Posts Tagged ‘torrent’

Emprestar CD é pirataria?

Monday, February 4th, 2008

Paulo Rebêlo
Revista Backstage - ed. dezembro/2007

Em nossa última coluna do ano aqui na Backstage, não há como fugir. A pirataria foi o assunto deste 2007 que se acaba e, sem dúvida, ainda vai dar muito pano para as mangas em 2008. De uma hora para outra, trocar arquivos pela Internet ou até mesmo emprestar um CD para um amigo tornou-se um mal, um aganhangá-tinhoso, um carcará carcamano da indústria, uma atitude cruel por colocar dinheiro na mão de traficantes. Pequenas atitudes como fazer cópia de um CD que você comprou na loja, podem, em certos casos, ser enquadradas como pirataria aos olhos da lei.

E aos olhos da indústria, seria você um criminoso que, além de piratear, ainda por cima alimenta o tráfico de drogas? Em parceria com o Universo Online por meio de uma série de reportagens sobre pirataria feita por este escriba, vamos conhecer a opinião de dois advogados especializados no setor sobre pequenas atitudes de usuários e consumidores em relação à pirataria fonográfica.

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Especial: guia de vídeos e filmes no PC

Monday, December 17th, 2007

Paulo Rebêlo | UOL Tecnologia (link)

Nunca foi tão fácil ter acesso a filmes de qualidade no computador quanto agora. Nada de DVDs piratas que inundam o reino dos torrents -mas uma série de vídeos com qualidade de cinema, gratuitos ou de livre distribuição. Mas muita gente ainda tem problemas com vídeos no computador. Às vezes são arquivos com extensões estranhas; outras, imagem e som fora de sincronia, ou então sem legendas. Além disso, filmes que você mesmo cria muitas vezes ficam restritos ao PC -que tal se você pudesse criar seus próprios DVDs personalizados? Ou então fazer um backup de filmes originais -quem nunca teve um disco arranhado ou, até mesmo, partido ao meio? Para que você domine o trabalho com vídeos no PC, o UOL Tecnologia preparou um guia com dicas para criar DVDs, fazer backup de discos, assistir a qualquer formato de vídeo e também baixar filmes gratuitos na Internet, que está repleta de produtoras independentes.

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Tire suas dúvidas e entenda que ações podem ser pirataria

Monday, November 5th, 2007

Paulo Rebêlo
Universo Online, 05.nov.2007 (link)

Você liga a televisão e vê a polícia colocando os camelôs para correr. Abre o jornal e lê sobre as “novas” medidas do governo e da indústria para conter a pirataria na internet e nas ruas. Escuta, no rádio, um executivo garantindo que, ao comprar produto pirata, você alimenta o tráfico de drogas. De uma hora para outra, sem saber direito onde foi a curva, trocar arquivos pela Internet ou até mesmo emprestar um CD para um amigo se transformou em um câncer que só faz mal, uma atitude cruel por colocar dinheiro na mão de traficantes. Aquele artista tão famoso e supostamente vanguardista, mas que cobra uma pequena fortuna para um show de cinquenta minutos, explica que o valor é alto por causa da pirataria, apesar de seus CDs continuarem vendendo feito cerveja na praia em domingo de sol.

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MP3 Player: maravilhoso mundo portátil

Tuesday, October 16th, 2007

Paulo Rebêlo
Revista Backstage - ed. outubro/2007
5.430 caracteres

Estamos cansados de ler sobre a tal ‘revolução’ causada por este formato de música digital tão fácil de manusear e arquivar no computador, o tal do MP3. E é engraçado como todo mês há uma nova revolução no pedaço. Seja blog, orkut, fotolog, internet sem fio, celular com filmadora e assim por diante. Mais engraçado ainda é notar como os deuses do capitalismo adoram o termo ‘revolução’ na hora de vender mais produtos, nem sempre devidamente testados e certificados. Freud não explica. Talvez o Lênin…

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Terrorismo fonográfico importado

Monday, February 6th, 2006

Paulo Rebêlo
Revista Backstage - fevereiro.2006

Não chega a ser novidade que, nos Estados Unidos, a indústria fonográfica processa usuários comuns. A partir de dados coletados com os provedores de acesso, a RIAA (Recording Industry Association of America) já entrou com ações judiciais contra, pasmem-se, crianças de 12 anos a senhoras de 72 anos. Em boa parte dos casos, em geral os mais extremos, a pessoa acionada sequer fazia download consciente de uma música ilegal ou, em termos mais concretos, não tinha noção de que aquela MP3 que alguém enviou pela web era um crime passível à prisão. Foi o caso de várias crianças que constaram na lista de processos judiciais da RIAA, por exemplo.

