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Especial: e-mail traz riscos à privacidade e segurança do PC

Saturday, January 26th, 2008

Paulo Rebêlo
Universo Online (UOL) - 31.dez.2007
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Especial sobre segurança no e-mailEstá para surgir ferramenta tão eficaz na Internet quanto o correio eletrônico. Por mais que se fale em mensageiros rápidos, nada supera a conveniência de ler e responder suas mensagens na melhor ocasião, seja formalmente ou apenas para uma conversa entre amigos.

E é justamente pelo caráter diversificado que muita gente deposita confiança demais no e-mail —um erro grave. Uma caixa postal pode ser lida a qualquer momento, mesmo por quem não é hacker ou usa programas especiais.

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Microsoft aposenta o Outlook Express

Wednesday, March 15th, 2006

Paulo Rebêlo
Folha de Pernambuco - 15.março.2006

Quem diria, o Outlook Express pode estar próximo do fim. O anúncio pegou todos de surpresa, mas chega no momento em que a Microsoft começa a investir em peso na finalização do Windows Vista (sucessor do XP) e, conseqüentemente, na apresentação de um novo gerenciador de e-mail integrado com as novas idéias da empresa para a web.

Por enquanto chamado de Windows Mail, o produto está em fase de testes e, ainda este mês, os usuários poderão conferir uma prévia da versão online pelo site http://ideas.live.com O cronograma de lançamento inclui a chegada simultânea de Internet Explorer 7, Windows Vista e Windows Mail.

Nos bastidores, porém, espera-se que o gerenciador de e-mail fique pronto antes e seja liberado para download. A idéia é que os usuários usem o Windows Mail no computador e a versão online dele - Windows Live Mail Desktop - em viagens ou ambientes menos seguros, como o PC do trabalho ou em cibercafés.

De acordo com um dos programadores da novidade, Lei Fong, ao descrever o Windows Mail no blog oficial de desenvolvimento, o programa vai seguir o conceito de segurança máxima do IE7 e incrementar as ferramentas contra spam, vírus e outras ameaças, além de ter um sistema de busca interno mais poderoso.

Recursos extras para câmeras digitais, pen drives, mp3 players e outros acessórios também são planejados. Fong acrescenta ainda que gerenciamento de notícias RSS e “alguma coisa” voltada à manutenção de blogs estão garantidos.

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Google Talk: mais um round na luta dos mensageiros

Wednesday, August 31st, 2005

Os fãs do Google estão em polvorosa. Acaba de chegar à Internet o Google Talk, a primeira investida da empresa no setor de mensagens instantâneas. O lançamento ocorre após a popularização do Google Mail, serviço de e-mail gratuito com 2 Gb de espaço que já conquistou muita gente. Ao mesmo tempo, coincide com a chegada da nova versão (7.5) do MSN Messenger da Microsoft, hoje o mensageiro mais popular entre os internautas brasileiros. A briga só está começando, então, vale a pena conhecer as novidades do Google Talk e como dar os primeiros passos no programa.

Paulo Rebêlo
Folha de Pernambuco, 31.agosto.2005

Simplicidade. É a palavra que melhor define o Google Talk, lançado na última terça-feira em versão experimental, apenas para os atuais usuários do Google Mail. Quem ainda não tem uma conta no GMail, pode pedir um “convite” para quem já tem ou, mais fácil ainda, entrar no Orkut. A rede de relacionamentos, cuja grife também é Google, oferece gratuitamente contas de Gmail para quem quiser, é só observar os avisos na página inicial do seu perfil.

Enquanto os concorrentes incrementam cada vez mais os programas com gráficos ultra-coloridos, notícias em tempo real, comércio eletrônico e muita propaganda, o Google aboliu o excesso e apresentou um programa cuja finalidade única é o bate-papo rápido. O software quase não tem cor, é puro texto e bem leve. Além de digitar mensagens rápidas, o usuário com microfone instalado ainda pode conversar em viva voz com outro amigo cadastrado no serviço, igualzinho ao Skype.

