Nov 30 2005

O que é podcast? Aprenda a ouvir e fazer um

Categoria: InternetRebêlo @ 19:24

Paulo Rebêlo
especial para o UOL Tecnologia (link original c/ imagens)

O nome lembra alguma bugiganga de Star Wars e agora todo mundo anda falando no assunto, mas que danado é o podcast? Apesar do termo complicado, podcast nada mais é do que um blog de áudio. É um site, pessoal ou comercial, pelo qual os usuários ficam sabendo, automaticamente, quando tem novidade para escutar. Pode ser música, entrevistas, programas esportivos ou qualquer outra coisa, tudo em arquivos MP3 ou outro formato digital, como Windows Media (WMA) ou Wave (WAV).

Não à toa, os mais conservadores preferem chamar de “áudioblog” em vez de podcast, visto que este nome é uma clara referência ao iPod, aquele aparelho portátil para ouvir música digital da Apple. Com o sucesso estrondoso do iPod, aliado ao popular broadcast (algo como “transmitir amplamente”, em inglês), surgiu o podcast. Você escolhe os sites com conteúdo de áudio para assinar e, pela Internet, o iPod faz a sincronia para você ouvir em qualquer lugar.

Então, podcast precisa de iPod? Pelo nome, até parece que sim, mas não é. Basta um computador conectado à Internet para tirar proveito das transmissões de áudio em sincronia automática. Com o uso de programas (softwares) específicos, você assina seus podcasts preferidos e escuta em casa, no horário mais conveniente. Melhor ainda, você pode ser o dono do seu próprio show, criando seu próprio podcast para as pessoas escutarem.

E, se você quiser ir ainda mais além, o mesmo processo também pode ser feito com vídeos. Os chamados videoblogs ou vid(eo)cast ainda não são tão populares, principalmente por causa da velocidade de conexão -um vídeo leva bem mais tempo do que um arquivo de música para chegar ao seu computador.

Saiba como escutar podcasts no iTunes

O pioneiro e mais popular programa para podcast é o iTunes, da Apple. Primeiro, temos que fazer o download em www.apple.com/itunes/download.

Escolha se você usa Windows ou MacOS e clique em “download iTunes - free”. Veja que é preciso ter um mínimo de 256 Mb de RAM e processador de 500 MHz ou superior. Feito o download, instale normalmente.

Ao abrir o iTunes, você tem a opção que o programa procure suas MP3s e WMAs para organizar, assim você pode ouvir no próprio iTunes e, depois, usá-las como podcast.

Agora, vá para a biblioteca (library) do iTunes e veja a opção “Podcast” no menu da esquerda. A partir daí, você já poderá assinar os programas disponíveis nessa janela. Repare no quadro à direita, com os “Today’s Top Podcasts”, ou seja, os mais populares do dia. Não há limite para assinar, mas lembre-se que esses aí estão todos em inglês.

Antes de procurar podcasts em português, tente assinar um dos modelos disponíveis no iTunes para testar. No exemplo, assinamos um programa de entrevistas e comentários sobre tecnologia, chamado “This WEEK in Tech”, considerado um dos melhores da área.

Agora é só clicar sob o nome do programa, escolher a opção “assinar” (subscribe) e ir baixando os arquivos de áudio - o iTunes faz isso automaticamente. A depender da velocidade da sua conexão, pode levar vários minutos. Em seguida, é só clicar no botão de “play” e escutar. Você ainda pode escolher com que freqüência o iTunes irá verificar, online, quando há novos programas disponíveis. Basta ir nas configurações (Settings).

Experimente outros programas para ouvir podcasts

Se você acha o iTunes muito pesado ou complicado, saiba que já existem diversos outros programas que fazem a mesma coisa e, em algumas situações, com recursos mais amigáveis e interessantes. Os dois mais populares entre usuários é o iPodder e o Ziepod, ambos gratuitos.

Baixe o iPodder em ipodder.sourceforge.net/download na versão Windows, Linux ou MacOS. Ele é bem menor do que o iTunes, com apenas 6 Mb, mas serve apenas para “puxar” os podcasts, você ainda vai precisar do iTunes para escutar. A vantagem do iPodder é por ser um ótimo organizador, para quem tem várias listas de podcasts.

Ao abrir o iPodder, sua lista terá apenas duas entradas. Clique no botão de “+” (add new feed) para começar a cadastrar seus podcasts.

Vamos tomar como modelo o podcast do Amaury Jr., que conseguiu a primeira entrevista do Maluf depois que saiu da prisão. Pelo site do apresentador, você verá o botão de RSS.

Basta clicar com o botão direito do mouse, escolher “Copiar atalho” e colar no iPodder. Só isso. Agora, a assinatura já está na base de dados do programa e só falta baixar o arquivo para escutar.

