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Nanotecnologia recebe reforço de R$ 71 milhões

Wednesday, August 24th, 2005

O Governo Federal acaba de anunciar o Programa Nacional de Desenvolvimento da Nanociência e Nanotecnologia, com investimento de R$ 71 milhões para o biênio 2005/2006. Em parceria com o Ministério da Ciência Tecnologia (MCT), os recursos serão distribuídos em todo o Brasil, para universidades e laboratórios, incluindo projetos de novos pesquisadores e trabalhos já consolidados na área.

Mas, afinal, o que é nanotecnologia? Para onde vai o Brasil nesse campo tão cobiçado do meio científico e aparentemente tão distante das pessoas comuns? Confira, na reportagem a seguir, o que podemos esperar das pesquisas em nanociências e os produtos já disponíveis no mercado, a começar pelo destaque internacional de Pernambuco no setor.

Paulo Rebêlo
Folha de Pernambuco, 24.agosto.2005

Em resumo, nanotecnologia pode ser definida como a ciência do pequeno. No caso, do extremamente pequeno, visto o termo que a define - nano - ser a bilionésima parte do micrômetro, que é, justamente, a medida adotada na microeletrônica que está por trás dos minúsculos chips de computador e de todo material eletrônico. Se hoje a microeletrônica é a base de quase todas as ferramentas de trabalho ao nosso redor, as ciências do nanômetro (nanociências) nos revelam o que está por vir.

Na última sexta-feira, em Campinas, o presidente Lula bateu o martelo, junto ao ministro Sérgio Rezende, do MCT, para liberar os R$ 71 milhões relacionados ao Programa Nacional de Desenvolvimento da Nanociência e Nanotecnologia.

De acordo com o ministério, ainda não está definido o volume de recursos para cada universidade, pois haverá processos de licitação e os recursos serão divididos entre este ano e o próximo. Dados do governo mostram que, entre 2001 e 2002, foram investidos R$ 3 milhões em nanotecnologia, valor que aumentou para R$ 11,7 milhões em 2003 e R$ 14,6 milhões no ano seguinte.

A nanotecnologia está presente nos laboratórios e institutos de pesquisa brasileiros há vários anos, mas só recentemente é que os investimentos começaram a aparecer em peso, assim como as primeiras aplicações práticas para uso cotidiano.

PE está em rede mundial de pesquisas

Pernambuco se destaca com a Rede de Nanotecnologia Molecular e de Interfaces (Renami), cuja sede se encontra na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). São dezenas de instituições nacionais e seis do exterior, todas interligadas pela Renami, que estuda e desenvolve nanoestruturas. Parece complicado, mas o resultado prático é fácil de entender.

O coordenador de inovação da Renami, Petrus Santa Cruz, explica que a nanotecnologia está em todas as áreas do conhecimento: Medicina, Meio-Ambiente,Energia, Agricultura, Informática e assim por diante. “Vários produtos já estão no mercado hoje, desde medicamentos como o DaunoXome, até vidros que se limpam sozinhos, sensores, protetores solares especiais, monitor de computador flexível e ultra-fino utilizando eletrônica molecular, roupas com tecidos especiais que não sujam, produtos anti-chamas, anti-radiação, superfícies que não riscam, baterias de longa duração a base de hidrogênio ou metanol e que não poluem”, completa Santa Cruz, que também é sub-chefe do Departamento de Química Fundamental da UFPE.

Entre as criações propostas pela nanotecnologia, em breve as pessoas poderão comprar medicamentos de precisão nunca antes imaginada, cápsulas contendo nanorobôs que, uma vez ingeridas, soltam os bichinhos para filmar seu organismo e até mesmo resolver problemas de saúde, como desobstruir artérias ou fazer micro-operações no seu corpo. Além de carros bem mais leves e computadores ainda menores e mais rápidos. No quesito informática, os segmentos que mais prometem são o de materiais semicondutores e o de armazenamento de dados. São as nanomáquinas, dispositivos em escala molecular, milhões de vezes menores do que um fio de cabelo para integrar placas e chips.