Integração é outro fator-chave no Google Talk. Você fica sabendo quando tem mensagens novas em sua conta do Gmail e ainda pode “acoplar” a lista de contatos à barra lateral do Google Desktop Search, a ferramenta de busca offline da empresa. No quesito voz, testamos algumas conversas via microfone e a qualidade do áudio aparentou ser superior a do MSN Messenger e quase igual ao do Skype, o mais popular do setor de Voz sobre IP - tema abordado em detalhes na Folha, edição de 20 de julho deste ano.

Outro diferencial do Google Talk é o protocolo de mensagens, responsável por estabelecer a conexão usuário-usuário para as conversas. O Google adotou o “Gaim”, um protocolo universal, de código aberto, já utilizado em outros programas alternativos de mensagens rápidas. Com isso, o sistema não se torna proprietário e programadores autônomos do mundo todo podem, a partir de agora, criar novas funções e até ajudar na melhoria do protocolo. Em nota oficial, o Google promete, para as versões futuras, um pouco de interoperabilidade entre mensageiros: com apenas o Google Talk, o usuário poderia conversar com amigos do ICQ, Messenger, Yahoo e outros.

Messenger 7.5 também investe em VoIP

Não é de agora que o MSN Messenger permite conversar por voz. No entanto, somente a partir da versão 7.0 é que a Microsoft passou a investir pesado nos recursos multimídia. Na versão 7.5, antecipada em testes pela Folha e agora liberada ao público em geral, as principais novidades são voltadas, justamente, ao uso de voz e webcam. Também há pequenas mudanças na interface, a começar pela tela inicial de login.

Enquanto o usuário conversa com um contato, ele pode mandar clipes de áudio gravados anteriormente ou na hora, como se fosse uma animação ou “emoticon”. É interessante para quem tem microfone já instalado e prefere usar a voz em vez de ficar digitando, tipo um walkie-talkie. A parte ruim do novo MSN é que só funciona em Windows XP e ficou ainda mais poluído visualmente.

No quesito integração, o usuário ganhou um botão que permite pesquisas no MSN Busca sem precisar sair da janela de conversação. Hoje, o MSN é o mensageiro mais popular no Brasil. Dados da empresa revelam que há 13 milhões de usuários, número inferior apenas ao dos Estados Unidos. O interessante é que os ianques não optam pelo MSN como principal bate-papo, ficando na terceira colocação. Lá, quem lidera é o mensageiro da America Online (AIM), seguido do Yahoo Messenger.

Simplicidade demais, funções de menos

A interface espartana do Google Talk assusta, no início, os adeptos de mensageiros concorrentes. Tanta simplicidade pode, inclusive, deixar de lado usuários novatos ou com menos experiência, visto que há uma série de funções básicas deixadas de fora. Não dá para mandar arquivos ou usar “emoticons” (aquelas carinhas de alegre, triste etc.) durante a conversa.

“O programa é leve, legal e eficiente, mas o Google não poderia esperar um pouco mais e lançar algo mais avançadinho? Eu adoraria sugerir o Talk para meus amigos não-nerds, mas do jeito que está eu sei que eles não gostarão. E se meus amigos não usam o software, não adianta eu usar também”, conclui o publicitário Carlos Eduardo Bonini.

Um dos porta-vozes do Google, Daniel Lemin, explica que a estratégia da empresa é nunca perder o bonde das inovações e oferecer ferramentas que estejam em constante evolução. Ao ser questionado pela Folha sobre a coincidência do lançamento com o anúncio da Microsoft sobre o Messenger 7.5, Lemin é enfático ao dizer que o “Google não tem o menor foco em competir com produtos concorrentes, mas apenas oferecer produtos leves e eficientes a quem estiver disposto a usar”, explica.

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Conselho Federal de Jornalismo

Tuesday, August 24th, 2004

Sem consenso não há democracia

Paulo Rebêlo
Observatório da Imprensa, 24.agosto.2004

A expressão do título soa como demagogia barata. Talvez até o seja. Porém, a manutenção e o fortalecimento da democracia também são outras duas bandeiras levantadas por quem defende a criação do Conselho Federal de Jornalismo da forma como está encaminhado. Pois bem, então falemos de democracia.

Há algo claro como a luz do dia: se temos metade a favor e outra metade contra, então não há consenso. E se não há consenso, há democracia?

