Archive for September, 2005

Rádios testam tecnologia digital

Wednesday, September 28th, 2005

Este mês, o rádio completa 83 anos no Brasil e, apesar de não ser uma data fechada, marca o início de uma nova e significativa etapa no País: a transmissão digital. As principais emissoras brasileiras já começaram a transmitir a programação com a tecnologia, proporcionando um ganho considerável na qualidade do áudio. Em termos concretos, você pode escutar rádio AM com qualidade de FM e ouvir as músicas FM com qualidade de CD.

No entanto, para usufruir da regalia, é preciso ter um aparelho habilitado para receber os sinais transmitidos digitalmente, diferente do sinal analógico utilizado hoje em dia pelos aparelhos de som. Como prega a lei do mercado, o preço ainda é bem alto por ser novidade, mas já se apresenta como uma alternativa viável a médio prazo. De acordo com a Associação das Emissoras de Rádio e Televisão do Estado de São Paulo (Aesp), em dez anos toda a malha radiofônica do Brasil será digital.

Por enquanto, as únicas emissoras com transmissão digital são as rádios dos grupos Eldorado, Bandeirantes, Jovem Pan, RBS e Sistema Globo de Rádio, mas nenhuma na Região Norte/Nordeste. Outras 30 emissoras já solicitaram autorização à Anatel e devem começar os testes em breve. Para os atuais aparelhos de rádio, nada muda. Com a recepção analógica dos radinhos de hoje, o usuário não percebe mudança na qualidade do som.

O padrão escolhido pelo governo brasileiro é o americano “In Band On Channel” (Iboc, na sigla em inglês), abrindo mão da opção européia de “Digital Radio Mondiale” (DRM). A diferença é que o sistema europeu não permite a transmissão simultânea da programação em analógico e digital, ou seja, deixaria todo mundo fora do ar. O Brasil é o quarto país do mundo a adotar rádio digital, atrás dos Estados Unidos, Canadá e México.

Vantagem não é apenas a qualidade do som

Além de ouvir estações de rádio com qualidade de CD, o sistema digital possui outras vantagens bem interessantes ao ouvinte. A primeira é que não há interferência, tão comum em rádios AM. Um liquidificador ou o motor do carro podem causar interferência na transmissão analógica, por exemplo. Outra vantagem é a convergência de mídias, já que o aparelho de rádio digital pode receber textos e imagens.

Nos Estados Unidos, onde o serviço está mais consolidado - e é pago - o ouvinte recebe informações sobre o clima e o trânsito, com direito a mapas e imagens. No Brasil, durante o período de testes, tudo será gratuito. Ainda não há definição sobre preços futuros. Pelas próximas semanas, novos aparelhos digitais devem chegar ao mercado, principalmente nos sites de comércio eletrônico. O preço é salgado: aparelhos fixos entre R$ 700 e R$ 1.000 e automotivos entre R$ 550 e R$ 700 inicialmente.

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Semana da Ciência e Tecnologia

Wednesday, September 28th, 2005

Com uma economia forte aos olhos internacionais, o Brasil ainda carece de boas políticas públicas para ciência e tecnologia (C&T), apesar dos inúmeros avanços científicos liderados por brasileiros mundo afora. É com esta visão crítica e ao mesmo tempo convidativa que a Semana Nacional de Ciência e Tecnologia quer atrair crianças e adultos, entre os dias 2 e 9 de outubro, em todo o Estado. O evento ocorre pelo segundo ano, tentando popularizar e levar ao público leigo o que há de mais fascinante em C&T, além de promover a inclusão social. Em Pernambuco, a programação é extensa, com diversos pólos de demonstração e aprendizado, a começar por uma canoata com 50 embarcações em uma expedição aberta.

Paulo Rebêlo
Folha de Pernambuco, 28.setembro.2005

Sob organização do Ministério da Ciência e Tecnologia e parceria de institutos, associações e universidades, a Semana Nacional de Ciência e Tecnologia movimenta milhares de pessoas na difusão da ciência para iniciados e iniciantes. Quem participar ainda pode aproveitar os dias de apresentação no Recife para aprender - e procurar saber -como ajudar a incluir socialmente os adolescentes no mundo da tecnologia.

De acordo com o diretor-executivo do Espaço Ciência, José Antônio Pavão, o primeiro evento, em 2004, atraiu cerca de 30 mil pessoas. Para este ano, a expectativa é ainda maior. “Vamos ter pólos móveis que irão circular pela cidade e até mesmo no Interior, diferentemente do ano passado, quando os pólos eram fixos”, conta. Para Iolanda Goulart, da comissão de organização da Semana, trata-se de “uma oportunidade única para as pessoas se familiarizarem com C&T”.

