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Garanta um espaço só seu na internet

Thursday, February 16th, 2006
Paulo Rebêlo
Folha de Pernambuco - 15.fevereiro.2006
 

Quando você digita um endereço no navegador, do tipo www.nomedaempresa.com.br, é quase como entrar em uma casa alheia. Chamado de domínio, essas locações do tipo .com., .com.br, .org.br ou .net, nada mais são do que meros registros que, automaticamente, redirecionam para as páginas criadas. Qualquer um pode garantir um espaço próprio, seja para divulgar a empresa ou, quem sabe, reunir a família inteira para que todos tenham um e-mail do tipo maria@sobrenome.com.br. E o melhor: além de barato, é bem fácil.

Hoje em dia, estudantes e profissionais buscam, cada vez mais cedo, reservar um espaço fixo e personalizado na web. A partir de um nome fácil de decorar e digitar, você pode mostrar seu trabalho para o mundo ou sua empresa para clientes e parceiros. E tudo pode ser feito online, sem maiores burocracias e demoras. A Verisign, responsável pelo registro de .com e .net, contabiliza 85,6 milhões de domínios no mundo , um número que só faz crescer a cada ano.

De 2004 para 2005, o crescimento no registro de domínios foi de 29%. “Por dia, temos mais de 15 bilhões de resoluções (chamadas) em nossos servidores, isto é, o que o usuário digita no navegador vai até nossos servidores e retorna com o espaço correto”, explica a gerente de marketing e estratégia de negócios da Verisign, Érica Saito, durante uma apresentação da empresa no Recife. Confira, a seguir, como adquirir seu terreno virtual.

Reserve a sua vaga .com.br na web -

Quando você pensa em manter um site com seu nome na web, há duas opções: usar um serviço gratuito, geralmente oferecido por provedores de acesso ou conteúdo; ou reservar um domínio próprio e personalizar a gosto, tendo total controle sobre o que irá aparecer e podendo escolher a melhor empresa para hospedar as páginas. Hoje em dia, é bem fácil ter uma “casa própria” na web, sem burocracias. No País, a responsável pelo registro é a Registro.br, órgão vinculado ao Comitê Gestor da Internet no Brasil. Por ela, você pode registrar .com.br, .org.br, .net.br e domínios voltados a profissionais liberais, como .adv.br (advogados), .jor.br (jornalistas), .imb.br (imobiliárias) e tantos outros. No entanto, também é possível fazer o registro nos Estados Unidos para domínios .com, .net ou .org, com menos restrições, desde que o pagamento seja efetuado por cartão de crédito internacional.

Para o consultor Ricardo Vaz Monteiro, a escolha do domínio é uma das tarefas mais importantes associada a um site. “Infelizmente, essa escolha não tem sido levada em consideração pela enorme influência que exerce”, lamenta. Quem escolheu bem foi o webdesigner Rodrigo Medeiros, para construir um blog mais profissional e, ao mesmo tempo, compartilhar o portfolio de trabalhos na web. “Com o registro, pude colocar tudo dentro do meu site, o que facilitou a manutenção, a criação de outras telas etc. Além de ter a liberdade de criar, testar e brincar com as ferramentas disponíveis na internet”, explica o dono do rodrigomedeiros.com.br

SERVIÇO
Brasil - http://www.registro.br
EUA - http://www.networksolutions.com

APRENDA A REGISTRAR SEU DOMÍNIO

Para garantir seu espaço, a página do Registro.BR é o local. O site permite que você pesquise a disponibilidade do nome e crie sua conta ali mesmo, online, clicando na opção “registro”. No Brasil, só detentores de CNPJ (pessoa jurídica) podem registrar .com.br. Pessoas físicas devem escolher as opções para profissionais liberais, como .adv.br ou imb.br. Nos Estados Unidos, até mesmo pessoa física pode registrar um .com, .org ou .net, mas o custo é maior.

No Registro.BR, a taxa de registro é de R$ 30, sendo pago o mesmo valor anualmente. Nos EUA, o preço varia entre US$ 10 e US$ 35 por ano, a depender do plano escolhido. Quem paga por dez anos de uma só vez, arca com US$ 14,99 anuais. Depois que você registrar seu espaço, é hora de procurar uma empresa para hospedar o seu empreendimento, ou seja, para onde você vai mandar as páginas com o seu site propriamente dito e receber as contas de e-mail.

