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	<title>Paulo Rebêlo</title>
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	<description>rebelox .:. jornalismo de precisão e crônicas imprecisas</description>
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		<title>Quando elas dizem sim</title>
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		<pubDate>Thu, 10 May 2012 18:07:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>rebêlo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Crônicas]]></category>
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		<description><![CDATA[Paulo Rebêlo Portal NE10 &#124; 07-maio-2012 &#124; link Uma das maiores surpresas da minha vida foi quando convidei uma mulher bonita para sair e ela aceitou. Sem saber, ela acabara de violar a regra mais universal da adolescência masculina: a de que mulheres bonitas só querem sair com homens bonitos. Todos os meus objetivos de vida perderam [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Paulo Rebêlo</strong><em><br />
</em>Portal NE10 | 07-maio-2012 | <a href="http://ne10.uol.com.br/coluna/hipopocaranga/noticia/2012/05/07/quando-elas-dizem-sim-341134.php" target="_blank">link</a></p>
<p>Uma das maiores surpresas da minha vida foi quando convidei uma mulher bonita para sair e ela aceitou.</p>
<p>Sem saber, ela acabara de violar a regra mais universal da adolescência masculina: a de que mulheres bonitas só querem sair com homens bonitos.</p>
<p>Todos os meus objetivos de vida perderam o sentido.</p>
<p>Eu não precisava mais ser fortão para que as mulheres bonitas olhassem para mim. Não precisava mais estudar para arrumar emprego. Não precisava mais ler vários livros por mês para parecer inteligente. Não precisava mais assistir filme francês para parecer descolado. Não precisava mais ser marxista para dar pinta de cabecista. Não precisava mais rezar antes de dormir para ver se acordava um pouco menos feio. Não precisava mais reclamar da genética por ser baixinho e míope.</p>
<p>Enfim, não precisava mais tentar ser alguém teoricamente interessante para mulheres <a href="http://www.rebelox.com/2009/09/a-mulher-infeliz/" target="_blank">supostamente interessantes</a>.</p>
<p>Então o que sobrava para eu fazer da vida?</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.rebelox.com/wp-content/uploads/2012/05/DSC_00794.jpg"><img class="aligncenter" style="border-image: initial; margin-top: 5px; margin-bottom: 5px; border-width: 1px; border-color: black; border-style: solid;" title="(c) rebelox.com" src="http://www.rebelox.com/wp-content/uploads/2012/05/DSC_00794-1024x680.jpg" alt="" width="574" height="381" /></a></p>
<p>Foi a abertura do Portal de Belzebu para um mundo totalmente novo e inexplorado.</p>
<p>Fui à livraria procurar algum manual ou guia ilustrado, mas não encontrei. Deixei os filmes europeus de lado e fui assistir James Dean e Marlon Brando, mas não aprendi nada porque eles não precisavam fazer nada. As mulheres simplesmente se derretiam só de ver a sombra deles projetada na parede.</p>
<p>Resolvi pedir conselhos aos amigos, mas eles sabiam tanto quanto eu. Ou seja, nada.</p>
<p>Procurei auxílio com meus companheiros do bar, mas eles não lembravam mais.</p>
<p>O <a href="http://www.rebelox.com/2010/01/garcom/" target="_blank">garçom</a> sugeriu perguntar qual era o time que a moça torcia e tentar engatar uma conversa a partir daí. Todos da mesa concordaram. Notei que alguns anotaram a dica no guardanapo e esconderam no bolso da camisa.</p>
<p>Mas se hoje não entendo <a href="http://www.rebelox.com/2006/06/futebol-o-ex-sonho-de-toda-crianca/" target="_blank">nada de futebol</a>, naquela época entendia menos ainda.</p>
<p>O problema não era simplesmente ser jovem demais para sair com mulheres mais interessantes do que as nossas colegas do bairro, do colégio ou do início da faculdade.</p>
<p>No fundo, a gente sabia que nossas colegas de classe saíam conosco por falta de opção, porque elas já nos achavam <a href="http://www.rebelox.com/2011/03/interesseiros/" target="_blank">desinteressantes</a> desde então.</p>
<p>Problema mesmo era saber o que uma mulher feito aquela moça esperava do mundo.</p>
<p>Fomos à Praia de Boa Viagem, opção econômica onde sempre dava para comprar a garrafa de Montilla com um litro de Coca-Cola. Tudo dividido com a reca de gente que se achava Fidel Castro ou Che Guevara por estar bebendo cuba libre. Para depois pegar dois ônibus e voltar para casa com a certeza absoluta de ter começado a revolução armada.</p>
<p>É claro que deu tudo errado. No encontro e na revolução.</p>
<p>Quando finalmente nosso encontrinho acabou, me dei por vencido e fui dormir feliz.</p>
<p>Feliz porque o mundo finalmente havia voltado às condições normais de temperatura e pressão. Foi quase como o fim da Crise dos Mísseis. Teria sido a primeira e última vez que uma mulher daquelas iria dar bola para um mequetrefe.</p>
<p>Até o dia em que ela ligou perguntando quando iríamos sair novamente.</p>
<p>E quem saiu fui eu, correndo para bem longe do telefone. Uma mulher dessas não podia ser <a href="http://www.rebelox.com/2010/02/anormais/" target="_blank">normal</a>, devia ter um parafuso a menos. Nunca mais a vi.</p>
<p>Muitos anos houveram de passar para a gente se transformar nesses seres barrigudos e carecas, supostamente experientes e vividos. Mesmo assim, quando elas dizem sim, saio correndo para escutar a resenha esportiva no radinho de pilha. Só por precaução.</p>
<p>Funciona tão bem quanto a revolução armada.</p>
<p>________<br />
* <a href="http://ne10.uol.com.br/coluna/hipopocaranga/noticia/2012/05/07/quando-elas-dizem-sim-341134.php" target="_blank">link original no Portal NE10</a></p>
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		<title>Pinheirinho e os eleitores cordiais</title>
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		<pubDate>Tue, 24 Apr 2012 04:07:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>rebêlo</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Paulo Rebêlo Diario de Pernambuco &#124; 20.abr.2012 &#124; link &#124; email Três meses depois, o assunto desapareceu do noticiário. Mesmo assim, ainda hoje encontramos grupos de direitos humanos discutindo a desocupação das famílias em Pinheirinho pela polícia de São Paulo. De carona na discussão, há uma dúvida recorrente e de amplitude nacional: será que todas as [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Paulo Rebêlo</strong><br />
