Posts Tagged ‘ásia’

Vamos “plantar” combustível ou comida?

Friday, June 6th, 2008

DP.05.junho.2008Interesses políticos e econômicos interferem no debate mundial sobre a relação entre o biocombustível e a crise de alimentos
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Paulo Rebêlo
Diario de Pernambuco - 05.junho.2008

Santo graal dos combustíveis limpos, o biocombustível tornou-se o epicentro de uma discussão traumática: a crise mundial de alimentos. Produzido sob a bandeira de não causar danos ao meio ambiente, a partir de grãos e de matéria-prima renovável, o combustível limpo e ambientalmente correto também inclui, em seu conjunto de peculiaridades, uma cruel disputa política e econômica cujos efeitos passam a largo dos ambientalistas.

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Filmes raros e antigos de graça na internet: torne-se um colecionador

Friday, March 17th, 2006

Paulo Rebêlo
Folha de Pernambuco - 15.março.2006

Os amantes do cinema clássico acabam de ganhar fortes aliados na internet. A partir de um movimento de resgate cinematográfico que usa a web para divulgar filmes raros, qualquer pessoa pode se ornar um colecionador profissional, sem precisar pagar pequenas fortunas. São filmes que caíram em domínio público ou tiveram o direito autoral expirado, hoje disponíveis gratuitamente na web para download ou visualização em tempo real - de forma completamente legalizada. Imagine as primeiras séries de “Flash Gordon”, as primeiras encenações de “O Fantasma da Ópera”, clássicos de Cary Grant e iguarias do cinema europeu e asiático, tudo à distância de um clique.

Sabe aquele filme que você assistiu há 30 anos e, na época, já era considerado “antigo” e depois, nunca mais achou em locadora ou em qualquer outro lugar? Pois, saiba que raridades assim podem estar, neste exato momento, em processo de digitalização e indo para a internet, em um processo legal e sem a alcunha de pirataria. Empresas americanas e entusiastas da sétima arte estão vasculhando arquivos públicos, em busca de filmes cujo status seja de “domínio público”, para transformar da película para formato digital.

É um processo similar ao que ocorre com livros, músicas e outras obras autorais. A depender da lei de cada país, após um determinado período de tempo (décadas), o copyright do filme expira e ele pode ser exibido em público sem o pagamento de direitos autorais. Três empreendimentos se destacam: o Veoh, um dos serviços mais profissionais e organizados; o Emol, que é meio bagunçado, porém mais fácil para encontrar relíquias do cinema e raridades exóticas; e o Public Domain Torrents, por onde os usuários podem usar o software/protocolo Bittorrent para fazer o download legalizado de filmes para assistir no DVD, no iPod e até mesmo no Playstation Portátil.

Apesar de o enfoque dos sites ser de filmes antigos, há várias obras dos anos 60 e 70 também disponíveis sem copyright, com atores consagrados da “Sessão da Tarde”. Sonny Chiba, Richard Chamberlain, Lee Van Cleef e Chuck Norris, por exemplo, também figuram entre os principais destaques do Public Domain Torrents, em filmes de ação que se perderam no tempo.

Legalidade conquista adeptos –

Ao entrar no mundo dos filmes raros, você também conhecerá um pouco da história do cinema se tiver curiosidade de pesquisar. Vários são ganhadores de Oscars ou, no mínimo, receberam premiações internacionais ou se consagraram com o público da época. É possível encontrar o primeiro registro de “O Fantasma da Ópera” (1925), “A Marca do Zorro” (1920) e relativamente recentes como “A Noite dos Mortos-Vivos” (1968). Tudo gratuito, com a opção de fazer download para o computador e, depois, gravar para assistir no DVD da sala.

Foi movida por um simples trabalho de faculdade que a designer de jogos Drussila Hollanda tornou-se colecionadora de filmes clássicos de terror e, principalmente, da época do expressionismo alemão. “A dificuldade sempre foi encontrar os DVDs, ou até mesmo em VHS, mas pude conferir que muitos filmes que procurava são de domínio público e estão nesses sites para download”, comemora. Drussila ainda gosta de garimpar os sites do Mercado Livre, do eBay (leilão virtual) e as livrarias em busca das raridades.

Outro colecionador amador é Fernando Vasconcelos, bastante conhecido pelos cinéfilos pernambucanos por ser o autor do Kinemail, boletim e site especializado em crítica dos filmes em cartaz na cidade. “No meu caso, só coleciono os medalhões, como filmes de Sergio Leone, Billy Wilder e outros famosos, então é mais fácil encontrar nas lojas. Obras menos conhecidas, de fato, não dá para achar por aqui”, lamenta. E é justamente esse público de usuário que faz a festa nos sites do Public Domain Torrents e Emol, principalmente.