Se mesmo assim você achar complicado, saiba que cada empresa de hospedagem tem diferentes planos e serviços, inclusive, com pacotes que já incluem a parte mais burocrática do registro. Em outras palavras, você paga a taxa anual e a mensalidade para empresa e ela faz todo o serviço. No Recife, provedores de acesso, como Terra, Truenet, Hotlink também fazem, a partir de R$ 14 mensais.

Algumas empresas de hospedagem

No Brasil
www.hotlink.com.br 
www.truenet.com.br 
www.nlink.com.br 
www.dominal.com 
www.gigahost.com.br 
www.prolinkweb.com 

Nos EUA:
www.hostrocket.com 
www.dreamhost.com 
www.emaxhosting.com 
www.websitesource.com 
www.lunarpages.com 

Registre seu domínio

1. Para terminações .br, pesquise a disponibilidade em http://www.registro.br 
2. Outras terminações, veja em www.register.com ou networksolutions.com
3. Se for registrar .com.br, é preciso ter um CNPJ
4. Faça o registro online, a taxa é de R$ 30 anuais
5. Se preferir, contacte uma empresa de hospedagem para o registro
6. Registro no exterior não exige CNPJ para .com, .net ou .org

Endereços podem ter acento e cedilha

Pouca gente sabe, mas a internet já reconhece acentos e cedilha nos e-mails e endereços de sites. Ainda é incomum e pouco utilizado mas, na opinião do consultor Ricardo Vaz Monteiro, a tendência é a popularização do serviço. Autor do livro Escolha seu .com, considerado o guia definitivo no Brasil sobre domínios na internet, Monteiro sugere que, se for para registrar, o ideal é ter as duas versões: com acento e sem acento.

Segundo o autor, “a dica mais importante é registrar as versões acentuadas no Brasil (.com.br) e no exterior (.com), porque o internauta muitas vezes não sabe se o domínio tem .br no final ou não. Caso o usuário não planeje montar um site agora, ele deve correr e, pelo menos, reservar o endereço para que outra pessoa não registre antes”, sentencia. Opinião similar tem o programador Marcelo Berenguer, que gerencia vários sites de domínio próprio. “Um domínio tem que ser de fácil compreensão e digitação, deve-se colocar palavras que identifiquem seu negócio e de preferência nomes curtos, para facilitar a vida das pessoas”, opina Berenguer.

O Registro.BR já faz o registro de domínios com acento e cedilha. No entanto, nem todos os programas são compatíveis com a nova nomenclatura. Para os navegadores, apenas o Firefox identifica corretamente os endereços acentuados. No Internet Explorer 6.0, é preciso usar um plug-in (programa externo), chamado INAV. Vaz Monteiro acredita que, somente quando a Microsoft lançar o Internet Explorer 7.0, que terá suporte nativo a domínios acentuados, é que a procura irá crescer bastante. “Afinal, a fatia de mercado do Firefox no Brasil ainda é bem pequena, apesar de consistente”, explica.

SERVIÇO
www.nomer.com.br 
www.escolhaseu.com

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Skype chega ao Brasil

Wednesday, December 14th, 2005

Paulo Rebêlo
Folha de Pernambuco - 14.dez.2005

Ele é o terror das operadoras de telefonia e o ícone máximo de uma revolução nem um pouco silenciosa. Estamos falando do Skype, o programa mais popular para realizar chamadas telefônicas pela internet, consagrando a tecnologia de voz por IP (VoIP), também chamada de telefonia IP. Após meses de estruturação e negociações, a empresa oficializou a chegada ao Brasil, inclusive, abrindo escritório no País e fechando parcerias com companhias locais.

Antes de anunciar o aporte, o Skype ganhou nova versão (2.0) com recursos extras. O principal é a inclusão de vídeos durante as ligações. Quem tem webcam pode transformar o programa em um vídeofone, conversando com qualquer pessoa, em qualquer lugar do mundo. Lembre-se que o Skype é gratuito e só precisa de uma conexão internet para funcionar, além de poder fazer chamadas para telefones convencionais, públicos e celulares.