Diario de Pernambuco | 20.abr.2012 | <a href="http://www.diariodepernambuco.com.br/2012/04/20/colunas6_0.asp" target="_blank">link</a> | <a href="mailto:imprensa@rebelox.com">email</a></p>
<p>Três meses depois, o assunto desapareceu do noticiário. Mesmo assim, ainda hoje encontramos grupos de direitos humanos discutindo a desocupação das famílias em Pinheirinho pela polícia de São Paulo.</p>
<p>De carona na discussão, há uma dúvida recorrente e de amplitude nacional: será que todas as pessoas que ficaram escandalizadas e foram às ruas e às redes sociais para protestar irão, mais uma vez, colocar no poder os mesmos responsáveis por aquela injustificável truculência com as famílias desabrigadas?</p>
<p>Há centenas de Pinheirinhos, todos os dias, em todo o Brasil. Estão na falta de livros e professores nas escolas, no sucateamento dos hospitais públicos, na ausência de saneamento básico, segurança pública, infraestrutura e dignidade. Também protestamos contra tudo isso, é verdade. Curiosamente, meses depois colocamos no poder os mesmos responsáveis pelos mesmíssimos Pinheirinhos.</p>
<p>A história política do Brasil nos comprova que somos frutos de gerações inteiras de eleitores bem cordiais. Com muita fé na humanidade e também nas promessas de campanhas que, vejamos bem, são exatamente iguais de norte a sul.</p>
<p>Nas ruas e na internet, todos conclamam que os governantes deveriam ter vergonha do que aconteceu em Pinheirinho. Que deveriam ter vergonha do 14º e 15º salário que só eles recebem. E tantos outros escândalos e mordomias. Não sei se eles têm vergonha. Mas, aparentemente, nós também não temos. Porque ajudamos a perpetuar no poder determinados clãs seculares de usurpadores.</p>
<p>É inócuo e pueril apontar o dedo contra partido A, B ou C. Para o cidadão, partidos só se diferenciam durante a campanha eleitoral e por causa das cores diferentes da bandeirinha no meio da rua. Para os candidatos, hoje em dia nem isso.</p>
<p>Ao exercer um mandato, o governante ou parlamentar transforma-se em uma unidade do poder público, independentemente de ser filiado ao partido X ou Y. E como poder público, esse coletivo é responsável direto pelos nossos Pinheirinhos de cada dia. Mas quem é responsável por eles?</p>
<p>Somos responsáveis duas vezes: pelo voto e pelo silêncio. Para o poder público, as famílias de Pinheirinho talvez representem apenas números na planilha. Para o eleitor, a conta é mais simples. São três números executivos: prefeito, governador, presidente. E quatro números legislativos: vereador, deputado estadual, deputado federal e senador. Em intervalos fixos e que, ironicamente, o governo não nos deixa esquecer com o horário eleitoral &#8220;gratuito&#8221; na televisão e a obrigatoriedade do voto.</p>
<p>Se nossos pais e avós tivessem a memória que nós aparentemente também não temos, talvez os usurpadores não estivessem há gerações e gerações fazendo o que sabem fazer de melhor: trabalhando em benefício das famílias&#8230; deles.</p>
<p>Então continuemos a votar nos mesmos políticos que até nossas vovós com Alzheimer ainda recordam. Se as gerações passam e eles permanecem, talvez não seja culpa nossa, mas do inconsciente coletivo: gostaríamos de estar lá no lugar deles. Para fazer exatamente a mesma coisa.</p>
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		<title>Bicho da maçã: vírus no Mac</title>
		<link>http://www.rebelox.com/2012/bicho-da-maca-virus-no-mac/</link>
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		<pubDate>Sun, 15 Apr 2012 17:54:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>rebêlo</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Será que o seu Macbook está infectado e você não sabe? Paulo Rebêlo Webinsider/UOL &#124; 09.abr.2012 &#124; link O alerta de quase 600 mil Macs infectados por vírus é o fim da picada. Muita gente traumatizou-se tanto com os vírus no Windows que, quando alguém diz “Mac não pega vírus”, praticamente entrega o passaporte carimbado para um [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><i>Será que o seu Macbook está infectado e você não sabe?</i></p>
<p><strong>Paulo Rebêlo</strong><br />
<strong>Webinsider/UOL</strong> | 09.abr.2012 | <a href="http://webinsider.uol.com.br/2012/04/09/bicho-da-maca/" target="_blank">link</a></p>
<p>O <a href="http://news.drweb.com/show/?i=2341&amp;lng=en&amp;c=14" rel="externo" target="_blank">alerta</a> de quase 600 mil Macs infectados por vírus é o fim da picada.</p>
<p>Muita gente traumatizou-se tanto com os vírus no Windows que, quando alguém diz “Mac não pega vírus”, praticamente entrega o passaporte carimbado para um Macbook na loja mais próxima.</p>
<p>Conheço várias dessas pessoas que migraram do PC para Mac unicamente para não se preocupar em “ter cuidado na internet” ou tentar descobrir se o antivírus está atualizado ou não.</p>
<p>É um alívio ter que se <a href="http://webinsider.uol.com.br/2011/01/06/o-que-significa-migrar-do-pc-para-o-mac/" rel="externo" target="_blank">preocupar apenas com o seu trabalho</a> sem medo daquela sua tia lá de Marabá que aprendeu a usar internet e envia doze arquivos de Powerpoint por dia para o seu e-mail.</p>
<p>Ali pelos anos 80 e início dos 90, era quase uma verdade universal que as próprias empresas de segurança criavam vírus para ter mercado.</p>
<p>Com o advento da internet, essa teoria perdeu o sentido porque <a href="http://webinsider.uol.com.br/2004/01/31/os-virus-somos-nos/" rel="externo" target="_blank">nós fazemos o trabalho deles</a>.</p>
<p>Hoje, essas empresas só precisam se preocupar em criar alarmes e tocar o terror.</p>
<p>É tanta gente infectada (sem nem desconfiar) e tanta gente que ainda usa Windows sem antivírus que, na prática e na planilha, o lucro dessas empresas de segurança só duplica a cada ano. E é um lucro válido e honesto, pois a gente paga com a burrice.</p>
<p>Quando me dizem que 600 mil Macbooks infectados é um número irrisório em proporcionalidade, sem nenhum significado prático em escala mundial, até reconheço que realmente não entendo nada de números e matemática, mas sei que uso Java quase todos os dias no Macbook porque os bancos brasileiros ainda usam essa aberração.</p>
<p>Difícil saber quem tem o maior coração de mãe: Java ou Flash. Quando você menos espera, sempre cabe mais um vírus e mais um furo de segurança.</p>
