Out 26 2005

Flock: um “Firefox” turbinado

Categoria: JornaisRebêlo @ 22:54

Folha de Pernambuco - 26.outubro.2005

A nova vedete da Internet tem nome de cachorrinho: Flock. É assim que se chama este novo navegador, desenvolvido por um pequeno grupo de programadores na Califórnia e tendo como inspiração o Firefox, principal concorrente do Internet Explorer da Microsoft. O Flock não chega, ainda, a ser uma alternativa para competir com os dois famosos, mas apresenta-se com novidades bem interessantes.

Para os atuais usuários do Firefox, o Flock é como se fosse uma versão turbinada deste, porém, agregando funcionalidades novas. Por enquanto, o uso ainda é para testes, mas o download pode ser feito gratuitamente no site oficial ou em sites especializados de softwares por qualquer um. As principais mudanças no Flock dão conta de recursos já conhecidos pelos internautas mais assíduos ou avançados, como é o caso do menu de Favoritos/Bookmarks, os quais podem ser compartilhados online.

Os Favoritos podem ser integrados ao “del.icio.us”, uma comunidade online cujo objetivo é compartilhar os melhores sites da Internet. Você pode guardar os seus no servidor do sistema e no próprio Flock. O programador também vem com um leitor de notícias em RSS embutido, inclusive, com recursos de adaptação para vários sistemas de blog, algo que pode agradar em cheio os blogueiros de plantão. É possível criar um post diretamente do navegador, com um editor próprio.

Firefox chega à marca dos 100 milhões

O Firefox, principal concorrente do Internet Explorer, acaba de atingir a marca de 100 milhões de downloads, registrados oficialmente pelo site do grupo desenvolvedor. Os entusiastas do software livre comemoraram na Internet, em fóruns e blogs, sobre como um pequeno projeto se tornou grandioso a ponto de ameaçar a hegemonia da Microsoft.

Apesar de pouco conhecido entre usuários iniciantes - detém apenas 15% do mercado, em média - pesquisas já revelam que o Firefox tem mais de 50% de adesão entre profissionais de tecnologia e usuários avançados. O segundo principal lançamento do grupo desenvolvedor, a versão 1.5, está prevista para sair em novembro. De acordo com a Internet World Stats, os usuários do Firefox no mundo já somam 90 milhões.

Outra função pioneira no Flock é um mecanismo de busca embutido, chamado de Clucene. Ao visitar uma página na Web, o motor de busca indexa todo o conteúdo do site de modo a permitir uma pesquisa depois. O usuário escolhe se quer manter o conteúdo guardado depois de sair do site ou se prefere apagar, por conta da privacidade. A navegação em múltiplas janelas, por meio de abas, também está melhor do que no Firefox.

Firefox chega à marca dos 100 milhões

O Firefox, principal concorrente do Internet Explorer, acaba de atingir a marca de 100 milhões de downloads, registrados oficialmente pelo site do grupo desenvolvedor. Os entusiastas do software livre comemoraram na Internet, em fóruns e blogs, sobre como um pequeno projeto se tornou grandioso a ponto de ameaçar a hegemonia da Microsoft.

Apesar de pouco conhecido entre usuários iniciantes - detém apenas 15% do mercado, em média - pesquisas já revelam que o Firefox tem mais de 50% de adesão entre profissionais de tecnologia e usuários avançados. O segundo principal lançamento do grupo desenvolvedor, a versão 1.5, está prevista para sair em novembro. De acordo com a Internet World Stats, os usuários do Firefox no mundo já somam 90 milhões.

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Out 26 2005

Doom: o clássico na tela grande

Categoria: JornaisRebêlo @ 22:49

O mais clássico dos jogos de tiro para computador, Doom, finalmente ganhou uma adaptação cinematográfica. A estréia ocorreu na última sexta-feira nos cinemas americanos e deve chegar às telas nacionais em breve. Além de previsíveis sangue e tiroteio, vem um desafio ainda maior: conquistar um público híbrido, ou seja, os fãs antigos do game e aqueles atrás de apenas mais um bom filme de ação com uso de câmeras “nervosas”. É que a saga de filmes baseados em jogos (e vice-versa) até hoje nunca atendeu as expectativas. Se até Steven Spielberg anda assinando contrato com produtora de jogos eletrônicos para filmar, é bom ficar de olho no que vem por aí.