O Brasil é o quarto país mais ativo do Skype. Não à toa, a empresa resolveu abrir um escritório em São Paulo. Um dos resultados práticos é a parceria com a Telelistas, líder no mercado nacional de listas telefônicas. Ao instalar o Skype Toolbar - uma barra de ferramentas para Internet Explorer ou Firefox - o usuário pode fazer buscas em toda a base de dados da Telelistas, procurando por empresas ou pessoas através de palavras-chaves ou nome. Basta clicar e a ligação é feita automaticamente pelo SkypeOut.

O SkypeOut é um serviço pago, embutido ao Skype gratuito, que permite fazer ligações convencionais para um telefone comum. Conforme já visto na Folha Informática na reportagem sobre VoIP, o valor é extremamente baixo quando comparado ao custo das operadoras de telefonia.

A superintendente de negócios da Telelistas, Yanira Nasser, acredita que a parceria é uma “ferramenta poderosa para permitir a utilização do SkypeOut no dia-a-dia das pessoas”. A executiva realça que as operações da Skype no Brasil e América Latina prevêem, ainda, outras importantes parcerias que serão fechadas nos próximos meses.

Planos e novos serviços para 2006 -

O gerente-geral do Skype no Brasil, Carlos Pires, já antecipou que no primeiro trimestre de 2006 haverá cartões pré-pagos de telefonia pela internet, vendidos em mais de 30 mil estabelecimentos comerciais. A proposta facilita - e muito - a vida de usuários domésticos e leigos, que não vão precisar criar uma conta de SkypeOut para fazer ligações.

Enquanto isso, as operadoras de telefonia tentam se virar do jeito que podem. Muitas pretendem lançar serviços próprios de VoIP, a partir do primeiro semestre do próximo ano. Os planos do Skype inclui, em partes, parcerias com operadoras, mas nada está definido até agora. No entanto, a direção da empresa garante que vai abrir um site em português e lançar pacotes prontos com kit de software e ligações grátis por tempo determinado.

Outra promessa é trazer para o Brasil o serviço SkypeIn, o qual libera um número de telefone específico para cada pessoa, como se fosse um telefone local, mas utilizando a rede do Skype a um custo reduzido. Também não há previsão sobre o SkypeIn até agora, principalmente por causa da falta de legislação sobre VoIP no Brasil.

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O que é podcast? Aprenda a ouvir e fazer um

Wednesday, November 30th, 2005

Paulo Rebêlo
especial para o UOL Tecnologia (link original c/ imagens)

O nome lembra alguma bugiganga de Star Wars e agora todo mundo anda falando no assunto, mas que danado é o podcast? Apesar do termo complicado, podcast nada mais é do que um blog de áudio. É um site, pessoal ou comercial, pelo qual os usuários ficam sabendo, automaticamente, quando tem novidade para escutar. Pode ser música, entrevistas, programas esportivos ou qualquer outra coisa, tudo em arquivos MP3 ou outro formato digital, como Windows Media (WMA) ou Wave (WAV).

Não à toa, os mais conservadores preferem chamar de “áudioblog” em vez de podcast, visto que este nome é uma clara referência ao iPod, aquele aparelho portátil para ouvir música digital da Apple. Com o sucesso estrondoso do iPod, aliado ao popular broadcast (algo como “transmitir amplamente”, em inglês), surgiu o podcast. Você escolhe os sites com conteúdo de áudio para assinar e, pela Internet, o iPod faz a sincronia para você ouvir em qualquer lugar.

Então, podcast precisa de iPod? Pelo nome, até parece que sim, mas não é. Basta um computador conectado à Internet para tirar proveito das transmissões de áudio em sincronia automática. Com o uso de programas (softwares) específicos, você assina seus podcasts preferidos e escuta em casa, no horário mais conveniente. Melhor ainda, você pode ser o dono do seu próprio show, criando seu próprio podcast para as pessoas escutarem.

E, se você quiser ir ainda mais além, o mesmo processo também pode ser feito com vídeos. Os chamados videoblogs ou vid(eo)cast ainda não são tão populares, principalmente por causa da velocidade de conexão -um vídeo leva bem mais tempo do que um arquivo de música para chegar ao seu computador.