<p>A maior concentração das infecções ocorreu nos Estados Unidos (56,6%), Canadá (19,8%) e no Reino Unido (12,8%), restando apenas 0,3% no Brasil, índice similar a quase todos os outros países onde foram detectadas pelo grupo russo por trás do <a href="http://news.drweb.com/?i=2341&amp;c=5&amp;lng=en&amp;p=0" rel="externo" target="_blank">Dr. Web</a>.</p>
<p>O trojan ficou conhecido como BackDoor.Flashback.39 e já tem duas variantes diferentes. Ele se disfarça de um instalador do Flash Player para Mac e usa Javascript para fazer download de códigos maliciosos que transformam seu computador em zumbi (botnet), podendo roubar senhas alheias.</p>
<p>O maior trunfo desse vírus é que ele consegue desabilitar a proteção contra trojans que existe no MacOS. É um recurso invisível no sistema operacional, atualizado diariamente pela internet, sem o usuário perceber. Como se fosse um Windows Defender para o Mac, com a diferença que não gera alertas e nem diz que está desatualizado. Esse anti-malware do Mac bloqueia as tentativas diárias desses trojans que chegam por e-mail disfarçados de pontos multiplus da TAM, transferências bancárias, brindes, sorteios, promoções inéditas e foto de mulher pelada.</p>
<p>Analistas da Kaspersky Lab confirmaram, em nota oficial, que no Brasil foram 2,3 mil Macs infectados até o dia 9 de abril e o número está crescendo. Dmitry Bestuzhev, diretor da equipe de análise e investigação da Kaspersky Lab na América Latina, garante formalmente que entre as vítimas no Brasil estavam bancos, empresas e veículos de comunicação.</p>
<p>A cereja dessa tortinha de maçã é que, a partir de agora, as consultorias passaram a sugerir a instalação de antivírus no Mac.</p>
<p>Descobriram também que usuários do Word 2004 e 2008 para Mac podem estar infectados sem saber, pois há um furo que a Microsoft só corrigiu na versão mais nova (2011) do Office. E deixou as anteriores abertas, sem reparo.</p>
<h2>Como descobrir se o Mac pegou vírus</h2>
<p>Na sua pasta de Utilitários (dentro de Aplicativos, no Finder) existe o Terminal. Abra uma janela do terminal e copie e cole a seguinte linha:</p>
<p><em>defaults read /Applications/Safari.app/Contents/Info LSEnvironment</em></p>
<p>Se aparecer “does not exist”, copie e cole esta linha aqui no Terminal:</p>
<p><em>defaults read ~/.MacOSX/environment DYLD_INSERT_LIBRARIES</em></p>
<p>Se aparecer novamente “does not exist”, significa que você <strong>não está infectado</strong> com o trojan que se espalhou.</p>
<p>Se aparecer qualquer outra mensagem que não seja “does not exist”, você já pode matar as saudades do Windows e dizer que pegou um vírus para Mac. Neste caso, restam três opções:</p>
<p>a) Limpar manualmente, seguindo as <a href="https://www.f-secure.com/v-descs/trojan-downloader_osx_flashback_k.shtml" rel="externo" target="_blank">instruções</a> da F-Secure, para usuários mais avançados.</p>
<p>b) Instalar um antivírus para Mac, o jeito mais prático. Há opções conhecidas, como o <a href="http://www.kaspersky.com/kaspersky-anti-virus-for-mac" rel="externo" target="_blank">Kaspersky</a>,<a href="http://us.norton.com/macintosh-antivirus" rel="externo" target="_blank">Symantec/Norton</a> e <a href="http://www.mcafee.com/us/products/virusscan-for-mac.aspx" rel="externo" target="_blank">McAfee</a>. Todos três possuem versões em português e podem ser testados gratuitamente. O Dr. Web também oferece um <a href="http://itunes.apple.com/us/app/id471859438?mt=1" rel="externo" target="_blank">antivírus light</a> para Mac.</p>
<p>Particularmente, optei pelo tradicional <a href="http://www.clamxav.com/" rel="externo" target="_blank">ClamXav</a>, que além de ter mais tradição no Mac, também é gratuito e muito leve.</p>
<p>c) Formatar seu Mac e reinstalar tudo do zero.</p>
<p>d) Levar o Mac para a assistência técnica ou entregar a um <em>sobrinho</em> que entende dessas coisas.</p>
<p>A atualização de segurança do Java está disponível no Software Update do próprio Mac ou você pode fazer o <a href="http://support.apple.com/kb/DL1516" rel="externo" target="_blank">download manualmente</a> no site oficial da Apple.</p>
<p>Fora isso, é sempre recomendável tomar aquele chá da vovó que cura todos os males: trocar as senhas de internet, sobretudo de bancos e e-mails. Não custa nada. <strong>[Webinsider]</strong></p>
<p><i>Atualização em 11 de abril de 2012: o site Github disponibiliza <a href="https://github.com/jils/FlashbackChecker/wiki" target="_blank">um aplicativo para verificar</a>, automaticamente, se o seu Mac está infectado pelo trojan, mas não faz a remoção do vírus. É uma opção mais fácil do que usar o Terminal.</i></p>
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		<title>Jamón, Jamón</title>
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		<pubDate>Mon, 09 Apr 2012 17:40:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>rebêlo</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Paulo Rebêlo Terra Magazine &#124; 06.abr.2012 &#124; link Quando visitei Buenos Aires pela primeira vez, só não morri de fome por causa da Penélope Cruz. Tempos depois, seja quando tentei morar naquela cidade ou quando pisei em outro país de língua espanhola, entendi de vez que devia minha sobrevivência a ela. Se não fosse a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Paulo Rebêlo<br />
<strong>Terra Magazine</strong> | 06.abr.2012 | <a href="http://terramagazine.terra.com.br/interna/0,,OI5704420-EI14598,00-Jamon+jamon.html" target="_blank">link</a></p>
<p>Quando visitei Buenos Aires pela primeira vez, só não morri de fome por causa da Penélope Cruz.</p>
<p>Tempos depois, seja quando tentei morar naquela cidade ou quando pisei em outro país de língua espanhola, entendi de vez que devia minha sobrevivência a ela.</p>
<p>Se não fosse a dramaturgia da Penélope Cruz, eu não saberia falar minha segunda frase em espanhol: jamón, jamón.</p>
<p>A primeira frase sempre fora &#8216;La Garantía Soy Yo&#8217;, depois de muitas aulas práticas com os camelôs de Ciudad del Leste, no Paraguai.</p>
<p>Quando a fome aperta e você ainda acha que pollo é um tipo de camisa, a salvação é o tal de jamón que você encontra com pão em qualquer bodega de esquina.</p>
<p>O tal do espanhol é um idioma que meu cérebro nunca conseguiu processar direito. Talvez seja preconceito. Talvez uma resistência pós-traumática. Embora seja mais provável ser burrice pura e simples.</p>
<p>Mas talvez seja o medo inconsciente de aprender novas frases e não precisar mais falar jamón jamón me achando um verdadeiro garanhão latino americano.</p>
