles era o cargo técnico mais baixo— tivessem acesso às senhas dos usuários e pudessem trocá-la a qualquer instante. Eles podiam também mudar as configurações internas da caixa postal &#8211; quem tivesse conhecimento e soubesse para que servia, poderia colocar um redirecionador.</p>
<p>Depois de alguns problemas, o acesso foi se tornando mais restrito e, hoje, provavelmente apenas administradores e postmasters podem fazer estrago em seu correio eletrônico.</p>
<p><strong>3. Como reforçar sua privacidade no e-mail?</strong></p>
<p>Abra o seu cliente de e-mail e procure a opção &#8220;Filtros&#8221;. Através de um filtro, você pode escolher que determinado remetente seja listado em uma cor diferente, que determinadas mensagens sejam automaticamente reencaminhadas para outra pasta e assim por diante. As opções são diversas.</p>
<p>Igual ao programa de e-mail, o servidor que hospeda suas mensagens também possui filtros, que podem ser configurados internamente em sua caixa postal. É o recurso de &#8216;labels&#8217; do Gmail, por assim dizer. </p>
<p>Imagine que você receba 500 e-mails por dia. O funcionário —ou qualquer um com maiores acessos dentro do seu provedor — interessado em descobrir uma certa particularidade, pode acionar um filtro que indicará, por exemplo, quando uma palavra específica for escrita. </p>
<p>Há algum tempo dizer isso soaria loucura, mas a melhor saída para quem não quer se preocupar com a privacidade invadida por funcionários intrometidos é o uso de uma conta de e-mail gratuita ou longe de provedores de acesso, dentre as dezenas existentes pela Internet.</p>
<p>Anos atrás, e-mail gratuito era sinônimo de baixa qualidade. Hoje, o quadro se inverteu. Gmail, Hotmail, entre outros tornaram maiores e melhores do que o e-mail POP3 dos provedores de acesso. Não à toa, os provedores oferecem mil e um serviços agregados, mais por uma estratégia de marketing, porque na prática o retorno financeiro (para eles) é mínimo.</p>
<p>Quando ocorre um invasão ou uma falha de segurança em um grande serviço de e-mail gratuito, o barulho é grande. Em provedores, não é difícil alguém conseguir entrar no sistema escondido; só que os clientes não ficam sabendo.</p>
<p>Há, porém, soluções mais técnicas. É o caso do PGP, sigla de Pretty Good Privacy; e a certificação digital.</p>
<p><strong>4. PGP é sistema de segurança avançado para correio eletrônico</strong></p>
<p>O PGP é um sistema de criptografia interessante para troca de documentos e mensagens. Bastante seguro, sua maior desvantagem é a inconveniência e falta de praticidade. É muito complicado implantar PGP em viagem, por exemplo, quando você quer olhar seus e-mails rapidamente e responder os mais importantes. </p>
<p>Criptografia não é palavrão, nem xingamento. Muitos relacionam criptografia com FBI, CIA, Pentágono e outras instituições que lidam com informações ultraconfidenciais. Ou, simplesmente, acham que é coisa de nerd.</p>
<p>Há anos existem ferramentas extremamente eficientes para proteger seu e-mail de fraudes e abelhudos, mas, infelizmente, a dificuldade técnica e o trabalho de configuração termina por espantar muita gente. Ao mesmo tempo, falta divulgação. </p>
<p>O destaque é o internacionalmente adotado PGP, usado em órgãos governamentais e instituições que lidam com informações confidenciais. O funcionamento do PGP é simples. Há farta literatura sobre o assunto em português.</p>
<p><strong>O que é?</strong></p>
<p>Para cada pessoa que usa PGP é criada uma &#8220;assinatura&#8221; única e exclusiva. São criadas duas chaves: uma pública e uma privada. Então você tem a opção de &#8220;assinar&#8221; com o PGP todas suas mensagens enviadas com sua chave pública. </p>
<p>A chave pública irá certificar o receptor que você é você mesmo, e não outra pessoa utilizando um SMTP fantasma (servidor de envio). A chave privada é a exigência para você criptografar sua mensagem, pois a senha é única e exclusivamente sua.</p>
<p>PGP só tem cabimento se o receptor também usar PGP. No Brasil, a adoção desse tipo de criptografia é incipiente, a não ser com usuários bem técnicos e centros de pesquisa. </p>
<p>Com as duas pessoas usando PGP, elas podem trocar e-mails criptografados com algoritmos seguros utilizados internacionalmente, sem possibilidade que intrusos. Nem mesmo a polícia tem acesso. A não ser que você ceda sua senha da chave privada.</p>
<p><strong>Como conseguir?</strong></p>
<p>Os softwares de PGP de hoje são tão avançados que foram além do e-mail. Eles protegem e criptografam computadores inteiros, discos rígidos e qualquer tipo de arquivo: fotos, músicas etc. Não é uma mágica de conveniência, mas é o preço a se pagar pela privacidade segura. No site www.pgp.com você encontra a mais popular ferramenta, que não é gratuita, mas se garante bem.</p>
<p>Quem usa Linux, tem à disposição ferramentas gratuitas e mais simples de PGP. Usuários Windows também podem procurar por versões antigas do PGP (tão seguras quanto, só que com menos recursos) que eram gratuitas. Vale também procurar um histórico e os downloads no site www.openpgp.org onde você encontra um pouco da história.</p>
<p>As versões gratuitas para Windows se encontravam no site www.pgpi.org —onde há atualizações até o Windows XP. Já a versão paga/comercial do PGP já tem compatibilidade total com o Vista.</p>
<p>A versão 7.0.3 para Windows 2000, por exemplo, é excelente e funciona 100% até hoje. Vale o teste no XP também.</p>
<p><strong>Como funciona?</strong></p>
<p>O PGP exige que você digite uma senha, previamente criada quando instala o programa e cria sua conta pessoal, toda vez em que for enviar um e-mail. Se alguém usar seu computador e não tiver a senha, o e-mail é enviado sem a assinatura de autenticação. E sem a assinatura do PGP, o receptor já pode desconfiar de que você pode não ser exatamente você?</p>
<p>Ao receber o e-mail, o PGP na casa do receptor pode automaticamente conferir os dados de sua chave pública para ver se você é você mesmo, através de uma sincronia em tempo real com os servidores do PGP. Caso o e-mail não esteja assinado com sua chave, voltamos à estaca zero: qualquer pessoa pode alterar o nome do remetente e se fazer passar pelo Bill Gates, George Bush, Lula da Silva etc.</p>
<p>A assinatura funciona, enfim, para comprovar a veracidade do envio da mensagem, nada mais. O conteúdo do e-mail não é criptografado, apenas a assinatura específica do programa o é. É um recurso de confirmação do remetente. O conteúdo do e-mail, porém, continua bastante inseguro. Prato cheio para os abelhudos de plantão.</p>
<p><strong>Criptografando tudo</strong></p>
<p>Para e-mails ainda mais importantes, sigilosos ou bem particulares, a melhor opção é criptografar todo o conteúdo da mensagem. O PGP faz isso bem rápido. O e-mail é enviado em forma de código aleatório (cifrado) e só quem pode ler é o receptor a quem você deu permissão. Os servidores vão verificar as chaves públicas e privadas dos dois para poder desembaralhar o conteúdo. </p>
