Posts Tagged ‘criptografia’

Especial: e-mail traz riscos à privacidade e segurança do PC

Saturday, January 26th, 2008

Paulo Rebêlo
Universo Online (UOL) - 31.dez.2007
link original

Especial sobre segurança no e-mailEstá para surgir ferramenta tão eficaz na Internet quanto o correio eletrônico. Por mais que se fale em mensageiros rápidos, nada supera a conveniência de ler e responder suas mensagens na melhor ocasião, seja formalmente ou apenas para uma conversa entre amigos.

E é justamente pelo caráter diversificado que muita gente deposita confiança demais no e-mail —um erro grave. Uma caixa postal pode ser lida a qualquer momento, mesmo por quem não é hacker ou usa programas especiais.

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Um pesadelo chamado DRM

Sunday, February 18th, 2007

Paulo Rebêlo
Revista Backstage
- ed. fevereiro 2007

Poucos conhecem, alguns entendem, quase todos usam. A cada dia, aumenta a adesão a um movimento global contra o DRM, sigla de Digital Rights Management. Traduzindo, seria algo como gerenciamento de direitos digitais. Nada mais é do que um conjunto de tecnologias implantadas em arquivos de música digital, que serve para restringir ou liberar uma série de ações que o consumidor pode fazer com o arquivo. O DRM é adotado por praticamente todas as lojas que vendem música online, como forma de coibir pirataria, cópias não-autorizadas e, em alguns casos, até mesmo a transferência da música para seu aparelho portátil ou para um segundo periférico qualquer.

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RAC - parte 05

Tuesday, October 7th, 2003

Observatório, 07.outubro.2003

ARQUIVO DE NOTÍCIAS
Com usar scanner com rapidez e qualidade (*)

Paulo Rebêlo (**)

Reportagem auxiliada por computador – parte 5

No capítulo anterior [remissões abaixo], pudemos ver uma série de dicas técnicas e sugestões sobre como digitalizar conteúdo do papel, para que você incremente ainda mais o seu arquivo pessoal de notícias. Agora, as dicas finais sobre o tema.

Digitalizar em colorido ou preto e branco? Nenhum dos dois. A melhor relação tempo/produtividade é usar tons de cinza, o chamado grayscale.

Outra: nunca use a opção de digitalizar em “modo texto”, mas escolha sempre o modo imagem, mesmo que você vá digitalizar apenas texto. O modo texto é indicado para reconhecimento de caracteres (OCR), ou seja, aquele recurso de digitalizar um texto e editá-lo diretamente no Word.

O tal do OCR pode funcionar para muita gente, mas para mim nunca funcionou direito. Sempre é preciso perder um precioso tempo editando o texto final no Word, pois o software de reconhecimento de caracteres nunca consegue reconhecer 100%. E isso em inglês. No caso de textos em português, a situação fica ainda pior.

Ao digitalizar como imagem, você não poderá editar o texto no Word, mas poderá ler de forma bem mais objetiva e rápida. A reprodução digitalizada será fiel ao papel.

DPI

Você precisa escolher a resolução para escanear, o tal DPI que aparece no programa do scanner. O ideal é sempre adotar 100 ou, no máximo, 150 DPI. Quanto maior for o DPI, mais qualidade terá a imagem final, só que maior será o arquivo gerado pelo programa e mais tempo levará para digitalizar.

Se você pretende imprimir a sua base de dados digitalizada com certa freqüência, opte por 200 DPI. Se for imprimir só de vez em quando, 100 DPI é suficiente. Lembre-se: estamos tratando de documentos, principalmente textos. A idéia não é digitalizar para trabalhar as figuras e fotografias, mas sim para consultar o texto, de forma legível, quando necessário.

Ao salvar em imagem, você nunca poderá selecionar com o mouse o texto da matéria, copiar e colar no Word. É o preço que se paga.

Formatos e programas

Na hora de gravar (salvar) o documento digitalizado, é preciso escolher o formato de arquivo a ser salvo. Você pode salvar em GIF (mais qualidade, mais espaço), em JPG (um pouco menos qualidade, ocupa menos espaço) ou qualquer outro formato de sua preferência.

Escolha JPG. É um formato padronizado, universal, todo mundo conhece e todo computador pode ler sem a necessidade de instalar um programa à parte. A compressão desse formato não é suficiente para perceber perda de qualidade a olho nu. A não ser que você altere as configurações, o que não é o caso agora.

