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Garanta um espaço só seu na internet

Thursday, February 16th, 2006
Paulo Rebêlo
Folha de Pernambuco - 15.fevereiro.2006
 

Quando você digita um endereço no navegador, do tipo www.nomedaempresa.com.br, é quase como entrar em uma casa alheia. Chamado de domínio, essas locações do tipo .com., .com.br, .org.br ou .net, nada mais são do que meros registros que, automaticamente, redirecionam para as páginas criadas. Qualquer um pode garantir um espaço próprio, seja para divulgar a empresa ou, quem sabe, reunir a família inteira para que todos tenham um e-mail do tipo maria@sobrenome.com.br. E o melhor: além de barato, é bem fácil.

Hoje em dia, estudantes e profissionais buscam, cada vez mais cedo, reservar um espaço fixo e personalizado na web. A partir de um nome fácil de decorar e digitar, você pode mostrar seu trabalho para o mundo ou sua empresa para clientes e parceiros. E tudo pode ser feito online, sem maiores burocracias e demoras. A Verisign, responsável pelo registro de .com e .net, contabiliza 85,6 milhões de domínios no mundo , um número que só faz crescer a cada ano.

De 2004 para 2005, o crescimento no registro de domínios foi de 29%. “Por dia, temos mais de 15 bilhões de resoluções (chamadas) em nossos servidores, isto é, o que o usuário digita no navegador vai até nossos servidores e retorna com o espaço correto”, explica a gerente de marketing e estratégia de negócios da Verisign, Érica Saito, durante uma apresentação da empresa no Recife. Confira, a seguir, como adquirir seu terreno virtual.

Reserve a sua vaga .com.br na web -

Quando você pensa em manter um site com seu nome na web, há duas opções: usar um serviço gratuito, geralmente oferecido por provedores de acesso ou conteúdo; ou reservar um domínio próprio e personalizar a gosto, tendo total controle sobre o que irá aparecer e podendo escolher a melhor empresa para hospedar as páginas. Hoje em dia, é bem fácil ter uma “casa própria” na web, sem burocracias. No País, a responsável pelo registro é a Registro.br, órgão vinculado ao Comitê Gestor da Internet no Brasil. Por ela, você pode registrar .com.br, .org.br, .net.br e domínios voltados a profissionais liberais, como .adv.br (advogados), .jor.br (jornalistas), .imb.br (imobiliárias) e tantos outros. No entanto, também é possível fazer o registro nos Estados Unidos para domínios .com, .net ou .org, com menos restrições, desde que o pagamento seja efetuado por cartão de crédito internacional.

Para o consultor Ricardo Vaz Monteiro, a escolha do domínio é uma das tarefas mais importantes associada a um site. “Infelizmente, essa escolha não tem sido levada em consideração pela enorme influência que exerce”, lamenta. Quem escolheu bem foi o webdesigner Rodrigo Medeiros, para construir um blog mais profissional e, ao mesmo tempo, compartilhar o portfolio de trabalhos na web. “Com o registro, pude colocar tudo dentro do meu site, o que facilitou a manutenção, a criação de outras telas etc. Além de ter a liberdade de criar, testar e brincar com as ferramentas disponíveis na internet”, explica o dono do rodrigomedeiros.com.br

SERVIÇO
Brasil - http://www.registro.br
EUA - http://www.networksolutions.com

APRENDA A REGISTRAR SEU DOMÍNIO

Para garantir seu espaço, a página do Registro.BR é o local. O site permite que você pesquise a disponibilidade do nome e crie sua conta ali mesmo, online, clicando na opção “registro”. No Brasil, só detentores de CNPJ (pessoa jurídica) podem registrar .com.br. Pessoas físicas devem escolher as opções para profissionais liberais, como .adv.br ou imb.br. Nos Estados Unidos, até mesmo pessoa física pode registrar um .com, .org ou .net, mas o custo é maior.

No Registro.BR, a taxa de registro é de R$ 30, sendo pago o mesmo valor anualmente. Nos EUA, o preço varia entre US$ 10 e US$ 35 por ano, a depender do plano escolhido. Quem paga por dez anos de uma só vez, arca com US$ 14,99 anuais. Depois que você registrar seu espaço, é hora de procurar uma empresa para hospedar o seu empreendimento, ou seja, para onde você vai mandar as páginas com o seu site propriamente dito e receber as contas de e-mail.

Se mesmo assim você achar complicado, saiba que cada empresa de hospedagem tem diferentes planos e serviços, inclusive, com pacotes que já incluem a parte mais burocrática do registro. Em outras palavras, você paga a taxa anual e a mensalidade para empresa e ela faz todo o serviço. No Recife, provedores de acesso, como Terra, Truenet, Hotlink também fazem, a partir de R$ 14 mensais.