<p>Se alguém pegar o e-mail pelo meio do caminho, só consegue ler o conteúdo se souber a senha. E aí, para descobrir, só colocando o verdadeiro emissor sob tortura. Para assinar e criptografar e-mails em PGP é necessário que a mensagem esteja em texto puro. Traduzindo: nada de mensagens em HTML que mais parecem um website, com figurinhas, desenhos, musiquinhas e coloridinhos.</p>
<p><strong>5. Certificação digital é proteção mais simples para e-mails</strong></p>
<p>O PGP não é a única solução de segurança no e-mail. Existem várias certificadoras digitais que oferecem serviços de assinatura digital e criptografia. No Brasil, infelizmente, existe apenas serviços pagos. No exterior, é possível obter certificados pagos ou gratuitos. A Thawte fornece certificados gratuitos para usuários domésticos. Confira no site www.thawte.com/ na opção &#8216;Secure your e-mail&#8217;.</p>
<p>Por aqui, as principais são a Verisign Brasil (www.verisign.com.br/) e a Certisign (www.certisign.com.br/). Vale a pena passar um bom tempo lendo as opções disponíveis nos dois sites. Os preços são equivalentes, mas há uma infinidade de recursos e alternativas. Para usuários domésticos, o mais objetivo é o &#8216;e-mail seguro pessoal&#8217;, que trata de assinatura verificada e criptografia.</p>
<p>A certificação digital funciona de um jeito parecido ao PGP, com diferenças para melhor e outras para pior. Para melhor, é bem mais simples e, por ser pago, você vai ter (teoricamente) um suporte técnico personalizado. É menos intrusivo, também. Não há softwares rodando no seu PC para fazer a certificação ou criptografia, apenas um arquivo contendo o certificado digital.</p>
<p>De pior, faltam recursos quando comparado ao PGP. Outra, por ser um arquivo em anexo, quem abrir o seu e-mail em sistemas de webmail não vai saber que é um certificado digital. O webmail irá mostrar apenas um arquivo anexado. Serviços mais avançados de webmail até poderiam lidar com certificação digital, mas até hoje o trabalho para adaptar ainda não compensou. Os certificados são bem compatíveis apenas com os principais correios eletrônicos: Outlook, Outlook Express, Thunderbird, Eudora, Pegasus, The Bat, entre poucos outros.</p>
<p>Para assinar digitalmente suas mensagens com o PGP no webmail, também não é tão simples, mas funciona. Basta copiar sua chave pública (CTRL+C) e colar em cada e-mail enviado. Mas, se o receptor do e-mail pegar a mensagem também pelo webmail, aí complica ainda mais para verificar a autenticidade, pois ele precisar fazer o mesmo: copiar o código da sua chave pública e colar no PGP dele para autenticar.</p>
<p><strong>6. Cuidados na hora de enviar e receber mensagens eletrônicas</strong> </p>
<p>Não adianta ficar neurótico com relação ao e-mail. Mas é sempre bom saber que seguro morreu de velho. Mensagens muito particulares e confidenciais nunca foram recomendadas para se trocar por e-mail, principalmente, nas contas corporativas. Mesmo seu e-mail pessoal, tipo Gmail ou Hotmail, deve ser evitado para esses fins em ambientes de trabalho. </p>
<p>A administração de rede/suporte pode ter acesso ao que você faz na tela, com apenas um clique. Ou, mais fácil ainda, ter acesso remoto à máquina utilizada por você. Neste caso, se tem acesso não apenas ao e-mail, mas a toda sua tela e o que aparece nela.</p>
<p>Fato é que a falta de segurança na troca de informações pela Internet é sistêmica, por mais que a imprensa publique matérias e mais matérias sobre a importância da segurança digital nos dias de hoje. O número de PCs sem antivírus e firewall é a maior prova disso.</p>
<p>Aquele nome que aparece como &#8220;remetente&#8221; (sender) é criado de acordo com o gosto do freguês. É possível escrever qualquer coisa ali. Pode-se criar uma conta de e-mail gratuita assim: e escrever &#8220;Microsoft President&#8221; no campo remetente. Então envia-se mensagens a todo mundo, sob o nome de Bill Gates, por exemplo. </p>
<p>Apenas essas brechas são suficientes para que qualquer pessoa use uma conta de e-mail aleatória, escreva o nome do remetente que bem entender e envie quantas mensagens quiser. Isso pode ser feito em três minutos e não exige muito conhecimento técnico.</p>
<p>Para checar e-mail, os programas usam POP3 (post office protocol), um protocolo padrão e ultrapassado. Para enviar e-mail, usam o SMTP (simple mail transfer protocol), outro protocolo antigo. Ambas as tecnologias são independentes. Não é à toa que muita gente usa o POP3 de uma conta gratuita, por exemplo, e o SMTP de outra conta, geralmente a do provedor de acesso.</p>
<p>POP3 e SMTP existem há anos, desde o tempo em que a Internet abrigava pouca gente. De lá para cá, muita coisa mudou, embora os protocolos de e-mail continuem os mesmos.</p>
<p>A maioria dos provedores de acesso, hoje, exige uma autenticação para que você envie mensagens usando o SMTP do provedor. A autenticação pode ser por meio de um login e senha, configurados no programa de correio; ou de uma configuração do próprio provedor que identifica quando você está conectado por ele ou por outra empresa provedora de acesso. </p>
<p>Caso se esteja conectado por outro provedor que não o seu (por exemplo, em viagem) e se deseja usar o e-mail do seu provedor, em geral os provedores só permitem o envio mediante autenticação: você precisa digitar novamente seu login e senha ou salvar essas informações no programa de correio. O programa fará a autenticação no POP3 para baixar mensagens e uma outra autenticação via SMTP para enviar mensagens. Já é um avanço.</p>
<p>A autenticação dupla serve apenas para usuários leigos, ou seja, a grande maioria.</p>
<p>Até porque, mesmo que você não use programas de correio eletrônico e adote apenas o webmail, nada impede que outra pessoa continue a enviar e-mails se passando por você.</p>
<p>Para piorar a situação, é interessante realçar que a necessidade de autenticação via SMTP para enviar mensagens não é uma constante. Existe uma infinidade de serviços gratuitos que oferecem SMTP anônimos, sem necessidade de autenticação. É um recurso amplamente utilizado por pessoas que fazem spam e, claro, por eventuais fraudadores de e-mail. Uma rápida pesquisa pode lhe entregar de bandeja uma série de informações sobre SMTP anônimos e gratuitos. Muitos não são confiáveis para uso corrente, mas funcionam.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.rebelox.com/2008/01/especial-e-mail-traz-riscos-a-privacidade-e-seguranca-do-pc/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Microsoft aposenta o Outlook Express</title>
		<link>http://www.rebelox.com/2006/03/microsoft-aposenta-o-outlook-express/</link>
		<comments>http://www.rebelox.com/2006/03/microsoft-aposenta-o-outlook-express/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 15 Mar 2006 20:04:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>rebêlo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Jornais]]></category>
