Posts Tagged ‘diversão’

IPTV é o futuro da televisão com banda larga

Sunday, September 23rd, 2007

Paulo Rebêlo
UOL Tecnologia - link original
21.setembro.2007

As discussões sobre a escolha do padrão para TV digital no Brasil - entre americano, japonês, europeu ou desenvolver um próprio, nacional - vêm desde o final da década de 90. As primeiras transmissões públicas em caráter de teste, sempre adiadas, agora estão previstas para dezembro deste ano em São Paulo. Se você não agüenta mais ouvir falar em escolha de padrões e políticas públicas para a TV digital no Brasil, talvez seja hora de entender como funciona a televisão por redes IP (’Internet Protocol’), também conhecida como IPTV.
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Intrigas, ciúmes e ameaças na Internet

Thursday, January 20th, 2005

Paulo Rebêlo - rebelo@folhape.com.br

As férias escolares já não são como antes. A viagem para o interior deu lugar a passeios quase diários nas fortalezas dos shoppings; o futebol no meio da rua mudou-se para o videogame com joystick; o corre-corre com amigos foi trocado pelas competições em lan houses escuras e fechadas. E aquele tempo em que a garotada ficava de bobeira, sem nada para fazer nas férias (e geralmente “pintava o sete”) agora é preenchido com as maravilhas da Internet. Ainda tem a praia, mas como ninguém pode mais tomar banho por causa dos constantes ataques dos tubarões, o que sobra mesmo são as inúmeras possibilidades de interação na Web, consumindo horas e horas em atividades as quais, muitas vezes, ninguém imagina que possam resultar em conseqüências mais sérias. Blogs, fotologs e Orkut também são responsáveis por brigas, intrigas, ciúmes e até ameaças entre internautas. Há casos complicados, em que pessoas chegam a ser ameaçadas e sofrem com ofensas anônimas pela Rede.

Internautas deparam-se com visitas indesejáveis

Usuários de blogs e fotologs sofrem até ameaças

A recifense Vanessa Figueiroa poderia facilmente se perder na multidão virtual, como uma usuária qualquer que gosta de publicar fotos e comentários em blogs — a exemplo de milhares de brasileiros. Adepta ao fenomêno do fotolog, um serviço no qual usuários publicam fotos e imagens em sites específicos para que outras pessoas vejam e comentem, ela recebeu e-mail de um rapaz dizendo-se apaixonado. O anônimo continou enviando mensagens, apesar das respostas de Vanessa dizendo que já tinha namorado, pedindo para parar com as insistências.

O problema é que o rapaz conseguiu o endereço postal, telefone e várias outras informações pessoais da blogueira. “Resolvi ignorar, pois sou usuária antiga e sei que essa é a melhor saída. Mas, depois comecei a receber fotos minhas digitalizadas, em lugares públicos, tudo fotografado sem eu saber. Ele disse que gostava de ter alguém me vigiando para que nada de mal me acontecesse. Depois de um tempo, chegou a me chantagear para que eu acabasse meu relacionamento,” relembra Vanessa.

O admirador secreto ainda passou vários trotes durante a madrugada e vários outros tipos de perseguição, levando Vanessa a pensar em contratar um detetive particular. “Depois conclui que sociopatas estão espalhados em todo lugar, a Internet apenas facilita a ação pelo anonimato. Continuo publicando fotos pessoais no fotolog, recebo comentários degradantes de algumas pessoas, mas os elogios chegam em maior número, daqueles que me admiram ou me acham bonita. Acho isso gratificante, então continuo”, explica.

Quem resolveu não continuar foi a estudante Ariana Couto, 20. Ela nunca imaginou que publicar fotos pessoais na Internet pudesse render tantos desentendimentos. Há três meses, alguém deixou um comentário pouco gentil [sobre ela] no blog do namorado, gerando uma crise de ciúmes. “Deixavam comentários sinistros no fotolog. Comecei a ficar com receio, pois sempre coloquei fotos minhas nos lugares onde costumava ir. Achei perigoso,” pondera. “Nesse meio virtual, todo mundo se conhece, mesmo sendo por trás da tela do computador… me senti invadida,” completa Ariana, que atualmente publica apenas imagens aleatórias no fotolog, como capas de CDs e desenhos. “Essas coisas são perigosas, você fica sabendo tudo da vida das pessoas”, diz.