<p>Sensação reconhecidamente frugal, não tanto por ser baixinho e careca, mas porque esta <a href="http://www.rebelox.com/2009/10/a-noite-da-">geração atual de garçonetes</a> e moças bonitas não deve nem ter ouvido falar de Jamón, Jamón, o filme de 1992 que levou os perfeitos seios dramaturgos da Penélope Cruz ao estrelato mundial.</p>
<p>Não faz mal. Enquanto houver jamón nas prateleiras, até a gente pode se achar o Javier Bardem de vez em quando. Elas vão fazer joça, mas não vamos entender nada mesmo.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Paywall e jornais brasileiros</title>
		<link>http://www.rebelox.com/2012/paywall-e-jornais-brasileiros/</link>
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		<pubDate>Tue, 27 Mar 2012 00:15:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>rebêlo</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Sites de jornais e revistas procuram modelos para cobrar pelo conteúdo produzido para o impresso Paulo Rebêlo Webinsider &#8211; 25.mar.2012 &#124; link Editores e diretores de jornais e revistas agora só querem saber desse tal de paywall. Parecem esquecer que foram eles mesmos que cancelaram, uma a uma, todas as tentativas e experimentações de usar [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Sites de jornais e revistas procuram modelos para cobrar pelo conteúdo produzido para o impresso</p>
<p><strong>Paulo Rebêlo</strong><br />
Webinsider &#8211; 25.mar.2012 | <a href="http://webinsider.uol.com.br/2012/03/25/paywall-e-jornais-brasileiros/" target="_blank">link</a></p>
<p>Editores e diretores de jornais e revistas agora só querem saber desse tal de paywall.</p>
<p>Parecem esquecer que foram eles mesmos que cancelaram, uma a uma, todas as tentativas e experimentações de usar um sistema adaptado de cobrança por conteúdo no Brasil. Escolheram o caminho mais fácil — e menos inteligente — de fechar tudo para assinantes.</p>
<p>Em geral, foram decisões cuja fundamentação podemos resumir em apenas duas razões: pressão do departamento comercial e total falta de qualificação e conhecimento em termos de internet.</p>
<p>Agora, com as incessantes e insistentes autopromoções de jornais como o The New York Times e The Washington Post, que evidentemente têm total interesse de que a ideia pegue e vire moda, muita gente acha que o paywall é a solução do velho dilema de cobrar ou não cobrar por conteúdo na internet.</p>
<h3>Limitações</h3>
<p>Promovido sobretudo por jornais americanos e ingleses, o paywall é um método para cobrar pelo conteúdo do jornal impresso oferecido na internet. O recurso permite a leitura de uma quantidade limitada de matérias por dia. Ultrapassado o limite, o usuário é convidado a fazer uma assinatura digital ou híbrida, que pode incluir até mesmo o recebimento do jornal impresso aos domingos ou em dias alternados.</p>
<p>Cabe ao jornal decidir como proceder com o recurso. O paywall trabalha com a noção de permissões por página. Pode ser personalizado a gosto do freguês, abrindo um leque de oportunidades para promoções e direcionamento de conteúdo e reportagens – do ponto de vista comercial ou de interesse público.</p>
<p>Por ser tecnicamente muito simples, é facilmente implementado nos sites e também pode ser facilmente burlado se você tiver paciência de tentar enganar o sistema usando IPs falsos ou até mesmo utilitários (apps) para navegadores como Chrome e Firefox. É uma preocupação, contudo, sem muita relevância no momento.</p>
<p>Como usar e oferecer o paywall é justamente o que diferencia os jornais que o adotam. Não faz milagres em termos de receita, mas tem mostrado resultados interessantes. Além de ser uma alternativa viável aos veículos de comunicação que ainda insistem no clichê meio burrinho de fechar totalmente o conteúdo do jornal impresso.</p>
<p>Vale lembrar que foi ainda em 1997 que o Wall Street Journal testou, pela primeira vez, um sistema de paywall. Adotado até hoje. Só não havia o nome pomposo de agora.</p>
<h3>Contra as ideias defuntas</h3>
<p>Durante um bom tempo no Brasil, os jornais O Globo e Estadão foram os dois veículos de circulação nacional com o melhor sistema de paywall adaptado à realidade brasileira.</p>
<p>Hoje, infelizmente, seguem o mesmo modelo de empurrar goela abaixo uma assinatura obrigatória para ler um jornal em versão “digital” que tenta simular o papel na tela do computador e faz da leitura uma tarefa hercúlea, lenta e cansativa.</p>
<p>Mas tem coisa bem pior.</p>
<p>Há jornais regionais que cobram pela assinatura digital o mesmo valor ou até mais caro do que uma assinatura do UOL, que lhe permite ler a Folha de S.Paulo todos os dias e uma série de reportagens traduzidas de dezenas de revistas e jornais estrangeiros da mais alta qualidade. O que será que vale mais?</p>
<p>A Folha e as revistas estrangeiras não vão cobrir, evidentemente, o que está ocorrendo na sua cidade e nem a política local. Mas os fatos e acontecimentos diários, isso você encontra na internet… de graça. Nas dezenas de sites de notícias em tempo real.</p>
<p>Resta ao jornal impresso o que há de melhor nesse produto: análises e grandes reportagens. Justamente o que os jornais brasileiros menos aproveitam na internet, com as raras exceções de reportagens feitas sob encomenda para ganhar prêmio.</p>
<p>Só os iluminados parecem saber explicar como uma empresa investe tanto dinheiro em reportagem (e todos os fatores e variáveis de custo envolvidos) para que quase ninguém leia o resultado de tanto esforço.</p>
<p>E o anunciante ainda compra (literalmente) essa ideia defunta achando que vale a pena.</p>
<h3>Sem rumo</h3>
<p>O paywall adotado pelo New York Times, talvez o mais badalado e popular atualmente, difere muito pouco do sistema adotado pelo Estadão anos atrás.</p>
<p>Ao navegar pelo índice do Estadão, várias matérias podiam ser lidas gratuitamente. Os textos sem link eram exclusivos para assinantes. Funcionava muito bem, embora o Estadão fosse muito conservador na escolha das reportagens liberadas. As melhores e mais importantes costumavam ser exclusivas para assinantes.</p>
<p>O Globo, por sua vez, tinha um modelo mais interessante. Ao fazer um cadastro simples com e-mail e senha, você podia ler gratuitamente a edição do dia. Para ter acesso às edições anteriores ou fazer pesquisas, só com assinatura.</p>
