Archive for July, 2005

OneCare é a nova aposta da Microsoft contra ataques

Wednesday, July 27th, 2005

A “fórmula” de segurança integrada da Microsoft está mais próxima de ficar pronta. O software antivírus da empresa, que já foi abordado em edições anteriores da Folha, acaba de chegar à primeira versão de testes (beta) oficial. Chamado de OneCare, trata-se de um aglomerado de funções para melhorar a performance do computador e proteger de ameaças. Funciona como um aliado do AntiSpyware da Microsoft, já disponível para download há três meses.

Por enquanto, apenas usuários selecionados estão testando o OneCare. A empresa ainda não sabe informar quando haverá uma versão pública, mas garante que é para breve. De acordo com Ryan Hamlin, gerente do departamento de “Care and Safety Group” da Microsoft, o lançamento do OneCare é o “próximo passo para ajudar os consumidores do Windows a deixar o PC sempre saudável”, disse em nota oficial. Na versão final, o OneCare vai integrar antivírus, anti-spyware e um firewall mais robusto do que o disponível no XP.

Enquanto isso, mal divulgou a versão 7.0 do MSN Messenger, a Microsoft já deu início aos testes da 7.5, atualmente em estágio bem inicial e pouco diferente da atual edição. Há poucos avanços e os maiores destaques ficam nos recursos multimídia do mensageiro. Dá para enviar pacotes de voz e fazer uma conversa animada. Alguns botões foram modificados e ganharam outros nomes, mas nada significativo. Ainda não há previsão para abrir os testes ao público, nem a versão final.

Related posts

LifeDrive, da Palm, chega às prateleiras do País

Wednesday, July 27th, 2005

O PDA turbinado da Palm, chamado de LifeDrive, enfim chegou às lojas brasileiras. O produto foi antecipado pela Folha na edição de 6 de julho, quando a fabricante ainda não tinha previsão para o lançamento brasileiro. O portátil tem preço sugerido de R$ 2.199 e vem com monstruosos 4 Gb de memória, conectividade wi-fi e bluetooth, processador Intel Xscale de 416MHz, tela colorida de 320 x 480 pixels, sistema operacional Palm OS 5.4, gravador de voz, toca-MP3 e conexão via USB com o computador.

O LifeDrive é o primeiro de uma nova geração de palmtops com discos rígidos embutidos, mas também tem slot (espaço) para expansão de cartões de memória. Exibe vídeos de alta qualidade e ainda tem uma câmera digital interna. Tantos recursos também são o ponto fraco do produto, pois faz com que seja necessário uma bateria mais potente e pesada - e só agüenta dois dias de uso sem recarregar.

Related posts

Windows Vista é o sucessor do XP

Wednesday, July 20th, 2005

Depois de três anos entre expectativas e boatos, a Microsoft finalmente bateu o martelo sobre o futuro da plataforma Windows. Desde meados de 2002, a empresa desenvolvia um produto, sob o codinome de Longhorn, que viria a se transformar na próxima versão do sistema operacional. Agora, a turma de Bill Gates resolveu oficialmente batizar a cria. Windows Vista é o nome do sucessor do XP, previsto para ser lançado apenas no final de 2006. Ironicamente, Vista é o nome de uma desenvolvedora de softwares quase vizinha à Microsoft, o que pode render um processo judicial antes mesmo do lançamento comercial. Na próxima quarta-feira, a primeira versão de testes ficará disponível para um grupo selecionado de 100 mil pessoas, a fim de encontrar novos defeitos e sugestões. A Folha testou a última versão pré-beta oficial, para desenvolvedores, e antecipa as novidades para você.

Paulo Rebêlo
Folha de Pernambuco, 27.julho.2005

A versão pré-beta1, testada pela Folha, revela novidades na interface e no jeito com que o usuário gerencia e lida com arquivos pessoais, mas nada que salte aos olhos. Por ainda ser uma versão de testes, a performance não é boa e o WinVi chega a ser mais lento do que o XP. Pelo Windows Explorer, onde os usuários costumam perder uma boa parte do tempo movendo e copiando arquivos, agora é possível fazer uma série de pequenas “operações” que antes não dava ou, em alguns casos, eram lentas demais. Nos arquivos de áudio e vídeo, você consegue ver todas as informações da música/filme e até uma visualização rápida, no próprio Explorer, de forma mais integrada.

Para quem gosta de visual bonito, o Vista é um deleite. Janelas, menus e área de trabalho ganharam singelos retoques que, no geral, fazem diferença. O Menu Iniciar continua igual ao do XP, ao menos durante a versão beta. A Microsoft promete um novo estilo visual, completamente tridimensional, quando a versão final estiver quase pronta. No final deste ano talvez já seja possível conferir, na versão beta 2.

A instalação do Vista é diferente. Agora, o usuário só precisa colocar o número do registro (código) do Windows e, se quiser, mudar configurações regionais. Todo o processo é automatizado, sem intervenção humana. Com uma hora de espera, o Vista está pronto para ser visto. Somente para instalar, o computador precisa ter 6 Gb livres em disco, 512 Mb de RAM e processador de 1.5 GHz. Após instalar programas, acessar Internet e jogar, você rapidamente percebe que 512 Mb de RAM é pouco. Não à toa, durante essa fase de testes da Microsoft, é o requisito mínimo de sistema.