		<category><![CDATA[download]]></category>
		<category><![CDATA[email]]></category>
		<category><![CDATA[IE]]></category>
		<category><![CDATA[internet]]></category>
		<category><![CDATA[microsoft]]></category>
		<category><![CDATA[office]]></category>
		<category><![CDATA[outlook]]></category>
		<category><![CDATA[Vista]]></category>
		<category><![CDATA[windows]]></category>
		<category><![CDATA[XP]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.rebelo.org/archives/157</guid>
		<description><![CDATA[Paulo Rebêlo Folha de Pernambuco &#8211; 15.março.2006 Quem diria, o Outlook Express pode estar próximo do fim. O anúncio pegou todos de surpresa, mas chega no momento em que a Microsoft começa a investir em peso na finalização do Windows Vista (sucessor do XP) e, conseqüentemente, na apresentação de um novo gerenciador de e-mail integrado [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Paulo Rebêlo<br />
Folha de Pernambuco &#8211; 15.março.2006</p>
<p>Quem diria, o Outlook Express pode estar próximo do fim. O anúncio pegou todos de surpresa, mas chega no momento em que a Microsoft começa a investir em peso na finalização do Windows Vista (sucessor do XP) e, conseqüentemente, na apresentação de um novo gerenciador de e-mail integrado com as novas idéias da empresa para a web.</p>
<p>Por enquanto chamado de Windows Mail, o produto está em fase de testes e, ainda este mês, os usuários poderão conferir uma prévia da versão online pelo site <a href="http://ideas.live.com/">http://ideas.live.com</a> O cronograma de lançamento inclui a chegada simultânea de Internet Explorer 7, Windows Vista e Windows Mail.</p>
<p>Nos bastidores, porém, espera-se que o gerenciador de e-mail fique pronto antes e seja liberado para download. A idéia é que os usuários usem o Windows Mail no computador e a versão online dele &#8211; Windows Live Mail Desktop &#8211; em viagens ou ambientes menos seguros, como o PC do trabalho ou em cibercafés.</p>
<p>De acordo com um dos programadores da novidade, Lei Fong, ao descrever o Windows Mail no blog oficial de desenvolvimento, o programa vai seguir o conceito de segurança máxima do IE7 e incrementar as ferramentas contra spam, vírus e outras ameaças, além de ter um sistema de busca interno mais poderoso.</p>
<p>Recursos extras para câmeras digitais, pen drives, mp3 players e outros acessórios também são planejados. Fong acrescenta ainda que gerenciamento de notícias RSS e &#8220;alguma coisa&#8221; voltada à manutenção de blogs estão garantidos.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.rebelox.com/2006/03/microsoft-aposenta-o-outlook-express/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Google Talk: mais um round na luta dos mensageiros</title>
		<link>http://www.rebelox.com/2005/08/google-talk-mais-um-round-na-luta-dos-mensageiros/</link>
		<comments>http://www.rebelox.com/2005/08/google-talk-mais-um-round-na-luta-dos-mensageiros/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 01 Sep 2005 02:40:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>rebêlo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Jornais]]></category>
		<category><![CDATA[email]]></category>
		<category><![CDATA[internet]]></category>
		<category><![CDATA[mensagem]]></category>
		<category><![CDATA[tecnologia]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.rebelo.org/archives/95</guid>
		<description><![CDATA[Os fãs do Google estão em polvorosa. Acaba de chegar à Internet o Google Talk, a primeira investida da empresa no setor de mensagens instantâneas. O lançamento ocorre após a popularização do Google Mail, serviço de e-mail gratuito com 2 Gb de espaço que já conquistou muita gente. Ao mesmo tempo, coincide com a chegada [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Os fãs do Google estão em polvorosa. Acaba de chegar à Internet o Google Talk, a primeira investida da empresa no setor de mensagens instantâneas. O lançamento ocorre após a popularização do Google Mail, serviço de e-mail gratuito com 2 Gb de espaço que já conquistou muita gente. Ao mesmo tempo, coincide com a chegada da nova versão (7.5) do MSN Messenger da Microsoft, hoje o mensageiro mais popular entre os internautas brasileiros. A briga só está começando, então, vale a pena conhecer as novidades do Google Talk e como dar os primeiros passos no programa.</em></p>
<p>Paulo Rebêlo<br />
Folha de Pernambuco, 31.agosto.2005</p>
<p>Simplicidade. É a palavra que melhor define o Google Talk, lançado na última terça-feira em versão experimental, apenas para os atuais usuários do Google Mail. Quem ainda não tem uma conta no GMail, pode pedir um &#8220;convite&#8221; para quem já tem ou, mais fácil ainda, entrar no Orkut. A rede de relacionamentos, cuja grife também é Google, oferece gratuitamente contas de Gmail para quem quiser, é só observar os avisos na página inicial do seu perfil.</p>
<p>Enquanto os concorrentes incrementam cada vez mais os programas com gráficos ultra-coloridos, notícias em tempo real, comércio eletrônico e muita propaganda, o Google aboliu o excesso e apresentou um programa cuja finalidade única é o bate-papo rápido. O software quase não tem cor, é puro texto e bem leve. Além de digitar mensagens rápidas, o usuário com microfone instalado ainda pode conversar em viva voz com outro amigo cadastrado no serviço, igualzinho ao Skype.</p>
<p>Integração é outro fator-chave no Google Talk. Você fica sabendo quando tem mensagens novas em sua conta do Gmail e ainda pode &#8220;acoplar&#8221; a lista de contatos à barra lateral do Google Desktop Search, a ferramenta de busca offline da empresa. No quesito voz, testamos algumas conversas via microfone e a qualidade do áudio aparentou ser superior a do MSN Messenger e quase igual ao do Skype, o mais popular do setor de Voz sobre IP &#8211; tema abordado em detalhes na Folha, edição de 20 de julho deste ano.</p>
<p>Outro diferencial do Google Talk é o protocolo de mensagens, responsável por estabelecer a conexão usuário-usuário para as conversas. O Google adotou o &#8220;Gaim&#8221;, um protocolo universal, de código aberto, já utilizado em outros programas alternativos de mensagens rápidas. Com isso, o sistema não se torna proprietário e programadores autônomos do mundo todo podem, a partir de agora, criar novas funções e até ajudar na melhoria do protocolo. Em nota oficial, o Google promete, para as versões futuras, um pouco de interoperabilidade entre mensageiros: com apenas o Google Talk, o usuário poderia conversar com amigos do ICQ, Messenger, Yahoo e outros. </p>
<p><strong>Messenger 7.5 também investe em VoIP</strong></p>
<p>Não é de agora que o MSN Messenger permite conversar por voz. No entanto, somente a partir da versão 7.0 é que a Microsoft passou a investir pesado nos recursos multimídia. Na versão 7.5, antecipada em testes pela Folha e agora liberada ao público em geral, as principais novidades são voltadas, justamente, ao uso de voz e webcam. Também há pequenas mudanças na interface, a começar pela tela inicial de login.</p>