Paulo Rebêlo
Folha de Pernambuco - 26.out.2005

A produção de Doom nos cinemas foi acompanhada com afinco pelos fãs, inclusive, pela Folha Informática em duas matérias no primeiro semestre deste ano. Depois de seguidos fiascos dos jogos que viram filmes - Resident Evil, Double Dragon, Street Fighter… - a promessa dos diretores foi de realmente levar a emoção do jogo para as telas, transformando o público em espectador passivo de um game.

Dirigido por Andrzej Bartkowiak, Doom traz o exótico “The Rock” como personagem principal: o sargento que salva o mundo. Vale lembrar que o filme é baseado no terceiro título da série, o qual leva os atores a uma estação espacial em Marte onde coisas estranhas acontecem com os residentes. Uma equipe liderada por “The Rock” vai investigar e, ao chegar à estação, tem que encarar os colegas de trabalhos transformados em zumbis por uma força misteriosa.

O enredo comum entre filme e jogo também compartilha de objetivo igual: apenas uma desculpa para muitos tiros, sangues e, no caso específico de Doom, várias seqüências de tirar o fôlego. Os fãs podem conferir o trailer e vários vídeos independentes de Doom na Internet, o suficiente para notar que, diferentemente de outras investidas cinematográficas de jogos, Doom possui uma classificação adulta (a partir de 17 anos, nos EUA) e não corta as cenas mais fortes para poupar crianças e adolescentes.

Até agora, as críticas dos jornais americanos a Doom não têm sido das melhores, apesar de a maioria reconhecer nunca ter jogado o game. Uma das seqüências mais célebres e empolgantes é, justamente, quando a tela do cinema mostra apenas a arma em punho, enquanto o ator sai caminhando e atirando nos zumbis, em uma reprodução fidedigna (conferida por vídeos na Internet) do jogo.

Maioria dos filmes não deu certo

Durante o final de semana da estréia nos EUA, Doom arrecadou US$ 15,4 milhões. Pouco, quando comparado aos estimados US$ 80 milhões gastos na produção. Por outro lado, Doom pode se vangloriar de ter conquistado boa parte do público que gosta de filmes de ação, situação bem diferente de outras empreitadas.

A primeira grande investida de Hollywood na seara dos games foi em 1993, com Super Mario Bros. O encanador baixinho, redondo e bigodudo (!) já era uma febre nos consoles da Nintendo, mas colocou tudo a perder nos cinemas, não obstante o elenco do calibre de Bob Hoskins, John Leguizamo e Dennis Hopper. No ano seguinte, dois fiascos seguidos: Street Fighter e Mortal Kombat.

Muitos acreditam que a maioria dos filmes adaptados não deu certo por causa da redução de cenas violentas, ocorridas em quase todas as produções. Exemplo clássico foi Mortal Kombat, cujo game chegou a ser proibido em vários países de tão violento. Tentaram filmar seguindo a mesma lógica mas, durante a edição para os cinemas, cortaram quase tudo e a classificação etária foi fixada em 13 anos.

Microsoft, Spielberg… todo mundo quer

Mesmo com os fracassos de bilheteria, os investimentos nas adaptações só fazem crescer, movimentando um mercado bilionário envolvendo franquias de games e estúdios de cinema. E como em briga de cachorro grande vira-lata não mete o focinho, figurões como Steven Spielberg já estão no páreo.

Spielberg acaba de assinar um contrato com a Electronic Arts (EA) para ajudar no design, enredo e personagens de novos jogos da produtora. A empresa ainda não se pronuncia sobre os tipos de jogos que deverão ser desenvolvidos, mas o mercado espera uma mudança drástica. É que a EA é mundialmente conhecida - mas pouco lucrativa - com a franquia esportiva de Fifa, NHL e outros do gênero.