Para poder usar a interface em 3-D prometida pela empresa, além de RAM, o usuário também vai precisar de uma placa de vídeo com boa aceleração gráfica. Há recursos avançados de busca. Até a versão beta 2, a promessa é de poder indexar todos os arquivos do disco rígido e pesquisar em segundos, como ocorre hoje com o Google Desktop Search. Com auxílio das chamadas “pastas virtuais” (virtual folders), o usuário não precisa nem lembrar onde salvou os arquivos pessoais, porque basta digitar qualquer palavra para o Windows encontrar.

No Internet Explorer, há função de “parental control” ou controle dos pais, de modo a proibir o acesso a vários sites. É quase como um software adicional ao IE. Na versão testada pela Folha, o Internet Explorer ainda não possui o recurso de navegação-múltipla, por meio de abas, como ocorre no Firefox e é prometido para integrar a versão 7.0 do navegador da Microsoft.

Novidades ainda não empolgam tanto

A promessa era o paraíso: uma revolução no jeito que as pessoas usam o computador, um super sistema integrado, uma fortaleza de segurança máxima e uma performance de disco nunca antes “vista”. Com o Windows Vista, a história é outra. A empresa deixou de lado boa parte dos recursos mais avançados e apresenta apenas um XP mais bonito e com firulas extras.

No entanto, para o gerente de Marketing e Produtos do Windows no Brasil, Rodrigo Paiva, o novo Windows “terá muitos benefícios para todos, independente de sua familiaridade com a tecnologia”. Analistas da indústria nos EUA, por outro lado, são unânimes: o discurso da Microsoft é o mesmo em cada nova versão do Windows.

Nos sites da Microsoft, já é possível participar de fóruns e discussões sobre o WinVi, inclusive, para tirar dúvidas técnicas e pegar dicas de uso. De acordo com Paiva, no Brasil ainda não há previsão de um fórum semelhante para os usuários brasileiros, mas a Microsoft no País estuda a possibilidade de abrir um espaço do tipo. “O mercado brasileiro é muito importante para a Microsoft e temos buscado ampliar nosso leque de produtos para ajudar os usuários daqui a ter a experiência mais completa com a tecnologia”, diz.

Nome pode gerar processo contra a MS

Os executivos da Microsoft prepararam até um vídeo promocional para anunciar o nome do novo Windows. Esqueceram de um pequeno detalhe: Vista é o nome de uma empresa quase vizinha da Microsoft, em Redmond. E o pior, existe desde 1999 e também trabalha com desenvolvimento de softwares para computador. O fundador da Vista, John Wall, disse em entrevista ao jornal Seattle Times que “irá tentar conversar com a Microsoft para ver as opções, mas não desconsidera levar o caso aos tribunais”.

Em nota oficial distribuída à imprensa, a Microsoft explica que o nome foi escolhido entre uma série de opções sugerida pelos programadores. “Vista é sobre a visão de mundo, na qual você é o centro e o foco sobre o que é importante para você”, explica Neil Charney, diretor do departamento do Windows. “Achamos que esta nova versão [do Windows] merecia um nome mais representativo sobre o que leva aos consumidores”, completa.

Related posts

Polícia ou Bandido?

Tuesday, July 19th, 2005

Cinema: Conflitos Internos, filme de Hong Kong, mistura identidades em um jogo mortal.

Paulo Rebêlo
Revista Pipoca Moderna, nº 10 (julho)

O diretor Wai Keung Lau conseguiu reunir a nata do cinema de Hong Kong em “Conflitos Internos” (Infernal Affairs / Wu Jian Dao, HK, 2002), possivelmente um dos filmes policiais mais instigantes já produzidos. Não é à toa que, ainda agora em 2005, continue colecionando prêmios e indicações em várias categorias, incluindo a de melhor filme estrangeiro, melhor ator e melhor ator coadjuvante nos festivais internacionais de cinema.

A essência de Infernal Affairs é relativamente simples: um policial que trabalha disfarçado nas tríades (máfia) chinesas e um integrante das tríades que conseguiu se infiltrar na polícia de Hong Kong e até mesmo se destacar no quadro policial. Desta aparente simplicidade, o espectador se depara com situações bem inusitadas e criativas, com questionamentos sobre a personalidade de cada um. É quando começamos a nos perguntar: até onde o policial continua a trabalhar pela lei e até quando o criminoso é, realmente, movido pelo crime?

O maior trunfo de Infernal Affairs é ter reinventado a forma de se encarar um filme policial de tema batido (máfia) e de abordagem lógica (mocinhos e bandidos). Consegue emocionar sem ser dramático, mexer com sua adrenalina sem desnecessárias cenas de violência e fazê-lo questionar até onde o ser humano consegue manter um ideal frente a uma realidade tão diferente na qual foi ensinado a viver. No caso, o ideal da justiça e do crime.