Serviço
www.veoh.com
www.emol.org/movies/
www.publicdomaintorrents.com
www.kinemail.com.br

Aprenda a assistir o filme escolhido —

Nos três sites analisados pela Folha de Pernambuco, os filmes estão à distância de um clique ou após um rápido cadastro, também gratuito, como é o caso do Veoh. No Emol, há três opções de qualidade: baixa, média e original. A baixa é para assistir apenas por curiosidade, com a qualidade de imagem ruim. A média, com um pouco mais de nitidez. E a original, é o arquivo bem grande (600 a 700 Mb) com o filme inteiro, que pode ser guardado no computador ou gravado para DVD ou CD.

Para colecionar ou assistir ao filme confortavelmente, com imagens melhor definidas, com resolução superior, o ideal é escolher a melhor qualidade. Lembre-se: a maioria dos filmes são regravações dos originais em 16mm (película), ou seja, independentemente do fator “qualidade” na opção do download, a imagem nunca será igual a um DVD comercial. É quase como um programa gravado da televisão ou um VHS antigo. Tudo é bastante variável, visto que há filmes mais conservados e outros, nem tanto.

Sem a web, gravações seriam quase impossíveis –

O diretor do Veoh, Dmitry Shapiro, explica que o site começou como um aglomerado de filmes amadores. As pessoas fazem um curta-metragem e adicionam ao banco de dados da empresa, separado por categorias e votação popular. Shapiro notou uma demanda crescente por clássicos de Hollywood e, desde o mês passado, começou a oferecer obras com status de domínio público, sem problemas com a lei.

Somente na base do Veoh, são 90 filmes “cult” em domínio público. “Se não fosse a internet, as pessoas não teriam acesso a essas raridades. Achá-los é bastante difícil, colecionar, então, é quase impossível”, alegra-se Shapiro, acrescentando que a vida dos colecionadores agora vai ficar bem mais fácil.

Quem é especialista em dificuldade para conseguir obras raras é o colecionador Cláudio Brayner, dono da Classic Video, com um acervo pessoal que ultrapassa 11 mil filmes. “Comecei em 1985, pouco depois do surgimento do videocassete. Foram anos de noites e madrugadas acordado, gravando filmes da TV aberta e fechada para o vídeo”, relembra Brayner, considerado pela crítica especializada como um dos maiores colecionadores do País.

“Aqui no Brasil só existem  mais quatro ou cinco pessoas com um acervo similar ao meu”, adianta. Na opinião do Brayner, com o advento do DVD ficou bem mais fácil colecionar filmes e a internet facilita mais ainda. Até a metade dos anos 90, ele aumentava a coleção trazendo filmes em viagens para o exterior ou em feiras internacionais de cinema. T

Tanta dedicação não é fácil. “Meu acervo fica numa sala climatizada, onde ninguém tem acesso, somente eu. Não empresto, não alugo e não vendo”, antecipa Brayner, que também faz gravações por encomenda e disponibiliza uma lista no site da locadora.
Serviço
www.classicvideo.com.br


De olho no conteúdo agregado –

Assim como ocorre na eterna discussão sobre CDs piratas, com os filmes não há tanta diferença sobre o gosto do consumidor, principalmente para quem gosta de guardar capas e material adicional. “Eu nunca baixo filmes da internet, só compro em lojas, porque sou daqueles que gostam de ter a capa, as caixinhas e tudo que tenho direito”, explica Fernando Vasconcelos, do Kinemail.

O colecionador Lula Cardoso Ayres Filho, responsável pelo acervo com mais de 3 mil filmes em película do Instituto Lula Cardoso Ayres, também não simpatiza com a idéia de fazer download dos filmes. “Mesmo o filme sendo de domínio púbico, eu prefiro comprar. Mesmo sabendo que não é pirataria, prefiro pagar pelo trabalho autoral, pelo conteúdo agregado”, diz. “Acho a iniciativa bem interessante. Ver no computador as obras clássicas é muito válido como conhecimento, mas não simpatizo muito com a idéia de não pagar”, completa Ayres, que sequer pega filmes em locadora.

“Não alugo. Se gosto de filme, prefiro comprar para colecionar. E hoje em dia, com TVs por assinatura e canais especializados em filmes, não vejo necessidade de locadoras”, opina. Ayres recomenda o site Internet Movie Database (IMDB), o Silent Era (especializado em cinema mudo) e, para compras, a Amazon. “É incrível como encontramos raridades na Amazon, com qualidade excelente de imagem e a um preço bem barato.

