• Home
  • Fotos
  • Crônicas
  • Reportagem
    • Jornais
    • Revistas
    • Web
    • English
  • Outros Textos
    • Cinema
    • imprensa
    • Selecionados
  • rebelox
  • Autor


Conselho Estadual de Cultura à procura de um papel

Posted by: rebêlo    Tags:  pernambuco, política cultural, viver    Posted date:  janeiro 15, 2009  |  No comment

Destino do CEC volta a ser discutido depois de declarações da presidente da Fundarpe e nota de desagravo do colegiado

Paulo Rebêlo
12.janeiro.2009

Fundado em 1967, o Conselho Estadual de Cultura de Pernambuco (CEC) encontra-se novamente sob os holofotes de uma polêmica conhecida: seu real papel no desempenho das políticas culturais. Em nota oficial, os conselheiros rebatem o suposto posicionamento da presidente da Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (Fundarpe), Luciana Azevedo, de que o CEC deva ser extinto.

Nos bastidores, especula-se uma forte tendência dentro do governo Eduardo Campos de revisar a atuação e as diretrizes do CEC. Até mesmo a criação de um novo conselho, mais próximo às políticas adotadas pela Fundarpe, tem sido colocado sobre a mesa de debates. A discussão sobre os rumos do CEC é reincidente. Setores da cena cultural em Pernambuco questionam, nem sempre de forma aberta, o caráter pouco democrático do colegiado e sobre o que é feito, de fato, para melhorar as políticas públicas culturais.

No CEC, o cargo de conselheiro é vitalício e por indicação. Nosite oficial do órgão, não há lista dos atuais dez conselheiros, apenas os já falecidos. Procurado pela reportagem, o CEC informou, por meio da secretaria da entidade, não poder divulgar os nomes sem permissão expressa da direção – o que poderia vir a acontecer durante esta semana. Ainda no site, as páginas sobre a atuação/apresentação do CEC também estão em branco.

O escritor Marcus Accioly, um dos conselheiros, garante que há unanimidade entre o colegiado sobre a nota divulgada contra as declarações da presidente da Fundarpe. “Já dissemos tudo que há para ser dito, não acrescentamos e nem retiramos nada da nota oficial divulgada semana passada”, disse. “Fazemos parte do mesmo governo, o assunto está encerrado”, resumiu o escritor. A próxima reunião dos conselheiros será nesta terça-feira pela manhã.

Divulgada inicialmente pelo colunista Alex, do Jornal do Commercio – ele mesmo um dos conselheiros – a nota revela como o colegiado considera “uma intromissão indevida, repudia as insistentes declarações da diretora da Fundarpe, sobre o que ela vai fazer ou desfazer da Lei que regulamenta a história do CEC. O colegiado não encontra, na dirigente da Fundarpe, competência para tamanha, odiosa e gratuita agressão. Além do mais, não sendo a senhora Luciana Azevedo da área, nem do ramo, não poderia ter sob o seu comando, o valor cultural daqueles intelectuais que integram o colegiado”.

Luciana Azevedo rejeita a noção de que queira extinguir o CEC. “Sempre quando falamos em revisar o sistema de gestão cultural, alguns setores ou pessoas se sentem ameaçados. Estamos falando de políticas públicas participativas, é a meta deste governo. É preciso trazer a classe (cultural) para o debate, para discutir conosco o fomento das políticas culturais. Cumprimos 92% da nossa meta em 2008, tivemos um orçamento nunca antes visto na pasta, a discussão sobre o CEC é muito pequena diante do que vem sendo feito”, retrucou.

Vereadora licenciada (PT) para assumir a Fundarpe no início da gestão Eduardo Campos, Luciana Azevedo não aceita a insinuação de que não é da área. “Sou arquiteta e urbanista, formada pela Escola das Belas Artes, meu trabalho tem ligação direta com preservação do patrimônio público. Como não sou da área?”, questiona. Agora em 2009, as atenções – e cobranças – dos produtores estão voltadas aos R$ 12 milhões destinados pela Fundarpe às iniciativas da produção cultural independente. Foram 230 projetos aprovados, entre 1.189 concorrentes.

  • Compartilhar isto:
  • Email
  • Imprimir
  • Facebook
About the author
rebêlo
Acompanhe os textos também pelo twitter (@rebelox) e pelo facebook.com/paulo.rebelo



Related Posts

A volta dos que não foram

Paulo Rebêlo Terra Magazine * 18.janeiro.2011 Sempre que tragédias ocorrem, como essa reprise de novela da Globo por qual passa...
Bastidores do documentário ‘Manari’

Veja fotos de bastidores e da equipe durante as filmagens do documentário no Flickr. Para ler a reportagem (Carta...

Manari por ela mesma

Universitária nascida na pior cidade do Brasil filma a vida de seus conterrâneos

Paulo Rebêlo
(texto &...





  • mais recentes

    • Um messias chamado torresmo
    • Aquele tal de futuro
    • Elixir do emagrecimento
    • Relações por milhagem
    • Desembarques
    • A palavra-chave para o futuro da Apple
    • Namorando a vovó
    • Honesta gravata
    • O homem backup
    • Lion não é o rei da selva
  • mais lidos

    • Como acabar um relacionamento
    • Homens não ligam no dia seguinte
    • Como conquistar uma mulher
    • O homem primitivo
    • Mulheres que roncam
    • A mulher fresca
    • As cinco mulheres de todo homem
    • Mulheres Bonitas
    • Celular de bêbado não tem dono
    • A mulher infeliz
    • Namorando a vovó
    • A noite da centolla
    • Mulheres de 30
    • Desembarques
    • Aquele tal de futuro
  • + tags

    bares Comportamento história economia consumo backstage natal Vista banda larga política vereadores gestão ciência trabalho desenvolvimento viver USA pobreza Relacionamentos IE PCR bebidas viagem mulheres agreste voip windows educação pesquisa microsoft beta English budapeste obama recife wired sertão eleições imprensa pernambuco webinsider email inclusão leste europeu performance internet EUA europa tecnologia gastronomia casamento telefonia segurança hungria música sociedade office cinema brasil cerveja
  • Arquivos



desenvolvido por AF2 Comunicação
loading Cancelar
Post não foi enviado - verifique os seus endereços de email!
Verificação de email falhou, por favor, tente novamente
Desculpe, seu blog não pode compartilhar posts por email.