ELEIÇÕES // Experiências reforçam resultados do Bolsa Família e enfraquecem oposição a Lula
NORDESTE // Especialistas acompanham a manutenção do programa e dizem que situação das comunidades pobres melhorou
Paulo Rebêlo
Diario de Pernambuco - 02.mar.2008
fotos: Juliana Leitão/DP
Meia dúzia de galinhas para ajudar o complemento das refeições e dois ou três porquinhos para ajudar no trabalho pesado da roça. Era tudo o que a agricultora Maria José da Silva, 48, sempre quis na zona rural de Pombos, na mata sul de Pernambuco. Nunca conseguiu. Não sobrava nada do dinheiro repassado pelo Bolsa Família, principal sustento da agricultora, do marido José Manoel e de mais cinco pessoas debaixo do mesmo teto - dois filhos, um genro, uma nora e um neto de apenas dois meses de idade.
Há menos de dois anos, contudo, a família de Maria José deixou de figurar na ala comum dos beneficiários - 11,1 milhões em todo o Brasil - da principal bandeira política e social do Governo Federal. Agora, em vez de usar o dinheiro para comprar alimentos ou suprir demandas imediatas, ela reserva quase tudo para investir em aquisições com as quais, a médio prazo, possa gerar renda própria e garantir a sustentabilidade. “A gente comprou galinha, mas não agüentaram o calor. Eu sempre quis ter um porquinho para me ajudar na roça… agora temos logo dois!”, orgulha-se.
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