GIF e JPG também são mais fáceis de editar – fazer recortes e colagens – em programas como Paint Shop Pro, Corel Draw etc. O Paint Shop Pro é uma boa opção, pois é relativamente leve e possui todos os recursos necessários para manter um arquivo pessoal.

Lembre-se que também há a possibilidade de salvar em PDF. É preciso ter a versão completa do Acrobat. A vantagem de salvar em PDF é que, depois, dentro do próprio Acrobat dá para fazer um índice com todos seus PDFs.

No entanto, perceba que mesmo em PDF não será possível copiar-e-colar textos, pois os documentos também serão salvos como imagem. Essa interface entre imagem e modo texto quem faz é o scanner, e não o programa. O Acrobat irá apenas converter em PDF. Caso você opte pelo PDF, é prudente digitalizar em 150 DPI em vez de 100.

(*) Material da base de dados da Abraji ( www.abraji.org.br)

(*** Jornalista no Recife ( www.rebelo.org)

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RAC - parte 04

Tuesday, September 30th, 2003

Observatório, 30.setembro.2003

ARQUIVO DE NOTÍCIAS
Como digitalizar conteúdo do papel

Reportagem auxiliada por computador – parte 4 (*)

Paulo Rebêlo (**)

No capítulo anterior [remissões abaixo], tivemos as últimas noções sobre como criar uma série de palavras-chave e nomenclaturas para organizar seu arquivo de notícias para consulta offline.

O fato é que salvar conteúdo da internet para armazenar no computador é um processo bem rápido. O problema é armazenar conteúdo que não esteja na internet, como é o caso de muitas revistas que não abrem as matérias para leitura online e de jornais que abrem apenas para assinantes.

A única maneira é digitalizar (”escanear”) o papel impresso. Funciona, mas com certos problemas:

** Digitalizar documentos requer muita paciência, pois é um processo demorado. E tempo é tudo que nós não temos.

** Scanners domésticos são lentos e são poucos modelos que conseguem digitalizar com qualidade quando a tampa está aberta. Sim, porque manter a tampa sempre aberta enquanto se digitaliza várias páginas nos economiza bastante tempo.

** É muito mais trabalhoso (e chato) ficar virando páginas e mais páginas na revista, comparado ao clicar de mouse para passar à pagina seguinte na internet.

** Depois de digitalizado, quase sempre é preciso fazer uma leve edição no documento: cortar sobras, sombras e recortar o que não interessa.

É fácil perceber que não existe absolutamente vantagem alguma em digitalizar reportagens. O único porém é que, não obstante, temos a necessidade de digitalizar esses documentos. Principalmente daquelas revistas velhas que guardamos em casa e cujas reportagens não vamos encontrar na internet.

Algumas pessoas optam por não digitalizar nada (falta de tempo, de paciência, ou ambos), enquanto outras preferem “perder” parte do domingão para atualizar o arquivo pessoal. Aqui vão algumas dicas para os nerds da segunda opção.

Scanner

** Compre um scanner, no mínimo, razoável. Hoje em dia, vale o investimento, pois não é caro.

** Tamanho não é documento. Inclusive, a maioria dos scanners [domésticos] grandões são justamente os mais lentos.

** Alta resolução é balela. Para digitalizar documentos, mesmo com fotos, ilustrações e infográficos, você não precisa de altas resoluções, nem mesmo se quiser imprimir depois. O importante é velocidade. Quanto mais rápido, melhor.

** Bons scanners podem digitalizar documentos com a tampa aberta sem perda significativa de qualidade. Isso economiza tempo e paciência, dois fatores extremamente preciosos.

** Fuja de scanners que sejam conectados no computador através de porta paralela. Porta paralela é aquele “plug” enorme, padrão das impressoras. Fuja de scanners que liguem na tomada.

** Opte por scanners que não liguem na tomada, são os de interface USB. A ligação é direta entre o scanner e a porta USB no computador. Você vai precisar ter entradads USB no computador. Se não tiver, compre um adaptador, é baratinho.

** Scanners com interface USB funcionam sem problemas de compatibilidade e possuem taxa de transferência (velocidade) superior. Caso seu computador seja um top de linha, opte por scanners USB 2.0, ainda mais rápidos. Na dúvida, consulte aquele seu amigo do amigo do conhecido que entende tudo de informática.

** Opte por um scanner que tenha botões de rápido acesso. E configure-os. Muita gente tem scanner e não configura esses botões. Configure um botão para, assim que seja acionado, já comece a digitalizar o que estiver por cima da bandeja. Impossível descrever como isso economiza tempo, depois de horas digitalizando documentos no domingão.