Escolha o link do podcast desejado e aparte no botão de “catch up”, para que o iPodder busque as últimas atualizações da sua lista de podcast. Terminado o download, é só clicar novamente e escolher para tocar. Você ainda pode selecionar todos os programas anteriores para escutar.

Não esqueça de, depois, passar no Podcast Directory do programa, que é um rápido organizador de podcasts, já com os principais buscadores, como o PodNova.

O ZiePOD é ainda mais leve do que o iPodder, tem apenas 2 Mb. Você pode baixar em www.ziepod.com. Feita a instalação, na primeira vez que for rodar o programa você pode procurar por podcasts disponíveis no Feedzie, que é integrado ao ZiePOD.

De fácil uso, é só clicar no botão de “+ ADD” para colar o link dos endereços RSS com podcasts. O ZiePOD vai sincronizar o áudio e você já pode escutar.

Há uma infinidade de programas diferentes, vale a pena sair experimentando para ver o que melhor lhe agrada. Basicamente, o funcionamento é semelhante em todos: achar um podcast, sincronizar e escutar. Como o podcast nada mais é do que um link do tipo RSS, muito comum para ler notícias, há os chamados agregadores de RSS que servem para ler e ouvir, como é o caso do popular FeedDemon.

Outros aplicativos que merecem atenção:
aPodder;
Doppler;
iPodder X;
PodSpider;
para ver outros, procure em Podcastingnews.

Em português

Como sempre, o Brasil é um dos países com mais assíduos em traquinas tecnológicas. Com o podcast, não poderia ser diferente. Várias pessoas já estão gravando - em casa mesmo! - muita coisa bacana para você assinar e ouvir. É como uma grande comunidade online de rádio sob encomenda.

Os sites de busca sempre são referências para procurar qualquer coisa, mas saiba que também existe sites específicos para buscas de podcasts. Em geral, são diretórios agrupados por temas. Alguns dos sites são:

www.ipodder.org/directory/4/podcasts
www.podcast411.com/page2.html
www.feedzie.com
www.podcastalley.com/
www.podcast.net/
www.podcastpickle.com/
www.podnova.com/
www.podcastdirectory.com/

A maioria dos podcasts em português surgem de iniciativas pessoais, então é mais fácil você procurar em sites de busca ou pedir links para amigos que já estejam antenados. No site PodcastingBrasil, por exemplo, há vários exemplos de programas.

Faça seu próprio podcast para todo mundo ouvir

Então você gostou da brincadeira e agora quer virar apresentador de rádio online e ter o seu próprio show? É mais fácil do que parece. No entanto você precisa ter um espaço disponível em um servidor na Web para mandar seus arquivos de áudio. Pode ser o espaço do seu site pessoal ou procurar empresas especializadas em blog e podcasts, por exemplo.

Lembre-se que arquivos de áudio são relativamente grandes, quando comparados a textos e imagens. Primeiro, vamos lembrar que estamos lidando com arquivos digitais, então seu “programa” precisa estar convertido para MP3, WMA, WAV ou algum outro formato. A melhor opção é o MP3, por ser o mais fácil e popular (praticamente todo mundo vai conseguir ouvir em qualquer computador). O WAV também seria uma alternativa, se não fosse o tamanho: ocupa mais de dez vezes o tamanho do MP3.

Você pode criar um podcast para que as pessoas escutem as suas músicas preferidas, fazer coletâneas de canções, divulgar sua banda, comentar as notícias do dia, opinar sobre os acontecimentos mundiais ou quem sabe, inventar um show e entrevistar pessoas. Se você quiser apenas ter uma mini-rádio online, as MP3s do seu computador já fazem o trabalho. Por outro lado, para criar um programa de entrevistas ou comentários, você vai precisar gravar a sua voz.

Para quem usa um programa de voz sobre o IP, é mais fácil. Você precisa ter o microfone para falar, certo? Só que agora vai gravar. Você pode usar o próprio gravador do Windows (na pasta Acessórios do Menu Iniciar) e pronto. Não é preciso nenhum hardware adicional e nem precisa ter um computador potente.

Ou pode usar qualquer outro programa que lhe seja conveniente. Muita gente usa um gravador digital (aqueles que também tocam MP3) ou um Palmtop/iPaq. A melhor e mais fácil opção é o programa Audacity, gratuito, que pode ser encontrado em audacity.sourceforge.net/.

O Audacity é um editor de áudio, ou seja, parte da premissa de que você já gravou seu arquivo. O bom é que os menus podem ficar em português, mas não repare muito em eventuais defeitos de tradução. No exemplo abaixo, abrimos o arquivo “trote-login.mp3″ para editar. Você agora pode mudar um pouco a qualidade do áudio. Quanto mais qualidade, maior será o tamanho final do arquivo e, consequentemente, mais tempo levará para os ouvintes conseguirem ouvir.