Algumas empresas de hospedagem

No Brasil
www.hotlink.com.br 
www.truenet.com.br 
www.nlink.com.br 
www.dominal.com 
www.gigahost.com.br 
www.prolinkweb.com 

Nos EUA:
www.hostrocket.com 
www.dreamhost.com 
www.emaxhosting.com 
www.websitesource.com 
www.lunarpages.com 

Registre seu domínio

1. Para terminações .br, pesquise a disponibilidade em http://www.registro.br 
2. Outras terminações, veja em www.register.com ou networksolutions.com
3. Se for registrar .com.br, é preciso ter um CNPJ
4. Faça o registro online, a taxa é de R$ 30 anuais
5. Se preferir, contacte uma empresa de hospedagem para o registro
6. Registro no exterior não exige CNPJ para .com, .net ou .org

Endereços podem ter acento e cedilha

Pouca gente sabe, mas a internet já reconhece acentos e cedilha nos e-mails e endereços de sites. Ainda é incomum e pouco utilizado mas, na opinião do consultor Ricardo Vaz Monteiro, a tendência é a popularização do serviço. Autor do livro Escolha seu .com, considerado o guia definitivo no Brasil sobre domínios na internet, Monteiro sugere que, se for para registrar, o ideal é ter as duas versões: com acento e sem acento.

Segundo o autor, “a dica mais importante é registrar as versões acentuadas no Brasil (.com.br) e no exterior (.com), porque o internauta muitas vezes não sabe se o domínio tem .br no final ou não. Caso o usuário não planeje montar um site agora, ele deve correr e, pelo menos, reservar o endereço para que outra pessoa não registre antes”, sentencia. Opinião similar tem o programador Marcelo Berenguer, que gerencia vários sites de domínio próprio. “Um domínio tem que ser de fácil compreensão e digitação, deve-se colocar palavras que identifiquem seu negócio e de preferência nomes curtos, para facilitar a vida das pessoas”, opina Berenguer.

O Registro.BR já faz o registro de domínios com acento e cedilha. No entanto, nem todos os programas são compatíveis com a nova nomenclatura. Para os navegadores, apenas o Firefox identifica corretamente os endereços acentuados. No Internet Explorer 6.0, é preciso usar um plug-in (programa externo), chamado INAV. Vaz Monteiro acredita que, somente quando a Microsoft lançar o Internet Explorer 7.0, que terá suporte nativo a domínios acentuados, é que a procura irá crescer bastante. “Afinal, a fatia de mercado do Firefox no Brasil ainda é bem pequena, apesar de consistente”, explica.

SERVIÇO
www.nomer.com.br 
www.escolhaseu.com

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Web 2.0 - uma nova forma de participar

Wednesday, November 30th, 2005

Paulo Rebêlo
Folha de Pernambuco - 30.nov.2005

A internet é a mesma, mas o jeito como as pessoas trocam informações e participam
do mundo virtual está mudando. De um mero receptor de conteúdo, o usuário tem
agora uma gama de serviços online que o transforma em emissor, um papel bem
mais ativo, participativo e interativo. A mudança foi batizada de “Web 2.0″ pelos
especialistas e estudiosos do tema, mas o fato é que nem todos se dão conta da
novidade.

Não faz muito tempo, o usuário de internet era apenas um leitor, um receptor. O
conteúdo era criado por “profissionais” e apresentado na web. Com o tempo, novas
ferramentas interativas foram surgindo, como os weblogs. A situação de hoje com a
Web 2.0 é o extremo do que ocorreu na época de ouro dos blogs. Milhões de pessoas
estão migrando de serviços antigos para novas ferramentas bem mais interativas e,
melhor ainda, passam a ser donos de conteúdo próprio e invertem os papéis. Não
são mais espectadores.

A base da Web 2.0 consiste em quatro serviços online e gratuitos, com novos
adeptos a cada dia: o Flickr, um sistema de fotolog turbinado, porém ao mesmo
tempo discreto e profissional; o RSS, uma tecnologia de agregar notícias e recebêlas
em tempo real quando são atualizadas; o Podcast, pelo qual você pode se tornar
um apresentador de rádio e ter programas de entrevistas; o Wiki, um conceito de
edição aberta de conteúdo no qual todos escrevem ao mesmo tempo; entre tantos
outros.