Qualidade ou velocidade

Hoje em dia, qualquer programa de imagem e editoração tem o recurso de digitalizar documentos. Você pode usar CorelDraw, Photoshop, ACDSee, Paint Shop ou o aplicativo que vem no CD original do scanner. Até mesmo o Microsoft Office.

O importante não é o programa, mas sim a facilidade de uso e manuseio para você, além do formato desejado para digitalizar. Usar Photoshop ou CorelDraw, por exemplo, só para digitalizar imagens, é um desperdício de tempo, paciência e recursos do computador. São pesados e, conseqüentemente, vão tomar mais o seu tempo.

Há opções bem mais leves e recheadas de recursos também, como ACDSee e Paint Shop, ambos disponíveis na internet. Os programas embutidos no CD original do scanner, geralmente, são pobres de opções e recursos de edição rápida, mas funcionam.

Muitas vezes, é mais rápido e produtivo você usar um programa apenas para digitalizar e outro programa para recortar, editar e gravar a imagem. Mantenha as duas janelas sempre abertas e fique alternando. Enquanto um programa digitaliza o documento, o outro recebe seus comandos de recorte, edição e gravação do arquivo – com aquela nomenclatura que já vimos nos capítulos anteriores.

Para ter qualidade, o ideal é sempre fazer a pré-visualização do documento (preview) e só depois mandar digitalizar exatamente a área desejada. Para poucos documentos, não tem problema. Mas, para digitalizar pilhas de reportagens, é um gasto desnecessário de tempo.

Digitalize sempre em tons de cinza, o chamado grayscale. Depois veremos o motivo. Agora, se você quiser velocidade, esqueça a pré-visualização. Mande o scanner digitalizar toda a área possível. É perceptivelmente menor o tempo que o scanner gasta para digitalizar tudo em tons de cinza, em contrapartida ao tempo gasto pela pré-visualização mais a digitalização selecionada.

Com o documento digitalizado, você pode ir no outro programa (de edição) e fazer os recortes e colagens necessárias. É preciso ter um conhecimento básico do programa para executar essas operações.

Nem sempre vale a pena gastar tempo recortando sobras e espaços. Particularmente, deixo isso tudo para lá. Salvo com espaços em branco mesmo e faço as colagens, para que todas as páginas da reportagem fiquem em um único arquivo.

No próximo capítulo, mais dicas para digitalizar documentos com ainda mais velocidade e noções básicas sobre resolução (DPI) e cores.

(*) Material da base de dados da Abraji – Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (www.abraji.org.br )

(**) Jornalista no Recife (www.rebelo.org)

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RAC - parte 03

Tuesday, September 16th, 2003

Observatório, 16.setembro.2003

ARQUIVO DE NOTÍCIAS
Reportagem auxiliada por computador – 3 (*)

Paulo Rebêlo (**)

No capítulo anterior [veja remissão abaixo] aprendemos como usar palavras-chave para nomear os arquivos que farão parte do arquivão digital de notícias, para que lá na frente a gente consiga encontrá-los mais facilmente. Usamos exemplos práticos com reportagens da Folha de S.Paulo e com diferentes datações.

Os jornais diários publicam bastante conteúdo descartável e a maioria das reportagens envelhecem rápido. Cabe a você usar sua perícia em filtragem para saber o que pode vir a servir no futuro.

Por “servir” entenda não apenas como base para futuras matérias, mas sobretudo como fonte de conhecimento histórico na palma da mão. Particularmente, acho bem interessante salvar todos os obituários que leio em jornais, sobretudo aqueles com matérias especiais falando sobre vida e obra do falecido.

A cada ano, se produz mais e mais notícias. Ao ler uma reportagem do ano passado sobre determinado assunto, não raro temos a impressão de que o texto parece ter sido escrito há bem mais tempo. Então, agora que aprendemos a nomear os arquivos a partir de palavras-chave e datas, resta a pergunta: como vamos salvar os textos? Em que formato?

Existem várias maneiras de proceder, sem necessidade de usar planilhas eletrônicas ou banco de dados. O recurso mais adotado internacionalmente é o PDF, a partir de um software chamado Acrobat, da Adobe – a mesma por trás do Photoshop. É possível salvar em PDF a partir de outros programas, alguns gratuitos, porém com menos opções de personalização.

Os arquivos PDF não ocupam muito espaço e reproduzem com fidelidade exatamente aquilo que você vê na tela. Entretanto, não obstante todas as maravilhas do PDF, trata-se de um formato mais útil para imprimir do que para consultar no monitor.