O Audacity é tão bom que você pode fazer gravações por ele! No exemplo abaixo, é preciso definir a entrada de som, ou seja, de onde você irá gravar: microfone, placa de som etc. Clicamos na opção mais simples, a “What U Hear”, que significa que o Audacity pode gravar qualquer áudio que sair das suas caixinhas de som. Se você colocar uma música para tocar em MP3, ele grava. Se você entrar em um jogo, em um site com animação e som, ele também grava. É só clicar no botão REC (Gravar).

Com o tempo, você vai aprender muita coisa bacana com o Audacity e se transformar num verdadeiro operador de som. Por exemplo, com o mouse, você pode selecionar um trecho da música/comentário e escolher uma série de efeitos disponíveis.
Reprodução

No exemplo ao lado, selecionamos os primeiro cinco minutos do nosso arquivo de áudio.

Agora, pelo menu de Efeitos, vamos à opção de “velocidade” para reduzi-la! É um dos efeitos mais bacanas. Reduza em 10%, clique em OK e veja a diferença.

Experimente reduzir a velocidade de uma música heavy metal. Você vai estar brincando de DJ. Você ainda pode mexer com o aumento de graves, fade in/out, equalização, normalização, delay e vários outros efeitos.

Atenção: você pode trabalhar no formato WAV, mas você vai precisar do codificador LAME para transformar os arquivos em MP3. Faça o download da versão mais nova (confira pelos números) em www-users.york.ac.uk/~raa110/audacity/lame.html. Depois, descompacte o arquivo ZIP para qualquer pasta do seu computador.

Dicas
A depender do objetivo do seu podcast, a qualidade do arquivo final do MP3 pode influenciar bastante o resultado. Na hora de gravar, escolha de 48 a 56k Mono para comentários seus, como se fosse um talk radio. Para música, caso o seu podcast vá ser uma estação pessoal de rádio, opte por 64k em diante. Com 128k, você terá qualidade similar a CD, mas só quem tem conexão banda larga vai conseguir escutar bem!

Outros programas
O Audacity é imbatível. Com apenas 2.4 Mb e de graça, você grava e edita praticamente qualquer coisa necessária para um podcast, digno de um programa de rádio online. A maioria das opções é paga, mas se você quiser tentar, algumas são bem conhecidas até mesmo por profissionais de som:

CakeWalk - uma série de ferramentas pagas específicas sobre áudio

GoldWave Digital Audio Editor - ferramenta similar ao Audacity, porém mais colorida e com recursos extras para profissionais. Também é mais flexível com arquivos gigantescos de áudio e qualidade extrema

Adobe Audition - com a grife da Adobe, é o mais caro de todos e a opção preferencial para quem pode pagar US$ 300. Tem todos os recursos, mais opção de gravação de CD embutida e outras firulas, além da interface padrão da Adobe -

Sound Forge - um dos mais populares de antigamente, lembra um pouco o GoldWave. Hoje em dia, só é encontrado em bibliotecas de downloads na Internet, como o Hitsquad Musician Network.

Último passo: publique e divulgue seu podcast

Com o arquivo MP3 ou WAV gravado, basta mandar para o seu servidor e partir para o último passo: criar o link RSS para que outras pessoas possam sincronizar o podcast. Quem gosta de blog já deve estar familiar com o conceito de RSS. Serve qualquer programa editor de blog que consiga criar vínculo RSS.

Por isso, a melhor opção é ter uma conta de blog para que o sistema faça o serviço automático para você. Os mais comuns, Wordpress, Typepad e MovableType, já fazem isso. O Blogger ainda não. Se você já usa eles, é só criar uma nova entrada no blog (como se fosse um post), vincular (”linkar”) para o arquivo de som que você mandou para o servidor e pronto.

Se você não sabe como criar o vínculo RSS manualmente, não tem problema. A melhor opção é entrar no FeedBurner e digitar o endereço do seu site na caixa de endereço.

O FeedBurner irá procurar, automaticamente, por vínculos do tipo “Atom” (similar ao RSS) e do tipo RSS 2.0. Veja no exemplo, que ele encontrou suporte para duas versões de RSS e para o Atom.

Clique em “Next” e escolha como vai se chamar o endereço do seu vínculo (feed). No exemplo, escolhemos “rebelo” como nome, então o endereço final (URL) do seu podcast será http://feeds.feedburner.com/rebelo

É preciso ter uma conta no FeedDemon, mas é gratuito e o processo é rápido, pode ser feito na hora. Caso o nome que você tenha escolhido (no nosso caso, “rebelo”) esteja disponível, lá está o link do seu podcast pronto. Envie o arquivo para o servidor e pronto, é só começar a divulgar o link para seus amigos.