Parece ficção científica, mas é real

Quando os cientistas e pesquisadores falam em nanotecnologia, parece filme. Os investimentos bilionários dos países desenvolvidos em pesquisa, contudo, provam que as aplicações nanocientíficas não apenas estão cada vez mais próximas do cidadão comum como, também, podem representar uma revolução no jeito de se trabalhar. “O Brasil errou no passado e perdeu a oportunidade de se tornar um país-referência em eletrônica e setores afins, mas com a nanotecnologia é diferente. Nós também somos pioneiros e, hoje, quando se fala em nanotecnologia no País, o Nordeste é um referencial”, comemora Petrus Santa Cruz, da UFPE.

Ele explica ainda que toda essa mudança está assustando os países que acumularam conhecimento e destaque no cenário mundial, pois as nanociências mudam a forma como se lida com átomos e estruturas. “É uma grande chance para países como o Brasil, cuja comunidade científica se destaca em nanotecnologia. Há um interesse sem precedentes do setor industrial e empresarial, porque todos estão percebendo que a mudança será radical e quem não investir na área ficará para trás”, profetiza Santa Cruz, que conta com o respaldo de inúmeros cientistas e pesquisadores mundo afora, que classificam a nanotecnologia como a nova revolução industrial.

A notoriedade da UFPE é reconhecida internacionalmente no setor. A universidade detém a patente de seis dispositivos nanotecnológicos, como um desenvolvido para diminuir os índices de infecção e rejeição de implantes dentários, por exemplo. Também é a primeira universidade brasileira a incluir uma disciplina eletiva de nanotecnologia voltada ao ensino.

Nanoeletrônica também se destaca no Estado

Mesmo com o conhecido atraso brasileiro na microeletrônica, uma série de pesquisadores investem em estudos avançados na chamada nanoeletrônica para desenvolver dispositivos de escala nanométrica - e controlá-los a partir de softwares de computador. No Departamento de Eletrônica da UFPE, a equipe liderada pelo Prof. Edval Santos no Laboratório de Dispositivos e Nanoestruturas (LDN) é um bom exemplo.

No LDN, eles já desenvolveram até uma placa de computador feita exclusivamente dos estudos da equipe. “Nosso foco maior são as técnicas como a nanolitografia eletrônica (processo de gravura em plano) e programas de modelagem para nanodispositivos”, explica Santos, que também pesquisa e desenvolve, junto com a equipe, uma série de nanosensores. E o que são nanosensores? Nada mais do que sensores com apuração e precisão nanométrica.

Em aeroportos e agências de Correios, por exemplo, os nanosensores poderiam varrer toda a região para encontrar armas químicas e biológicas, como o gás sarin e o antraz. Além de deslanchar novas memórias de computador, compostas de nanopartículas para armazenar uma biblioteca inteira em um dispositivo do tamanho de um chaveiro.

Exemplos práticos no nosso dia-a-dia

Dá para imaginar um vidro que não precise de limpeza? Com a nanotecnologia, já é realidade. Nanopartículas de dióxido de titânio são aplicadas nesses vidros e, a partir daí, reações fotoquímicas são feitas, modificando a superfície do vidro de modo que as partículas de sujeira se decomponham e desapareçam. É um processo similar ao que ocorre com roupas que usam nanotecnologia na fabricação, a partir de tecidos que também não sujam.

Outro exemplo tem como base as nanopartículas fluorescentes, que servem para ajudar em diagnósticos clínicos e tratamentos de doenças mais complexas. Com as nanopartículas, os médicos podem “enxergar” o medicamento dentro do organismo humano. Agora em 2005, o órgão regulador americano de alimentos e remédios, o Food and Drug Administration (FDA), liberou a comercialização do Abraxane, um medicamento à base de proteína em nanoescala para o tratamento de metástase de câncer nos seios.