<p>Hoje, quase todos os jornais e revistas de grande circulação seguem o mesmo modelo de fechar todo o conteúdo do impresso. Como resposta às críticas sobre a cobrança, também adotam um discurso homogêneo: dizem que boa parte das matérias podem ser lidas no site do jornal, na seção de notícias de cada editoria.</p>
<p>O problema é que a usabilidade dos sites de jornais costuma ser tão ruim que, em geral, você nunca sabe quando está lendo uma matéria que saiu no jornal impresso do dia ou apenas no online. É um verdadeiro samba.</p>
<p>Com as últimas “inovações” em curso nos sites de jornais brasileiros, chegamos a uma situação no mínimo curiosa: você roda, roda e roda, mas não consegue encontrar onde está o jornal impresso. Mesmo quando é assinante.</p>
<p>* <em>Nota do editor: uma versão alternativa desta coluna foi publicada originalmente na edição 686 do Observatório da Imprensa.</em></p>
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		<title>Paywall à brasileira</title>
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		<pubDate>Tue, 20 Mar 2012 13:04:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>rebêlo</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Paulo Rebêlo Observatório da Imprensa &#124; 20.março.2012 &#124; link A moda do momento, entre editores e diretores de jornal, parece ser o paywall. Promovido sobretudo por jornais americanos e ingleses, trata-se de um método para cobrar pelo conteúdo do jornal impresso oferecido na internet. O recurso permite a leitura de uma quantidade limitada de matérias [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Paulo Rebêlo</strong><br />
Observatório da Imprensa | 20.março.2012 | <a href="http://observatoriodaimprensa.com.br/news/view/_ed686_paywall_a_brasileira" target="_blank">link</a></p>
<p>A moda do momento, entre editores e diretores de jornal, parece ser o paywall. Promovido sobretudo por jornais americanos e ingleses, trata-se de um método para cobrar pelo conteúdo do jornal impresso oferecido na internet. O recurso permite a leitura de uma quantidade limitada de matérias por dia. Ultrapassado o limite, o usuário é convidado a fazer uma assinatura digital ou híbrida, que inclui o recebimento do impresso.</p>
<p>Cabe ao jornal decidir como proceder. Por ser tecnicamente muito simples, o paywall trabalha com a noção de permissões por página. Pode ser personalizado a gosto do freguês, abrindo um leque de oportunidades para promoções e direcionamento de conteúdo e reportagens – do ponto de vista comercial ou de interesse público. Como usar e oferecer o paywall é justamente o que diferencia atualmente os jornais que o adotam. Não faz milagres em termos de receita, mas tem mostrado resultados bem interessantes. Além de ser uma alternativa viável aos veículos de comunicação que ainda insistem no clichê pouco inteligente de fechar totalmente o conteúdo do jornal impresso.</p>
<p>A adoção do paywall é uma discussão movida, em grande parte, pela autopromoção de veículos como The New York Times e The Washington Post. O NYT divulga, de tempos em tempos, os resultados financeiros obtidos exclusivamente a partir do paywall. Foram vários modelos testados até o momento. Inclusive, vale lembrar que foi ainda em 1997 que o Wall Street Journal testou, pela primeira vez, um sistema de paywall. Só não havia o nome pomposo de agora.</p>
<p><strong>Anunciante compra uma ideia defunta -</strong></p>
<p>A questão maior, porém, é que editores brasileiros parecem esquecer que foram eles mesmos que cancelaram, gradativamente, todas as tentativas e experimentações de usar um paywall por aqui. E quase sempre a partir de decisões cuja fundamentação podemos resumir em apenas duas razões: pressão do departamento comercial e total falta de qualificação em termos de internet. Dois exemplos interessantes: O Globo e O Estado de S.Paulo. Durante um bom tempo, foram os dois jornais de circulação nacional com o melhor sistema de paywall à brasileira. Hoje, infelizmente, seguem o mesmo modelo de empurrar goela abaixo uma assinatura obrigatória para ler um jornal em versão “digital” que tenta simular o papel na tela do computador e faz da leitura uma tarefa hercúlea, lenta e cansativa.</p>
<p>Tem coisa pior. Há jornais estaduais que cobram pela assinatura digital o mesmo valor ou até mais caro do que uma assinatura do UOL, pela qual é possível ler a Folha de S.Paulo todos os dias e uma série de reportagens traduzidas de dezenas de revistas e jornais estrangeiros da mais alta qualidade. O que será que vale mais? A Folha e as revistas estrangeiras não vão cobrir, evidentemente, o que está ocorrendo na sua cidade nem a política local. Mas os fatos e acontecimentos diários, isso você encontra na internet&#8230; de graça. Resta ao jornal impresso o que há de melhor nesse produto: análises e grandes reportagens.</p>
<p>Só os iluminados parecem saber explicar como uma empresa investe tanto dinheiro em reportagem (e todos os fatores e variáveis de custo envolvidos) para que quase ninguém leia o resultado de tanto esforço. E o anunciante ainda compra (literalmente) essa ideia defunta.</p>
<p><strong>Sem rumo -</strong></p>
<p>O paywall adotado pelo New York Times, talvez o mais badalado e popular atualmente, difere muito pouco do sistema adotado pelo Estadão anos atrás. Ao navegar pelo índice do Estadão, várias matérias podiam ser lidas gratuitamente. Os textos sem link eram exclusivos para assinantes. Funcionava muito bem, embora o Estadão fosse muito conservador na escolha das reportagens liberadas. As melhores e mais importantes costumavam ser exclusivas para assinantes. O Globo, por sua vez, tinha um modelo mais interessante. Ao fazer um cadastro simples com e-mail e senha, você podia ler gratuitamente a edição do dia. Para ter acesso às edições anteriores ou fazer pesquisas, só com assinatura.</p>
<p>Hoje, quase todos os jornais e revistas de grande circulação seguem o mesmo modelo de fechar todo o conteúdo do impresso. Como resposta às críticas sobre a cobrança, também adotam um discurso homogêneo: dizem que boa parte das matérias podem ser lidas no site do jornal, na seção de notícias de cada editoria. O problema é que a usabilidade dos sites de jornais costuma ser tão ruim que, em geral, você nunca sabe quando está lendo uma matéria que saiu no jornal impresso do dia ou apenas no online. É um verdadeiro samba.</p>
<p>Com as últimas “inovações” em curso nos sites de jornais brasileiros, chegamos a uma situação no mínimo curiosa: você roda, roda e roda, mas não consegue encontrar onde está o jornal impresso. Mesmo quando é assinante.</p>