<p>Enquanto o usuário conversa com um contato, ele pode mandar clipes de áudio gravados anteriormente ou na hora, como se fosse uma animação ou &#8220;emoticon&#8221;. É interessante para quem tem microfone já instalado e prefere usar a voz em vez de ficar digitando, tipo um walkie-talkie. A parte ruim do novo MSN é que só funciona em Windows XP e ficou ainda mais poluído visualmente.</p>
<p>No quesito integração, o usuário ganhou um botão que permite pesquisas no MSN Busca sem precisar sair da janela de conversação. Hoje, o MSN é o mensageiro mais popular no Brasil. Dados da empresa revelam que há 13 milhões de usuários, número inferior apenas ao dos Estados Unidos. O interessante é que os ianques não optam pelo MSN como principal bate-papo, ficando na terceira colocação. Lá, quem lidera é o mensageiro da America Online (AIM), seguido do Yahoo Messenger.</p>
<p><strong>Simplicidade demais, funções de menos</strong></p>
<p>A interface espartana do Google Talk assusta, no início, os adeptos de mensageiros concorrentes. Tanta simplicidade pode, inclusive, deixar de lado usuários novatos ou com menos experiência, visto que há uma série de funções básicas deixadas de fora. Não dá para mandar arquivos ou usar &#8220;emoticons&#8221; (aquelas carinhas de alegre, triste etc.) durante a conversa.</p>
<p>&#8220;O programa é leve, legal e eficiente, mas o Google não poderia esperar um pouco mais e lançar algo mais avançadinho? Eu adoraria sugerir o Talk para meus amigos não-nerds, mas do jeito que está eu sei que eles não gostarão. E se meus amigos não usam o software, não adianta eu usar também&#8221;, conclui o publicitário Carlos Eduardo Bonini.</p>
<p>Um dos porta-vozes do Google, Daniel Lemin, explica que a estratégia da empresa é nunca perder o bonde das inovações e oferecer ferramentas que estejam em constante evolução. Ao ser questionado pela Folha sobre a coincidência do lançamento com o anúncio da Microsoft sobre o Messenger 7.5, Lemin é enfático ao dizer que o &#8220;Google não tem o menor foco em competir com produtos concorrentes, mas apenas oferecer produtos leves e eficientes a quem estiver disposto a usar&#8221;, explica.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.rebelox.com/2005/08/google-talk-mais-um-round-na-luta-dos-mensageiros/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Conselho Federal de Jornalismo</title>
		<link>http://www.rebelox.com/2004/08/conselho-federal-de-jornalismo/</link>
		<comments>http://www.rebelox.com/2004/08/conselho-federal-de-jornalismo/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 24 Aug 2004 14:34:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>rebêlo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Web]]></category>
		<category><![CDATA[email]]></category>
		<category><![CDATA[imprensa]]></category>
		<category><![CDATA[telefonia]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.rebelo.org/2005/02/6</guid>
		<description><![CDATA[Sem consenso não há democracia Paulo Rebêlo Observatório da Imprensa, 24.agosto.2004 A expressão do título soa como demagogia barata. Talvez até o seja. Porém, a manutenção e o fortalecimento da democracia também são outras duas bandeiras levantadas por quem defende a criação do Conselho Federal de Jornalismo da forma como está encaminhado. Pois bem, então [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Sem consenso não há democracia</strong></p>
<p>Paulo Rebêlo<br />
<a href="http://observatorio.ultimosegundo.ig.com.br/artigos.asp?cod=291JDB008">Observatório da Imprensa, 24.agosto.2004</a></p>
<p>A expressão do título soa como demagogia barata. Talvez até o seja. Porém, a manutenção e o fortalecimento da democracia também são outras duas bandeiras levantadas por quem defende a criação do Conselho Federal de Jornalismo da forma como está encaminhado. Pois bem, então falemos de democracia.</p>
<p>Há algo claro como a luz do dia: se temos metade a favor e outra metade contra, então não há consenso. E se não há consenso, há democracia? </p>
<p>Nunca vimos um assunto relacionado ao próprio umbigo da imprensa ter tanta repercussão. Até cansou ver tanta gente diferente falando e escrevendo sobre a mesma coisa e com tantas agressões gratuitas em debates pela internet. O fato é que a criação do Conselho está a anos luz de um consenso. O mínimo de humildade que se pode ter numa hora dessas é aceitar isso.</p>
<p>Quem irá arcar com a responsabilidade de aprovar um projeto assim? Não é preciso ir longe para perceber a divisória. Enquetes foram realizadas em vários sites de jornais e revistas, inclusive neste Observatório, e só mostraram o esperado: metade para lá, metade para cá.</p>
<p>Afora as enquetes virtuais, basta entrar em uma redação ou em qualquer boteco com presença de jornalistas e perguntar. As opiniões serão as mais divergentes possíveis. Se o governo arcar com a responsabilidade de aprovar o projeto deste modo, muitas pedras ainda irão rolar.</p>
<p>Fazendo-o, é quase como seguir o mesmo exemplo tão criticado dos americanos quando &#8220;elegeram&#8221; o Bush-caubói, sem consenso, sem vitória de verdade, sem democracia. E o resultado todos estamos vendo. </p>
<p>A melhor definição que li até agora, sobre o projeto, peço perdão por já nem mais lembrar quem escreveu: é um &#8220;cadáver insepulto&#8221;. O risco é &#8220;esqueceram&#8221; do assunto e, daqui a meses, o aprovarem na surdina.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.rebelox.com/2004/08/conselho-federal-de-jornalismo/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Controle Público vs. descontrole privado</title>
		<link>http://www.rebelox.com/2004/08/controle-publico-vs-descontrole-privado/</link>
		<comments>http://www.rebelox.com/2004/08/controle-publico-vs-descontrole-privado/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 10 Aug 2004 14:36:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>rebêlo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Web]]></category>
		<category><![CDATA[email]]></category>
		<category><![CDATA[imprensa]]></category>
		<category><![CDATA[telefonia]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.rebelo.org/2004/08/7</guid>
		<description><![CDATA[Paulo Rebêlo Observatório, 10.agosto.2004 O site Controle Público (www.controlepublico.com.br) foi retirado do ar repentinamente [veja remissão abaixo para nota de Ricardo A. Setti quando da estréia do site]. Criado em 2002 pela Folha de S.Paulo e o UOL (Universo Online), o projeto prestava um importante serviço à sociedade ao reunir um extenso banco de dados [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Paulo Rebêlo<br />
<a href="http://observatorio.ultimosegundo.ig.com.br/artigos.asp?cod=289IPB001">Observatório</a>, 10.agosto.2004</p>