Mensagens de anônimos em comentários de blogs e Orkut também são fontes de dor de cabeça, não apenas para os jovens, mas para qualquer pessoa que resolva expor idéias e opiniões na Internet. Para os psicólogos, a Internet é um lugar onde as pessoas mostram o melhor e o pior de si, um espaço onde se sentem à vontade para “falar” sem medir conseqüências.

A psicóloga Ivelise Fortim, também adepta de fotologs, explica que uma pessoa controlada no trabalho pode não ser assim na vida familiar, por exemplo. “Nível intelectual e instrução não implicam necessariamente em controle emocional.Creio que a Internet serve como uma brecha onde se pode expressar emoções inadequadas, até porque as pessoas costumam não considerar porque dizem ah, é virtual, não é real…”, comenta.

“Há quem goste de se exibir ou olhar”

Intrigas e ciúmes na Internet: seriam frutos das novas tecnologias, cada vez mais acessíveis? Para a psicóloga Luciana Ruffo, as novidades de hoje não diferem muito do que se fazia antigamente. “Os recados (testemonial) do Orkut me lembram de algo comum durante a adolescência, só que nos diários e agendas das meninas para manifestar carinho e se ter uma recordação dos amigos. Ou mesmo bilhetinhos anônimos onde se declarava atração por alguém…”, recorda. A diferença, segundo a psicóloga, é que a abrangência desses novos diários não se restringe ao pequeno mundo cotidiano de grupos, mas a um universo exponencialmente maior. E, sendo assim, as conseqüências também tendem a aumentar.

Fato é que não adianta correr. A Internet faz cada vez mais parte da vida das pessoas e, como sempre, os jovens são os primeiros a assimilar e dominar as novidades.

Luize Lacerda, 20, estuda Relações Internacionais na universidade; mas terminou se dando mal nas relações pessoais por causa de fotos publicadas em fotolog. Internauta há oito anos, foi pega de surpresa quando começou a ler recados estranhos sobre ela no blog de outra pessoa. “Internet é muito bom, mas… tem seus efeitos colaterais. Perda do contato pessoal, por exemplo. As pessoas desaprendem a lidar com as outras. Às vezes, a Internet é quase uma semeadora da discórdia,” lamenta.

Para quem está preocupado com as fotos que publica, Luize dá a dica: “postar fotos que mostrem metade do rosto e olhares para o nada, atraem comentários e, conseqüentemente, popularidade… mas cuidado com fotos não-convencionais, como selinhos em amigas.

Sempre há pessoas que gostam de se exibir e outras de olhar”, explica Luciana Ruffo, que também faz parte do Núcleo de Pesquisas da Psicologia em Informática da PUC-SP. O conselho do Núcleo para os jovens é simples: moderação e bom senso. Para os pais, a dica é procurar conhecer melhor o universo virtual, fazer parte do cotidiano dos filhos, auxiliá-los no crescimento e ser cuidadoso na escolha das informações.

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Big Cesar Brasil

Monday, January 17th, 2005

Não é novidade que o Brasil inteiro está ligado na quinta versão do reality show Big Brother Brasil (BBB), mas a partir de agora você pode “conectar-se” ao BBB e participar de um jogo interativo pelo celular. Basta ser cliente da Oi, Claro ou TIM e ter um aparelho mais avançado para fazer o download do jogo Meu Big Brother.

São 45 modelos de celular habilitados para rodar o aplicativo, que foi totalmente desenvolvido no Centro de Estudos e Sistemas Avançados do Recife (Cesar) pela Meantime Games, incubada da instituição. O jogo permite que o usuário tome conta de um dos personagens da casa, apresentados em forma de tamagotchie. O objetivo é, através de mensagens de texto (SMS), manter os personagens alimentados, limpos, bem humorados e
disciplinados. Durante o jogo, o usuário recebe notícias em tempo real dos integrantes da casa. Made in Pernambuco, o joguinho promete fazer tanto sucesso quanto o programa.

Paulo Rebêlo
rebelo@folhape.com.br

Incubada criou o jogo em três meses
Pernambucana Meantime elaborou aplicação inovadora em Java para game BBB

Não é novidade que o Brasil inteiro está ligado no quinto Big Brother Brasil (BBB), mas, a partir de agora, você pode “conectar-se” ao BBB e participar de um jogo interativo pelo celular. Basta ser cliente da Oi, Claro ou Tim e ter um aparelho de celular mais avançado para fazer o download do jogo Meu Big Brother. São 45 modelos de celular habilitados para rodar o aplicativo, que foi totalmente desenvolvido no Centro de Estudos e Sistemas Avançados do Recife (Cesar) pela Meantime Games, incubada da instituição.