O modelo de coerção da RIAA seria trágico, se não fosse ridículo. Embora não surpreenda, em um país onde tomar café muito quente no restaurante pode render um milhão de dólares em danos morais – como foi o caso da célebre velhinha que se queimou no McDonald’s e virou notícia internacional, anos atrás. Fato é que, mais de um ano se passou desde que os primeiros usuários começaram a ser processados. Até agora, não há a menor luz no fim do túnel de que os executivos da indústria fonográfica vão aprender a fazer jus ao salário que recebem e aprender a ter visão de mercado.

Escrever sobre um punhado de lunáticos norte-americanos até faz bem à dose diária de humor do cidadão. O problema é quando esse grupo de doidivanas começa a fazer escola e a globalizar a sandice. Problema maior ainda quando, por um motivo que nem Alá deve entender, um país pobre e periférico resolve dar ouvidos e seguir a cartilha da loucura norte-americana. Ah, meu Brasil, brasileiro…

A RAPADURA É DOCE, MAS NÃO É MOLE, NÃO

Pode estar em curso – de novo – um conluio muito bem orquestrado pelas associações e representantes da indústria fonográfica brasileira para – de novo – ganhar os holofotes da imprensa com o terrorismo frente a quem baixa MP3 na internet. Dizemos “de novo” porque, em 2003, foi a mesmíssima coisa. Pegaram um bode expiatório pouco representativo na cidade de Curitiba, prenderam e algemaram o cara na frente das duas filhas e, obviamente, ganharam as manchetes dos jornais e dos sites especializados em tecnologia. O recado foi claro: você pode ser o próximo.

Aqui mesmo, na Backstage, publicamos na coluna um longo apurado sobre o ocorrido na época, com detalhes investigados a frio e depoimentos do Ministério Público e dos advogados do acusado que vendia MP3 de músicas na internet – algo reconhecidamente ilegal, crime. O recado da indústria, porém, é que quem estivesse fazendo o download poderia ser o próximo da lista. Recado, inclusive, reconfirmado em entrevista de um representante da indústria a este pobre (que não tem dinheiro para R$ 30 num CD) escrevinhador.

Com um mês, prenderam outra pessoa – um jornalista de quase 60 anos – por causa de MP3 também, mas a acusação foi amenizada. Depois, o tempo passou e caiu no esquecimento dos usuários e da imprensa. Nos Estados Unidos, os processos continuaram ocorrendo, como acontece até hoje.

Pois, não é que agora, um desses ilustres-iluminados que se intitulam representantes dos artistas, chega para uma publicação de renome e, sem querer, deixa escapar que a tal entidade já está com um plano formulado para dar início à série de processos judiciais contra usuários domésticos, aqui no Brasil? Mais ainda, que o tal “plano” requer apenas alguns poucos ajustes para, ainda este semestre, entrar em ação.

Respeitosamente questionada por este pobre (que não tem dinheiro para bancar advogado) colunista, por vias oficiais, lícitas e legalizadas, a entidade em questão preferiu se omitir, revelando que o que havia sido dito pelo representante não deveria ter sido revelado. Que foi um passo em falso, apressado. Em momento algum, contudo, negou-se a hipótese de seguir os passos do punhado de lunáticos do hemisfério norte: de tentar colocar atrás das grades as pessoas que baixam MP3 pela internet, consciente ou inconscientemente se a faixa possui direito autoral ou não.

Enquanto isso, na vida real, e como sempre, e para variar, e como é de praxe, os peixes graúdos nadam mar adentro, felizes da vida. E ainda existe músico conivente em botar atrás das grades o próprio público que lhe rende o pão. Mas, o pior não é isso. É ainda existir gente para comprar o CD original desse povo.

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