<p>O site Controle Público (www.controlepublico.com.br) foi retirado do ar repentinamente [veja remissão abaixo para nota de Ricardo A. Setti quando da estréia do site]. Criado em 2002 pela Folha de S.Paulo e o UOL (Universo Online), o projeto prestava um importante serviço à sociedade ao reunir um extenso banco de dados com informações eleitorais, pessoais e patrimoniais de mais de cinco mil políticos brasileiros que participaram das eleições de 1998, 2000 e 2002. </p>
<p>De acordo com o site/blog AdVillage, o serviço foi cortado nos recentes planos de reestruturação do Grupo Folha. Durante o ano de estréia, Controle Público ganhou menção de &#8220;Melhor Contribuição à Imprensa&#8221; no Prêmio Esso de Jornalismo. No mesmo ano, Fernando Rodrigues, autor do projeto, levou o troféu do Prêmio Líbero Badaró na categoria de &#8220;Webjornalismo&#8221;. Sem contar diversas honrarias e menções durante congressos de jornalismo mundo afora.</p>
<p>Falta-me competência para opinar sobre as nuanças dos cortes no Grupo Folha, porém, é lamentável e muito sinistro que em plena véspera de eleições o Controle Público tenha saído do ar sob argumento de contenção de despesas. Também não faço a menor idéia de quanto custa para manter o site funcionando e como é o esquema de manutenção. </p>
<p>No entanto, parcos conhecimentos técnicos me permitem dizer que o custo é irrisório para manter qualquer site no ar, sem atualizações ou manutenção, apenas para consulta das pessoas. A quantidade de sites e &#8220;canais&#8221; medíocres que são mantidos, inclusive no próprio UOL, apenas nos faz lamentar ainda mais.</p>
<p><strong>Por quê?</strong></p>
<p>Às vésperas de eleições, o mínimo que poderiam fazer é deixar o site no ar do jeito que estava, com o banco de dados disponível para consulta. Nem que fosse apenas até o fim do próximo pleito. Não ia custar quase nada. Não é um site a consumir tanta banda assim.</p>
<p>O mínimo de consideração seria o Grupo Folha ter avisado aos leitores que o site sairia do ar. Assim, daria tempo de salvar alguma coisa no computador (em PDF, HTML etc.) ou, simplesmente, usar um programa para armazenar as páginas localmente no computador. Sorte de quem fez isso enquanto era tempo.</p>
<p>Também não adianta ir no site Web Archive, um serviço para resgatar páginas que não existem mais. O Web Archive, além de ser lento, não tem a capacidade de puxar informações a fundo ou via banco de dados. É um serviço interessante para ver a capa ou o visual de sites antigos que não existem mais, contudo não serve para consultas.</p>
<p>É difícil de engolir uma mãe que alimenta filhos tão bem, vendo-os crescer, ganhar prêmios, prestar um precioso serviço à sociedade para depois afogá-los. Depois os gênios da economia e os superconsultores se perguntam &#8220;por que a conta nunca fecha?&#8221;.</p>
<p>(*) Jornalista, no Recife; (www.rebelo.org)</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.rebelox.com/2004/08/controle-publico-vs-descontrole-privado/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Mobilidade de urgência</title>
		<link>http://www.rebelox.com/2004/07/mobilidade-de-urgencia/</link>
		<comments>http://www.rebelox.com/2004/07/mobilidade-de-urgencia/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 27 Jul 2004 14:41:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>rebêlo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Web]]></category>
		<category><![CDATA[email]]></category>
		<category><![CDATA[imprensa]]></category>
		<category><![CDATA[telefonia]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.rebelo.org/2004/07/8</guid>
		<description><![CDATA[Paulo Rebêlo (*) Observatório, 27.julho.2004 Nenhum jornal brasileiro parece ter atentado ao fato de que o leitor está se tornando cada vez mais móvel. E não é de agora. A leitura diária do jornal, como hábito, vício ou necessidade, há muito deixou de carregar aquela aura de romantismo em que o cidadão folheia os cadernos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Paulo Rebêlo (*)<br />
<a href="http://observatorio.ultimosegundo.ig.com.br/artigos.asp?cod=287ENO002">Observatório</a>, 27.julho.2004</p>
<p>Nenhum jornal brasileiro parece ter atentado ao fato de que o leitor está se tornando cada vez mais móvel. E não é de agora. A leitura diária do jornal, como hábito, vício ou necessidade, há muito deixou de carregar aquela aura de romantismo em que o cidadão folheia os cadernos enquanto toma um delicioso café preto com torradas feitas na hora. Ao menos para a maioria.</p>
<p>Necessidade profissional ou masoquismo, a gente precisa ler jornal em qualquer lugar, a qualquer momento, da forma mais objetiva possível. A quem se acostumou a ler bastante na internet, o site do jornal ajuda bastante no quesito rapidez e facilidade, porém, não é mais suficiente. </p>
<p>Alguns jornais possuem sites grotescos de tão pesados e bugados. Talvez o exemplo mais notório seja o site do Jornal do Brasil. E falo sem o menor temor de ser interpretado erroneamente, pois qualquer usuário, por mais leigo que seja, pode reconhecer isso de longe. </p>
<p>Então o segredo é ter sites leves? Durante um tempo, até foi. Não mais. Bons exemplos de leveza e facilidade são Folha de S.Paulo e Diário de Pernambuco. Basta um pouco de atenção e o próprio usuário pode ir para qualquer dia de publicação, mês ou ano, apenas mudando (digitando) os números referentes às datas. Não é preciso clicar em links de Arquivo, Busca ou qualquer coisa.</p>
<p><strong>Basta um clique</strong></p>
<p>Com as necessidades crescentes de mobilidade, é hora de os jornais brasileiros começarem a ouvir uma sugestão em debate, há anos, entre profissionais que trabalham direta ou indiretamente com jornalismo e internet. </p>
<p>Nem sempre o leitor tem condições de navegar horas a fio para ler os jornais diários. Durante uma viagem a trabalho, ou até mesmo a lazer, é quase impossível acompanhar o noticiário pela rede. E se você estiver no interior, esqueça o &#8220;quase&#8221;.</p>
<p>Com um pouco de sacrifício, dá para olhar os e-mails em um cibercafé ou com um notebook no quarto de hotel. Mas, todos sabemos, navegar muito tempo nessas duas situações é impraticável. E se o jornal em questão tiver um site lento, pesado e nada intuitivo&#8230; </p>
<p>Não há muita dificuldade em exportar as páginas do jornal (que já vão para html na internet) para um formato texto-puro, em um único arquivo, talvez até um arquivo por editoria. O arquivo ficaria pronto para download. O leitor em viagem, ou o leitor com conexão lenta ou cara, puxaria o arquivo para seu computador e, desconectado, poderia ler ao menos as principais reportagens do dia. Uma verdadeira mão na roda.</p>
<p>O arquivo contendo o jornal do dia não traria fotos, infográficos, notas ou pormenores. É o preço a se pagar pela mobilidade e para não gerar um arquivo grande para download. Já fazem isso nos sites, deixando de lado a maioria das fotos e infográficos.</p>
<p>Um termo mais sugestivo seria mobilidade de urgência. Pois, quem tem boa conexão, certamente prefere a ler a versão online do jornal. É hora de mais uma reciclagem. Vamos ver quem sai na frente.</p>