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		<title>Brazil’s Security Concerns Rise as 2014 FIFA World Cup Approaches</title>
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		<pubDate>Wed, 07 Mar 2012 21:14:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>rebêlo</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Paulo Rebêlo Diálogo &#8211; March 5, 2012 link original BRASÍLIA — The head of the Federal Police in São Paulo is preparing his officers for Brazil’s upcoming 2014 FIFA World Cup. South America’s largest country has never had to deal with a major terrorist attack and officially dismisses the existence of terrorists within its borders. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Paulo Rebêlo</strong><br />
Diálogo &#8211; March 5, 2012<br />
<a href="http://www.dialogo-americas.com/en_GB/articles/rmisa/features/regional_news/2012/03/05/aa-2014-world-cup" target="_blank">link original</a></p>
<p>BRASÍLIA — The head of the Federal Police in São Paulo is preparing his officers for Brazil’s upcoming 2014 FIFA World Cup. South America’s largest country has never had to deal with a major terrorist attack and officially dismisses the existence of terrorists within its borders.</p>
<p>But Roberto Troncon Filho told Brazil’s largest daily newspaper that the World Cup will present local authorities in a dozen cities with unique safety challenges.</p>
<p>“In Brazil, the [threat] level is very low, but an event like the World Cup can provide the opportunity for an attack, not against the Brazilian people, but against an international delegation,” Troncon told Folha de S. Paulo in a recent interview.</p>
<p>The month-long event, scheduled for June 12 to July 13, 2014, will mark only the second time in history that soccer’s most important tournament has taken place in Brazil; the first time was back in 1950.</p>
<p>Twelve Brazilian cities were selected as World Cup venues out of the 17 that applied. The 12 are Belo Horizonte, Brasília, Cuiabá, Curitiba, Fortaleza, Manaus, Natal, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador and São Paulo. Targeted infrastructure initiatives in the host cities represent an investment of nearly $8.4 billion, with new stadiums being built in Natal, Recife and Salvador.</p>
<p>In addition to hosting the World Cup, Brazil will be home to the 2016 Summer Olympics. “In these occasions, the Federal Police believe there is a unique risk and we want to prepare ourselves for a scenario in which the risk would be fairly elevated,” Troncon said.</p>
<p><strong>World Military Games saw no security issues</strong></p>
<p>Indeed, last year Rio de Janeiro hosted the Fifth CISM World Military Games, which attracted some 7,000 athletes from more than 100 countries competing in 23 sports. Even though infrastructure and financial problems arose, the Military Games went off without any security issues or threats against public safety.</p>
<p>Brazil has historically been hesitant to acknowledge the possibility of terror, and it has yet to adopt any anti-terror laws. For this reason, suspects can only be prosecuted on charges such as racism, racketeering and inciting criminal activity; they cannot be deemed terrorists, according to Brazilian law. In addition, Brazil does not consider Hezbollah, Hamas or the Armed Revolutionary Forces of Colombia (FARC) to be terrorist organizations.</p>
<p>As the nation prepared to bid for the 2016 Olympics, top officials cited the lack of terrorist threats as an advantage over the three other cities shortlisted for the Games: Chicago, Madrid and Tokyo. Then-president Luiz Inacio Lula da Silva said at the time: “We don’t have attacks. We don’t have bombs.”</p>
<p><strong>Analyst: Risk to Brazilian citizens overrated</strong></p>
<p>André Luís Woloszyn, an intelligence analyst and criminology consultant, said the Arab-Israeli conflict, tensions between the United States and Iran, and collateral effects of the so-called “Arab Spring” uprising all boost the likelihood of a terrorist attack during the 2014 World Cup.</p>
<p>“Germany was not a target during the Munich [Olympic] massacre in 1972, but that didn’t stop the attack from happening,” said Woloszyn. He noted that the only way to avoid a terrorist attack in Brazil would be a coordinated international effort involving the authorities of many countries. “Leaving the responsibility solely to our Federal Police and federal government is not an option. Hopefully, everyone involved is aware of that.”</p>
<p>Brazil’s government recently launched the World Cup 2014 Portal, a website that provides the latest news and information about the event. Despite the lack of public details, an official statement from the World Cup Security Chamber says that “the security strategy includes the adoption of international procedures and the creation of control and command centers, which will be coordinated by a set of local, state and federal law enforcement.”</p>
<p>FIFA’s general secretary, Jérôme Valcke, has already told the press that “Brazil will be responsible for the damages and financial loss from natural disasters and security-related issues” — a statement not taken lightly by some local politicians. He said, however, that “we [FIFA and Brazil] are working together” on preparing the country for the extravaganza.</p>
<p>There’s also a fear that Brazilian drug lords and criminal gangs could take advantage of the World Cup to stage attacks against celebrities and regular citizens alike. With the soccer games drawing huge crowds of people to stadiums, most police officers will be focusing their attention on parking garages, shopping malls, airports and hotels.</p>
<p>Despite some disagreements among think tanks in Brazil and abroad, all agree that the first step in letting an act of terrorism strike Brazilian soil is to not seriously consider that such a thing may happen.</p>
<p>Towards that end, Regis Fichtner, staff secretary of the state government of Rio de Janeiro, said in an official note released to the public that security is a “top priority” in the state’s efforts to make the city of Rio “a safe and prosperous place.”</p>
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		<title>Um messias chamado torresmo</title>