Com o tema “Brasil Olhe para a Água”, a abertura oficial da Semana Nacional será no Marco Zero, com 50 embarcações que irão fazer um passeio educativo pela cidade. “Qualquer um pode participar, desde que leve um colete salva-vidas”, antecipa Pavão. Entre as 50 embarcações, algumas serão para estudo e pesquisa, recolhendo amostras e fazendo análises durante a expedição da canoata.

Durante as atividades na semana, as pessoas poderão conferir festivais e feiras de ciência, concursos, oficinas, atividades unindo ciência, cultura e arte, palestras e discussões públicas, jornadas de iniciação científica e exibição de filmes e vídeos. Pode ser uma boa oportunidade para descobrir a vocação daquela criança que se acha “inventor” ou “cientista”.

Ônibus equipados para a população

Seis ônibus-laboratórios da Prefeitura do Recife vão aproveitar a Semana Nacional para conquistar ainda mais as comunidades interessadas em informática. Cada ônibus está equipado com 13 computadores, todos com acesso à Internet para uso gratuito das pessoas. No primeiro dia, pelo menos dois veículos estarão presentes no Marco Zero, durante a concentração da canoata.

Outros ônibus ficarão abertos à participação popular, como o Ônibus da Ciência. Neste, as pessoas vão poder conferir de perto experimentos científicos e, segundo Antônio Pavão, do Espaço Ciência, até mesmo participar e interagir com as experiências. Em seguida, os ônibus seguem para a Universidade Federal de Pernambuco. No dia 4 de outubro, um ficará disponível no Metrô do Recife.

Os ônibus com computadores fazem parte do projeto Informática das Comunidades, da Prefeitura. Os bairros por onde passam são escolhidos a partir das reuniões do Orçamento Participativo nas comunidades do Recife. Atualmente atendem os bairros de Santo Amaro, Arruda, Macaxeira, Várzea e Totó. Cada veículo também é equipado com TV, vídeo, som, scanner e impressoras, além de climatização.

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Herói e Clã das Adagas Voadoras chegam juntos em DVD

Friday, September 23rd, 2005

Paulo Rebêlo
Revista Pipoca Moderna // setembro 2005

Nos cinemas brasileiros, o diretor chinês Zhang Yimou teve seus dois últimos filmes exibidos ao mesmo tempo. Herói (Ying xiong, 2002) e Clã das Adagas Voadoras (Shi mian mai fu, 2004) já estão disponíveis em DVD e trouxeram ao Brasil o que há de mais avançado e bonito no cinema chinês. Os efeitos de câmera e o ritmo das histórias deixam qualquer mago de Hollywood com os cabelos em pé e, claro, atraíram as atenções dos brasileiros cansados da fórmula maniqueísta típica – de heróis e vilões estereotipados.

Com o lançamento quase simultâneo no Brasil, torna-se difícil não comparar os dois. O diretor é o mesmo e uma das atrizes, a ninfeta Zhang Ziyi, também está presente em ambas as produções. Apesar de temáticas aparentemente distintas, Herói e Adagas Voadoras compartilham um alicerce similar: o abrir mão de uma causa pessoal por uma causa maior. O “greater good” é retratado com maestria na história de Herói, cujo protaganista, Jet Li, é mais conhecido pelos filmes de artes marciais campeões de bilheteria na China.

O mesmo tema é tratado em Adagas Voadoras, porém, de uma forma bem mais palpável ao gosto ocidental – o amor e suas desilusões – enquanto que, em Herói, há um contexto histórico e político bem mais presente. Motivo pelo qual, no Brasil, o gosto médio do público tende a preferir (e a entender melhor) a história contada pelo Clã das Adagas Voadoras a qual, querendo ou não, cedeu um pouco ao melodramático padrão no final do filme. Embora não enfraqueça seus méritos, há de se frisar.

Os dois filmes são frutos de uma nova geração do cinema chinês, ressuscitando um estilo tão popular nas décadas de 60 e 70 na China: os filmes de Wu Xia. A palavra, cuja pronúncia mais correta seria algo como “oo-shyah”, significa “arte marcial medieval” ou “arte marcial montada” que, em bom português, é muita luta com espadas, lanças e cavalos. O retorno desse estilo teve início ainda em 2000, com “O Tigre e o Dragão” (Wo hu cang long) de Ang Lee.

Logo, não espere a habitual pancadaria de socos e pontapés, pois a história é outra, bem mais literata e visual. E é justamente o visual que consegue encantar tanto, como nenhum filme do Ocidente parece conseguir. Em Herói, mesmo que o filme termine e você não entenda exatamente onde está a “causa maior” (por causa do contexto histórico da China), você certamente irá querer assistir de novo só para ver as paisagens e as cenas coreografadas, acredite.