A Microsoft é outra gigante interessada nos dividendos dos games. Um dos jogos mais lucrativos de todos os tempos, Halo, também vai virar filme. Halo foi lançado para Xbox e PC, mas o maior sucesso, a continuação Halo 2, só chegou aos consoles. Peter Jackson, diretor da trilogia Senhor dos Anéis e atualmente dirigindo o remake de King Kong, já foi escolhido para ser produtor-executivo do filme Halo.

Dungeon Siege, outro sucesso para PC da Microsoft, também chega aos cinemas em 2006 e já foi todo filmado. Conta com Jason Statham (de “Carga Explosiva”, atualmente nos cinemas) no papel principal, além de Ray Liotta, Leelee Sobieski e Burt Reynolds.

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Out 23 2005

Psicose em DVD duplo de aniversário

Categoria: Cinema, RevistasRebêlo @ 8:20

Paulo Rebêlo
Revista Pipoca Moderna // outubro.2005

É fácil reconhecer um admirador verdadeiro de Alfred Hitchcock. Basta perguntar se Psicose (Psycho, 1960) faz parte de sua coleção de filmes do mestre de suspense. Se não fizer, o lançamento do DVD duplo de comemoração de um dos mais aterrorizantes filmes de Hitchcock é a oportunidade que faltava. Psicose tirou o sono de muita gente na década de 60 e, mais impressionante, ainda hoje – 45 anos depois – consegue assustar. Não é fácil. Tente assistir qualquer filme de suspense dos anos 70/80 para conferir. Muitos parecem comédias.

Psicose é a adaptação do livro de Robert Bloch, escrito dois anos antes, descrevendo a vida e os crimes do perturbado Norman Bates, vivido nas telas com maestria por Anthony Perkins. Ele é curiosamente simpático, característica que abandonou nas continuações de Psicose nos anos 80. Diferentemente de Janet Leigh, atriz que representa em postura quase estática a personagem Marion Crane – a desavisada que resolve passar uma noite no Bates Motel – Perkins representa muito bem a conturbada e sombria imaginação do personagem principal. Uma aposta certeira do diretor, visto que o Bates original do livro era gordo, baixinho, bem mais velho e nem um pouco agradável.

As duas cenas clássicas e mais marcantes do filme – chuveiro e escadas – atingem o ápice do medo com a sombria trilha sonora e com o jogo de câmeras. No chuveiro, o take dura apenas 45 segundos, mas foram necessárias 70 tomadas até agradar de vez o diretor. Vale lembrar que, em uma época onde os filmes já eram coloridos, Hitchcock optou por filmar Psicose em preto e branco por achar que as cores o deixaria pesado demais para a audiência. E parece ter dado certo, para uma produção que custou 800 mil dólares e rendeu mais de R$ 40 milhões.

Curiosidade: vale prestar atenção na quantidade de referências a pássaros durante o filme, não apenas nas locações, como também nos nomes em inglês. Três anos depois, Hitchcock lançou Os Pássaros (Birds, 1963), desta vez tirando a vontade de muita gente em levar os filhos para brincar ao ar livre.

Continuações de qualidade subjetiva –

Psicose II só chegou aos cinemas 23 anos depois, em 1983, quando Hitchcock já estava morto. Dirigido pelo ainda hoje semi-desconhecido Richard Franklin, trouxe de volta Anthony Perkins para contracenar com Vera Miles, a mesma atriz que, antes do lançamento do Psicose original, fazia parte de uma campanha publicitária do filme em que Hitchcock aparecia em tour pelo motel e pelo casarão de Bates.

Em 1986, Psicose III chegava às locadoras brasileiras e foi responsável por apresentar a muita gente o mundo de Norman Bates, visto que naquela época era praticamente impossível encontrar cópias do primeiro filme, até mesmo no mercado pirata. Curiosamente, a terceira produção é dirigida pelo próprio Anthony Perkins, no auge de seu caráter sombrio ao personagem.