Basta olhar os números da audiência para imaginar o sucesso que o game Meu Big Brother pode fazer. Para se ter uma idéia, durante a última edição do BBB foram 60 milhões de visitas no site oficial do reality show, um recorde na Internet brasileira. A aposta da Globo em convergência celular-televisão não é de agora. No BBB4, realizado no começo do ano passado, os telespectadores já podiam enviar mensagens de texto pelo telefone durante as votações. Foram mais de 15 milhões de mensagens.

Segundo o diretor da Meantime, Haim Mesel, a Globo.com entrou em contato com a incubada em setembro do ano passado para fechar o contrato de desenvolvimento do game, após vários meses de negociações e conversas. “Colocamos dez pessoas da nossa equipe para se dedicar ao desenvolvimento e, em três meses, estava tudo pronto, incluindo a fase de testes, para que os usuários não tenham problemas ou encontrem defeitos na hora de jogar,” explica Mesel. Apesar de ainda ser novidade para os telespectadores, a equipe da Meantime já comemora o sucesso que o game vem fazendo. Sem revelar maiores detalhes, Mesel antecipa que novos contratos devem ser firmados com a Globo.com para o desenvolvimento de outros aplicativos e soluções. Nenhuma das duas empresas revelam, no entanto, valores investidos na parceria.

Na opinião do coordenador de games da Globo.com, Henrique Olifiers, o jogo desenvolvido em Pernambuco “é um conceito novo, um modelo inédito no mundo dos jogos para celular e se apóia sobre um formato de negócio nunca antes testado. Vencer os desafios durante a criação deste projeto foi gratificante”. O gerente de Tecnologia Móvel da Globo. com, Sérgio Berson, explica que há inovações tecnológicas na arquitetura do game para permitir ao usuário ficar sempre atualizado com notícias do BBB5, brincar com as perguntas no Quiz, votar no paredão e outras interatividades. “Pode também recarregar seus créditos para dar continuidade ao jogo. É tudo muito inovador. Como é compatível com vários aparelhos e operadoras, torna-se uma aplicação com o que há de mais avançado em Java no mercado brasileiro de celulares”, comemora.

Participantes da casa viraram tamagotchies

Em Meu Big Brother, você transforma os integrantes da casa em tamagotchies e pode controlá-los diariamente: alimentando, mantendo o personagem sempre bem-humorado e disciplinado. A jogabilidade é por SMS (mensagens de texto) e cada mensagem corresponde a uma ação. O principal objetivo do game é manter o personagem sempre saudável e com a conta cheia de estalecas — a moeda do BBB.

Com o jogo ativado, você escolhe qual personagem (são 14 moradores na casa) quer cuidar, protegendo ou torturando. O download de Meu Big Brother é gratuito, mas para jogar é preciso desembolsar uns trocados. Compre um pacote de estalecas, que equivale a dez ações por R$ 3,00. Feita a compra, você literalmente passa a depender do seu tamagotchi BBB, sendo obrigado a ficar de olho na fome, higiene, humor e disciplina do personagem — quase igual à televisão. Dá para escolher até mesmo a comida do dia, tendo cuidado se a opção vai deixar o boneco irritado ou satisfeito.

Enquanto você joga, o celular recebe notícias em tempo real do programa. Caso o personagem seja eleito líder ou anjo, a atualização é feita no aparelho durante a próxima sincronização com a rede da operadora. Se o personagem for vencedor nas provas, a vitória é revertida — no celular — em novos créditos de estalecas para continuar jogando. Agora, tenha cuidado: se o morador deixar a casa durante o reality show, o jogo termina para você, mas dá para escolher outro protegido e começar tudo de novo.

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Férias e jogos violentos: mistura explosiva

Monday, January 10th, 2005

Paulo Rebêlo - rebelo@folhape.com.br

Com o lançamento recente de jogos bem violentos como Doom 3, Half-Life 2 e Pacific Assault, pais e psicólogos redobram atenções ao papel que os jogos podem representar na educação de crianças e adolescentes. A polêmica sobre o efeito da violência ganha mais força agora, período de férias escolares, e também porque os jogos mais cobiçados geralmente são os mais agressivos, onde imperam cenas com bastante sangue, assassinatos, roubos e situações moralmente questionáveis. São dúvidas reincidentes sobre até onde as crianças são influenciadas pela imersão no computador e se a violência gera reflexos na vida real, transformando a garotada em crianças violentas e irritadas. O assunto não é tão simples quanto parece, pois envolve questões de educação doméstica e acompanhamento familiar. O argumento costuma ser o mesmo, de que a violência nas telas pode induzir seu filho a cometer atrocidades nas ruas. No caso, violência contra mulheres e assassinato de policiais, por exemplo, como ocorre em alguns jogos. E se isso acontecer de verdade, seria culpa da influência dos games ou da educação que os filhos recebem dos pais, incluindo falta de diálogo e acompanhamento? Veja o que eles e os especialistas dizem disso.