<p>(*) Jornalista no Recife; (www.rebelo.org)</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.rebelox.com/2004/07/mobilidade-de-urgencia/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>RAC &#8211; parte 05</title>
		<link>http://www.rebelox.com/2003/10/rac-parte-05/</link>
		<comments>http://www.rebelox.com/2003/10/rac-parte-05/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 07 Oct 2003 14:55:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>rebêlo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Web]]></category>
		<category><![CDATA[criptografia]]></category>
		<category><![CDATA[email]]></category>
		<category><![CDATA[imprensa]]></category>
		<category><![CDATA[segurança]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.rebelo.org/2003/10/14</guid>
		<description><![CDATA[Observatório, 07.outubro.2003 ARQUIVO DE NOTÍCIAS Com usar scanner com rapidez e qualidade (*) Paulo Rebêlo (**) Reportagem auxiliada por computador – parte 5 No capítulo anterior [remissões abaixo], pudemos ver uma série de dicas técnicas e sugestões sobre como digitalizar conteúdo do papel, para que você incremente ainda mais o seu arquivo pessoal de notícias. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://observatorio.ultimosegundo.ig.com.br/artigos/eno071020032.htm">Observatório</a>, 07.outubro.2003</p>
<p>ARQUIVO DE NOTÍCIAS<br />
Com usar scanner com rapidez e qualidade (*)</p>
<p>Paulo Rebêlo (**)</p>
<p>Reportagem auxiliada por computador – parte 5</p>
<p>No capítulo anterior [remissões abaixo], pudemos ver uma série de dicas técnicas e sugestões sobre como digitalizar conteúdo do papel, para que você incremente ainda mais o seu arquivo pessoal de notícias. Agora, as dicas finais sobre o tema.</p>
<p>Digitalizar em colorido ou preto e branco? Nenhum dos dois. A melhor relação tempo/produtividade é usar tons de cinza, o chamado grayscale. </p>
<p>Outra: nunca use a opção de digitalizar em &#8220;modo texto&#8221;, mas escolha sempre o modo imagem, mesmo que você vá digitalizar apenas texto. O modo texto é indicado para reconhecimento de caracteres (OCR), ou seja, aquele recurso de digitalizar um texto e editá-lo diretamente no Word. </p>
<p>O tal do OCR pode funcionar para muita gente, mas para mim nunca funcionou direito. Sempre é preciso perder um precioso tempo editando o texto final no Word, pois o software de reconhecimento de caracteres nunca consegue reconhecer 100%. E isso em inglês. No caso de textos em português, a situação fica ainda pior.</p>
<p>Ao digitalizar como imagem, você não poderá editar o texto no Word, mas poderá ler de forma bem mais objetiva e rápida. A reprodução digitalizada será fiel ao papel. </p>
<p><strong>DPI</strong></p>
<p>Você precisa escolher a resolução para escanear, o tal DPI que aparece no programa do scanner. O ideal é sempre adotar 100 ou, no máximo, 150 DPI. Quanto maior for o DPI, mais qualidade terá a imagem final, só que maior será o arquivo gerado pelo programa e mais tempo levará para digitalizar. </p>
<p>Se você pretende imprimir a sua base de dados digitalizada com certa freqüência, opte por 200 DPI. Se for imprimir só de vez em quando, 100 DPI é suficiente. Lembre-se: estamos tratando de documentos, principalmente textos. A idéia não é digitalizar para trabalhar as figuras e fotografias, mas sim para consultar o texto, de forma legível, quando necessário.</p>
<p>Ao salvar em imagem, você nunca poderá selecionar com o mouse o texto da matéria, copiar e colar no Word. É o preço que se paga. </p>
<p><strong>Formatos e programas</strong></p>
<p>Na hora de gravar (salvar) o documento digitalizado, é preciso escolher o formato de arquivo a ser salvo. Você pode salvar em GIF (mais qualidade, mais espaço), em JPG (um pouco menos qualidade, ocupa menos espaço) ou qualquer outro formato de sua preferência.</p>
<p>Escolha JPG. É um formato padronizado, universal, todo mundo conhece e todo computador pode ler sem a necessidade de instalar um programa à parte. A compressão desse formato não é suficiente para perceber perda de qualidade a olho nu. A não ser que você altere as configurações, o que não é o caso agora.</p>
<p>GIF e JPG também são mais fáceis de editar – fazer recortes e colagens – em programas como Paint Shop Pro, Corel Draw etc. O Paint Shop Pro é uma boa opção, pois é relativamente leve e possui todos os recursos necessários para manter um arquivo pessoal.</p>
<p>Lembre-se que também há a possibilidade de salvar em PDF. É preciso ter a versão completa do Acrobat. A vantagem de salvar em PDF é que, depois, dentro do próprio Acrobat dá para fazer um índice com todos seus PDFs. </p>
<p>No entanto, perceba que mesmo em PDF não será possível copiar-e-colar textos, pois os documentos também serão salvos como imagem. Essa interface entre imagem e modo texto quem faz é o scanner, e não o programa. O Acrobat irá apenas converter em PDF. Caso você opte pelo PDF, é prudente digitalizar em 150 DPI em vez de 100.</p>
<p>(*) Material da base de dados da Abraji ( www.abraji.org.br) </p>
<p>(*** Jornalista no Recife ( www.rebelo.org)</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.rebelox.com/2003/10/rac-parte-05/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>RAC &#8211; parte 04</title>
		<link>http://www.rebelox.com/2003/09/rac-parte-04/</link>
		<comments>http://www.rebelox.com/2003/09/rac-parte-04/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 30 Sep 2003 14:57:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>rebêlo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Web]]></category>
		<category><![CDATA[criptografia]]></category>
		<category><![CDATA[email]]></category>
		<category><![CDATA[imprensa]]></category>
		<category><![CDATA[segurança]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.rebelo.org/2003/09/15</guid>
		<description><![CDATA[Observatório, 30.setembro.2003 ARQUIVO DE NOTÍCIAS Como digitalizar conteúdo do papel Reportagem auxiliada por computador – parte 4 (*) Paulo Rebêlo (**) No capítulo anterior [remissões abaixo], tivemos as últimas noções sobre como criar uma série de palavras-chave e nomenclaturas para organizar seu arquivo de notícias para consulta offline. O fato é que salvar conteúdo da [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://observatorio.ultimosegundo.ig.com.br/artigos/eno300920031.htm">Observatório</a>, 30.setembro.2003</p>
<p>ARQUIVO DE NOTÍCIAS<br />
Como digitalizar conteúdo do papel</p>
<p>Reportagem auxiliada por computador – parte 4 (*)</p>
<p>Paulo Rebêlo (**)</p>
<p>No capítulo anterior [remissões abaixo], tivemos as últimas noções sobre como criar uma série de palavras-chave e nomenclaturas para organizar seu arquivo de notícias para consulta offline.</p>
<p>O fato é que salvar conteúdo da internet para armazenar no computador é um processo bem rápido. O problema é armazenar conteúdo que não esteja na internet, como é o caso de muitas revistas que não abrem as matérias para leitura online e de jornais que abrem apenas para assinantes. </p>