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		<pubDate>Wed, 08 Feb 2012 17:08:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>rebêlo</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Paulo Rebêlo &#124; 08.fevereiro.2012 &#8211; Às vezes, tudo que a gente precisa na vida é um torresmo e um quartinho de pinga. Durante uma das épocas em que eu chegava do trabalho de madrugada, todos os dias, o único lugar para encontrar um prato de feijão com macarrão era um boteco bem derrubado na esquina de casa. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Paulo Rebêlo</strong> | <em>08.fevereiro.2012</em></p>
<p>&#8211;</p>
<p>Às vezes, tudo que a gente precisa na vida é um torresmo e um quartinho de pinga.</p>
<p>Durante uma das épocas em que eu chegava do trabalho de madrugada, todos os dias, o único lugar para encontrar um prato de <a href="http://www.rebelox.com/2010/08/liberdade-salmao-com-feijao/">feijão com macarrão</a> era um boteco bem derrubado na esquina de casa.</p>
<p>Havia vários outros lugares interessantes por perto, mas aquele era o mais barato e o único com televisão onde a gente conseguia ver a imagem e ouvir o som.</p>
<p>Um lugar onde engraxates, flanelinhas, vigilantes e outros trabalhadores da madrugada se encontravam para juntar as moedas e dividir uma garrafa de pinga antes de ir para casa. Não somente pelo preço, mas sobretudo porque ali os clientes, garçons e donos eram todos iguais. Sem frescuras e sem olhares enviesados.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.rebelox.com/wp-content/uploads/2012/02/terramagazine-fev2012b.jpg"><img class="wp-image-2644 aligncenter" style="border-image: initial; margin-top: 6px; margin-bottom: 6px; border-width: 2px; border-color: black; border-style: solid;" title="rebelox.com" src="http://www.rebelox.com/wp-content/uploads/2012/02/terramagazine-fev2012b-1024x685.jpg" alt="" width="502" height="335" /></a></p>
<p>Eventualmente, quando era jogo do Corinthians, o dono (fanático) liberava de graça duas cervejas ruins para cada um dos frequentadores assíduos. Geralmente Antarctica Subzero, Brahma Fresh ou Nova Schin. A festa estava montada. A dor de cabeça também.</p>
<p>De madrugada, sem Jornal da Globo ou jogos de futebol, um senhor sempre descia a rua com a mesma roupa, a mesma mala preta quase rasgada e um par de sapatos sociais pretos que, de tão velhos, eram amarelos.</p>
<p>Quando ele chegava no boteco, nem sentava. Ainda de pé, pedia a mesma coisa todos os dias: um torresmo gigante e uma meiota da branca pura. Custava um real o conjunto. Em quatro moedas de 25 centavos.</p>
<p>Na primeira mordida, todo aquele semblante triste e cansado, que eu ficava observando desde o início da ladeira, parecia se desfazer. Meus olhos enxergavam a mais pura e honesta felicidade, enquanto meus ouvidos escutavam meu estômago se contorcendo e o ácido subindo pelo meu esôfago como se fosse um vulcão de acidez a sair pelas narinas.</p>
<p>Mas ficava feliz mesmo assim. Por mim e por ele.</p>
<p>Cada gole da branquinha era regrado com parcimônia. Todo o ritual não durava mais de 15 minutos. E todos nós ali no bar, naquele momento, sabíamos que aqueles 15 minutos eram os únicos instantes de leveza na vida dele. Ninguém admitia, mas cada um de nós tinha uma certa inveja daquele comprometimento.</p>
<p>A exemplo daquele senhor, com o passar dos anos a gente conhece várias outras pessoas com manias e alegrias parecidas, embora em bairros e cidades diferentes. Rico ou pobre, advogado ou engraxate, às vezes trocamos todas as nossas riquezas por duas fatias de bacon. Ou todos os nossos problemas por um torresmo.</p>
<p><a href="http://www.rebelox.com/2010/04/despedidas-de-um-homem-casado/">Quando fui embora</a> daquela vizinhança, já tinha intimidade o suficiente com o dono para deixar um crédito de 100 torresmos para aquele senhor. Um torresmo com pinga por dia, nada mais, cem vezes seguidas.</p>
<p>Durante 100 dias úteis ele deve ter questionado quem fez aquilo, mas nunca teve ideia. Porque sempre tive vergonha de me aproximar naqueles 15 minutos de felicidade para perguntar qualquer coisa. Seria uma invasão a qual nunca me dei o direito.</p>
<p>Verdade, ele poderia usar as quatro moedas extras para comprar outro torresmo com pinga. Mas eu tinha certeza que bastava um. No fundo, não éramos tão diferentes assim, com nossos rituais e pequenas alegrias. De diferente, só as iguarias.</p>
<p>Se nossas amantes e esposas entendessem como um simples torresmo faz tanta diferença na vida de um homem, talvez as grandes expectativas e longas cobranças perdessem um pouco de sentido para elas.</p>
<p>Se elas entendessem o tanto de problemas que desaparecem depois de um bife parmegiana às duas da manhã e uma dose de uísque, talvez elas chegassem à conclusão que os nossos problemas são, na verdade, parte da solução.</p>
<p>Se elas conseguissem encontrar em nós os torresmos que encontramos nelas em pequenas doses diárias, talvez elas até achassem graça ou ficassem com vergonha da quantidade de questões supérfluas que as pessoas se preocupam todos os dias.</p>
<p>Certamente não seria a solução dos sonhos, do cinema ou da novela das oito. Mas ao menos seria uma solução honesta. E ninguém precisaria de um segundo torresmo.</p>
<p>Talvez só um pouco mais de omeprazol.</p>
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		<title>Aquele tal de futuro</title>
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		<pubDate>Wed, 18 Jan 2012 12:39:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>rebêlo</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Paulo Rebêlo &#124; 18.janeiro.2012 &#8211; Quando ela perguntava se iria demorar muito para nos vermos, eu não sabia o que responder. Não entendia a importância de uma data aleatória se estávamos sempre juntos mesmo estando longe. O dia sempre chegava, geralmente mais cedo do que tarde. Quando ela perguntava o que iríamos fazer daqui a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Paulo Rebêlo | 18.janeiro.2012</strong><br />
&#8211;</p>
<p>Quando ela perguntava se iria demorar muito para nos vermos, eu não sabia o que responder. Não entendia a importância de uma data aleatória se estávamos sempre juntos mesmo estando longe. O dia sempre chegava, geralmente mais cedo do que tarde.</p>
<p>Quando ela perguntava o que iríamos fazer daqui a um ano, eu não sabia o que responder. Não entendia a expectativa, já que estava mais ansioso em ver se os olhos dela iriam brilhar de felicidade com a <a href="http://www.rebelox.com/2009/08/um-doce-para-maria/">sobremesa do restaurante</a> naquela noite.</p>
