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Blu-ray e HD-DVD: entenda as diferenças e veja se vale investir

Tuesday, March 13th, 2007

Paulo Rebêlo – UOL Tecnologia – 02.março.2007
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Após dois anos de especulações sobre o “novo” padrão de DVD, finalmente o consumidor brasileiro pode começar a pensar em investir em cinema caseiro de alta definição. As fabricantes anunciaram oficialmente os produtos voltados ao Blu-ray e HD-DVD, que são os formatos concorrentes que tendem a substituir o atual DVD em um futuro não muito distante, mas que ninguém ainda arrisca dizer quando. A grande questão é se vale a pena comprar um aparelho novo. Nomenclaturas técnicas à parte, quais são as diferenças práticas entre um formato e outro? O ganho de qualidade é mesmo superior ao atual DVD? Vamos tentar entender um pouco. Afinal, falamos de um investimento médio de R$ 3.000, mais do que valem muitos computadores potentes de hoje.

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Conheça a nova geração de DVDs

Tuesday, May 23rd, 2006

A nova safra de DVDs finalmente atinge o status de viabilidade comercial e as primeiras unidades já começam a aparecer. São dois formatos novos: HD-DVD e Blu-ray. Ambos oferecem bem mais espaço em disco, de modo a turbinar a qualidade de som e de imagem. O uso é o mais variado: filmes, jogos, vídeos caseiros e backup. É que, enquanto os discos atuais comportam uma média de 4 a 9 GB, os novos permitem gravar entre 25 a 50 GB, a depender do modelo. A desvantagem é que os formatos não conversam entre si, são incompatíveis e podem causar confusão no início, com filmes sendo lançados em mídias diferentes.
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Psicose em DVD duplo de aniversário

Sunday, October 23rd, 2005

Paulo Rebêlo
Revista Pipoca Moderna // outubro.2005

É fácil reconhecer um admirador verdadeiro de Alfred Hitchcock. Basta perguntar se Psicose (Psycho, 1960) faz parte de sua coleção de filmes do mestre de suspense. Se não fizer, o lançamento do DVD duplo de comemoração de um dos mais aterrorizantes filmes de Hitchcock é a oportunidade que faltava. Psicose tirou o sono de muita gente na década de 60 e, mais impressionante, ainda hoje – 45 anos depois – consegue assustar. Não é fácil. Tente assistir qualquer filme de suspense dos anos 70/80 para conferir. Muitos parecem comédias.

Psicose é a adaptação do livro de Robert Bloch, escrito dois anos antes, descrevendo a vida e os crimes do perturbado Norman Bates, vivido nas telas com maestria por Anthony Perkins. Ele é curiosamente simpático, característica que abandonou nas continuações de Psicose nos anos 80. Diferentemente de Janet Leigh, atriz que representa em postura quase estática a personagem Marion Crane – a desavisada que resolve passar uma noite no Bates Motel – Perkins representa muito bem a conturbada e sombria imaginação do personagem principal. Uma aposta certeira do diretor, visto que o Bates original do livro era gordo, baixinho, bem mais velho e nem um pouco agradável.

As duas cenas clássicas e mais marcantes do filme – chuveiro e escadas – atingem o ápice do medo com a sombria trilha sonora e com o jogo de câmeras. No chuveiro, o take dura apenas 45 segundos, mas foram necessárias 70 tomadas até agradar de vez o diretor. Vale lembrar que, em uma época onde os filmes já eram coloridos, Hitchcock optou por filmar Psicose em preto e branco por achar que as cores o deixaria pesado demais para a audiência. E parece ter dado certo, para uma produção que custou 800 mil dólares e rendeu mais de R$ 40 milhões.

Curiosidade: vale prestar atenção na quantidade de referências a pássaros durante o filme, não apenas nas locações, como também nos nomes em inglês. Três anos depois, Hitchcock lançou Os Pássaros (Birds, 1963), desta vez tirando a vontade de muita gente em levar os filhos para brincar ao ar livre.

Continuações de qualidade subjetiva –

Psicose II só chegou aos cinemas 23 anos depois, em 1983, quando Hitchcock já estava morto. Dirigido pelo ainda hoje semi-desconhecido Richard Franklin, trouxe de volta Anthony Perkins para contracenar com Vera Miles, a mesma atriz que, antes do lançamento do Psicose original, fazia parte de uma campanha publicitária do filme em que Hitchcock aparecia em tour pelo motel e pelo casarão de Bates.

Em 1986, Psicose III chegava às locadoras brasileiras e foi responsável por apresentar a muita gente o mundo de Norman Bates, visto que naquela época era praticamente impossível encontrar cópias do primeiro filme, até mesmo no mercado pirata. Curiosamente, a terceira produção é dirigida pelo próprio Anthony Perkins, no auge de seu caráter sombrio ao personagem.

O quarto e último filme da série não passou pelos cinemas e foi direto para a TV, desta vez dirigido pelo estreante Mick Garris (havia dirigido apenas seriados) em uma espécie de “como tudo começou”, mostrando a infância de Bates e a juventude tresloucada da mãe. E foi em 1998 que o clássico ganhou um remake, com críticas das mais diversas, mas que despontou nos cinemas com Vince Vaughn e Anne Heche dirigidos por Gus Van Sant.

Quem era rato de locadora ainda deve lembrar do filme Bates Motel, de 1987, também feito exclusivamente para a televisão e com outros personagens. No caso, Bud Cort representa Alex West, um dos colegas de Norman Bates em um asilo que resolve assumir o motel após a morte do amigo.

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