Em informática, hoje, a IBM já dispõe de uma tecnologia que armazena 25 milhões de páginas em um dispositivo do tamanho de um selo postal. Batizado de milipede, o sistema registra os dados em filmes de plástico com furos de dimensões nanométricas. Em termos comparativos, os furos que a tecnologia de gravar CDs usa, armazenando 700 Mb em um disco ou 4.7 Gb em um DVD, podem ser considerados buracos enormes quando comparados às dimensões do milipede. Os entusiastas apostam que, antes do que possamos imaginar, essa tecnologia estará nas prateleiras.

Estudos iniciaram há quase um século

Com toda a celeuma sobre nanotecnologia, vale realçar que uma parte dos processos já são usados pela ciência há um certo tempo. Há pelo menos um século que partículas de carvão, do tamanho de alguns nanômetros, são usadas como aditivo reforçado em pneus automotivos. Os próprios conceitos da nanotecnologia são antigos: foram expostos pelo físico Richard Feynman em 1959, durante palestra na American Physical Society. Na época, a platéia - todos cientistas - caíram na gargalhada, achando que as idéias de Feynman fossem piadas para descontrair o ambiente. Ele ganhou o Nobel da Física em 1965.

Outro caso atual reside nas proteínas nanométricas usadas em vacinas comuns. Os “fios nanométricos” também existem há um bom tempo e servem para integrar nanocircuitos eletrônicos - o único problema é que até agora ninguém ainda conseguiu criar um dispositivo que faça uso do recurso, a não ser em experimentos de laboratório. Do laboratório a um produto comercial, cientistas acreditam que saia algo nos próximos dois a três anos.

O tamanho cada vez menor dos circuitos é o trunfo para a informática. Cientistas da IBM e da HP apostam que o silício, peça-chave na fabricação dos chips (processadores) de hoje, esteja aposentado nos próximos quinze anos. O substituto seria um dispositivo nanotecnológico. Os mesmos nanodispositivos poderiam ser aplicados em naves e ônibus espaciais para reduzir tamanho e peso e em processos industriais ecologicamente corretos. E claro, também em armas biológicas ultra-compactas e eficientes, além de aparatos militares peso-pena. Não à toa, os Estados Unidos são os líderes no investimento financeiro em nanotecnologia.

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Portaria formaliza a Rede Nordeste de Biotecnologia

Monday, January 10th, 2005

Paulo Rebêlo - rebelo@folhape.com.br

A comunidade científica ganhou um belo presente de Natal e Ano Novo. O Ministério da Ciência & Tecnologia (MCT) acaba de oficializar, formalmente através de uma portaria publicada no Diário Oficial da União, a criação da Rede Nordeste de Biotecnologia (Renorbio) — uma reivindicação antiga para promover a articulação de pesquisadores do setor e o desenvolvimento da região por meio da biotecnologia. De acordo com o atual coordenador-executivo da rede, Luiz Antônio Barreto de Castro, agora o passo mais urgente é criar o Conselho Diretor e o Comitê Científico. “Trata-se de um programa como nenhum outro do Brasil. Vamos integrar uma região inteira pela biotecnologia.” comemora.

Em agosto de 2003, os secretários estaduais de Ciência & Tecnologia do Nordeste aprovaram a criação da rede, que já contava com o aval do MCT. Segundo o técnico de biotecnologia da Secretaria de C&T na Bahia, Guilherme Leoneli, somente em dezembro daquele ano o edital foi publicado. “Em julho passado, os primeiros projetos foram aprovados, mas só agora todos os recursos chegaram e a parte burocrática foi resolvida,” explica. Dos quatro projetos aprovados inicialmente, dois são da Bahia, um do Ceará e outro de Pernambuco. Este último é da professora da UFPE, Ana Maria Benko Iseppon, e teve a maior nota de aprovação entre os demais. A proposta é estudar a estrutura do feijão verde e o parecer dos consultores destacou o projeto entre os demais “pela precisão científica e pela forma como a metodologia e as metas são apresentadas”.