Para verificar se tudo está funcionando bem, vá ao Feed Validator e cole o link do seu vínculo RSS para testar.

Ficou difícil?
Marinheiros de primeira viagem podem ter uma dificuldade inicial na hora de fazer o próprio podcast, caindo por terra o velho ditado de “falar é fácil…”. Se você não tem blog, não tem espaço suficiente em servidor ou, simplesmente, não quer ter dor de cabeça com nada disso, uma opção é pagar a mensalidade para serviços específicos de podcast.

No exterior, está virando uma febre. Aqui no Brasil, várias empresas estão descobrindo o nicho de mercado e, aos poucos, lançam planos de assinatura específicos para podcast. É o caso da NetPoint e da Brasil Podcast. Consulte também o suporte técnico do seu provedor.

Divulgue seu podcast

Você não vai querer enviar um e-mail para toda sua lista de contatos e avisar do seu podcat, certo? E sim divulgar para o mundo inteiro. Aproveite a onda e use os serviços de divulgação para podcasts. O melhor de todos o PodCastingNews. Desça um pouco a tela do site e clique na opção “Add Your Podcast”, logo abaixo da tarja laranja de “Resources”.

Você tem duas opções: se registra no sistema e divulga sozinho (mais rápido) ou envia um e-mail para os administradores, clicando na opção “submit the Podcast info”. Se optar por esta alternativa, mande no formulário que irá aparecer na tela:

- o nome do seu podcast;
- uma descrição dele;
- o endereço do feed RSS ou Atom;
- a categoria de podcast desejada;

Também com uma grande biblioteca de podcasts, o Podcast Alley tem um sistema parecido. Clique em “Add your podcast” e siga as instruções.

Em português, os melhores lugares para divulgar seu podcast são aqueles nos quais você também encontra, além de dicas e suporte, várias outras pessoas querendo divulgar seus programas e suas opiniões.

www.brasilpodcast.com.br
www.eupodo.com.br
www.podbrasil.com.br
www.podcastbrasil.com/forum/

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Nov 30 2005

Web 2.0 - uma nova forma de participar

Categoria: JornaisRebêlo @ 10:33

Paulo Rebêlo
Folha de Pernambuco - 30.nov.2005

A internet é a mesma, mas o jeito como as pessoas trocam informações e participam
do mundo virtual está mudando. De um mero receptor de conteúdo, o usuário tem
agora uma gama de serviços online que o transforma em emissor, um papel bem
mais ativo, participativo e interativo. A mudança foi batizada de “Web 2.0″ pelos
especialistas e estudiosos do tema, mas o fato é que nem todos se dão conta da
novidade.

Não faz muito tempo, o usuário de internet era apenas um leitor, um receptor. O
conteúdo era criado por “profissionais” e apresentado na web. Com o tempo, novas
ferramentas interativas foram surgindo, como os weblogs. A situação de hoje com a
Web 2.0 é o extremo do que ocorreu na época de ouro dos blogs. Milhões de pessoas
estão migrando de serviços antigos para novas ferramentas bem mais interativas e,
melhor ainda, passam a ser donos de conteúdo próprio e invertem os papéis. Não
são mais espectadores.

A base da Web 2.0 consiste em quatro serviços online e gratuitos, com novos
adeptos a cada dia: o Flickr, um sistema de fotolog turbinado, porém ao mesmo
tempo discreto e profissional; o RSS, uma tecnologia de agregar notícias e recebêlas
em tempo real quando são atualizadas; o Podcast, pelo qual você pode se tornar
um apresentador de rádio e ter programas de entrevistas; o Wiki, um conceito de
edição aberta de conteúdo no qual todos escrevem ao mesmo tempo; entre tantos
outros.

Se você ainda não usa as ferramentas da Web 2.0 (veja box na página 2), é bom ir
se mexendo. Um exemplo é o Del.icio.us que, apesar do nome, não tem nada a ver
com culinária. Trata-se de um gerenciador social de bookmarks pelo qual você
compartilha, com todos, o endereço de sites interessantes. Ao se logar no sistema,
você tem acesso aos bookmarks dos participantes e pode classificar os sites por
popularidade ou tópico. Melhor ainda, acabou o problema de “perder” os favoritos na
reinstalação do Windows, já que eles ficam disponíveis online.

Recursos são trunfos do Flickr

Parece apenas mais um site de fotolog, mas não é. Em pouco tempo, o Flickr ganhou
a simpatia dos usuários e as atenções do mercado. Não à toa, foi adquirido pelo
Yahoo e já é responsável por um acréscimo considerável da popularidade do portal.
O objetivo do Flickr é abrir um espaço personalizado para o usuário gerenciar ou
exibir fotos, mas sem a badalação dos fotologs com dezenas de comentários sem
sentido e competição para ver quem tem mais acesso ou “amigos”.