O diretor Zhang Yimou é bem conhecido dos brasileiros, apesar de nem todos terem ligado o nome à pessoa. Foi ele que dirigiu, em 1991, o clássico “Lanternas Vermelhas” (Da hong deng long gao gao gua) e, no ano seguinte, “A História de Qiu Ju” (Qiu Ju da guan si), ambos estrelados por Gong Li, a atriz chinesa mais requisitada naquela época. Não à toa, Zhang Ziyi está sendo considerada, hoje, a Gong Li contemporânea de Yimou.

Um detalhe: esqueça o nome de Quentin Tarantino na capa do DVD de Herói e no crédito inicial que surge antes do filme. A participação dele é nula. Tarantino assistiu ao filme quando esteve no Oriente, gostou e resolveu ajudar a convencer a Miramax a bancar a distribuição nos Estados Unidos. Por isso aparece apenas “Quentin Tarantino apresenta”. Como no cinema também não existe almoço grátis, a Miramax cortou quase 20 minutos da versão original e essa foi a cópia que passou nos cinemas americanos e chegou por aqui.

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Castelo Voador e asas de (muita) imaginação

Friday, September 23rd, 2005

Paulo Rebêlo
Revista Pipoca Moderna - agosto/setembro 2005

Em “O Castelo Voador” (Howl’s Moving Castle / Hauru no ugoku shiro, 2004) o diretor Hayao Miyazaki não teve a mesma recepção calorosa que teve em 2003 nos cinemas brasileiros. O castelo errante de Howl é a nova incursão do mestre japonês de animação em reinos imaginários onde humanos, bruxas e feiticeiros vivem juntos, não necessariamente em harmonia. Para quem assistiu ao filme anterior de Miyazaki, “A Viagem de Chihiro” (Sen to Chihiro no kamikakushi / Spirited Away), o Castelo Voador é quase uma obrigação. Vale lembrar que Chihiro faturou o Oscar de Melhor Animação em 2003 e Castelo Voador foi um dos indicados em 2004.

Como de praxe, o enredo de Castelo Voador é apenas a ponta do iceberg para um mundo de fantasia e vários questionamentos sobre sentimentos humanos, como gratidão e confiança. Uma jovem sobre um feitiço que a transforma em idosa e, a partir de então, parte em jornada para encontrar a bruxa responsável pela magia. No roteiro, vale a pena prestar atenção em personagens abstratos que se assemelham com as produções anteriores de Miyazaki, como a própria Chihiro e clássicos anteriores do quilate de Mononoke Hime (1997), Totoro (1988), Laputa (1986) e Nausicaä (1984).

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Eletrônicos pela metade do preço

Wednesday, September 21st, 2005

Um projeto polêmico, para dizer o mínimo, circula entre os corredores dos ministérios da Fazenda e do Desenvolvimento. Trata-se de um estudo para reduzir drasticamente as alíquotas (taxas) de importação dos produtos industrializados que entram no Brasil, uma iniciativa que pode cortar os preços de eletrônicos e materiais de tecnologia e telecomunicações em até 50%, a depender do caso. Na última ponta, diminui o valor pago pelo usuário final para comprar um computador e outros acessórios, visto que quase tudo do setor é importado. O projeto ainda não virou lei, mas o Ministério da Fazenda confirma o estudo e a intenção de levá-lo a discussão até mesmo nas Nações Unidas. Setores da indústria nacional são contra e criticam a idéia. Confira a opinião de especialistas e como a redução das taxas poderia mudar o cenário da Tecnologia da Informação no País.

Paulo Rebêlo
Folha de Pernambuco, 21.setembro.2005

Comprar produtos de outro país é uma faca de dois gumes para o usuário final. O assunto já foi, inclusive, abordado em reportagem da Folha Informática em maio deste ano, com toda a problemática dos impostos pagos. Quando a importação é industrial, em larga escala e com fins comerciais, os custos com a alíquota de importação é volumoso. É justamente aí onde entra o projeto do Ministério da Fazenda, em reduzir as tarifas de importação de produtos manufaturados de diversos setores, a começar por eletrônicos, telecomunicações e tecnologia.

O impacto é direto. De acordo com o presidente da Associação Nacional de Fabricantes de Produtos Eletroeletrônicos (Eletros), Paulo Saab, a proposta pode reduzir em até 50% a tarifa externa comum (TEC) aos produtos importados de países desenvolvidos, ou seja, quase tudo relacionado ao mundo da informática. A TEC é a tarifa comum usada pelos países do Mercosul e a redução pode soar como música aos ouvidos dos Estados Unidos e da Europa, de onde vêm a maior parte das importações para o Brasil.

Saab, no entanto, é radicalmente contra o projeto. “A proposta pode prejudicar fortemente a competitividade do setor eletroeletrônico, abrindo o mercado para produtos fabricados em países que oferecem benefícios e incentivos à sua indústria, sem qualquer contrapartida para a indústria aqui instalada e no momento errado”, explica, reforçando que a entrada de produtos a preço mais barato pode gerar desemprego. A opinião é compartilhada, oficialmente, pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) e por boa parte do empresariado nacional.