Serviço
www.imdb.com
www.amazon.com
www.silentera.com

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2046 retalha passado, presente e futuro

Friday, December 23rd, 2005

Paulo Rebêlo
Revista Pipoca Moderna / dezembro.2005

A edição de 2004 do Festival de Cannes atrasou sua programação só para exibir a estréia de “2046″, ainda em versão não-finalizada. O filme de Wong Kar Wai também abriu salas de cinema nos Estados Unidos com pompas elogiosas dos críticos de arte e, no Brasil, passou em festivais com excelentes resenhas na imprensa. “2046″ tem muitos méritos, é lindo, poético e majestosamente interpretado por seus protagonistas, mas é para poucos. Talvez por isso chegue só agora ao cinema no país. Complicado e retalhado, às vezes peca pelo excesso de mistura entre a realidade e o imaginário, desnorteando o espectador.

Tony Leung Chiu Wan (de “Herói” e “Conflitos Internos”) é um jornalista/escritor que retorna a Hong Kong para finalizar um romance, achando que está escrevendo uma obra futurista quando, na verdade, trata-se do passado. Em suas lembranças e frustrações, segue uma jornada de relações com quatro mulheres em períodos diferentes no quarto 2046, que também é o título do livro. A trama retoma o tema e o personagem do clássico “Amor à Flor da Pele”, vivido por Leung em 2000, e também marca o retorno de Gong Li às superproduções e aos olhos do Ocidente, após um longo período fazendo filmes menores na Ásia.

Gong Li é aquela atriz de “Lanternas Vermelhas” (1991), “A História de Qiu Ju” (1992) e “Adeus, Minha Concubina” (1993), que durante uma década foi musa do cinema chinês. Ela compartilha a trama com a nova sensação feminina, a bela Zhang Ziyi (de “O Clã das Adagas Voadoras” e “Herói”) que, inclusive, é justamente considerada a “nova” Gong Li na China, diante do carismo e do sucesso de seus filmes em todos os continentes.As duas ainda poderão ser vistas no mês que vem em “Memórias de uma Gueixa”.

O ponto forte de “2046″ é, sem dúvida, a direção de Wong Kar Wai, diretor cultuado não apenas na Ásia, mas queridinho de várias atrizes de Hollywood, como Nicole Kidman, que se oferecem abertamente para um dia filmar com ele. Não à toa, Kar Wai é o diretor com a maior quantidade de filmes (seis, no total) selecionados entre os “100 Melhores Filmes Chineses em 100 anos” da Hong Kong Film Awards. Todos filmados entre 1989 e 2000. Kar Wai também foi o primeiro chinês a faturar o prêmio de melhor diretor no Festival de Cannes, em 1997.

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Kung Fusão é o escracho chinês

Friday, December 23rd, 2005

Paulo Rebêlo
Revista Pipoca Moderna / dezembro.2005

Stephen Chow é um cara de sorte. Em Kung Fusão (Kung Fu Hustle, 2004, China/HK), ele repete o estilo de comédia escrachada que o consagrou na China mas, estranhamente, consegue replicar o sucesso no Ocidente com uma bilheteria monstruosa. Para se ter idéia, o filme dirigido, produzido, escrito e atuado por Chow teve a maior quantidade de salas durante a estréia nos cinemas americanos para uma produção estrangeiro, ficando à frente de obras primas como Herói e Clã das Adagas Voadoras. No Brasil, a recepção também foi calorosa, até mesmo para os críticos tradicionais de cinema – o que é, de fato, surpreendente.

Estamos falando de uma comédia politicamente incorreta, com piadas sobre defeitos físicos, feiúra e trejeitos. No entanto, o carro-chefe é mesmo o estilo peculiar e nonsense de Chow, sua marca registrada, e também o que lhe diferencia das comédias politicamente incorretas de Hollywood. No script, temos um vilarejo na China rural sob ameaça de ser invadido por uma gangue urbana. Com a iminente invasão, os moradores trapalhados acabam se mostrando mestres de kung fu e cheios de segredos do passado. A exemplo de outros filmes de Chow durante a década de 90, Kung Fusão mistura uma ternura simples para todo mundo entender, com pitadas de filosofia marcial nas entrelinhas, a qual só os iniciados talvez consigam pegar.

Boa parte das piadas se perdem na tradução das legendas e na cultura chinesa, principalmente durante algumas paródias de filmes asiáticos. Mas, também há zombaria com Hollywood. Impagável é a cena que simula Matrix e a luta contra milhares de Mr. Smith. O estilo de Chow é considerado deveras nonsense até na China, onde chamam de “Mo Lei Tau”. Quem quiser conferir algumas das obras clássicas de Chow, vale a pena procurar Shaolin Soccer (China/HK, 2001) que ganhou distribuição pela Miramax em 2003. Em 2006, chega a seqüência de Kung Fusão.