O maior trunfo do Flickr, contudo, é a possibilidade de enviar as fotos para o site a
partir de várias fontes: computador, celular, palmtop, e-mail etc. Os recursos de
gerenciamento e organização também contam, pois o usuário pode acrescentar
tarjas (tags) em cada foto, como se fosse uma palavra-chave. Assim, quem procurar
por fotos do “Recife”, por exemplo, terá uma lista com as pessoas que tenham
marcado o nome da cidade nas imagens.

A administradora de empresas Paula Karina, adepta das fotos digitais, só conheceu o
serviço há dois meses. “É o Flickr que me incentiva na fotografia digital, já que posso
publicar várias fotos ao mesmo tempo em um único dia. Os outros impõem uma
série de restrições”, explica. Anderson Stevens, que trabalha com comércio exterior,
realça que o espaço é “reservado para quem realmente gosta de fotografia e quer
expor, ajudando outras pessoas a aprender mais sobre a arte”, diz. Junto com o
estudante Marcos André de Melo, os três formam o típico perfil dos usuários da Web
2.0. “Conheço praticamente todas as opções de fotolog, mas é no Flickr que arquivo
minhas fotos, debato técnicas e faço amigos interessados nos mesmos temas”,
completa Melo.

Textos, blogs e fotos via RSS

Com tanta novidade, conteúdo, fotos e notícias em tempo real na internet, fica difícil
ter tempo para ler e conhecer tudo, certo? Pois, em vez de visitar vários sites para
se atualizar, saiba que a tecnologia RSS (do inglês, Really Simple Syndication) pode
agregar tudo em um único software e levar até você. Com um programa leitor de
RSS, você acrescenta os endereços específicos e recebe o conteúdo. O Flickr, por
exemplo, disponibiliza o link RSS para avisar quando há fotos novas disponíveis para
visualização.

A maioria dos sites de notícias na internet já possui o link. Procure pelo pequeno
quadrado vermelho/laranja na página principal ou, simplesmente, pelo nome RSS.
Para os iniciantes, um bom início é procurar os programas Feedreader, Awasu,
FeedDemon, SharpReader e tantos outros para escolher. Você também pode guardar
seus links RSS online, em serviços como o Bloglines, que já oferecem uma imensidão
de sites com o recurso.

SERVIÇO:
www.bloglines.com
www.feedreader.com
www.sharpreader.net
www.awasu.com

Enciclopédia sempre aberta

Bons tempos em que a Barsa servia como decoração nos móveis da sala. Com a
digitalização das enciclopédias, os principais títulos foram gravados em CD-ROM ou
DVD, como foi o caso da Britannica, do Almanaque Abril e da Encarta, esta sob a
grife Microsoft. Com o conceito de Wiki, a história é outra. De graça, você tem na
internet a Wikipedia, uma enciclopédia em oito idiomas e no esquema colaborativo,
ou seja, você também pode escrever textos e publicar sobre assuntos do seu
conhecimento.

“Descobri a Wikipedia há quatro meses e acho fantástico como é fácil de usar. Em
português não tem tanto conteúdo quanto em inglês, mas é bom do mesmo jeito.
Além dos artigos técnicos e científicos, você pode ler as opiniões das pessoas, as
divergências… é bem interessante”, explica a administradora de sistemas do CIn na
UFPE, Juliana Gouveia. Uma das grandes vantagens da Wikipedia é que,
diferentemente do Google, as informações estão organizadas e divididas por tópicos
e subtópicos, a exemplo de uma enciclopédia de papel.

SERVIÇO:
www.wikipedia.com

Sobre Podcast - aqui

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Nov 23 2005

Xbox 360 não vem para o Brasil

Categoria: JornaisRebêlo @ 13:13

O Brasil pode dar adeus ao Xbox 360, o novo console de videogame da Microsoft. A empresa não vai e nem pretende lançar o produto no mercado brasileiro. Fontes da própria empresa, no Brasil e nos Estados Unidos, garantem que a carga tributária (impostos), o alto índice de pirataria e a falta de incentivos do governo isolam o País do mais potente videogame da atualidade. O Xbox 360 foi lançado ontem no varejo americano e, até o final deste ano, chega ao Japão e à Europa - incluindo Portugal. Para quem quiser sonhar, resta apenas a opção de importar legalmente o produto de outros mercados ou sofrer na mão do contrabando.

Paulo Rebêlo
Folha de Pernambuco - 23.novembro.2005

Mesmo assumindo que não haverá lançamento no País, a Microsoft trouxe para a capital paulista vários exemplares do Xbox 360 para apresentação na feira EGS (Electronic Game Show) realizada entre os dias 19 e 21 deste mês. O estande da empresa foi o maior e mais concorrido deste evento, que nasceu no México e foi realizado pelo segundo ano consecutivo no Brasil. Quatro videogames ficaram disponíveis para testes de três minutos, desde que o candidato se dispusesse a enfrentar a fila - uma média de duas horas de espera. E o pior é que ninguém estava achando ruim.

