crônicas, artigos e reportagens .:. 1997-2010
18 Mar
Projeto Livros Andantes iniciado domingo em Amaraji, transforma cesto de equino em biblioteca-móvel para incentivar o hábito da leitura
Paulo Rebêlo (texto/fotos)
Diario de Pernambuco
17.março.2009
Amaraji – Aos 19 anos, Riana Mércia sonha em entrar para a faculdade de Pedagogia, uma realidade aparentemente distante para a maioria dos seus colegas no povoado de Estivas, na zona rural de Amaraji, a 92 km do Recife. Enquanto o vestibular de julho não chega, ela ajuda outros a sonhar. Desde domingo (15), Riana é peça fundamental de um curioso projeto chamado Livros Andantes. Pendurados no caçuá de um burrinho transformado em biblioteca-móvel, cerca de 100 livros ficam disponíveis para dramatização e empréstimo. Basta deixar o nome e devolver no domingo seguinte.
17 Mar
Projeto cultural Livros Andantes começa a funcionar hoje com a proposta de aproximar os moradores da Zona da Mata Sul do mundo literário

Paulo Rebêlo
Diario de Pernambuco
15.março.2009
Enquanto os livros não criam asas, eles podem chegar de jumento para satisfazer a curiosidade de vários povoados rurais onde, de outro modo, ninguém teria acesso aos clássicos da literatura nacional e estrangeira que mudaram a vida de tanta gente na cidade grande. Por enquanto, o único município contemplado com esses jumentos-bibliotecas é Amaraji, a 90 km do Recife, na Zona da Mata Sul do estado.
6 Mar
A partir da experimentação com instrumentos de orquestra, músicos de Garanhuns criaram a primeira banda dixie de Pernambuco
Paulo Rebêlo (texto/fotos)
Diario de Pernambuco
04.março.2009
Quem nunca escutou um determinado gênero musical durante toda uma vida pode se tornar um dos seus melhores representantes em apenas um ano? Se depender de sete músicos pernambucanos de muito talento, a resposta vem de um sopro.
Por meio de uma simples experimentação com os tradicionais instrumentos da música de orquestra, surgiu em Garanhuns a primeira banda dixie de jazz em Pernambuco. Jazz clássico, jazz de rua, jazz itinerante. Tudo bem ao estilo das saudosas dixies bands norte-americanas, do início do século passado.
26 Fev

Agreste // Pelo segundo ano consecutivo, a cidade das flores é palco de um carnaval marcado por uma diversidade sonora que não toca nas rádios
Paulo Rebêlo (texto/fotos)
Diario de Pernambuco
26.fevereiro.2009
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Quando a Banda de Pífanos de Garanhuns subiu ao palco no centro desta cidade a 230 km do Recife, as duas mil pessoas presentes na praça Guadalajara talvez soubessem o que vinha pela frente. Ainda era o primeiro dia do Garanhuns Jazz Festival, realizado pelo segundo ano consecutivo, exatamente durante os três dias de carnaval no principal ponto de encontro da cidade das flores.
Minutos depois, contudo, Carlos Malta aparece do nada e se junta aos pifeiros de Garanhuns. Músico dos sopros e conhecido como “escultor dos ventos”, o multinstrumentista carioca parecia carregar um objetivo não-declarado: mostrar às pessoas que, daquele ponto em diante, pelos próximos três dias, a palavra de ordem seria diversidade.
Do sábado à segunda-feira, uma grande mistura de ritmos, culturas e tons. Diversidade que não se escuta nas emissoras de rádio e nem sempre se encontram CDs, mesmo nas principais lojas do gênero. Vantagem extra para quem aproveitou e comprou osdiscos de algumas bandas e músicos os quais, dificilmente, terão oportunidade de encontrar novamente. Resta a internet.