Nunca vimos um assunto relacionado ao próprio umbigo da imprensa ter tanta repercussão. Até cansou ver tanta gente diferente falando e escrevendo sobre a mesma coisa e com tantas agressões gratuitas em debates pela internet. O fato é que a criação do Conselho está a anos luz de um consenso. O mínimo de humildade que se pode ter numa hora dessas é aceitar isso.

Quem irá arcar com a responsabilidade de aprovar um projeto assim? Não é preciso ir longe para perceber a divisória. Enquetes foram realizadas em vários sites de jornais e revistas, inclusive neste Observatório, e só mostraram o esperado: metade para lá, metade para cá.

Afora as enquetes virtuais, basta entrar em uma redação ou em qualquer boteco com presença de jornalistas e perguntar. As opiniões serão as mais divergentes possíveis. Se o governo arcar com a responsabilidade de aprovar o projeto deste modo, muitas pedras ainda irão rolar.

Fazendo-o, é quase como seguir o mesmo exemplo tão criticado dos americanos quando “elegeram” o Bush-caubói, sem consenso, sem vitória de verdade, sem democracia. E o resultado todos estamos vendo.

A melhor definição que li até agora, sobre o projeto, peço perdão por já nem mais lembrar quem escreveu: é um “cadáver insepulto”. O risco é “esqueceram” do assunto e, daqui a meses, o aprovarem na surdina.

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Controle Público vs. descontrole privado

Tuesday, August 10th, 2004

Paulo Rebêlo
Observatório, 10.agosto.2004

O site Controle Público (www.controlepublico.com.br) foi retirado do ar repentinamente [veja remissão abaixo para nota de Ricardo A. Setti quando da estréia do site]. Criado em 2002 pela Folha de S.Paulo e o UOL (Universo Online), o projeto prestava um importante serviço à sociedade ao reunir um extenso banco de dados com informações eleitorais, pessoais e patrimoniais de mais de cinco mil políticos brasileiros que participaram das eleições de 1998, 2000 e 2002.

De acordo com o site/blog AdVillage, o serviço foi cortado nos recentes planos de reestruturação do Grupo Folha. Durante o ano de estréia, Controle Público ganhou menção de “Melhor Contribuição à Imprensa” no Prêmio Esso de Jornalismo. No mesmo ano, Fernando Rodrigues, autor do projeto, levou o troféu do Prêmio Líbero Badaró na categoria de “Webjornalismo”. Sem contar diversas honrarias e menções durante congressos de jornalismo mundo afora.

Falta-me competência para opinar sobre as nuanças dos cortes no Grupo Folha, porém, é lamentável e muito sinistro que em plena véspera de eleições o Controle Público tenha saído do ar sob argumento de contenção de despesas. Também não faço a menor idéia de quanto custa para manter o site funcionando e como é o esquema de manutenção.

No entanto, parcos conhecimentos técnicos me permitem dizer que o custo é irrisório para manter qualquer site no ar, sem atualizações ou manutenção, apenas para consulta das pessoas. A quantidade de sites e “canais” medíocres que são mantidos, inclusive no próprio UOL, apenas nos faz lamentar ainda mais.

Por quê?

Às vésperas de eleições, o mínimo que poderiam fazer é deixar o site no ar do jeito que estava, com o banco de dados disponível para consulta. Nem que fosse apenas até o fim do próximo pleito. Não ia custar quase nada. Não é um site a consumir tanta banda assim.

O mínimo de consideração seria o Grupo Folha ter avisado aos leitores que o site sairia do ar. Assim, daria tempo de salvar alguma coisa no computador (em PDF, HTML etc.) ou, simplesmente, usar um programa para armazenar as páginas localmente no computador. Sorte de quem fez isso enquanto era tempo.

Também não adianta ir no site Web Archive, um serviço para resgatar páginas que não existem mais. O Web Archive, além de ser lento, não tem a capacidade de puxar informações a fundo ou via banco de dados. É um serviço interessante para ver a capa ou o visual de sites antigos que não existem mais, contudo não serve para consultas.

É difícil de engolir uma mãe que alimenta filhos tão bem, vendo-os crescer, ganhar prêmios, prestar um precioso serviço à sociedade para depois afogá-los. Depois os gênios da economia e os superconsultores se perguntam “por que a conta nunca fecha?”.

(*) Jornalista, no Recife; (www.rebelo.org)

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