Cada família com suas regras

O único consenso existente entre psicólogos e pais preocupados é que uma boa educação doméstica, aliada ao convívio harmonioso com os filhos, são os melhores remédios contra qualquer tipo de efeito multimídia da violência, seja do computador ou da televisão. Evidente, a regra tem exceções e não é incomum uma criança vir a apresentar mudanças de comportamento sob efeito dos jogos. Para muita gente, porém, a polêmica não passa de bobagem e, às vezes, pode servir apenas como desculpa pela ausência de pais que não dão a devida atenção aos filhos.

O auditor fiscal, Marcelo Nunes, fez questão de repassar os “conhecimentos” de jogos para o filhos Pedro, de 4 anos, e Caio, de 9. Pedro joga Counter-Strike e outros jogos tidos como violentos desde os 3 anos, apesar de preferir os de corrida. Por ser muito novo, o pai movimentava o personagem e avisava a hora certa para Pedro “dar o tiro”, clicando no mouse e fuzilando terroristas e policiais. O mesmo vale para Caio, que gosta de GTA, onde o personagem trafica drogas, rouba carros e mata policiais. “É uma bobagem, a criança não vai virar ladrão, ficar violenta ou sair batendo nos amigos por causa de um jogo. Qualquer pai que acompanha o crescimento e a educação dos filhos sabe reconhecer quando algo está errado. Tem muita coisa pior na rua,” opina Nunes. Ele ainda questiona a eficácia de proibir as crianças de jogar o que gostam e de brincar se, no colégio, os colegas vão comentar sobre o assunto de qualquer jeito. “É inútil, as crianças reconhecem o que é realidade e ficção no jogo,” completa.

A advogada Ana Silva* pensa diferente. Preocupada com os filhos, uma menina de 4 anos e um menino de 6, ela restringe o acesso a jogos violentos e até a programas de televisão. “Não os deixo ver telejornais, filmes adultos, novelas, seriados do tipo Malhação e proíbo alguns canais de desenhos da TV a cabo”, diz. Na opinião da advogada, eles são muitos novos e já têm acesso a um volume grande de informação. “As crianças não têm discernimento para várias coisas, incluindo informação visual”, explica. Um ponto polêmico levantado pela advogada é a questão do autocontrole. “Ao jogar, fico profundamente irritada quando morro durante o jogo. É frustrante esperar este autocontrole da criança, é esperar demais”, avalia.

No Núcleo de Pesquisas de Psicologia em Informática da PUC, os psicólogos não concordam que jogos violentos sejam completamente responsáveis por estimular a violência entre crianças, mas apenas se ela já tiver uma predisposição a ser violenta. E, neste caso, não apenas jogos podem influenciar, como também a televisão, o comportamento dos pais, entre outros fatores externos. Por outro lado, há o consenso de que, cada vez mais, jogos e televisão estão tornando a violência algo muito banal e cotidiana.

*Nome fictício. A personagem preferiu não se identificar

Realismo é questionado

O escritor equatoriano, Oscar Echevérri, costuma ser referência em pesquisas sobre violência urbana. Na obra “La Violencia: ubicua, elusiva, prevenible”, de 1994, Echevérri já afirmava que mais de 3 mil estudos mostram uma correlação entre assistir violência e possuir uma conduta violenta. Os jogos com armas contribuem, segundo o autor, para legitimar condutas violentas e pode ajudar na formação de personalidades anti-sociais. Por outro lado, Echevérri lembra que não se deve repreender ou castigar atos errados com violência, pois o efeito pode ser o mesmo e talvez até ajude a criar, no jovem, a idéia de que atos violentos são aceitáveis.

O publicitário Eden Wiedemann está entre os que não vêem com bons olhos a idéia genérica de que jogos violentos fazem mal à educação das crianças. O filho, Filipe, joga desde os 3 anos de idade (hoje tem 5), vários jogos no PC e no Playstation. “O principal é a criança ser orientada a separar o real da ficção, saber de que se trata de jogo. Talvez ajude o fato de que estou sempre presente, mostrando o que é certo ou errado,” explica Wiedemann.