Não obstante a qualidade da produção, Infernal Affairs não é um filme de fácil compreensão, sobretudo para os cinéfilos menos atentos e o público mais interessado em tiros e explosões. Em algumas cenas, é preciso atenção redobrada nos detalhes das locações para entender os diálogos – uma tarefa particularmente difícil por causa das legendas. Há passagens as quais, enquanto você presta atenção nas legendas para entender os diálogos, pode perder detalhes visuais que vão fazer diferença mais adiante.

As principais perguntas não-respondidas, contudo, são propositais. Infernal Affairs é apenas o primeiro de uma trilogia, cujos dois filmes seguintes foram filmados um ano depois (2003) e rapidamente tornaram-se uma franquia em Hong Kong, com direito a camisas, canecas, canetas e outras bugigangas.

A atuação dos dois atores principais – Andy Lau e Tony Leung Chiu Wai – é responsável por metade dos méritos do filme, mas não chega a ser surpresa para quem acompanha as produções chinesas. Andy Lau participou, entre seus filmes mais recentes e conhecidos no Brasil, de “O Clã das Adagas Voadoras” (Shi mian mai fu, 2004) e é premiado não apenas como ator, mas também como cantor e, em Hong Kong, atua ainda como empresário e produtor de filmes menores.

Tony Leung, o indicado para melhor ator em festivais pela atuação em Infernal Affairs, atuou recentemente em “2046″ (2046, 2004) do venerado Wong Kar Wai, e também pode ser visto atualmente nos cinemas brasileiros em “Herói” (Ying Xiong, 2002) que chegou com três anos de atraso por aqui.

REMAKE - Basta um filme estrangeiro fazer sucesso de bilheteria para Hollywood produzir um remake ocidentalizado. Não foi diferente com Infernal Affairs. A produção americana está em vias de finalização e será lançada em 2006, sob o título de “The Departed” e com direção de Martin Scorcese. Nos papéis principais estão Leonardo diCaprio e Matt Damon, com participação de Jack Nicholson, Alec Baldwin e Martin Sheen.

Verdade seja dita: os remakes americanos têm melhorado bastante. Até meados dos anos 90, os americanos simplesmente ocidentalizavam os filmes em demasia e perdiam muito do original. Atualmente, Hollywood costuma convocar os diretores originais para ajudar na produção/assessoria ou até mesmo dirigir o filme americano, como foi o caso de “O Chamado” (The Ring, 2002) e “O Grito” (The Grudge, 2004).

Related posts

Testamos o Orkut da Microsoft, o Wallop

Wednesday, July 13th, 2005

Versão de testes é toda em Flash, mais pesada e com muitos recursos ainda sem um objetivo prático. Idéia é simular um ambiente Windows dentro do site de comunidades, com direito a abas e “Meus Favoritos”.

Paulo Rebêlo
Folha de Pernambuco, 13.julho.2005

Antecipamos aqui os projetos da Microsoft sobre uma nova rede de relacionamentos e comunidades, aos moldes do Orkut, que se encontra em desenvolvimento e pronto para ser aberto para teste público até o final do ano. Hoje, mostramos com exclusividade como funciona o projeto deste MS-Orkut, ainda em fase bem inicial, batizado de My Wallop pelo departamento de pesquisas online da Microsoft.

A tradução de “Wallop” é complicada, visto que a expressão tem vários significados. Pode significar batida forte, pancada, ruído, vender de forma arrasadora e outros termos. Na Inglaterra, Wallop também é gíria que significa “cerveja”. E só mesmo tomando uma cervejinha para entender como funciona a interface do Wallop, pesada e bem complicada.

No início, o usuário perde um bom tempo só para identificar o que “pode” e o que “não pode” ser clicado, além de tentar encontrar uma finalidade prática para cada recurso disponível.

O conceito de rede de relacionamentos é idêntico ao Orkut. A partir de convites, as pessoas vão entrando na sua rede. A diferença é como isso é mostrado na tela. Por enquanto, nesta fase inicial de testes, só dá para usar o Wallop com resolução de tela de, no mínimo, 1024 x 768 - e com a janela do Internet Explorer maximizada, pois algumas telas não possuem barra de rolagem.

Todo o sistema é desenvolvido em Flash, tornando-o mais bonito do que o Orkut, enquanto, por outro lado, tende a irritar quem está com pressa e exige um pouco mais do computador, por ser mais pesado.

Depois de um tempo, dá para se acostumar e desbravar melhor o Wallop. Até então, tudo parece complicado. A Microsoft reuniu várias funcionalidades típicas da internet: blog, upload de conteúdo multimídia, músicas, buscas na internet e até mesmo “feeds” RSS, uma espécie de aglutinador de notícias. O problema é que o Wallop não parece uma página na web, mas um software rodando no Internet Explorer.

O mouse é bem menos utilizado. A maioria das opções simplesmente aparece ao passar o ponteiro por cima das janelas, um recurso conhecido do pessoal mais técnico, chamado de “hover”. As principais opções do Wallop foram criadas para simular um ambiente do Windows, inclusive, com as abas de Minhas Figuras, Meus Favoritos e Minhas Músicas. Agora com o adicional de “Minhas Referências na Web” e “Meu Blog”.

Related posts