Despedir-se de pessoas é fácil. Elas sempre podem ir até você ou você voltar a elas, por mais difícil que seja e por mais distante em que estejam. Pode não querer, mas a opção existe. Complicado é se despedir de cidades e lugares pelos quais você criou raízes. Tanto faz se passou uma vida inteira ou se criou vínculo a partir de poucas visitas.
Daqui a três anos, podemos pegar um avião e ir até São Paulo ou ao Sri Lanka. Mas daqui a três anos, talvez eu queira visitar o bar onde tinha conta e meu fiado não exista. O garçom pode ter arrumado outro emprego. A prefeitura pode ter fechado o boteco para expandir a rua. A construtora pode ter erguido um edifício. E todo mundo vai embora com a memória enterrada.
Read the rest of this entry »