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Para se molhar de medo: Dark Water

Wednesday, November 23rd, 2005

Paulo Rebêlo
Revista Pipoca Moderna // novembro.2005

Quando “Água Negra” foi lançado nos cinemas, Walter Salles não resistiu às críticas e abriu o jogo: disse que nunca mais irá aceitar entrar no esquema (furado) de Hollywood quando o estúdio pinta e borda com a direção do filme, inclusive, alterando demais o trabalho do diretor. Verdade ou mentira, fato é que, quando o próprio diretor vai a público para reclamar do resultado final do seu filme, é porque algo deve ter saído bem errado.

Nesta produção americana de história japonesa e diretor brasileiro, mãe e filha procuram um apartamento para morar, no auge de um divórcio conturbado em que os pais disputam a guarda da menina. Encontram o lugar quase perfeito, mas uma infiltração no teto começa a tirar o sono de todo mundo, parece nunca ter conserto e, pior, a água que pinga é cada vez mais escura. A filha passa a ter amigos imaginários e assim o espectador é apresentado a uma vã tentativa de refazer um clássico do drama de terror japonês.

Para quem nunca ouviu falar de “Honogurai Mizu No Soko Kara”, o filme original de Hideo Nakata em 2002, “Água Negra” não chega a ser um filme ruim. Apenas não assusta tanto quanto o trailer sugere e peca, sobretudo, em querer explicar fenômenos inexplicáveis. Talvez esteja aí a “mão fantasma” dos estúdios, para adaptar ao gosto dos americanos.

De destaque só a atuação dedicada de Jennifer Connely e o desperdício de bons atores em papéis secundários, como Tim Roth na pele de um advogado tedioso e Dougray Scott como o marido arrogante, além de uma Ariel Gade que divide opiniões como a filha que vê fantasmas.

A comparação entre filme japonês e remake é até injusta. Quem quiser conferir pode procurar o DVD de Nakata que também está saindo no Brasil. Primeiro, porque o “Água Negra” original é um dos maiores sucessos no estilo hoje chamado de “j-terror”, que é como os fãs batizaram o terror japonês de forte apelo dramático e sem apresentar, necessariamente, um fim todo fechado.

Segundo, porque é quase um jogo dos sete erros em relação à quantidade de detalhes – de suma importância – que foram deixados de fora na filmagem norte-americana. Por exemplo: a presença da menina-fantasma e seu surrado capuz amarelo, em plena luz do dia e cenário completamente iluminado, que resulta tão assustadora quanto qualquer clichê de terror utilizado por Hollywood.

O segredo? Está nos detalhes. O motivo de sucesso da maioria dos j-terror reside nas entrelinhas e nos detalhes, aparentemente insignificantes, que depois vão fazer com que o espectador entenda melhor a trama e se assuste ainda mais.

OS SUCESSOS DE HIDEO NAKATA

Apesar do fiasco do remake, o japonês Hideo Nakata não tem do quê reclamar da insurgência americana em seus domínios cinematográficos. Nakata é o pai do “blockbuster asiático” “Ringu”, de 1998, um terror contagiante que ganhou refilmagens de sucesso não apenas nos Estados Unidos, mas no próprio continente asiático com remakes coreanos do mesmo filme.

A refilmagem americana “O Chamado”, dirigido por Gore Verbinski em 2002, é uma das melhores, se não a melhor, adaptação de um filme asiático. Sem perder o conteúdo e o efeito psicológico do original, a produção americana foi ainda mais longe no fator “susto” e deixou muita gente de cabelos em pé no cinema. Ironicamente, Nakata foi chamado para dirigir a seqüência – “O Chamado 2”, outro título recém chegado ao DVD – mas se perdeu no meio do caminho. Nakata tentou adaptar o estilo j-terror ao estilo de produção americana e não deu certo, pois deixou o maior sucesso do primeiro de lado: os sustos.

Hideo Nakata começou a carreira com “Joyû-rei” (Japão, 1996) já falando sobre aparições sobrenaturais e inexplicáveis, em uma trama que envolve o próprio set de filmagem. Deu continuidade ao sucesso com Ringu dois anos depois, consagrando-se ainda mais com “Kaosu” (Chaos, 1999), que ganhou distribuição nos Estados Unidos; e a continuação de “Ringu”, no mesmo ano. Atualmente, está na pré-produção de “The Eye”, um remake (americano!) desta vez de um horror chinês, lançado em 2002, que já ganhou duas continuações.

É interessante notar como a água é quase um ator em seus filmes. No “Água Negra” original, a presença é do início ao fim da trama, um detalhe relevante que foi “esquecido” na produção americana. Em “Ringu”, apesar de não lidar diretamente com o assunto, a água é outra constante, sempre presente nos momentos de reviravolta da trama e funcionando como um alicerce no enredo. Basta lembrar das cenas filmadas em poços…

Por sinal, durante “O Chamado 2” americano, o clima, digamos, ameno é revertido em apenas uma única cena realmente aterrorizante, inevitavelmente envolvendo a água. Os filmes de Nakata são realmente para se molhar de medo.

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