Saiba como escutar podcasts no iTunes

O pioneiro e mais popular programa para podcast é o iTunes, da Apple. Primeiro, temos que fazer o download em www.apple.com/itunes/download.

Escolha se você usa Windows ou MacOS e clique em “download iTunes - free”. Veja que é preciso ter um mínimo de 256 Mb de RAM e processador de 500 MHz ou superior. Feito o download, instale normalmente.

Ao abrir o iTunes, você tem a opção que o programa procure suas MP3s e WMAs para organizar, assim você pode ouvir no próprio iTunes e, depois, usá-las como podcast.

Agora, vá para a biblioteca (library) do iTunes e veja a opção “Podcast” no menu da esquerda. A partir daí, você já poderá assinar os programas disponíveis nessa janela. Repare no quadro à direita, com os “Today’s Top Podcasts”, ou seja, os mais populares do dia. Não há limite para assinar, mas lembre-se que esses aí estão todos em inglês.

Antes de procurar podcasts em português, tente assinar um dos modelos disponíveis no iTunes para testar. No exemplo, assinamos um programa de entrevistas e comentários sobre tecnologia, chamado “This WEEK in Tech”, considerado um dos melhores da área.

Agora é só clicar sob o nome do programa, escolher a opção “assinar” (subscribe) e ir baixando os arquivos de áudio - o iTunes faz isso automaticamente. A depender da velocidade da sua conexão, pode levar vários minutos. Em seguida, é só clicar no botão de “play” e escutar. Você ainda pode escolher com que freqüência o iTunes irá verificar, online, quando há novos programas disponíveis. Basta ir nas configurações (Settings).

Experimente outros programas para ouvir podcasts

Se você acha o iTunes muito pesado ou complicado, saiba que já existem diversos outros programas que fazem a mesma coisa e, em algumas situações, com recursos mais amigáveis e interessantes. Os dois mais populares entre usuários é o iPodder e o Ziepod, ambos gratuitos.

Baixe o iPodder em ipodder.sourceforge.net/download na versão Windows, Linux ou MacOS. Ele é bem menor do que o iTunes, com apenas 6 Mb, mas serve apenas para “puxar” os podcasts, você ainda vai precisar do iTunes para escutar. A vantagem do iPodder é por ser um ótimo organizador, para quem tem várias listas de podcasts.

Ao abrir o iPodder, sua lista terá apenas duas entradas. Clique no botão de “+” (add new feed) para começar a cadastrar seus podcasts.

Vamos tomar como modelo o podcast do Amaury Jr., que conseguiu a primeira entrevista do Maluf depois que saiu da prisão. Pelo site do apresentador, você verá o botão de RSS.

Basta clicar com o botão direito do mouse, escolher “Copiar atalho” e colar no iPodder. Só isso. Agora, a assinatura já está na base de dados do programa e só falta baixar o arquivo para escutar.

Escolha o link do podcast desejado e aparte no botão de “catch up”, para que o iPodder busque as últimas atualizações da sua lista de podcast. Terminado o download, é só clicar novamente e escolher para tocar. Você ainda pode selecionar todos os programas anteriores para escutar.

Não esqueça de, depois, passar no Podcast Directory do programa, que é um rápido organizador de podcasts, já com os principais buscadores, como o PodNova.

O ZiePOD é ainda mais leve do que o iPodder, tem apenas 2 Mb. Você pode baixar em www.ziepod.com. Feita a instalação, na primeira vez que for rodar o programa você pode procurar por podcasts disponíveis no Feedzie, que é integrado ao ZiePOD.

De fácil uso, é só clicar no botão de “+ ADD” para colar o link dos endereços RSS com podcasts. O ZiePOD vai sincronizar o áudio e você já pode escutar.

Há uma infinidade de programas diferentes, vale a pena sair experimentando para ver o que melhor lhe agrada. Basicamente, o funcionamento é semelhante em todos: achar um podcast, sincronizar e escutar. Como o podcast nada mais é do que um link do tipo RSS, muito comum para ler notícias, há os chamados agregadores de RSS que servem para ler e ouvir, como é o caso do popular FeedDemon.