A partir de agora, a espera é de novos recursos oficiais para que um novo edital possa ser publicado e, assim, atrair outros projetos de primeira grandeza. Após um levantamento dos doutores atuantes no Nordeste (são mais de cinco mil), identificou-se as seguintes áreas de competência com potencial para receber financiamentos da rede: agropecuária, saúde, biodiversidade, microbiologia industrial e Tecnologia da Informação. “No primeiro edital, convidamos projetos relacionados a problemas sociais graves, como desnutrição e mortalidade infantil”, explica o coordenador Luiz Barreto.

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Brazilian officials destroy rare fish specimens

Wednesday, August 25th, 2004

Paulo Rebêlo
25 August 2004
Source: SciDev.Net

[RECIFE] Inspectors from Brazil’s Ministry of Agriculture have destroyed twelve specimens of marine rays that had been borrowed from an institute in Spain, alleging that they lacked the necessary paperwork to be brought into the country — and refusing to postpone their action to allow such paperwork to be prepared.

Similar events have occurred in the past, leading to growing concern among Brazilian researchers that such actions will make it more difficult to borrow biological samples from foreign scientists and their institutions.

The specimens were rare African rays belonging to the Spanish Institute of Oceanography that had been borrowed by Marcelo Carvalho, an evolutionary biologist from the São Paulo University (USP). Three belonged to uncatalogued species.

Carvalho had been attending a workshop in Spain sponsored by the Spanish government and the UN Food and Agriculture Organization, at which more than 50 specialists had gathered to put together a guide of marine fauna in the African west coast.

Inspectors seized the fish on Carvalho’s re-entry into Brazil, claiming that they lacked the required paperwork from Brazil’s Sanitary Department. Carvalho and friends from State University of Rio de Janeiro (UERJ) went to the Ministry of Agriculture seeking an agreement that the specimens would not be destroyed until they had gathered the appropriate documents. But when they got back to the airport, it was too late.

“Those specimens were very unique and rare,” says Carvalho. “Of the ten specimens, at least three were completely unknown by science and now will remain so. It’s distressing not only for Brazil, but for the whole science community.”

Similar incidents have occurred in the past, generating concern among Brazilian researchers that international research centres may become reluctant to loan or give them biological samples.

For several years, the US Smithsonian Institute had placed a temporary moratorium on shipping specimens back and forth between its research centres and Brazil. Leonard Hirsch, senior policy advisor for the Smithsonian, explains that Brazilian regulations were uncertain for a long time. However, he believes they have recently “been moving forward in a very positive way”.

“We have been working very hard with the Brazilians, and believe we can now move specimens back and forth again,” he says.

Hirsch was critical of the destruction of Carvalho’s rays. “From the report, I find it totally unacceptable that they destroyed specimens not of Brazilian origin rather than holding them or having them taken out of the country, ” he told SciDev.Net.

In 2002, 200 samples of blood from a Brazilian bird, the Ramphocelus bresilius, belonging to Denise Nogueira of UERJ were destroyed. Nogueira had gone to the United Kingdom for part of her doctoral studies, taking the blood specimens with her accompanied by full documentation from the Brazilian Institute of Environment (IBAMA).

“I had no problems leaving the country or entering England,” she says. “But when I came back, nine months later, an employee from the Agriculture Ministry said that I had left Brazil illegally, as I didn’t have a license from the ministry to carry material from an animal source.”

The IBAMA employee who released the material didn’t know Nogueira would need another license from the Agriculture Ministry. The blood specimens were confiscated and stored at the airport. They were burned a few days later, before she was able to obtain documents for their release.