O quarto e último filme da série não passou pelos cinemas e foi direto para a TV, desta vez dirigido pelo estreante Mick Garris (havia dirigido apenas seriados) em uma espécie de “como tudo começou”, mostrando a infância de Bates e a juventude tresloucada da mãe. E foi em 1998 que o clássico ganhou um remake, com críticas das mais diversas, mas que despontou nos cinemas com Vince Vaughn e Anne Heche dirigidos por Gus Van Sant.

Quem era rato de locadora ainda deve lembrar do filme Bates Motel, de 1987, também feito exclusivamente para a televisão e com outros personagens. No caso, Bud Cort representa Alex West, um dos colegas de Norman Bates em um asilo que resolve assumir o motel após a morte do amigo.

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Out 19 2005

Horário de verão não muda tarifas

Categoria: JornaisRebêlo @ 21:02

Paulo Rebêlo
Folha de Pernambuco, 19.out.2005

Os internautas de acesso discado à Internet, via telefone e modem, podem ficar tranqüilos em relação ao horário de verão, válido em boa parte do território nacional, mas não nas Regiões Norte e Nordeste. Com os relógios adiantados em uma hora, a tarifação dos pulsos telefônicos continuam seguindo os horários locais em vigência, ou seja, nada muda por aqui.

A tarifa reduzida é quando o internauta paga apenas um pulso telefônico - cerca de R$ 0,14 - independente das horas em que fique online. É válido de segunda a sexta, entre 0h e 6h, e a partir das 14h do sábado até a 6h da segunda-feira. Nos outros horários, os pulsos são cobrados a cada quatro minutos de uso do telefone, encarecendo a conta ao final do mês.

A Telemar esclarece que trabalha com os horários locais de cada cidade.A empresa, em conjunto com a Anatel, ainda esclarece que não é verdadeiro o e-mail que anda circulando pela Internet de que haverá um fim do pulso único. O e-mail com o boato diz que os horários de tarifação serão reduzidos e reclama até mesmo da “omissão e conivência” dos órgãos de defesa do consumidor”.

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Out 19 2005

Projeto capacita turma de Peixinhos

Categoria: JornaisRebêlo @ 21:01

Paulo Rebêlo
Folha de Pernambuco, 19.outubro.2005

Os alunos do projeto Informar, iniciativa de inclusão digital e cursos profissionalizantes do Porto Digital, estão felizes da vida. É que a primeira turma do projeto na comunidade de Peixinhos acaba de se formar, com expectativas renovadas para seguir adiante na busca por empregos e capacitação. A cerimônia de formatura ocorreu segunda-feira, no Teatro do Mercado Eufrásio Barbosa, em Olinda.

O Informar ganhou destaque nacional e internacional ao incluir socialmente os jovens da comunidade do Pilar, com capacitações em diversas áreas técnicas e de informática. De acordo com a gerente de projetos sociais do Porto Digital, Julianne Pepeu, agora foi criada uma rede de relacionamento entre as duas comunidades, Pilar e Peixinhos.

“Nossa proposta é que, a partir dessa formatura, os alunos do Pilar que já têm mais experiência, contribuam com Peixinhos em orientação técnica. Por outro lado, Peixinhos poderá contribuir com sua experiência em organização, com uma estruturada relacionada às questões comunitárias e participação de seus líderes de associações, e com sua aptidão cultural, já que abriga muitos músicos e artistas locais”, explica Pepeu.

O curso teve duração de 960 horas para capacitação em computação básica, pesquisa social, webdesign, fotografia, vídeo, reforço em português e matemática, entre outras atividades para os alunos, que têm como requisito básico para participar do projeto estar matriculado em alguma escola. Além das disciplinas teóricas e práticas, durante a capacitação, os jovens contaram com o acompanhamento social e psicológico.

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