Para os especialistas, não há dúvidas de que o Xbox 360 é o videogame mais potente da atualidade e teria chances reais de tomar o lugar do popular Playstation 2, da Sony, líder absoluto de vendas há quase dois anos no Brasil e em vários mercados internacionais nessa categoria. Deixando detalhes mais técnicos de lado, basta lembrar que o Xbox trabalha com três processadores PowerPC 3.2 GHz cada.

Apesar dos milhões de dólares investidos em propaganda e da estratégia de mostruário na feira EGS, o Xbox não será vendido no Brasil. Não há previsão e, aparentemente, também não há a menor intenção da Microsoft em trazer o produto. Em nota oficial, o diretor de negócios, jogos e entretenimento da empresa, Milton Beck, diz que a companhia está “estudando as melhores formas de trazer o Xbox 360 ao Brasil, mas enquanto isso não ocorre, queremos mostrar os avanços alcançados no competitivo mercado de consoles”. No entanto, o próprio Beck é enfático quando questionado sobre os reais motivos da jogada: o prejuízo certo para a empresa.

Em conversa com a Folha Informática durante a EGS, Beck não poupou críticas ao atual sistema tributário brasileiro, com uma carga de impostos que inviabiliza completamente a venda legalizada do console. “Temos um fator dificultador, que é a pirataria; mas o fator impeditivo são os impostos. O imposto de importação é alto, o imposto sobre produtos industrializados é alto, ainda temos o ICMS, o PIS/Confins e vários outros tributos para entregar oficialmente o Xbox ao consumidor. É inviável, impraticável e nada interessante, financeiramente falando, para a Microsoft”, define Beck. “Estamos conversando com o governo, é verdade, mas até agora não temos sequer uma luz no fim do túnel”, antecipa.

No Brasil, custo seria de R$ 4 mil

Não é complicado entender o cálculo da Microsoft. A empresa reconhece, inclusive, que até nos Estados Unidos o console é vendido abaixo do custo de fabricação. O Xbox é comercializado em duas versões: uma com 20 Gb de disco rígido por US$ 299 e outra com 40 Gb por US$ 399. Para compensar o investimento, o preço final para o consumidor americano seria de US$ 700 segundo estimativas. A compensação do prejuízo vem, de acordo com os gerentes da empresa naquele país, com a venda de jogos em grande quantidade.

Em um cálculo rápido, o diretor de jogos e entretenimento da Microsoft no Brasil, Milton Beck, garante que a versão de 20 Gb do console não sairia por menos de R$ 4 mil por aqui. “Quem vai comprar um videogame por este preço? Se nós tivéssemos como reduzir nossa margem de lucro e adaptar, faríamos isso, mas com a conjuntura atual e o governo cobrando cada vez mais impostos, não é interessante para a empresa sob nenhuma hipótese”.

Beck ainda explica que o consumidor precisa ter cuidado se for comprar um Xbox 360 em lojas brasileiras. “Não há impedimento legal para que o mercado importe o produto por conta própria, mas a Microsoft não garante assistência técnica, suporte, enfim… não é oficialmente reconhecido pela empresa”, adianta. E ainda assim, ele duvida que as lojas daqui consigam oferecer o console a um preço competitivo, mostrando à reportagem da Folha os cálculos envolvendo impostos de importação, ICMS, PIS/ Confins, IPI e assim por diante.

Para o usuário final, sobra a opção de tentar importar o console diretamente dos Estados Unidos, como pessoa física, pagando imposto de importação, frete e custos extras - veja box abaixo.

Quanto custa importar o Xbox 360 por conta própria

Valor nos EUA: US$ 299 (R$ 800)
+ 50% do imposto de importação
+ US$ 50 para impostos da loja
+ US$ 100 para o frete
Total: R$ 1.600, para a versão de entrada, com um joystick e 20 Gb, sem assistência e suporte técnico da Microsoft *.
* cálculo para pessoa física, com base em dólar comercial, valor de frete pode ser variável e valores consultados nas lojas americanas CompUSA.com, Amazon.com e Bestbuy.com

Feira reúne 25 mil pessoas em três dias

Três dias com as placas de vídeo mais recentes do mercado, os jogos mais populares, promoções de acessórios para PC e vários estandes de demonstrações das novidades que estão por vir. Assim foi a Electronic Game Show (EGS) deste ano, no Expo Center Norte, em São Paulo, que reuniu 25 mil pessoas. Além das exposições, houve ainda filas quilométricas para participar de campeonatos de games ou, simplesmente, ter o gostinho de jogar um lançamento por poucos minutos.