Se você ainda não usa as ferramentas da Web 2.0 (veja box na página 2), é bom ir
se mexendo. Um exemplo é o Del.icio.us que, apesar do nome, não tem nada a ver
com culinária. Trata-se de um gerenciador social de bookmarks pelo qual você
compartilha, com todos, o endereço de sites interessantes. Ao se logar no sistema,
você tem acesso aos bookmarks dos participantes e pode classificar os sites por
popularidade ou tópico. Melhor ainda, acabou o problema de “perder” os favoritos na
reinstalação do Windows, já que eles ficam disponíveis online.

Recursos são trunfos do Flickr

Parece apenas mais um site de fotolog, mas não é. Em pouco tempo, o Flickr ganhou
a simpatia dos usuários e as atenções do mercado. Não à toa, foi adquirido pelo
Yahoo e já é responsável por um acréscimo considerável da popularidade do portal.
O objetivo do Flickr é abrir um espaço personalizado para o usuário gerenciar ou
exibir fotos, mas sem a badalação dos fotologs com dezenas de comentários sem
sentido e competição para ver quem tem mais acesso ou “amigos”.

O maior trunfo do Flickr, contudo, é a possibilidade de enviar as fotos para o site a
partir de várias fontes: computador, celular, palmtop, e-mail etc. Os recursos de
gerenciamento e organização também contam, pois o usuário pode acrescentar
tarjas (tags) em cada foto, como se fosse uma palavra-chave. Assim, quem procurar
por fotos do “Recife”, por exemplo, terá uma lista com as pessoas que tenham
marcado o nome da cidade nas imagens.

A administradora de empresas Paula Karina, adepta das fotos digitais, só conheceu o
serviço há dois meses. “É o Flickr que me incentiva na fotografia digital, já que posso
publicar várias fotos ao mesmo tempo em um único dia. Os outros impõem uma
série de restrições”, explica. Anderson Stevens, que trabalha com comércio exterior,
realça que o espaço é “reservado para quem realmente gosta de fotografia e quer
expor, ajudando outras pessoas a aprender mais sobre a arte”, diz. Junto com o
estudante Marcos André de Melo, os três formam o típico perfil dos usuários da Web
2.0. “Conheço praticamente todas as opções de fotolog, mas é no Flickr que arquivo
minhas fotos, debato técnicas e faço amigos interessados nos mesmos temas”,
completa Melo.

Textos, blogs e fotos via RSS

Com tanta novidade, conteúdo, fotos e notícias em tempo real na internet, fica difícil
ter tempo para ler e conhecer tudo, certo? Pois, em vez de visitar vários sites para
se atualizar, saiba que a tecnologia RSS (do inglês, Really Simple Syndication) pode
agregar tudo em um único software e levar até você. Com um programa leitor de
RSS, você acrescenta os endereços específicos e recebe o conteúdo. O Flickr, por
exemplo, disponibiliza o link RSS para avisar quando há fotos novas disponíveis para
visualização.

A maioria dos sites de notícias na internet já possui o link. Procure pelo pequeno
quadrado vermelho/laranja na página principal ou, simplesmente, pelo nome RSS.
Para os iniciantes, um bom início é procurar os programas Feedreader, Awasu,
FeedDemon, SharpReader e tantos outros para escolher. Você também pode guardar
seus links RSS online, em serviços como o Bloglines, que já oferecem uma imensidão
de sites com o recurso.

SERVIÇO:
www.bloglines.com
www.feedreader.com
www.sharpreader.net
www.awasu.com

Enciclopédia sempre aberta

Bons tempos em que a Barsa servia como decoração nos móveis da sala. Com a
digitalização das enciclopédias, os principais títulos foram gravados em CD-ROM ou
DVD, como foi o caso da Britannica, do Almanaque Abril e da Encarta, esta sob a
grife Microsoft. Com o conceito de Wiki, a história é outra. De graça, você tem na
internet a Wikipedia, uma enciclopédia em oito idiomas e no esquema colaborativo,
ou seja, você também pode escrever textos e publicar sobre assuntos do seu
conhecimento.

“Descobri a Wikipedia há quatro meses e acho fantástico como é fácil de usar. Em
português não tem tanto conteúdo quanto em inglês, mas é bom do mesmo jeito.
Além dos artigos técnicos e científicos, você pode ler as opiniões das pessoas, as
divergências… é bem interessante”, explica a administradora de sistemas do CIn na
UFPE, Juliana Gouveia. Uma das grandes vantagens da Wikipedia é que,
diferentemente do Google, as informações estão organizadas e divididas por tópicos
e subtópicos, a exemplo de uma enciclopédia de papel.

SERVIÇO:
www.wikipedia.com

Sobre Podcast - aqui

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