Outros aplicativos que merecem atenção:
aPodder;
Doppler;
iPodder X;
PodSpider;
para ver outros, procure em Podcastingnews.

Em português

Como sempre, o Brasil é um dos países com mais assíduos em traquinas tecnológicas. Com o podcast, não poderia ser diferente. Várias pessoas já estão gravando - em casa mesmo! - muita coisa bacana para você assinar e ouvir. É como uma grande comunidade online de rádio sob encomenda.

Os sites de busca sempre são referências para procurar qualquer coisa, mas saiba que também existe sites específicos para buscas de podcasts. Em geral, são diretórios agrupados por temas. Alguns dos sites são:

www.ipodder.org/directory/4/podcasts
www.podcast411.com/page2.html
www.feedzie.com
www.podcastalley.com/
www.podcast.net/
www.podcastpickle.com/
www.podnova.com/
www.podcastdirectory.com/

A maioria dos podcasts em português surgem de iniciativas pessoais, então é mais fácil você procurar em sites de busca ou pedir links para amigos que já estejam antenados. No site PodcastingBrasil, por exemplo, há vários exemplos de programas.

Faça seu próprio podcast para todo mundo ouvir

Então você gostou da brincadeira e agora quer virar apresentador de rádio online e ter o seu próprio show? É mais fácil do que parece. No entanto você precisa ter um espaço disponível em um servidor na Web para mandar seus arquivos de áudio. Pode ser o espaço do seu site pessoal ou procurar empresas especializadas em blog e podcasts, por exemplo.

Lembre-se que arquivos de áudio são relativamente grandes, quando comparados a textos e imagens. Primeiro, vamos lembrar que estamos lidando com arquivos digitais, então seu “programa” precisa estar convertido para MP3, WMA, WAV ou algum outro formato. A melhor opção é o MP3, por ser o mais fácil e popular (praticamente todo mundo vai conseguir ouvir em qualquer computador). O WAV também seria uma alternativa, se não fosse o tamanho: ocupa mais de dez vezes o tamanho do MP3.

Você pode criar um podcast para que as pessoas escutem as suas músicas preferidas, fazer coletâneas de canções, divulgar sua banda, comentar as notícias do dia, opinar sobre os acontecimentos mundiais ou quem sabe, inventar um show e entrevistar pessoas. Se você quiser apenas ter uma mini-rádio online, as MP3s do seu computador já fazem o trabalho. Por outro lado, para criar um programa de entrevistas ou comentários, você vai precisar gravar a sua voz.

Para quem usa um programa de voz sobre o IP, é mais fácil. Você precisa ter o microfone para falar, certo? Só que agora vai gravar. Você pode usar o próprio gravador do Windows (na pasta Acessórios do Menu Iniciar) e pronto. Não é preciso nenhum hardware adicional e nem precisa ter um computador potente.

Ou pode usar qualquer outro programa que lhe seja conveniente. Muita gente usa um gravador digital (aqueles que também tocam MP3) ou um Palmtop/iPaq. A melhor e mais fácil opção é o programa Audacity, gratuito, que pode ser encontrado em audacity.sourceforge.net/.

O Audacity é um editor de áudio, ou seja, parte da premissa de que você já gravou seu arquivo. O bom é que os menus podem ficar em português, mas não repare muito em eventuais defeitos de tradução. No exemplo abaixo, abrimos o arquivo “trote-login.mp3″ para editar. Você agora pode mudar um pouco a qualidade do áudio. Quanto mais qualidade, maior será o tamanho final do arquivo e, consequentemente, mais tempo levará para os ouvintes conseguirem ouvir.

O Audacity é tão bom que você pode fazer gravações por ele! No exemplo abaixo, é preciso definir a entrada de som, ou seja, de onde você irá gravar: microfone, placa de som etc. Clicamos na opção mais simples, a “What U Hear”, que significa que o Audacity pode gravar qualquer áudio que sair das suas caixinhas de som. Se você colocar uma música para tocar em MP3, ele grava. Se você entrar em um jogo, em um site com animação e som, ele também grava. É só clicar no botão REC (Gravar).