No total, foram 21 expositores em uma área de 9 mil m². “A EGS Brasil está definitivamente na agenda dos grandes eventos de games do mundo”, vangloria-se o diretor da Oelli (organizadora do evento), Ivan Cordon. Apesar da ausência de empresas conhecidas, como a Electronic Arts, Cordon só foi elogios à participação do público e dos expositores. A diretora comercial da Oelli, Christina Peruch, antecipou que novidades possam surgir a partir de 2006. “No México, realizamos a feira duas vezes por ano, porque há demanda. Estamos estudando a possibilidade de fazer o mesmo por aqui, mas ainda não é 100% confirmado”, antecipa.

Evento divulga campanha de combate à falsificação

Como não poderia deixar de ser, a pirataria de games foi uma constante nas conversas entre expositores e público. Os organizadores aproveitaram a oportunidade para divulgar a campanha “Quem compra jogo original ganha sempre”, uma iniciativa de empresas associadas para mostrar as vantagens do produto oficial para o consumidor.

A atitude refletiu-se, inclusive, no preço do ingresso, ao custo de R$ 20. “Não fazemos um evento barato, porque nosso foco não é atrair qualquer um, mas um consumidor selecionado que tenha condições de pensar em comprar jogo original. É o nosso público”, define a diretora comercial da Oelli, Christina Peruch.

Para o diretor de jogos da Microsoft, Milton Beck, a pirataria de games no Brasil atrapalha qualquer negócio. “A gente calcula que 95% dos jogos para computador são piratas. A Microsoft só vende títulos para PC que são fabricados aqui, não existe nenhuma estratégia comercial para sustentar um prejuízo como este”, reclama. “Com o Xbox 360, além dos impostos, teríamos um prejuízo dobrado pela atuação dos piratas”, diz Beck.

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Nov 23 2005

Para se molhar de medo: Dark Water

Categoria: Cinema, RevistasRebêlo @ 9:17

Paulo Rebêlo
Revista Pipoca Moderna // novembro.2005

Quando “Água Negra” foi lançado nos cinemas, Walter Salles não resistiu às críticas e abriu o jogo: disse que nunca mais irá aceitar entrar no esquema (furado) de Hollywood quando o estúdio pinta e borda com a direção do filme, inclusive, alterando demais o trabalho do diretor. Verdade ou mentira, fato é que, quando o próprio diretor vai a público para reclamar do resultado final do seu filme, é porque algo deve ter saído bem errado.

Nesta produção americana de história japonesa e diretor brasileiro, mãe e filha procuram um apartamento para morar, no auge de um divórcio conturbado em que os pais disputam a guarda da menina. Encontram o lugar quase perfeito, mas uma infiltração no teto começa a tirar o sono de todo mundo, parece nunca ter conserto e, pior, a água que pinga é cada vez mais escura. A filha passa a ter amigos imaginários e assim o espectador é apresentado a uma vã tentativa de refazer um clássico do drama de terror japonês.

Para quem nunca ouviu falar de “Honogurai Mizu No Soko Kara”, o filme original de Hideo Nakata em 2002, “Água Negra” não chega a ser um filme ruim. Apenas não assusta tanto quanto o trailer sugere e peca, sobretudo, em querer explicar fenômenos inexplicáveis. Talvez esteja aí a “mão fantasma” dos estúdios, para adaptar ao gosto dos americanos.

De destaque só a atuação dedicada de Jennifer Connely e o desperdício de bons atores em papéis secundários, como Tim Roth na pele de um advogado tedioso e Dougray Scott como o marido arrogante, além de uma Ariel Gade que divide opiniões como a filha que vê fantasmas.

A comparação entre filme japonês e remake é até injusta. Quem quiser conferir pode procurar o DVD de Nakata que também está saindo no Brasil. Primeiro, porque o “Água Negra” original é um dos maiores sucessos no estilo hoje chamado de “j-terror”, que é como os fãs batizaram o terror japonês de forte apelo dramático e sem apresentar, necessariamente, um fim todo fechado.

Segundo, porque é quase um jogo dos sete erros em relação à quantidade de detalhes – de suma importância – que foram deixados de fora na filmagem norte-americana. Por exemplo: a presença da menina-fantasma e seu surrado capuz amarelo, em plena luz do dia e cenário completamente iluminado, que resulta tão assustadora quanto qualquer clichê de terror utilizado por Hollywood.

O segredo? Está nos detalhes. O motivo de sucesso da maioria dos j-terror reside nas entrelinhas e nos detalhes, aparentemente insignificantes, que depois vão fazer com que o espectador entenda melhor a trama e se assuste ainda mais.