<p>A única maneira é digitalizar (&#8220;escanear&#8221;) o papel impresso. Funciona, mas com certos problemas:</p>
<p>** Digitalizar documentos requer muita paciência, pois é um processo demorado. E tempo é tudo que nós não temos.</p>
<p>** Scanners domésticos são lentos e são poucos modelos que conseguem digitalizar com qualidade quando a tampa está aberta. Sim, porque manter a tampa sempre aberta enquanto se digitaliza várias páginas nos economiza bastante tempo.</p>
<p>** É muito mais trabalhoso (e chato) ficar virando páginas e mais páginas na revista, comparado ao clicar de mouse para passar à pagina seguinte na internet.</p>
<p>** Depois de digitalizado, quase sempre é preciso fazer uma leve edição no documento: cortar sobras, sombras e recortar o que não interessa.</p>
<p>É fácil perceber que não existe absolutamente vantagem alguma em digitalizar reportagens. O único porém é que, não obstante, temos a necessidade de digitalizar esses documentos. Principalmente daquelas revistas velhas que guardamos em casa e cujas reportagens não vamos encontrar na internet.</p>
<p>Algumas pessoas optam por não digitalizar nada (falta de tempo, de paciência, ou ambos), enquanto outras preferem &#8220;perder&#8221; parte do domingão para atualizar o arquivo pessoal. Aqui vão algumas dicas para os nerds da segunda opção.</p>
<p><strong>Scanner</strong></p>
<p>** Compre um scanner, no mínimo, razoável. Hoje em dia, vale o investimento, pois não é caro.</p>
<p>** Tamanho não é documento. Inclusive, a maioria dos scanners [domésticos] grandões são justamente os mais lentos.</p>
<p>** Alta resolução é balela. Para digitalizar documentos, mesmo com fotos, ilustrações e infográficos, você não precisa de altas resoluções, nem mesmo se quiser imprimir depois. O importante é velocidade. Quanto mais rápido, melhor. </p>
<p>** Bons scanners podem digitalizar documentos com a tampa aberta sem perda significativa de qualidade. Isso economiza tempo e paciência, dois fatores extremamente preciosos. </p>
<p>** Fuja de scanners que sejam conectados no computador através de porta paralela. Porta paralela é aquele &#8220;plug&#8221; enorme, padrão das impressoras. Fuja de scanners que liguem na tomada. </p>
<p>** Opte por scanners que não liguem na tomada, são os de interface USB. A ligação é direta entre o scanner e a porta USB no computador. Você vai precisar ter entradads USB no computador. Se não tiver, compre um adaptador, é baratinho.</p>
<p>** Scanners com interface USB funcionam sem problemas de compatibilidade e possuem taxa de transferência (velocidade) superior. Caso seu computador seja um top de linha, opte por scanners USB 2.0, ainda mais rápidos. Na dúvida, consulte aquele seu amigo do amigo do conhecido que entende tudo de informática.</p>
<p>** Opte por um scanner que tenha botões de rápido acesso. E configure-os. Muita gente tem scanner e não configura esses botões. Configure um botão para, assim que seja acionado, já comece a digitalizar o que estiver por cima da bandeja. Impossível descrever como isso economiza tempo, depois de horas digitalizando documentos no domingão.</p>
<p><strong>Qualidade ou velocidade</strong> </p>
<p>Hoje em dia, qualquer programa de imagem e editoração tem o recurso de digitalizar documentos. Você pode usar CorelDraw, Photoshop, ACDSee, Paint Shop ou o aplicativo que vem no CD original do scanner. Até mesmo o Microsoft Office.</p>
<p>O importante não é o programa, mas sim a facilidade de uso e manuseio para você, além do formato desejado para digitalizar. Usar Photoshop ou CorelDraw, por exemplo, só para digitalizar imagens, é um desperdício de tempo, paciência e recursos do computador. São pesados e, conseqüentemente, vão tomar mais o seu tempo.</p>
<p>Há opções bem mais leves e recheadas de recursos também, como ACDSee e Paint Shop, ambos disponíveis na internet. Os programas embutidos no CD original do scanner, geralmente, são pobres de opções e recursos de edição rápida, mas funcionam.</p>
<p>Muitas vezes, é mais rápido e produtivo você usar um programa apenas para digitalizar e outro programa para recortar, editar e gravar a imagem. Mantenha as duas janelas sempre abertas e fique alternando. Enquanto um programa digitaliza o documento, o outro recebe seus comandos de recorte, edição e gravação do arquivo – com aquela nomenclatura que já vimos nos capítulos anteriores.</p>
<p>Para ter qualidade, o ideal é sempre fazer a pré-visualização do documento (preview) e só depois mandar digitalizar exatamente a área desejada. Para poucos documentos, não tem problema. Mas, para digitalizar pilhas de reportagens, é um gasto desnecessário de tempo. </p>
<p>Digitalize sempre em tons de cinza, o chamado grayscale. Depois veremos o motivo. Agora, se você quiser velocidade, esqueça a pré-visualização. Mande o scanner digitalizar toda a área possível. É perceptivelmente menor o tempo que o scanner gasta para digitalizar tudo em tons de cinza, em contrapartida ao tempo gasto pela pré-visualização mais a digitalização selecionada.</p>
<p>Com o documento digitalizado, você pode ir no outro programa (de edição) e fazer os recortes e colagens necessárias. É preciso ter um conhecimento básico do programa para executar essas operações. </p>
<p>Nem sempre vale a pena gastar tempo recortando sobras e espaços. Particularmente, deixo isso tudo para lá. Salvo com espaços em branco mesmo e faço as colagens, para que todas as páginas da reportagem fiquem em um único arquivo.</p>
<p>No próximo capítulo, mais dicas para digitalizar documentos com ainda mais velocidade e noções básicas sobre resolução (DPI) e cores.</p>
<p>(*) Material da base de dados da Abraji – Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (www.abraji.org.br ) </p>
<p>(**) Jornalista no Recife (www.rebelo.org)</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.rebelox.com/2003/09/rac-parte-04/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>RAC &#8211; parte 03</title>
		<link>http://www.rebelox.com/2003/09/rac-parte-03/</link>
		<comments>http://www.rebelox.com/2003/09/rac-parte-03/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 16 Sep 2003 14:58:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>rebêlo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Web]]></category>
		<category><![CDATA[criptografia]]></category>
		<category><![CDATA[email]]></category>
		<category><![CDATA[imprensa]]></category>
		<category><![CDATA[segurança]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.rebelo.org/2003/09/16</guid>
		<description><![CDATA[Observatório, 16.setembro.2003 ARQUIVO DE NOTÍCIAS Reportagem auxiliada por computador – 3 (*) Paulo Rebêlo (**) No capítulo anterior [veja remissão abaixo] aprendemos como usar palavras-chave para nomear os arquivos que farão parte do arquivão digital de notícias, para que lá na frente a gente consiga encontrá-los mais facilmente. Usamos exemplos práticos com reportagens da Folha [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://observatorio.ultimosegundo.ig.com.br/artigos/eno160920034.htm">Observatório</a>, 16.setembro.2003</p>