Com o tempo, você vai aprender muita coisa bacana com o Audacity e se transformar num verdadeiro operador de som. Por exemplo, com o mouse, você pode selecionar um trecho da música/comentário e escolher uma série de efeitos disponíveis.
Reprodução

No exemplo ao lado, selecionamos os primeiro cinco minutos do nosso arquivo de áudio.

Agora, pelo menu de Efeitos, vamos à opção de “velocidade” para reduzi-la! É um dos efeitos mais bacanas. Reduza em 10%, clique em OK e veja a diferença.

Experimente reduzir a velocidade de uma música heavy metal. Você vai estar brincando de DJ. Você ainda pode mexer com o aumento de graves, fade in/out, equalização, normalização, delay e vários outros efeitos.

Atenção: você pode trabalhar no formato WAV, mas você vai precisar do codificador LAME para transformar os arquivos em MP3. Faça o download da versão mais nova (confira pelos números) em www-users.york.ac.uk/~raa110/audacity/lame.html. Depois, descompacte o arquivo ZIP para qualquer pasta do seu computador.

Dicas
A depender do objetivo do seu podcast, a qualidade do arquivo final do MP3 pode influenciar bastante o resultado. Na hora de gravar, escolha de 48 a 56k Mono para comentários seus, como se fosse um talk radio. Para música, caso o seu podcast vá ser uma estação pessoal de rádio, opte por 64k em diante. Com 128k, você terá qualidade similar a CD, mas só quem tem conexão banda larga vai conseguir escutar bem!

Outros programas
O Audacity é imbatível. Com apenas 2.4 Mb e de graça, você grava e edita praticamente qualquer coisa necessária para um podcast, digno de um programa de rádio online. A maioria das opções é paga, mas se você quiser tentar, algumas são bem conhecidas até mesmo por profissionais de som:

CakeWalk - uma série de ferramentas pagas específicas sobre áudio

GoldWave Digital Audio Editor - ferramenta similar ao Audacity, porém mais colorida e com recursos extras para profissionais. Também é mais flexível com arquivos gigantescos de áudio e qualidade extrema

Adobe Audition - com a grife da Adobe, é o mais caro de todos e a opção preferencial para quem pode pagar US$ 300. Tem todos os recursos, mais opção de gravação de CD embutida e outras firulas, além da interface padrão da Adobe -

Sound Forge - um dos mais populares de antigamente, lembra um pouco o GoldWave. Hoje em dia, só é encontrado em bibliotecas de downloads na Internet, como o Hitsquad Musician Network.

Último passo: publique e divulgue seu podcast

Com o arquivo MP3 ou WAV gravado, basta mandar para o seu servidor e partir para o último passo: criar o link RSS para que outras pessoas possam sincronizar o podcast. Quem gosta de blog já deve estar familiar com o conceito de RSS. Serve qualquer programa editor de blog que consiga criar vínculo RSS.

Por isso, a melhor opção é ter uma conta de blog para que o sistema faça o serviço automático para você. Os mais comuns, Wordpress, Typepad e MovableType, já fazem isso. O Blogger ainda não. Se você já usa eles, é só criar uma nova entrada no blog (como se fosse um post), vincular (”linkar”) para o arquivo de som que você mandou para o servidor e pronto.

Se você não sabe como criar o vínculo RSS manualmente, não tem problema. A melhor opção é entrar no FeedBurner e digitar o endereço do seu site na caixa de endereço.

O FeedBurner irá procurar, automaticamente, por vínculos do tipo “Atom” (similar ao RSS) e do tipo RSS 2.0. Veja no exemplo, que ele encontrou suporte para duas versões de RSS e para o Atom.

Clique em “Next” e escolha como vai se chamar o endereço do seu vínculo (feed). No exemplo, escolhemos “rebelo” como nome, então o endereço final (URL) do seu podcast será http://feeds.feedburner.com/rebelo

É preciso ter uma conta no FeedDemon, mas é gratuito e o processo é rápido, pode ser feito na hora. Caso o nome que você tenha escolhido (no nosso caso, “rebelo”) esteja disponível, lá está o link do seu podcast pronto. Envie o arquivo para o servidor e pronto, é só começar a divulgar o link para seus amigos.

