• Home
  • Fotos
  • Crônicas
  • Reportagem
    • Jornais
    • Revistas
    • Web
    • English
  • Outros Textos
    • Cinema
    • imprensa
    • Selecionados
  • rebelox
  • Autor


Janela abre discussão sobre retrocesso e corporativismo

Posted by: rebêlo    Tags:  corporativismo, direito, política    Posted date:  dezembro 1, 2008  |  No comment

INFIDELIDADE PARTIDÁRIA // Medida só comprova preocupação com benefício individual

Paulo Rebêlo
Diario de Pernambuco

30.novembro.2008

Corporativismo da infidelidade. Nos bastidores, é assim que se entende a proposta dos parlamentares brasileiros de abrir uma “janela eleitoral” para permitir o tradicional troca-troca de partidos, atualmente proibido pelas regras de fidelidade partidária fixadas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O governo faz o possível para votar a matéria o quanto antes, tratando-a como uma mini-reforma política.

Também conhecida como janela da infidelidade, a negociação parlamentar pode permitir a mudança de partido a até um mês antes das convenções partidárias. Pelas atuais regras do TSE, perdem o mandato todo parlamentar que mudar de partido, sem justificativa, em caráter retroativo a 27 de março de 2007 em diante. O Supremo Tribunal Federal (STF) foi mais além e estendeu a proibição aos demais cargos majoritários, como governadores e presidente da República.

Caso a janela da infidelidade seja aprovada pela Câmara e pelo Senado, teoricamente quem ocupacargo eletivo não será punido pela Justiça Eleitoral. Além de retornar ao tradicional troca-troca partidário, a janela pode mudar os rumos do cenário eleitoral para 2010. Inclusive, com eventuais fusões de partidos nanicos aos grandes núcleos partidários. A incógnita é saber quem serão os principais beneficiados: os políticos individualmente ou os grupos partidários.

Para o cientista político (da UFPE) Adailton Leite, o benefício mais claro é individual e não resolve em nada as profundas falhas do sistema político brasileiro. “É curioso falarem disso agora, mas a reforma política se arrasta há anos e os parlamentares não movem uma palha para aprová-la. Hoje o TSE conseguiu normalizar um pouco a questão; a janela eleitoral irá apenas voltar tudo ao que era antes, ao status quo de antigamente”, acredita Leite. “Todos reconhecem a necessidade se reformar o sistema, mas na prática nada acontece”, lamenta.

Desde a redemocratização do Brasil (na década de 80), a prática de trocar de partido é corriqueira e sempregerou protestos públicos. Desde então, várias iniciativas e minutas de reforma política foram feitas na década seguinte, mas até hoje nunca saíram do papel. O cientista político (da Unicap) Thales Castro garante não se surpreender com mais nada na política e adianta que “toda a bancada da oposição critica fortemente a janela, porque hoje iria beneficiar mais o PT para o quadro eleitoral de 2010. Ao mesmo tempo, trata-se de uma afronta direta ao Poder Judiciário e a comprovação de que no Brasil a política não tem coesão e nenhuma coerência ideológica”, dispara.

Sobre o benefício ao PT, Castro aponta o alto número de partidos considerados “de aluguel” e sem a menor diretriz ideológica ou política. “Poderá haver uma fusão em direção a apenas quatro ou cinco grandes núcleos partidários”, beneficiando quem está no poder. Em Pernambuco, dois deputados federais continuam a ser julgados por infidelidade partidária: Carlos Eduardo Cadoca, ex-PMDB e hoje PSC; e Paulo Rubem Santiago, ex-PT e hoje PDT.

Em artigo recentesobre a janela eleitoral, o analista e professor de Filosofia da Unicamp, Marcos Nobre, ironiza a suposta ingenuidade de políticos que “se elegem por um partido que perde a eleição majoritária e subitamente descobrem que têm afinidades profundas com algum partido da coligação que venceu”. E questiona: “desde a última eleição, quantos deputados e senadores foram expulsos por desrespeitarem diretrizes partidárias?”, pergunta.

O respaldo constitucional é outro problema a ser enfrentado, segundo Thales Castro. “A fidelidade partidária já foi julgada, agora o Legislativo quer mudar as regras, resta saber como será a posição e a resposta do Judiciário”, indaga. Adailton Leite, por outro lado, reforça um dado bastante comum em matéria de fidelidade partidária, antes das regras fixadas pelo TSE: a debandada geral dos deputados após cada eleição.

A fidelidade partidária em vigor foi imposta pelo TSE em outubro de 2007. Seis ministros seguiram o voto do relator, Carlos Ayres Britto, para perda do mandato de quem trocarde legenda após ser eleito por outro partido. Com a decisão, define-se que o mandato pertence ao partido e não ao político eleito.

  • Compartilhar isto:
  • Email
  • Imprimir
  • Facebook
About the author
rebêlo
Acompanhe os textos também pelo twitter (@rebelox) e pelo facebook.com/paulo.rebelo




  • mais recentes

    • Um messias chamado torresmo
    • Aquele tal de futuro
    • Elixir do emagrecimento
    • Relações por milhagem
    • Desembarques
    • A palavra-chave para o futuro da Apple
    • Namorando a vovó
    • Honesta gravata
    • O homem backup
    • Lion não é o rei da selva
  • mais lidos

    • Como acabar um relacionamento
    • Homens não ligam no dia seguinte
    • Como conquistar uma mulher
    • O homem primitivo
    • Mulheres que roncam
    • A mulher fresca
    • As cinco mulheres de todo homem
    • Mulheres Bonitas
    • Celular de bêbado não tem dono
    • A mulher infeliz
    • Namorando a vovó
    • A noite da centolla
    • Mulheres de 30
    • Desembarques
    • Aquele tal de futuro
  • + tags

    recife microsoft PCR leste europeu hungria banda larga sertão desenvolvimento voip natal bebidas educação segurança internet política trabalho IE budapeste telefonia viagem bares agreste europa Comportamento pesquisa música casamento EUA email consumo cerveja cinema gestão obama economia Relacionamentos backstage pernambuco viver inclusão brasil beta ciência USA vereadores windows performance webinsider wired pobreza eleições mulheres Vista gastronomia tecnologia imprensa office English história sociedade
  • Arquivos



desenvolvido por AF2 Comunicação
loading Cancelar
Post não foi enviado - verifique os seus endereços de email!
Verificação de email falhou, por favor, tente novamente
Desculpe, seu blog não pode compartilhar posts por email.