<p>ARQUIVO DE NOTÍCIAS<br />
Reportagem auxiliada por computador – 3 (*)</p>
<p>Paulo Rebêlo (**)</p>
<p>No capítulo anterior [veja remissão abaixo] aprendemos como usar palavras-chave para nomear os arquivos que farão parte do arquivão digital de notícias, para que lá na frente a gente consiga encontrá-los mais facilmente. Usamos exemplos práticos com reportagens da Folha de S.Paulo e com diferentes datações.</p>
<p>Os jornais diários publicam bastante conteúdo descartável e a maioria das reportagens envelhecem rápido. Cabe a você usar sua perícia em filtragem para saber o que pode vir a servir no futuro. </p>
<p>Por &#8220;servir&#8221; entenda não apenas como base para futuras matérias, mas sobretudo como fonte de conhecimento histórico na palma da mão. Particularmente, acho bem interessante salvar todos os obituários que leio em jornais, sobretudo aqueles com matérias especiais falando sobre vida e obra do falecido.</p>
<p>A cada ano, se produz mais e mais notícias. Ao ler uma reportagem do ano passado sobre determinado assunto, não raro temos a impressão de que o texto parece ter sido escrito há bem mais tempo. Então, agora que aprendemos a nomear os arquivos a partir de palavras-chave e datas, resta a pergunta: como vamos salvar os textos? Em que formato?</p>
<p>Existem várias maneiras de proceder, sem necessidade de usar planilhas eletrônicas ou banco de dados. O recurso mais adotado internacionalmente é o PDF, a partir de um software chamado Acrobat, da Adobe – a mesma por trás do Photoshop. É possível salvar em PDF a partir de outros programas, alguns gratuitos, porém com menos opções de personalização.</p>
<p>Os arquivos PDF não ocupam muito espaço e reproduzem com fidelidade exatamente aquilo que você vê na tela. Entretanto, não obstante todas as maravilhas do PDF, trata-se de um formato mais útil para imprimir do que para consultar no monitor. </p>
<p>Uma opção bem interessante, desde que você tenha certeza de que continuará usando Windows e não migrará para outras plataformas (Linux, MacOS etc), é salvar o conteúdo a partir do Internet Explorer, pela opção &#8220;Salvar como&#8230;&#8221; e escolhendo a alternativa &#8220;Arquivo da web, arquivo simples&#8221;. O Internet Explorer irá salvar toda a página em um único arquivo com extensão .MHT, contendo todo o material necessário para ler o texto offline, onde quiser.</p>
<p><strong>MHT – Prós</strong></p>
<p>** Arquivos .MHT podem ser lidos em qualquer computador com Internet Explorer e Outlook Express instalados, ou seja, a imensa maioria. </p>
<p>** O mais interessante e útil é que ele não realiza nenhum tipo de conversão, a exemplo do que ocorre no PDF – que converte o HTML do site para um formato próprio (o PDF em si).</p>
<p>** Ao não converter nada para outro formato, o MHT conserva toda a estrutura original do HTML, isto é, mantém ativo os links, as propagandas, as imagens com animação, banners etc. </p>
<p>** O arquivo se ajusta automaticamente à resolução do monitor que for usado na hora de abrir o documento pelo Internet Explorer. Não é preciso dar zoom out ou zoom in.</p>
<p><strong>MHT – Contras</strong></p>
<p>** Você só pode gravar MHT a partir do Internet Explorer. Outros navegadores (Opera, Netscape, Mozilla, Firebird etc) não possuem recurso similar. O que os outros navegadores fazem é salvar apenas o HTML principal (um pequeno arquivo .htm) ou salvar toda a página criando pastas e subpastas com dezenas de arquivos relacionados, o que gera uma enorme confusão e não atende aos nossos resquisitos para pesquisas rápidas.</p>
<p>** MHT só pode ser lido em computadores Windows e, mais especificamente, pelo Internet Explorer ou Outlook Express. Programas concorrentes não reconhecem o MHT. </p>
<p>** Não é possível salvar várias matérias em um mesmo MHT. Caso a reportagem tenha um link para ler a página seguinte, por exemplo, você terá que salvar a primeira página em um MHT e a segunda página em outro MHT. Na internet, os sites geralmente separam por links os grandes blocos de textos, então às vezes uma única reportagem pode exigir vários MHT. Você terá que nomeá-los de forma a entender onde começa e onde termina. </p>
<p><strong>PDF – Prós</strong></p>
<p>** É um formato universal, pode ser lido em qualquer sistema operacional e em praticamente qualquer ambiente, inclusive naqueles portáteis tipo handheld, palmtop etc. Desde que, claro, a pessoa tenha o Acrobat Reader (gratuito) instalado para ler os documentos.</p>
<p>** Você pode salvar várias páginas e reportagens dentro de um mesmo arquivo PDF, diferentemente do que ocorre com MHT.</p>
<p>** Hoje em dia, o Acrobat Reader (programa que apenas lê PDF, mas não grava) é bastante comum. Mais cedo ou mais tarde, todo mundo vai precisar tê-lo instalado.</p>
<p>** Além de servir para consulta offline, fica mais fácil imprimir PDF, se for um dia for preciso. A fidelidade é maior na impressora com PDF do que com o MHT.</p>
<p>** Existem vários programas e utilitários que gravam em PDF, muitos dos quais são gratuitos e de código aberto, facilmente encontrados no Google. Não é 100% necessário ter uma versão oficial do Acrobat para gravar no formato, apesar de ser recomendado por causa da extensa lista de opções e personalização.</p>
<p>** Você não é obrigado a usar Internet Explorer para salvar PDF. Pode ser em qualquer navegador.</p>
<p><strong>PDF – Contras</strong></p>
<p>** No modo &#8220;padrão&#8221; (mais rápido), você perde a estrutura de hipertexto (links) da página. Os arquivos são salvos de forma estática, como se fosse um pedaço de papel. Não dá para clicar em cima do papel, não é?</p>
<p>** O problema acima foi resolvido com a nova versão 6.0 do Acrobat, porém, só funciona no Internet Explorer e, mesmo assim, com algumas restrições técnicas. Em outros navegadores, salvar em PDF é como salvar em papel, estático. Mas, se você usa Internet Explorer, tudo bem.</p>
<p>** A geração/conversão de um PDF é mais lenta do que um MHT.</p>
<p>** Querendo ou não, o Acrobat e o Acrobat Reader são programas bem mais pesados do que o Internet Explorer. Ou seja, leva mais tempo pesquisar em PDF do que em MHT se você tiver um esquema de nomenclatura de arquivos já bem definido mentalmente.</p>
<p>Por fim, um último adendo: como o MHT é apenas o HTML gravado em um único grande bloco, sempre é possível fazer a conversão de MHT para PDF quando quiser. O caminho inverso não dá.</p>
<p>No próximo capítulo, vamos ver como arquivar reportagens a partir do papel &#8212; jornais, revistas etc – de forma rápida e eficiente. Afinal, tempo é tudo que a gente não tem.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.rebelox.com/2003/09/rac-parte-03/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
	</channel>
</rss>