<p>Quando ela perguntava quando iríamos fazer aquela viagem, eu não sabia o que responder. Não entendia a urgência, já que todo ano tem férias. E havia tantas férias pela frente.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.rebelox.com/wp-content/uploads/2012/01/2185528-7876-cp2.jpg"><img class="size-full wp-image-2629 aligncenter" style="border-image: initial; margin-top: 4px; margin-bottom: 4px; border-width: 1px; border-color: black; border-style: solid;" title="(c) rebelox.com" src="http://www.rebelox.com/wp-content/uploads/2012/01/2185528-7876-cp2.jpg" alt="" width="514" height="290" /></a></p>
<p>Quando ela perguntava quando iríamos juntar as trouxas no mesmo armário, eu não sabia o que responder. Não entendia como ia funcionar a logística, pois em casa não tinha nem armário. E a cama era apenas um colchonete no chão frio.</p>
<p>Quando ela perguntava quando poderíamos ter um cachorro grande e peludo, eu não sabia o que responder. Não entendia a pressa, pois a média de vida de um cão é de apenas 12 a 15 anos. Teríamos tempo para ver nascer e morrer pelo menos três cachorros gigantes.</p>
<p>Quando ela perguntava por que eu não fazia planos para o futuro, eu não sabia o que responder. Não entendia o questionamento, pois meu planejamento mais importante já estava feito: ela.</p>
<p>Quando ela perguntava se eu não ficava com raiva dos pitis e chiliques infantis, eu não sabia o que responder. Não entendia a motivação, mas gostava de pensar que era uma espécie de treinamento para <a href="http://www.rebelox.com/2003/08/mudanca-filhos-e-futricos/">o filho</a> que hoje ela não queria, mas que amanhã certamente ia querer quando chegasse esse tal de futuro que só ela conseguia entender.</p>
<p>Quando ela perguntava por que somente ela tinha ciúmes, eu não sabia o que responder. Não entendia o motivo de precisarmos ser os dois adultos infantis em vez de apenas um.</p>
<p>Quando ela perguntava por que aquela sirigaita precisava me abraçar e falar que estava com saudades ali no meio da rua e na frente de todo mundo, eu não sabia o que responder. Não entendia como ela mudava de assunto quando me oferecia para ir perguntar.</p>
<p>Quando ela perguntava quando a gente ia conversar sobre o nosso futuro, eu não sabia o que responder. Não entendia porque deveríamos questioná-lo se, pela primeira vez depois de <a href="http://www.rebelox.com/2002/08/as-cinco-mulheres-de-todo-homem/">tantos anos</a>, eu estava tendo um presente.</p>
<p>Quando ela perguntou se a gente devia se separar, continuei sem saber o que responder.</p>
<p>Mas entendi que não haveria mais perguntas.</p>
<p>__<br />
<em>* link original no <a href="http://terramagazine.terra.com.br/interna/0,,OI5563317-EI14598,00-Aquele+tal+de+futuro.html" target="_blank">Terra Magazine</a></em></p>
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		<title>Elixir do emagrecimento</title>
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		<pubDate>Wed, 28 Dec 2011 15:43:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>rebêlo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Crônicas]]></category>
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		<description><![CDATA[Paulo Rebêlo &#124; 28.dez.2011 Com as confraternizações de fim de ano, a gente termina reencontrando umas pessoas desaparecidas do nosso convívio. E entre abraços e tapinhas nas costas, fica comprovado pela milésima vez que o melhor remédio para emagrecer continua sendo a separação. É impressionante como quase todas que perderam peso ou ficaram mais bonitas são, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Paulo Rebêlo | 28.dez.2011</strong></p>
<p>Com as confraternizações de fim de ano, a gente termina reencontrando umas pessoas desaparecidas do nosso convívio. E entre abraços e tapinhas nas costas, fica comprovado pela milésima vez que o melhor remédio para emagrecer continua sendo a <a href="http://www.rebelox.com/2003/11/rapsodia-da-separacao/">separação</a>.</p>
<p>É impressionante como quase todas que perderam peso ou ficaram mais bonitas são, justamente, as que se separaram ou acabaram um relacionamento de longa data.</p>
<p>É verdade que uma meia dúzia sofre tanto no divórcio que entra em depressão a ponto de perder a fome. Emagrecem doentes.</p>
<p>O restante segue a cartilha da separação como se fosse um elixir. Se é para voltar ao mercado da luxúria e aos bons drinques, nada melhor do que aproveitar a passarela das confraternizações diárias de dezembro, o réveillon e o intervalo entre o fim de um ano e o início do próximo. Uma época, aliás, que todo mundo parece um pouco mais carente.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.rebelox.com/wp-content/uploads/2011/12/terra-elixir.jpg"><img class="aligncenter  wp-image-2620" style="border-image: initial; border-width: 3px; border-color: black; border-style: solid;" title="(c) rebelox.com" src="http://www.rebelox.com/wp-content/uploads/2011/12/terra-elixir-1024x680.jpg" alt="" width="574" height="381" /></a></p>
<p>Morro de medo dessas pessoas. Não sem razão. É que muitas dessas mulheres a gente já conhece do passado, quando eram casadas, perdidas no tempo e nos afazeres domésticos, sem rir das piadas sem graça dos amigos papudinhos do marido ou namorado.</p>
<p>Anos depois, você encontra essas mesmas criaturas dentro de um vestidinho preto, toda magrinha e curvilínea, linda de cabelos longos, bebendo tudo que não bebia antes e sem nenhum anel na mão. E para piorar, são simpáticas e risonhas até mesmo para a piada do tomate que atravessou a rua.</p>
<p>Tenho tanto medo que, quando vejo uma mulher dessas, finjo que não vi, me escondo no banheiro do bar ou dentro de alguma loja até elas irem embora. Porque sei que não vai dar certo uma coisa dessas.</p>
<p>O problema é que às vezes não tem como se esconder, geralmente quando os bons drinques já começam a cobrar a fatura dos neurônios. Termina não dando certo do mesmo jeito. É como se elas tivessem fugido de Cuba.</p>
<p>É verdade, também, que esse método rápido de emagrecimento não é uma exclusividade do fim de ano. Porque se é para emagrecer, divórcio vende mais do que <a href="http://youtu.be/MsFinwtiuMw">coscarque</a>.</p>
<p>__<br />
* <em>link original no <a href="http://terramagazine.terra.com.br/interna/0,,OI5535037-EI14598,00-Elixir+do+emagrecimento.html" target="_blank">Terra Magazine</a></em></p>
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