In an open letter to the government, Ennio Candotti, president of the Brazilian Society for the Advancement of Science (SBPC), points out that the destruction of the marine samples has taken place at a time when the Brazilian government has indicated a commitment to reducing bureaucratic controls on science in order to stimulate its development

In June, for example, the country announced an easing of important restrictions on scientific equipment in response to demands from researchers to cut the amount of bureaucracy involved in bringing such equipment into Brazil (see Brazil eases rules on scientific imports).

“It’s absurd to have two different institutions regulating the same thing when they don’t communicate with each other. They burn material without any information on its importance and don’t let us even try to comply with their bureaucracy. The government pays us to research, collect and store; the same government is paying people to burn these materials,” says Denise.

Suêldo Vita, executive-secretary from the Support Foundation of Development at the Federal University of Pernambuco, deals with these problems every day, and says current regulations “really don’t ease the procedures of science and research”. He manages donations from foreign universities and the researchers’ requests for imports. “The current Brazilian legislation really doesn’t help much and it’s quite difficult for a foreign institution to understand why our researchers have to follow so many bureaucratic steps,” he says.

He suggests that current laws should be revised to ease the process for everyone involved and to improve Brazil’s scientific progress.

So far, the Brazilian Ministry of Agriculture has not issued a statement regarding the destruction of Carvalho’s rays.

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GM cow milk ‘could provide treatment for blood disease’

Thursday, July 15th, 2004

Paulo Rebêlo
15 July 2004
Source: SciDev.Net

[RECIFE] Researchers in Brazil are attempting to create genetically modified cows whose milk could be used to produce drugs to treat blood disorders such as haemophilia, an inherited disease which results in blood not clotting properly. If successful, these would be the first transgenic animals with medical applications to have been created in Brazil.

The scientists expect their first transgenic cow to be born within three years. It will carry a human gene for a protein that encourages blood clotting. This protein will then be extracted from the cow’s milk for use in drug development, a process that could take five years.

“It’s much easier to extract this type of material from milk,” says project coordinator Rodolfo Rumpf.

The entire process consists of three stages: embryo production, genetic modification of embryo cells, and transfer of modified embryos into cows that will act as ’surrogate mothers’. Rumpf says he expects to obtain the transgenic embryos this year and transfer them to cows some time next year.

According to José Manuel Cabral Dias, head of biotechnology and genetic resources at Embrapa, the ministry of agriculture’s research institution, the programme began eight months ago and is currently at the stage of producing embryos. The Embrapa scientists also have plans to produce genetically modified goats and sheep.

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Brazil eases rules on scientific imports

Friday, June 25th, 2004

Paulo Rebêlo
25 June 2004
Source: SciDev.Net

Brazil has announced a programme that is intended to make it easier to import scientific equipment and materials into the country.

Called ‘easy science import’ (importa fácil ciência), the programme will attempt to meet demands from researchers to reduce the amount of bureaucracy that is involved in bringing scientific equipment into the country (see Red tape on imports ‘is stifling Brazilian research’).

Under the programme, scientists who register with the Council of Scientific and Technological Development will be able to take advantage of financial and administrative benefits — such as exemption from import fees and taxes — that are currently enjoyed by non-profit institutions.

According to the council, any scientist attached to a research institution or centre will be eligible, and about 10,000 students holding scholarships from the council have been automatically registered.

The maximum value of scientific equipment that can be imported has been raised from US$3,000 to US$10,000. And the process will be further streamlined by the fact that the postal authorities will handle the customs paperwork for imported goods, subsequently delivering equipment to the scientists who have ordered it.

Brazil’s minister of science and technology, Eduardo Campos, believes that, as a result of the new programme, most of problems faced by Brazilian scientists will be eliminated. However some researchers feel that further changes are needed, such as getting rid of the limit of import value.

In a recent interview to Brazilian newspaper O Estado de São Paulo, the scientific director of the Research Aid Foundation of São Paulo (FAPESP), José Fernando Pérez, welcomed the new programme. But he added that there should be no limit on the value of imported research equipment. “Most equipment costs more than the US$10,000 limit,” he says.

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