OS SUCESSOS DE HIDEO NAKATA

Apesar do fiasco do remake, o japonês Hideo Nakata não tem do quê reclamar da insurgência americana em seus domínios cinematográficos. Nakata é o pai do “blockbuster asiático” “Ringu”, de 1998, um terror contagiante que ganhou refilmagens de sucesso não apenas nos Estados Unidos, mas no próprio continente asiático com remakes coreanos do mesmo filme.

A refilmagem americana “O Chamado”, dirigido por Gore Verbinski em 2002, é uma das melhores, se não a melhor, adaptação de um filme asiático. Sem perder o conteúdo e o efeito psicológico do original, a produção americana foi ainda mais longe no fator “susto” e deixou muita gente de cabelos em pé no cinema. Ironicamente, Nakata foi chamado para dirigir a seqüência – “O Chamado 2”, outro título recém chegado ao DVD – mas se perdeu no meio do caminho. Nakata tentou adaptar o estilo j-terror ao estilo de produção americana e não deu certo, pois deixou o maior sucesso do primeiro de lado: os sustos.

Hideo Nakata começou a carreira com “Joyû-rei” (Japão, 1996) já falando sobre aparições sobrenaturais e inexplicáveis, em uma trama que envolve o próprio set de filmagem. Deu continuidade ao sucesso com Ringu dois anos depois, consagrando-se ainda mais com “Kaosu” (Chaos, 1999), que ganhou distribuição nos Estados Unidos; e a continuação de “Ringu”, no mesmo ano. Atualmente, está na pré-produção de “The Eye”, um remake (americano!) desta vez de um horror chinês, lançado em 2002, que já ganhou duas continuações.

É interessante notar como a água é quase um ator em seus filmes. No “Água Negra” original, a presença é do início ao fim da trama, um detalhe relevante que foi “esquecido” na produção americana. Em “Ringu”, apesar de não lidar diretamente com o assunto, a água é outra constante, sempre presente nos momentos de reviravolta da trama e funcionando como um alicerce no enredo. Basta lembrar das cenas filmadas em poços…

Por sinal, durante “O Chamado 2” americano, o clima, digamos, ameno é revertido em apenas uma única cena realmente aterrorizante, inevitavelmente envolvendo a água. Os filmes de Nakata são realmente para se molhar de medo.

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Nov 23 2005

Oldboy é trunfo de trilogia da vingança

Categoria: Cinema, RevistasRebêlo @ 8:14

Paulo Rebêlo
Revista Pipoca Moderna // novembro.2005

O título é até engraçado, mas Oldboy tem quase nada de cômico na sangrenta trajetória de Oh-Daesu em busca do responsável por tê-lo seqüestrado e aprisionado, durante 15 anos, em um pequeno quarto de hotel. Apesar de visceral e hiper violento, conquistou Cannes e o mundo com a brilhante atuação de Choi Min-sik no papel de Oh-Daesu, com destaque para as cenas onde ele literalmente engole um polvo vivo e o célebre confronto múltiplo no corredor, com a arma inusitada: um martelinho qualquer. Nesta tomada, o cansaço e estafa de Daesu e dos seus adversários são reais, visto que o diretor fez questão de filmar tudo em uma única seqüência, sem cortes.

Não à toa, Oldboy virou hype no Ocidente bem rápido, não somente por conta das inusitadas reviravoltas da trama, mas grande parte por conta da “moda” de Quentin Tarantino adotar filmes orientais como afilhados. Em Oldboy, Tarantino não teve participação alguma (nem em sonho), mas depois que assistiu em Cannes fez questão de dizer que o filme tornou-se um de seus favoritos. Pronto, bastou isso.

Oldboy, produção sul-coreana de 2003, é a segunda na chamada “trilogia da vingança” – cuja primeira película é Sympathy for Mr. Vengeance (Boksuneun naui geot) de 2002 – que tornou Park Chan-wook internacionalmente reconhecido e aclamado, na Coréia, como o mais genial diretor da safra atual. Mesmo com seu primeiro filme rodado em 1992 (Moon Is the Sun’s Dream), ele começou a ganhar os holofotes foi em 2000 com “Gongdong gyeongbi guyeok JSA”, também conhecido como Joint Security Area. O tema é bem delicado: as relações e ideologias divergentes entre as duas Coréias, norte e sul.

Depois de assistir Oldboy, vale a pena procurar o primeiro filme da trilogia, nas melhores locadoras ou, se não encontrar, pedir o DVD pela Internet. A exemplo de Oldboy, a trama é enrolada, mas garante um ótimo filme: um surdo-mudo chamado Ryu precisa a todo custo de dinheiro para bancar o transplante de rim da irmã. Para tal, resolve com a namorada seqüestrar a filha do chefe, só que nem tudo é o que parece. Em tempo: para variar, o remake americano de Oldboy já foi anunciado, sob direção de Justin Lin, um taiwanês-americano sem filmes conhecidos na bagagem.

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