Uma opção bem interessante, desde que você tenha certeza de que continuará usando Windows e não migrará para outras plataformas (Linux, MacOS etc), é salvar o conteúdo a partir do Internet Explorer, pela opção “Salvar como…” e escolhendo a alternativa “Arquivo da web, arquivo simples”. O Internet Explorer irá salvar toda a página em um único arquivo com extensão .MHT, contendo todo o material necessário para ler o texto offline, onde quiser.

MHT – Prós

** Arquivos .MHT podem ser lidos em qualquer computador com Internet Explorer e Outlook Express instalados, ou seja, a imensa maioria.

** O mais interessante e útil é que ele não realiza nenhum tipo de conversão, a exemplo do que ocorre no PDF – que converte o HTML do site para um formato próprio (o PDF em si).

** Ao não converter nada para outro formato, o MHT conserva toda a estrutura original do HTML, isto é, mantém ativo os links, as propagandas, as imagens com animação, banners etc.

** O arquivo se ajusta automaticamente à resolução do monitor que for usado na hora de abrir o documento pelo Internet Explorer. Não é preciso dar zoom out ou zoom in.

MHT – Contras

** Você só pode gravar MHT a partir do Internet Explorer. Outros navegadores (Opera, Netscape, Mozilla, Firebird etc) não possuem recurso similar. O que os outros navegadores fazem é salvar apenas o HTML principal (um pequeno arquivo .htm) ou salvar toda a página criando pastas e subpastas com dezenas de arquivos relacionados, o que gera uma enorme confusão e não atende aos nossos resquisitos para pesquisas rápidas.

** MHT só pode ser lido em computadores Windows e, mais especificamente, pelo Internet Explorer ou Outlook Express. Programas concorrentes não reconhecem o MHT.

** Não é possível salvar várias matérias em um mesmo MHT. Caso a reportagem tenha um link para ler a página seguinte, por exemplo, você terá que salvar a primeira página em um MHT e a segunda página em outro MHT. Na internet, os sites geralmente separam por links os grandes blocos de textos, então às vezes uma única reportagem pode exigir vários MHT. Você terá que nomeá-los de forma a entender onde começa e onde termina.

PDF – Prós

** É um formato universal, pode ser lido em qualquer sistema operacional e em praticamente qualquer ambiente, inclusive naqueles portáteis tipo handheld, palmtop etc. Desde que, claro, a pessoa tenha o Acrobat Reader (gratuito) instalado para ler os documentos.

** Você pode salvar várias páginas e reportagens dentro de um mesmo arquivo PDF, diferentemente do que ocorre com MHT.

** Hoje em dia, o Acrobat Reader (programa que apenas lê PDF, mas não grava) é bastante comum. Mais cedo ou mais tarde, todo mundo vai precisar tê-lo instalado.

** Além de servir para consulta offline, fica mais fácil imprimir PDF, se for um dia for preciso. A fidelidade é maior na impressora com PDF do que com o MHT.

** Existem vários programas e utilitários que gravam em PDF, muitos dos quais são gratuitos e de código aberto, facilmente encontrados no Google. Não é 100% necessário ter uma versão oficial do Acrobat para gravar no formato, apesar de ser recomendado por causa da extensa lista de opções e personalização.

** Você não é obrigado a usar Internet Explorer para salvar PDF. Pode ser em qualquer navegador.

PDF – Contras

** No modo “padrão” (mais rápido), você perde a estrutura de hipertexto (links) da página. Os arquivos são salvos de forma estática, como se fosse um pedaço de papel. Não dá para clicar em cima do papel, não é?

** O problema acima foi resolvido com a nova versão 6.0 do Acrobat, porém, só funciona no Internet Explorer e, mesmo assim, com algumas restrições técnicas. Em outros navegadores, salvar em PDF é como salvar em papel, estático. Mas, se você usa Internet Explorer, tudo bem.

** A geração/conversão de um PDF é mais lenta do que um MHT.

** Querendo ou não, o Acrobat e o Acrobat Reader são programas bem mais pesados do que o Internet Explorer. Ou seja, leva mais tempo pesquisar em PDF do que em MHT se você tiver um esquema de nomenclatura de arquivos já bem definido mentalmente.

Por fim, um último adendo: como o MHT é apenas o HTML gravado em um único grande bloco, sempre é possível fazer a conversão de MHT para PDF quando quiser. O caminho inverso não dá.

No próximo capítulo, vamos ver como arquivar reportagens a partir do papel — jornais, revistas etc – de forma rápida e eficiente. Afinal, tempo é tudo que a gente não tem.

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