“Não acredito nessas generalizações de que o impacto dos jogos mude ou transforme meu filho. Se ele fosse sozinho no mundo, sem orientação, talvez fosse influenciável, mas não como algumas pessoas pregam por aí,” desabafa o publicitário. O filho não apenas gosta de jogar, como joga bem. Adora o Counter-Strike, onde terroristas lutam contra policiais. “A televisão exibe cenas tão fortes quanto os jogos. Vários desenhos animados mostram sangue espirrando, novelas apresentam cenas simuladas de sexo e muito mais,” alfineta.

O doutor em Sociologia, Valmor Bolan, explica que existe uma certa empolgação nos adolescentes vinda de jogos que estimulam fantasias extravagantes. Jogando, eles supostamente dão asas a desejos que não podem se manifestar no mundo real, geralmente expressões de transgressão e crueldade: eliminar adversários, estraçalhar corpos, ensangüentar vítimas, exterminar criaturas. E o problema, na opinião de Bolan, é quando certos jovens não conseguem deixar esse mundo da fantasia e querem repetir os atos no mundo real. “Devemos ter um discernimento que permita fazer prevalecer uma ética da vida, que seja capaz de erradicar o joio da violência e desabrochar o respeito à vida humana em todos os aspectos,” sugere Bolan.

O analista de negócios para a Sony Latin America, René de Paula Jr., lembra que é preciso acrescentar um outro componente ao debate: o excesso de realismo nos jogos de última geração. “O hiper-realismo, o tiro em estéreo, o joystick que vibra, a agonia escandalosa e berrante dos baleados. Isso mexe com estruturas primárias, com instintos profundos. Você morre mas renasce, você mata mas não paga os pecados,” pondera. René questiona se esse aprendizado dos jogos violentos serve para alguma coisa, se a capacidade de ser feliz ou bem-sucedido no mundo aumenta por causa disso. “Se estivéssemos no século XII, talvez. Ou na pré-história. Ou na Rocinha”, responde.

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Brazilians love to share

Tuesday, February 17th, 2004

Top bloggers become top photo exhibitionists

By Paulo Rebêlo in Brazil
The Inquirer, Tuesday 17 February 2004, 10:15

ALL YOU NEED TO DO is open Fotolog’s web site in order to notice a mass domain of fotologs from Brazil. No one knows exactly why this happens.
As for number of fotologs (flogs), Brazil stands in the first place with 165,448 registered pages. It’s more than half of the full database, which totals 295,114 fotologgers. In 2nd place comes the U.S. with 19,051, about eight times lower. United Kingdom is way below, with 1,314 flogs.

Industry analysts usually say this could be caused by the digital cameras boom in Brazil, since recent researches show a ten-fold sales increase in 2003, when compared to 2002. Last Christmas, sales of digital cameras were up 170% over 2002’s Christmas.

But such figures aren’t enough. It’s evident that the digital camera is becoming common in countries like Brazil, it has already become a mere commodity in richer nations like the U.S. or the UK.

Moreover, one doesn’t necessarily need a digital camera to become a flogger. Since it’s all about uploading pictures, there are plenty of flogs carrying random images captured over the Internet and, often, scanned sketches and paintings.

It remains obscure what makes Brazilian users the top dogs of flogs. According to Fotolog’s officials, Brazilians are more outnumbered than we might expect. For example, there are many flogs registered as being held in Afghanistan that are updated by Brazilian people.

“Fotolog’s service is slow and most internet connections in Brazil are dial-up. This empire of Brazil’s fotologgers is funny and somewhat mysterious. Maybe we like to show off more? Who knows…” says Haidée Lima, a designer in Brazil who owns three different flogs.

Rumours
With such success in Brazil, it’s now clear that Fotolog administrators are planning a commercial initiative in the country. What’s still unknown is what sort of business are they up to. For more than a month, Fotolog’s owners have been refusing to answer e-mails or agree to interviews. At least with us.

Meanwhile, new registrations are halted and an official announcement says that one of the owners is, “already working on closing a deal with potential partners in Brazil — something that is necessary to continue to support members there”.

Years ago, similar situation happened with blogs. Blogging became so popular in Brazil that www.globo.com, one of the biggest ISPs in the country, decided to customize a Portuguese version of Blogger, in partnership with Pyra Labs itself. It was and still is a huge success. µ

Paulo Rebêlo is a journalist in Brazil – www.rebelo.org.

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