Para verificar se tudo está funcionando bem, vá ao Feed Validator e cole o link do seu vínculo RSS para testar.

Ficou difícil?
Marinheiros de primeira viagem podem ter uma dificuldade inicial na hora de fazer o próprio podcast, caindo por terra o velho ditado de “falar é fácil…”. Se você não tem blog, não tem espaço suficiente em servidor ou, simplesmente, não quer ter dor de cabeça com nada disso, uma opção é pagar a mensalidade para serviços específicos de podcast.

No exterior, está virando uma febre. Aqui no Brasil, várias empresas estão descobrindo o nicho de mercado e, aos poucos, lançam planos de assinatura específicos para podcast. É o caso da NetPoint e da Brasil Podcast. Consulte também o suporte técnico do seu provedor.

Divulgue seu podcast

Você não vai querer enviar um e-mail para toda sua lista de contatos e avisar do seu podcat, certo? E sim divulgar para o mundo inteiro. Aproveite a onda e use os serviços de divulgação para podcasts. O melhor de todos o PodCastingNews. Desça um pouco a tela do site e clique na opção “Add Your Podcast”, logo abaixo da tarja laranja de “Resources”.

Você tem duas opções: se registra no sistema e divulga sozinho (mais rápido) ou envia um e-mail para os administradores, clicando na opção “submit the Podcast info”. Se optar por esta alternativa, mande no formulário que irá aparecer na tela:

- o nome do seu podcast;
- uma descrição dele;
- o endereço do feed RSS ou Atom;
- a categoria de podcast desejada;

Também com uma grande biblioteca de podcasts, o Podcast Alley tem um sistema parecido. Clique em “Add your podcast” e siga as instruções.

Em português, os melhores lugares para divulgar seu podcast são aqueles nos quais você também encontra, além de dicas e suporte, várias outras pessoas querendo divulgar seus programas e suas opiniões.

www.brasilpodcast.com.br
www.eupodo.com.br
www.podbrasil.com.br
www.podcastbrasil.com/forum/

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Web 2.0 - uma nova forma de participar

Wednesday, November 30th, 2005

Paulo Rebêlo
Folha de Pernambuco - 30.nov.2005

A internet é a mesma, mas o jeito como as pessoas trocam informações e participam
do mundo virtual está mudando. De um mero receptor de conteúdo, o usuário tem
agora uma gama de serviços online que o transforma em emissor, um papel bem
mais ativo, participativo e interativo. A mudança foi batizada de “Web 2.0″ pelos
especialistas e estudiosos do tema, mas o fato é que nem todos se dão conta da
novidade.

Não faz muito tempo, o usuário de internet era apenas um leitor, um receptor. O
conteúdo era criado por “profissionais” e apresentado na web. Com o tempo, novas
ferramentas interativas foram surgindo, como os weblogs. A situação de hoje com a
Web 2.0 é o extremo do que ocorreu na época de ouro dos blogs. Milhões de pessoas
estão migrando de serviços antigos para novas ferramentas bem mais interativas e,
melhor ainda, passam a ser donos de conteúdo próprio e invertem os papéis. Não
são mais espectadores.

A base da Web 2.0 consiste em quatro serviços online e gratuitos, com novos
adeptos a cada dia: o Flickr, um sistema de fotolog turbinado, porém ao mesmo
tempo discreto e profissional; o RSS, uma tecnologia de agregar notícias e recebêlas
em tempo real quando são atualizadas; o Podcast, pelo qual você pode se tornar
um apresentador de rádio e ter programas de entrevistas; o Wiki, um conceito de
edição aberta de conteúdo no qual todos escrevem ao mesmo tempo; entre tantos
outros.

Se você ainda não usa as ferramentas da Web 2.0 (veja box na página 2), é bom ir
se mexendo. Um exemplo é o Del.icio.us que, apesar do nome, não tem nada a ver
com culinária. Trata-se de um gerenciador social de bookmarks pelo qual você
compartilha, com todos, o endereço de sites interessantes. Ao se logar no sistema,
você tem acesso aos bookmarks dos participantes e pode classificar os sites por
popularidade ou tópico. Melhor ainda, acabou o problema de “perder” os favoritos na
reinstalação do Windows, já que eles ficam disponíveis online.