Embora sejam contra em uníssono à proposta da Fazenda, os benefícios na economia também poderiam surgir em um terreno até hoje inóspito ao Brasil: o contrabando. É de conhecimento geral que, no Brasil, o contrabando em informática representa boa parte do mercado “cinza”, com placas e periféricos entrando no País de forma ilegal. Analistas de mercado e economistas explicam que não haveria tanto motivo para contrabando se os impostos caíssem, beneficiando o sistema econômico e dando mais segurança aos consumidores.

Benefício maior seria a longo prazo

Os representantes da indústria não acreditam em benefícios com a redução drástica do imposto de importação, até porque os Estados Unidos e a Comunidade Européia defendem a inclusão do setor eletroeletrônico na negociação da Organização Mundial do Comércio (OMC, órgão das Nações Unidas) prevendo até mesmo tarifas zero a zero. Em outras palavras, eliminar toda e qualquer taxação para o ingresso de produtos vindos outros países.

“O governo aceita abrir totalmente o mercado interno, ao invés de buscar condições que garantam o acesso da indústria brasileira a novos mercados e permitam reduzir o Custo Brasil de forma sustentada”, rebate o presidente da Eletros, Paulo Saab. Para ele, o País ainda precisa avançar em reformas estruturais, de financiamento, políticas industrial, comercial e externa. Saab defende ainda uma redução gradativa e fracionada e reclama que o Governo não ouviu setores da indústria antes de sondar o envio do projeto à OMC.

Enquanto a indústria reclama, as empresas que lidam diretamente com importação e venda de produtos eletrônicos e de tecnologia podem se beneficiar bastante de um imposto reduzido, o que é bom para o usuário final que vai à loja comprar peças e computadores. Esta é opinião do professor de economia da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Ricardo Chaves, que também é a favor de uma redução diferenciada do imposto.

“Temos condições de competitividade muito ruins, carga tributária (impostos/ taxas) violenta, más condições de distribuição e logística. Evidente que abrir ainda mais o mercado para competição externa representa uma dificuldade a mais para a indústria nacional”, explica. “De forma breve, para o consumidor é bom e para o empresário é ruim”, completa.

Quase 60% do valor é de taxas

Ao reduzir a alíquota de importação, a mudança imediata é o preço menor na tabela das lojas. Ao comprar um computador, o usuário estaria adquirindo um produto industrializado que foi taxado menos e, por conseguinte, com um custo menor à montadora, fabricante e revendedora. De acordo com uma pesquisa da consultoria IDC, o gasto com os componentes do PC, quase todos importados, representa 59% do custo total. Ou seja, mais da metade do computador vem de fora.

Não à toa, os preços de placas e periféricos de computador, em sites de comércio eletrônico fora do Brasil, são tão mais baratos - mesmo após a conversão do dólar/ euro para real. Uma das lojas de informática do Recife figura entre as maiores empresas importadoras de Pernambuco em 2004 (faixa de US$ 1 milhão), segundo relatório oficial do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.

Procurados pela Folha, os donos preferiram não divulgar nome, mas foram enfáticos ao reafirmar a abusiva incidência de impostos de importação, entre outras taxações. Eles acreditam que reduzir a alíquota, além de aquecer o comércio e dar mais opções ao consumidor, também reduziria muito o contrabando existente.

Imposto é um dos mais altos do mundo

Deveria transitar em sigilo, mas o projeto do Ministério da Fazenda vazou e a confusão foi armada. São duas propostas em análise: uma da Fazenda e outra do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. Oficialmente, os dois ministérios afirmam em nota que, por enquanto, há apenas a discussão interna no governo. Somente na reunião da Câmara de Comércio Exterior (Camex) será definida uma linha de convergência para as duas propostas.

Para analistas, no entanto, o Brasil está em um caminho sem volta para abrir um pouco mais a economia aos produtos importados, reduzindo as alíquotas. E a explicação é simples. Com um dos impostos de importação mais caros do mundo, se o País não ceder será muito difícil conseguir qualquer vantagem no grande acordo que está sendo costurado por 148 países associados à Organização Mundial do Comércio (OMC), como forma de aquecer a economia.

O Governo já sinalizou que precisa ampliar o acesso das exportações agrícolas, as quais estão, hoje, bastante prejudicadas por conta de barreiras tarifárias e não-tarifárias dos países desenvolvidos, sobretudo Estados Unidos e Comunidade Européia. Então, no final das contas, é uma relação de troca: eles cedem lá e a gente cede cá. No caso, diminuindo um dos impostos que mais afetam os países ricos, visto que são eles que mais exportam produtos industrializados para o Brasil.

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