Recursos são trunfos do Flickr

Parece apenas mais um site de fotolog, mas não é. Em pouco tempo, o Flickr ganhou
a simpatia dos usuários e as atenções do mercado. Não à toa, foi adquirido pelo
Yahoo e já é responsável por um acréscimo considerável da popularidade do portal.
O objetivo do Flickr é abrir um espaço personalizado para o usuário gerenciar ou
exibir fotos, mas sem a badalação dos fotologs com dezenas de comentários sem
sentido e competição para ver quem tem mais acesso ou “amigos”.

O maior trunfo do Flickr, contudo, é a possibilidade de enviar as fotos para o site a
partir de várias fontes: computador, celular, palmtop, e-mail etc. Os recursos de
gerenciamento e organização também contam, pois o usuário pode acrescentar
tarjas (tags) em cada foto, como se fosse uma palavra-chave. Assim, quem procurar
por fotos do “Recife”, por exemplo, terá uma lista com as pessoas que tenham
marcado o nome da cidade nas imagens.

A administradora de empresas Paula Karina, adepta das fotos digitais, só conheceu o
serviço há dois meses. “É o Flickr que me incentiva na fotografia digital, já que posso
publicar várias fotos ao mesmo tempo em um único dia. Os outros impõem uma
série de restrições”, explica. Anderson Stevens, que trabalha com comércio exterior,
realça que o espaço é “reservado para quem realmente gosta de fotografia e quer
expor, ajudando outras pessoas a aprender mais sobre a arte”, diz. Junto com o
estudante Marcos André de Melo, os três formam o típico perfil dos usuários da Web
2.0. “Conheço praticamente todas as opções de fotolog, mas é no Flickr que arquivo
minhas fotos, debato técnicas e faço amigos interessados nos mesmos temas”,
completa Melo.

Textos, blogs e fotos via RSS

Com tanta novidade, conteúdo, fotos e notícias em tempo real na internet, fica difícil
ter tempo para ler e conhecer tudo, certo? Pois, em vez de visitar vários sites para
se atualizar, saiba que a tecnologia RSS (do inglês, Really Simple Syndication) pode
agregar tudo em um único software e levar até você. Com um programa leitor de
RSS, você acrescenta os endereços específicos e recebe o conteúdo. O Flickr, por
exemplo, disponibiliza o link RSS para avisar quando há fotos novas disponíveis para
visualização.

A maioria dos sites de notícias na internet já possui o link. Procure pelo pequeno
quadrado vermelho/laranja na página principal ou, simplesmente, pelo nome RSS.
Para os iniciantes, um bom início é procurar os programas Feedreader, Awasu,
FeedDemon, SharpReader e tantos outros para escolher. Você também pode guardar
seus links RSS online, em serviços como o Bloglines, que já oferecem uma imensidão
de sites com o recurso.

SERVIÇO:
www.bloglines.com
www.feedreader.com
www.sharpreader.net
www.awasu.com

Enciclopédia sempre aberta

Bons tempos em que a Barsa servia como decoração nos móveis da sala. Com a
digitalização das enciclopédias, os principais títulos foram gravados em CD-ROM ou
DVD, como foi o caso da Britannica, do Almanaque Abril e da Encarta, esta sob a
grife Microsoft. Com o conceito de Wiki, a história é outra. De graça, você tem na
internet a Wikipedia, uma enciclopédia em oito idiomas e no esquema colaborativo,
ou seja, você também pode escrever textos e publicar sobre assuntos do seu
conhecimento.

“Descobri a Wikipedia há quatro meses e acho fantástico como é fácil de usar. Em
português não tem tanto conteúdo quanto em inglês, mas é bom do mesmo jeito.
Além dos artigos técnicos e científicos, você pode ler as opiniões das pessoas, as
divergências… é bem interessante”, explica a administradora de sistemas do CIn na
UFPE, Juliana Gouveia. Uma das grandes vantagens da Wikipedia é que,
diferentemente do Google, as informações estão organizadas e divididas por tópicos
e subtópicos, a exemplo de uma enciclopédia de papel.

SERVIÇO:
www.wikipedia.com

Sobre Podcast - aqui

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